terça-feira, 10 de junho de 2014

Já deveríamos estar com a mente bem acima da atmosfera terrestre.

Pensamento do dia 10 de junho de 2014.

A verdadeira oração é um mergulho no vazio.
Trigueirinho.

Comunicado:

Os neurônios já estão mais escassos, portanto segue o local da Vigília: Sitio Robortella, nos dias 20 e 21 de junho.
A festa junina também.

Pensamento:

Pois bem, orar é cair num vazio.
Literalmente, se analisarmos esta colocação ela parece um convite para que a oração não seja praticada.
Quem quer mergulhar no vazio?
Aonde vou parar?
Aonde vou por meus pés?
O que me espera neste mergulho?
Quem vai comigo?

Na realidade, orar é um mergulho para o desconhecido. Como somos muito infantis, verdadeiras crianças na escola da vida, temos muito que aprender, que conhecer, que descobrir, a oração nos levará para aonde necessitamos naquele momento.
Esta necessidade será identificada pela nossa alma, portanto, a consciência desperta, ou seja a mente, não tem acesso a estes aspectos. Desta forma, não poderemos materializar mentalmente como sempre fazemos.
Por exemplo, posso materializar mentalmente uma bela praia, um mar azul lindíssimo, areias quentes, lindas garotas, abacaxis e mexericas caindo em pencas e saboreando estas frutas divinas (sei que nem todos tem o mesmo gosto, mas este é o meu sonho e minhas frutas), quando na realidade posso estar tirando uma soneca no sofá.
Portanto, a mente tem uma tendência de materializar e com isto adotar o que ela conhece e o que ela já viveu, pois a influência da personalidade é intensa no ser humano.
No nível da alma não é assim, pois prevalece o desconhecido e a personalidade não tem chance de alcançar, então na oração somos projetados para lugares, para contatos, para estruturas, para ambientes, que nem sequer imaginamos que exista, onde não temos a possibilidade de materializarmos mentalmente.
Portanto quando a informação de hoje nos remete para a oração, está afirmando que na oração evoluímos, na oração aprenderemos o que não conhecemos , o que ainda não existe, o que ainda não vivenciamos, os que ainda não contatamos, ou seja, mundos novos se aproximam da nossa pequena e limitada visão do Universo.

Um ser orante é um ser universal, pois sua oração repercute em todo o universo, atingindo estruturas completamente desconhecidas. Tais estruturas, elevadas, sempre darão uma resposta, mas como somos tão limitados e ignorantes, dificilmente iremos perceber qual foi esta resposta. Ainda mais como estamos neste momento, super materializados, super atraídos e presos ao mundo das formas, quando já deveríamos estar com a mente bem acima da atmosfera terrestre.

Enfim este é um vazio espetacular, maravilhoso e o melhor de tudo é o que acontece nestes mundos desconhecidos, que nossa alma nos remete pela oração, onde em algum momento, ou seja, no momento que estivermos preparados, estes mundos se revelam.
A Família Sagrada, Maria, José e Jesus, viviam em vários mundos ao mesmo tempo e obviamente o mais sacrificante foi na consciência da Terra, devido a densa ignorância que prevalecia e prevalece até hoje. Mas, foram muitas orações de muitos seres humanos, ao longo das eras, que discretamente oravam face ao estado de sofrimento que eram submetidos, que estes mundos distantes deram sua resposta pela encarnação desta Família Sagrada, impedindo naquela época que a humanidade terrestre desaparecesse.
A Família Sagrada foi uma das respostas aos constantes apelos pela oração, para que a humanidade pudesse continuar a usufruir do livre arbítrio e manter as experiências importantes de viver com este atributo.
Sabemos que a libertação dada não foi a libertação que o povo de Israel queria na época da Família Sagrada, livrar-se dos romanos, mas a resposta dada levava em consideração a sucessão das vidas sobre a Terra, ou seja continha algo muito mais abrangente e permanente do que imaginavamos.

Tivemos então novas chances de aprender a viver e conviver no livre arbítrio. Parece que não tivemos sucesso.

Enfim, para mim orar é ser um incrível explorador do Universo, seja ele visível ou invisível, seja ele material ou imaterial.
Hilton



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