quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Ser impassível. Uma meta a ser alcançada.

Pensamento do dia, domingo, 15 de fevereiro de 2015

"É somente através do desapego que a impassibilidade, qualidade sublime, poderá emergir e impregnar cada plano."
Trigueirinho.

Pois bem, a impassibilidade é uma posição neutra, sem tendências nem para um lado, nem para o outro.
Esta postura nos deixa muito confortáveis para recebermos as informações e processa-las sem pender para as cargas emocionais que dominam nossa vida.
Na realidade o cidadão comum é ultra tendencioso e aceita somente as informações que de certa forma, já foram processadas pela sua personalidade em tempos anteriores, por isso que fica tão ligado ao passado e uma série infindáveis de preconceitos, rejeitando quase tudo que não fez parte das vivencias nas vidas anteriores.

É rígido nesta postura e com isto acaba rejeitando seu próprio processo evolutivo, ficando na maioria das vezes vivendo a roda das reencarnações com as mesmas coisas de sempre, confundindo estados emocionais fragilizados com amor.
Deixa o tempo passar, não aceita mudanças, torna-se retrogrado e assume infinitas desculpas para postergar aquilo que já vem borbulhando em seu coração.
São a maioria das pessoas e acabam ficando estagnadas, paradas, inertes, vendo a vida passar e as coisas não mudarem.
A maioria culpa os outros, a sociedade, a política, o sistema, a família, seus relacionamentos e não percebe que os erros estão em si próprio, em cima das vidas passadas e ultrapassadas que continua alimentando o seu coração, a sua mente, definindo uma personalidade doentia e medrosa.

Somos ultraconservadores nestes aspectos e vivemos em função das únicas e exclusivas necessidades para si próprio ou quanto muito e com muito esforço para o âmbito familiar ou da "comunidade", do partido político, do time de futebol, da religião especifica, do mundinho aristocrático ou favelado que habitamos. O egoísmo é intenso, mesmo que mascarado por pseudas ações humanitárias e de doação, do tipo "desencargo de consciência", que evolutivamente não representam nada.

Não percebem o momento presente, pois vivem do passado, do saudosismo, dos bons tempos, daquilo que pode ter sido bom e útil para uma época, mas agora não representa absolutamente nada.
Tais pessoas não percebe a necessidade do continuísmo na evolução e não na estagnação, dos movimentos temporais, das mudanças que ocorrem independente da nossa vontade, do novo, do vir a ser, da evolução em todos os universos, dimensões, tempos, mundos e estruturas espirituais.
De certa forma vivem como se fossem verdadeiros museus ambulantes, perambulando com forças ultrapassadas, retrogradas, cujo potencial se esvaiu a muito tempo.
Estes retém e são retidos. Não somam nada para a humanidade e desalinham o pouco que tenta se alinhar.
Pensam em si próprio. Possuem um egoísmo enérgico e rígido, disfarçado de saudosistas e conservadores.

É preciso ater-se ao importante recado deste pensamento.
O desapego é básico. Não só de objetos, posições, posturas, cargos, mas de pessoas, de relacionamentos, de manias, de ORGULHOS.
Quando você se desapega, você torna-se acessível, cordato, não destrói mas procura construir, respeita, não se desalinha, não se desequilibra, pois compreende melhor, aceita e aguarda a solução dos problemas, pois inevitavelmente estas soluções viram.  
Torna-se um indivíduo de fé, pois sabe que as mudanças são frutos do conhecimento e não da ignorância. Portanto, saberá aguardar e ajudar na instrução, pois esta é uma forma sadia de amar alguém.

Tornar-nos-emos assim, impassíveis, não indiferentes, mas respeitosos das dificuldades dos outros e oportunamente seremos intuídos para ajudarmos.

Hilton



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