quarta-feira, 18 de junho de 2014

Temos destruído, estamos destruindo e seremos destruídos pela competitividade.

Pensamento do dia 17 de junho de 2014

A alegria sadia e plena de paz que emerge do toque do espírito sobre nós não deve ser ocultada.
Trigueirinho.

Aviso:

As pessoas que irão para a Vigília precisam confirmar para ajustarmos a logística do evento.
É preciso saber quem vai para a Vigília e quem ficará para a festa junina. Neste caso peço que contatem a Rose.
Local: Aldeia da Serra – Sitio Robortella
Horário de início: 22:00 Jhs do dia 20 com término previsto para 9:00 Jhs do dia 21. (apareceu uma carinha, não sei porque, mas ficou simpático)
Grato e aguardo.

Comentários.

Há uma certa insatisfação quando abordamos o tema da competitividade.
Veja, a competitividade é um sentimento, um anseio que provem diretamente da Lei do Egoísmo, consequentemente da ganancia.
Na competitividade, preciso me sobressair, preciso me impor, preciso ser superior, preciso me destacar, enfim preciso de alguma forma superar um ou muitos pois só assim serei um indivíduo competitivo e consequentemente admirado.
Isto é histórico e provem das origens do ser humano.
A competitividade entre os indivíduos foi muito importante para que a raça humana descobrisse o mundo das formas, o mundo material e evoluísse na matéria.
Disparamos neste quesito, pois tornamos a competitividade algo desejável em todas as circunstancias da vida física. Este erro foi fatal, pois nada mais se fez se não fosse gerado e arbitrado pela competitividade entre os indivíduos.
Seu lado negativo foi muito cruel, pois pela competividade criamos jogos, guerras, destruições, extermínio e inúmeras falsas sensações de superioridade e soberania.
Nosso mecanismo de sobrevivência tornou-se essencialmente competitivo, onde arrasar o adversário é a forma de se posicionar perante a vida e perante todos.
Isto nos levou, repito, nos levou à ruina, pois ficamos tão competitivos e nos especializamos tanto neste sentimento e nestes anseios que não fazemos mais nada que não seja competir.
Um casal compete entre si, filhos competem, amigos competem, inimigos competem, vizinhos competem, pais competem com seus filhos e filhos com seus pais, empresas competem entre si, países competem e no esporte, na diversão e na distração, se não houver competitividade, simplesmente não acontece.
A competição é algo tão incrustrado, tão acirrado na mente e no coração do homem que tornou-se algo simplesmente inaceitável não competir.
Temos destruído, estamos destruindo e seremos destruídos pela competitividade.

Nosso sistema educacional, seja em casa e na escola e fundamentalmente competitiva. Portanto, criamos indivíduos que aprendem que se não competirem serão excluídos da sociedade e consequentemente não irão sobreviver, portanto incutimos na sua consciência e desenvolvemos sua inteligência para uma única forma de ser perante os outros: competitivo.

Uma criança em tenra idade, não é competitiva, sabe compartilhar, mas por um tempo extremamente limitado, pois sofre fortíssimas influencias dos pais e educadores para seguirem o que todo munda faz, ser competitivo.
Desta forma, educamos nossos filhos e a nossa geração a usar, usufruir e admitir somente a vitória na competitividade da vida.

Isto chegou a proporções tão incrivelmente poderosas que esquecemos que somos matéria e espírito. Nos tornamos essencialmente materiais, nos materializamos tanto, que acabamos por desconhecer a nossa contraparte espiritual, que na realidade é o que somos realmente e eternamente.
A matéria são vestes, são revestimentos provisórios, limitados, precários, do que somos na realidade da Vida. No entanto, invertemos uma situação real para uma situação ilusória, restrita e passageira, além de ser curtíssima em termos de durabilidade.

A vida se limitou a alguns poucos anos, onde o essencial é ser competitivo, mesmo que após este período não temos como levar absolutamente nada do plano material. É absurdamente incoerente e de uma desinteligência enorme.
A competitividade é um desserviço ao ser humano completo (matéria e espírito), pois afirma e confirma que esta é a única forma de se viver.
Os indivíduos enfraqueceram, entristeceram, tornaram-se temporais (escravos do tempo) e lutam por conquistas ridiculamente pequenas, limitadas e perecíveis.

Nos mundos adiantados, isto não existe. A competitividade não tem vez, não tem chance de se manifestar, pois não há esta intenção nos seus indivíduos. Claro que lá uns são mais habilidosos que os outros, uns possuem um nível de consciência mais elevado que outros, mas há uma convivência tão pacifica e tão cordial que o que tem mais se dedica ao que tem menos. O que tem menos recebe e agradece e assim cria-se um processo evolutivo em que as circunstancias materiais e as espirituais caminham em perfeita e profunda sintonia, onde o Serviço é algo feito com absoluta gratidão, satisfação e muita alegria. Nestes mundos não há livre arbítrio pois não há necessidade, não há egoísmo, não há ganancia, não há frustrações, pois a competitividade não acontece.

O Brasil, terra prometida que irá abrigar indivíduos do mundo todo nos grandes eventos deste final de ciclo, não vem se preparando adequadamente e pelo contrário quando promove estas lutas acirradas pela conquista de um troféu, neste grande evento tão competitivo, animando e alimentando o que já foi, o que não deveria ser mais, o que está ultrapassado, o que denigre e massacra semelhantes, tal qual uma guerra onde o instrumento deixa de ser a bola e passa a ser uma arma.
Falando assim, parece que a bola é mais inocente que a arma, mas não é. Tem o mesmo poder e a mesma forma de destruição.
A arma mata o corpo físico do indivíduo, enquanto que a bola causa o mesmo estrago no corpo mental, emocional e espiritual. São objetos semelhantes, pois usam o mesmo artificio para destruir os adversários, a competição.
Aparentemente ainda não sabemos avaliar com profundidade o que temos causado com os instrumentos competitivos que temos criado.
Nossas gerações, nossas crianças estão se transformando em pessoas inúteis para uma sociedade que deveria estar em outro nível, em outro estagio, em outra época em relação ao  comportamento que se espera de uma sociedade correta, cordial e evoluída. Portanto, não há esperanças de que novas guerras, além das que estão em andamento e parece que são muitas, continuem acontecendo até o final do ciclo, pois as alimentamos com armas, bolas, carros, brinquedos, estudos, produtos, pensamentos, totalmente competitivos, gananciosos e egoístas.

Enfim, sei que o que se comenta aqui vai contra tudo o que parece que conhecemos, mas reflitam sobre isto, pois o que conhecemos é infinitamente pequeno perto do que temos para conhecer.

Hilton

    


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