sexta-feira, 14 de novembro de 2014

O que estamos fazendo aqui?

Pensamento do dia ,sexta-feira, 14 de novembro de 2014

"Chispas de amor do coração do Pai incendeiam tudo o que tocam, mergulhando o universo numa luz infinita."
Trigueirinho

"Scintille d’amore del cuore del Padre incendiano tutto ciò che toccano, inondando l’universo di una luce infinita."
Trigueirinho


Pensamento:

Pois bem, o pensamento confirma que o amor verdadeiro, predominante em todo o Universo, é a energia criadora e mantenedora da evolução de todos as criaturas.
Mesmo que não sintamos este Amor palpitar no nosso coração, Ele existe, é presente, real e verdadeiro.
Talvez não O sentimos pelo fato de estarmos ainda distantes de conhecer o que é amar, ou como tem ocorrido na maioria das vezes, estamos tão poluídos e desconcertados por imensas variações de sentimentos, ora positivos, ora negativos, que não sobrou “espaço” para que este Amor sutil seja reconhecido.
Qual é o primeiro passo para revertemos esta situação?
Resp.: reconhece-lO como real e verdadeiro.

Mais uma vez, nos foi informado que Deus, figura de um homem velho e sentado no trono do rei, encontra-se no alto, distante, separado, inacessível a nós, meros humanos mortais e cheios de defeitos, imperfeições e indignos de receber o seu Amor .
Caímos na “pegadinha” das forças involutivas que com muita habilidade e inteligência, nos distanciou de Deus. Usaram da nossa falta de coragem, dos nossos medos, da nossa ignorância, dos nossos preconceitos para colocar Deus em um lugar inacessível a nós, meros mortais.
Séculos e séculos se passaram e até hoje isto é recorrente em todas as religiões e doutrinas conhecidas.
Deus lá e nós aqui.

Desta forma nos sentimos abandonados, excluídos, impuros, imperfeitos para acessarmos Aquele que chamamos de Pai.
Este erro é crasso, infantil e tem mostrado como somos pessoas manipuláveis e incoerentes.
Ao mesmo tempo acreditamos, mas confirmamos que este Pai, não é pai, que este deus não é Deus, que somos imperfeitos e não merecemos sentar e usufruir de seu Reino.
Ora, então o que estamos fazendo aqui?
Sofrendo, passando o tempo, às vezes se divertindo, buscando o que de cara julgamos inalcançável e não merecedores? É muito incoerente.
Evolução então, só material, mas porque tudo termina quando morremos?
Renascemos e precisamos de novo refazer tudo, lutar pela vida, pela sobrevivência, aumentar a prole, ficar velho e morrer de novo? A troco do que? Será que isto é divertido para este deus que imaginamos no trono do rei?

Pois bem, se não percebermos que a vida é pura evolução, conquista, ordem, sequencia, organização, aprendizado, experiências, lutas para encontrar o caminho certo, o da ascensão espiritual e eterna, jamais entenderemos esta postura divina de Deus.
A vida tem inúmeros objetivos. Cabe a cada um de nós descobrir tais objetivos e batalhar para alcança-los, mas distraídos que somos pelo mundo material, ficamos caindo, ridicularmente, em cada vida, nas mesmas formas, conquistas e perdas que tem sido as vidas de todos ao longo dos séculos.

Tirem Deus do trono imaginário, do homem velho de barba branca que fica sempre no alto, distante, obscuro, inerte e impassível como mero observador.
Quando se fala neste amor que precisamos aprender a sentir, fala-se em Deus dentro de nós, sempre presente, sempre solicito, sempre na postura do pai mais carinhoso e gentil que podemos conceber, onde nos ergue constantemente em nossas quedas, em nossas faltas, em nossa ignorância.
Sem este nível de compreensão, colocaremos este Amor, este Deus, numa altura inalcançável.

Na missa de Santa madre Paulina, eu quis sentir as Santas, Tereza D Ávila, Joana, Catarina, Rita e São José, na minha altura, 1,73 metros do nível do chão da Igreja. Mais alto não seria conveniente pois teria de ficar com o pescoço esticado e ficaria incomodo.
Jesus compareceu no ato da consagração da hóstia e do vinho, no nosso nível, do nosso lado pois é assim que um Mestre e um Irmão com ampla sabedoria e conhecimento pode nos ajudar no que não sabemos.
Ele sempre nos “carregou” nos momentos das transições e assim será nesta grande transição cíclica do planeta. Porque seria diferente?
Diferente é a forma errada que imaginamos esta divindades, estes nossos Irmãos e sobre o nosso Pai.

Portanto, vamos receber estas “chispas de amor do coração do Pai que incendeiam tudo o que tocam”, pois somos seus filhos e compomos o Universo com todas as demais criaturas que Ele criou.

Hilton


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