quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Um momento sublime na reunião.

Pensamento do dia, quarta-feira, 13 de agosto de 2014

"Quantas pontes tereis que atravessar até conseguirdes ver o outro lado do rio?"
Trigueirinho.

Pois bem, o texto em questão se refere ao nosso limitado campo de visão geral.
Geral pois o campo de visão espiritual não possui os limites do campo de visão material.
Quando você não consegue deslumbrar um novo horizonte na sua vida, significa que você continuará atravessando ponte atrás de ponte, ou seja continuará administrando dificuldades, tentando vencer barreiras, mas sem objetividade.
Quando não há objetividade do que quero ou do que pretendo alcançar, a vida fica sonsa, sem graça, limitada a pequenas e efêmeras conquistas. Tais conquistas são tão pobres que no momento seguinte de tê-las conquistados, volto à velha insatisfação.
Assim temos vivido e é assim que temos nos posicionados, onde nossos limites são tão próximos que parece que a vida se resume na conquista sempre da primeira ponte ou do primeiro objetivo. Primeiro quero crescer, fisicamente, depois me formar, depois conquistar um bom emprego ou ter meios para sobreviver, em seguida dedico-me a algumas horas de lazer após um ano de grandes batalhas vencidas com severo esforço. Será que a vida é só isso?
Em seguida, envelhecemos e lutamos novamente para sobreviver, num minguado esforço para controlar as quirelas que a sociedade acaba esmolando a favor de seus anciãos.
É triste e pesaroso descrever o quadro da vida material que nos aguarda, que nos mantem e como termina.
Um indivíduo limitado a esta única estrutura da vida material não pode se sentir contente e ver nisto alguma oferta divina e maravilhosa que nossas religiões apregoam.

É preciso sentir e perceber que há muito mais por trás disto tudo e somos nós mesmos que nos limitamos a estas velhas rotinas da vida material.
A vida material não tem nenhuma criatividade, expansão e limita a estados de pura repetição de fatos e situações que sempre foram muito semelhantes. Em outras palavras, nada muda.
Em geral aperfeiçoamos algumas coisas, inclusive aquelas que nos levam a quedas profundas do plano espiritual, como o ato de matar.
No geral tais aperfeiçoamentos não levam a nada, a não ser o aumento e a velocidade das frustrações.

O homem precisa se voltar para suas conquistas internas, infinitas, cheias de criatividade, movimentos, ações, novidades, mudanças constantes e aprender a enfrentar o desconhecido, a aceitar o novo, a conviver com formas que nunca imaginou que existisse.
Sair da mesmice, da velha e burra repetição, vida após vida, de todas as coisas conhecidas.  Estes limites que impusemos em nossas vidas, provem da nossa velha e usada personalidade, onde o novo e o desconhecido, por ela, são sempre recusada pois a personalidade não ousa expandir seus limites.
O homem precisa voltar-se para a intuição, para o novo, para a quebra de paradigmas, preconceitos e universalizar-se. As pontes a serem cruzadas precisam ser encaradas como um processo de aperfeiçoamento para te levar ao novo, ao desconhecido ao inimaginável.

Ontem em nossa reunião, tivemos uma mensagem maravilhosa:
A Mãe, manifesta-se na presença de Maria – mãe física de Jesus. Vestida com uma túnica marrom escura, de lenço na cabeça, presa atrás do pescoço, com uma sandália de couro, carregando uma bolsa simples, que continha um pedaço de pão, uma caneca de couro e uma conta (um terço),  com um colar de corda e uma pedra presa a este cordão, manifesta-se diante de nós, dizendo que por determinação do Pai, todos Aqueles que tem assistido a humanidade desde seus tempos iniciais, deveriam se aproximar o máximo possível para nos apoiar nas “grandes tempestades” que estão se aproximando.
Desta forma, a Mãe aproxima-se de nós, na imagem de Maria – mulher e mãe de Jesus e une-se a todos nós que a aceita, para nos ajudar a enfrentar este pesado final de ciclo face ao nosso descompasso da vida sobre a Terra.
Foi uma imagem bonita, simples, mas que consagrava sua presença ao nosso lado, no nosso meio, com todos nós.
A pedra no cordão, em seu pescoço, simbolizava uma YU.
A simplicidade das suas vestes e dos pouquíssimos apetrechos que carregava, simbolicamente apontava a forma simples e desprovida de tudo aquilo que nos amarra no plano material da vida, em especial das coisas vinculadas a este ciclo que se encerra.
A YU, pedra que simboliza a vida da nova era, com as novas Leis e Energias, mantinha-se pendente no seu pescoço, próximo ao coração, considerando os aspectos da renovação sem a perda de nenhuma das conquistas que realizamos.
O pão que é o alimento sagrado e a caneca para coletar a matéria prima da vida, a agua, em sua bolsa, demonstra que continuaram sendo as duas fontes primordiais que seguem o novo ciclo que já está em ato.

Enfim, por alguns momentos, vivemos na Sua presença, com Sua simplicidade, informações muito valiosas, em especial a de que Ela estará sempre conosco e desta vez muito próxima.

Vejam, esta informação passa a ser um novo horizonte que pudemos vislumbrar, no momento em que nos abrimos para sermos supridos. Provavelmente estas últimas pontes serão as mais duras e as mais difíceis na sua travessia, mas o horizonte é belíssimo e temos de conquista-lo.

Gratidão.
Hilton

    



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