Pensamento do dia 17 de
junho de 2014
A alegria sadia e plena
de paz que emerge do toque do espírito sobre nós não deve ser ocultada.
Trigueirinho.
Aviso:
As pessoas que irão para a
Vigília precisam confirmar para ajustarmos a logística do evento.
É preciso saber quem vai
para a Vigília e quem ficará para a festa junina. Neste caso peço que contatem
a Rose.
Local: Aldeia da Serra –
Sitio Robortella
Horário de início: 22:00 Jhs do dia 20 com término previsto para 9:00 Jhs do dia 21. (apareceu uma carinha, não sei porque, mas ficou
simpático)
Grato e aguardo.
Comentários.
Há uma certa insatisfação
quando abordamos o tema da competitividade.
Veja, a competitividade é
um sentimento, um anseio que provem diretamente da Lei do Egoísmo,
consequentemente da ganancia.
Na competitividade,
preciso me sobressair, preciso me impor, preciso ser superior, preciso me
destacar, enfim preciso de alguma forma superar um ou muitos pois só assim
serei um indivíduo competitivo e consequentemente admirado.
Isto é histórico e provem
das origens do ser humano.
A competitividade entre os
indivíduos foi muito importante para que a raça humana descobrisse o mundo das
formas, o mundo material e evoluísse na matéria.
Disparamos neste quesito,
pois tornamos a competitividade algo desejável em todas as circunstancias da vida
física. Este erro foi fatal, pois nada mais se fez se não fosse gerado e
arbitrado pela competitividade entre os indivíduos.
Seu lado negativo foi
muito cruel, pois pela competividade criamos jogos, guerras, destruições,
extermínio e inúmeras falsas sensações de superioridade e soberania.
Nosso mecanismo de
sobrevivência tornou-se essencialmente competitivo, onde arrasar o adversário é
a forma de se posicionar perante a vida e perante todos.
Isto nos levou, repito,
nos levou à ruina, pois ficamos tão competitivos e nos especializamos tanto
neste sentimento e nestes anseios que não fazemos mais nada que não seja
competir.
Um casal compete entre si,
filhos competem, amigos competem, inimigos competem, vizinhos competem, pais
competem com seus filhos e filhos com seus pais, empresas competem entre si,
países competem e no esporte, na diversão e na distração, se não houver
competitividade, simplesmente não acontece.
A competição é algo tão
incrustrado, tão acirrado na mente e no coração do homem que tornou-se algo
simplesmente inaceitável não competir.
Temos destruído, estamos
destruindo e seremos destruídos pela competitividade.
Nosso sistema educacional,
seja em casa e na escola e fundamentalmente competitiva. Portanto, criamos
indivíduos que aprendem que se não competirem serão excluídos da sociedade e
consequentemente não irão sobreviver, portanto incutimos na sua consciência e
desenvolvemos sua inteligência para uma única forma de ser perante os outros:
competitivo.
Uma criança em tenra
idade, não é competitiva, sabe compartilhar, mas por um tempo extremamente
limitado, pois sofre fortíssimas influencias dos pais e educadores para
seguirem o que todo munda faz, ser competitivo.
Desta forma, educamos
nossos filhos e a nossa geração a usar, usufruir e admitir somente a vitória na
competitividade da vida.
Isto chegou a proporções
tão incrivelmente poderosas que esquecemos que somos matéria e espírito. Nos
tornamos essencialmente materiais, nos materializamos tanto, que acabamos por
desconhecer a nossa contraparte espiritual, que na realidade é o que somos
realmente e eternamente.
A matéria são vestes, são
revestimentos provisórios, limitados, precários, do que somos na realidade da
Vida. No entanto, invertemos uma situação real para uma situação ilusória,
restrita e passageira, além de ser curtíssima em termos de durabilidade.
A vida se limitou a alguns
poucos anos, onde o essencial é ser competitivo, mesmo que após este período
não temos como levar absolutamente nada do plano material. É absurdamente
incoerente e de uma desinteligência enorme.
A competitividade é um
desserviço ao ser humano completo (matéria e espírito), pois afirma e confirma
que esta é a única forma de se viver.
Os indivíduos
enfraqueceram, entristeceram, tornaram-se temporais (escravos do tempo) e lutam
por conquistas ridiculamente pequenas, limitadas e perecíveis.
Nos mundos adiantados,
isto não existe. A competitividade não tem vez, não tem chance de se
manifestar, pois não há esta intenção nos seus indivíduos. Claro que lá uns são
mais habilidosos que os outros, uns possuem um nível de consciência mais
elevado que outros, mas há uma convivência tão pacifica e tão cordial que o que
tem mais se dedica ao que tem menos. O que tem menos recebe e agradece e assim
cria-se um processo evolutivo em que as circunstancias materiais e as
espirituais caminham em perfeita e profunda sintonia, onde o Serviço é algo
feito com absoluta gratidão, satisfação e muita alegria. Nestes mundos não há
livre arbítrio pois não há necessidade, não há egoísmo, não há ganancia, não há
frustrações, pois a competitividade não acontece.
O Brasil, terra prometida
que irá abrigar indivíduos do mundo todo nos grandes eventos deste final de
ciclo, não vem se preparando adequadamente e pelo contrário quando promove
estas lutas acirradas pela conquista de um troféu, neste grande evento tão
competitivo, animando e alimentando o que já foi, o que não deveria ser mais, o
que está ultrapassado, o que denigre e massacra semelhantes, tal qual uma
guerra onde o instrumento deixa de ser a bola e passa a ser uma arma.
Falando assim, parece que
a bola é mais inocente que a arma, mas não é. Tem o mesmo poder e a mesma forma
de destruição.
A arma mata o corpo físico
do indivíduo, enquanto que a bola causa o mesmo estrago no corpo mental,
emocional e espiritual. São objetos semelhantes, pois usam o mesmo artificio
para destruir os adversários, a competição.
Aparentemente ainda não
sabemos avaliar com profundidade o que temos causado com os instrumentos
competitivos que temos criado.
Nossas gerações, nossas
crianças estão se transformando em pessoas inúteis para uma sociedade que
deveria estar em outro nível, em outro estagio, em outra época em relação ao
comportamento que se espera de uma sociedade correta, cordial e evoluída.
Portanto, não há esperanças de que novas guerras, além das que estão em
andamento e parece que são muitas, continuem acontecendo até o final do ciclo,
pois as alimentamos com armas, bolas, carros, brinquedos, estudos, produtos,
pensamentos, totalmente competitivos, gananciosos e egoístas.
Enfim, sei que o que se
comenta aqui vai contra tudo o que parece que conhecemos, mas reflitam sobre
isto, pois o que conhecemos é infinitamente pequeno perto do que temos para
conhecer.
Hilton
Nenhum comentário:
Postar um comentário