domingo, 22 de março de 2015

É preciso desejar as mudanças, mas primeiro preciso mudar.

Pensamento do dia, sexta-feira, 20 de março de 2015

"Todos, sem exceção, um dia chegam ao seu destino."
Trigueirinho

Pois bem, como temos sido orientados, o destino é inexorável, ou seja será cumprido na sua integra, pois foi no destino que escolhemos o que faríamos, passaríamos e teríamos de vencer, antes de reencarnamos.
Poderemos ter sucesso ou fracassarmos nas situações que o destino trama com a vida, que vai se descortinando ao longo do tempo, mas inexoravelmente iremos passar
As situações mais fáceis e mais prazerosas, assim como as situações mais difíceis e mais contundentes, revezam-se entre si, de forma cíclica como numa espiral, onde alternam-se entre dois momentos.
Podemos dizer que é uma espiral, pois esta espiral é ascendente no conceito evolutivo.
Quando fracassamos nos embates da vida, ou desistimos, ou afrouxamos, ou nos retraímos e deixamos o medo nos envolver, podemos ficar estacionados num determinado ponto da espiral, na sua parte baixa, por exemplo, vivendo "estados negativos", "situações difíceis", "pressões continuas", com o intuito de mudarmos o que precisa ser mudado. Por isso que situações atrozes, às vezes perduram por longos períodos, pois por longos períodos temos nos recusados a mudar.
Quando estamos num bom momento da vida, na parte elevada da espiral, é o momento de nos aprofundarmos nos conceitos, nas informações, no conhecimento, para nos prepararmos para passar novamente, para a etapa das provas, das dificuldades, dos desafios.
Eis outro aspecto que temos fracassado, pois abrimos mão das atitudes preparatórias, achando que a vida poderá ser sempre assim.
Este é o ciclo da vida.

Ilusoriamente, achamos que são os fatores externos que atrapalham nossa vida, mas não são, são nossas fraquezas, que para serem reforçadas, são submetidas a forças que podem se intensificar ou afrouxar, na medida das nossas respostas às dificuldades.
A maioria não percebe e culpa os aspectos externos da sua vida.
Quando vivemos pressões de mudanças, significa que o ritmo atual não mais condiz com o novo estágio evolutivo que nos aguarda. Mesmo que sejam bons momentos, a vida tem uma dinâmica que não para.
Se o indivíduo não percebe isto, age da forma errada com sua vida e com a vida das outras pessoas. Culpa uma situação momentânea que está vivendo, no conceito do azar, ou a empresa, ou o governo, ou a sociedade, ou as pessoas da sua convivência, mas resiste em não perceber que mudanças internas são imprescindíveis para modificar-se e dar um novo salto do estágio evolutivo atual, para o novo estágio que o aguarda e que já tinha sido predestinado na fase astral que antecedeu a sua reencarnação, numa decisão entre sua mente espiritual com sua alma.
Os fatores externos positivos ou negativos, sejam eles as pessoas, as empresas, os governos, a sociedade, tornam-se instrumentos desta alavancagem, normalmente pela dor, de tudo o que necessitamos mudar.

Quando muitos estão envolvidos, por exemplo, numa guerra civil, numa conturbação social, numa guerra mundial, numa sociedade corrupta e ineficiente, etc., isto significa que muitos, aos mesmo tempo, precisam ser estimulados, pela dor, para mudarem, para reposicionarem-se perante a vida e os modos desalinhados e contumaz que tem vivido.
Quando algo ocorre de forma isolada, para um indivíduo especifico, seja pela empresa, pela sociedade, pelos conflitos familiares, profissionais, sociais, etc., então as mudanças se focam no indivíduo especificamente.

De modo geral, a vida de todos está definitivamente desalinhada com os aspectos evolutivos e o estágio que a raça humana já deveria ter alcançado nesta fase da grande transição planetária, desta forma, os conflitos mundiais que vem se intensificando, são reflexos de como, no geral, a raça humana está desalinhada com a vontade da alma de cada um e dos intensos fracassos que temos tido em realizarmos corretamente os destinos definidos nas reencarnações anteriores.

Fracassamos demais e vivemos por séculos presos ao egoísmo, ao egocentrismo, ao extermínio, a uma incompatibilidade com os reinos animal, mineral e vegetal, crescendo substancialmente no carma coletivo e no carma individual.
Hoje vivemos os reflexos destes fracassos em quase todos os setores das sociedades, onde as forças negativas se banqueteiam com nosso incrível desalinhamento.
Usamos e abusamos, no livre arbítrio, de uma liberdade irresponsável, torta e individualista, onde o conceito do "ter, do "poder" e do "ser", foi predominante.

No entanto, isoladamente, podemos rever posturas, conceitos, pensamentos e nos alinharmos com a liberdade, a ausência do medo, a sintonia com a fé, a confiança na nossa inexorável capacidade de revertemos os aspectos negativos da vida.
Isto precisa ser um reposicionamento geral da vida que temos levado, onde o lado material deverá ficar em segundo plano, pois sempre esteve em primeiro plano, em troca do lado da vida espiritual que precisa assumir este primeiro plano.
Não será simples, não será fácil, pois estamos a séculos, a vidas, vivendo miseravelmente no egoísmo individual e coletivo.
No entanto, quando dermos o primeiro impulso, o mais difícil, "ajudas" com forças extraordinárias se aproximarão e nos darão os apoios cruciais para que tais mudanças possam acontecer.

Aquele que luta e vem lutando por mudanças externas, se sentirá cada vez mais fracassado, desanimado, podendo, perigosamente revoltar-se e iludir-se que providencias externas precisam ser praticadas, na "porrada", segundo ele ou segundo seitas, grupos e sociedades, para serem resolvidas.  
O terrorismo é oriundo desta outra forma de ilusão, que mantido e associado com aspectos religiosos e doutrinários, induz pessoas fracas, ignorantes e covardes, a lutarem contra "os pecadores" para que estes sejam exterminados.

Coletivamente não há solução. Deixamos um problemão para Deus, mas com certeza Ele resolverá.
Individualmente temos saída e boas chances de nos realinharmos, mas devemos lembrar que o carma coletivo envolverá todos nós.

Hilton


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