terça-feira, 21 de julho de 2015

ABBA ou YAHVEH (יַהְוֶה) ?

Pensamento do dia 21 de julho de 2015.

Como o espírito constrói sua senda no invisível, o caminhante dá seus passos sobre o vazio.
Trigueirinho.

Pois bem, o pensamento de hoje, aparentemente, não é claro.
É o que temos falado constantemente sobre a absorção desta clareza.
A forma como você o lê, a necessidade de uma reflexão, a calma na sua interpretação, o equilíbrio que no momento da leitura deveria estar acontecendo em você, tua disposição em compreende-lo, além da tua rigorosa atenção na sua leitura, são fatores essenciais para que a energia do pensamento ative tua mente e teu raciocínio,  despertando em ti a exata compreensão do “recado” que ele traz das fontes elevadas.
Normalmente, fazemos como estamos acostumados a fazer nas rotinas diárias da nossa vida, 2 ou 3 coisas ao mesmo, dividindo nossa atenção, nosso raciocínio e aumentando substancialmente nossa desatenção.
Geralmente o lemos na merrequinha, mais prático, aparentemente, mas extremamente limitado, pois o fazemos sem nenhuma atenção.

Esta forma de fazermos não interessa para quem nos acolhe, pois desperdiçamos energias muito importantes jogando-as no vazio. Esta energias são essencialmente transformadoras, acionam ou intensificam Luz interna para que possamos aumentar nossas capacidades perceptivas e interpretativas.
Há princípio, não mensuramos o grau de importância do que estamos recebendo.
Se o fazemos sem um mínimo de disciplina, isto se converte em NADA.

Jesus em sua pregação, foi emblemático, foi ousado em falar para um público da época que distanciava-se muito das nossas atuais capacidades, no entanto, aqueles que “tinham ouvido para ouvir, escutaram”.
Seus apóstolos tiveram enorme dificuldade em assimilar suas orientações e tiveram grande dificuldade em entender que a Sua missão foi trazer para a raça humana, um Pai, um Deus amoroso, caridoso, acolhedor, amigo, ABBA, que na época, nas escrituras existentes, YAHVEH (יַהְוֶה), era considerado um Deus poderoso, vingativo, punitivo, “quebrador de dentes” como O chamavam, onde o olho por olho e dente por dente era o que vinha prevalecendo.
Da mesma forma, Jesus, o Messias, o Filho de Deus, na interpretação dos apóstolos e de seus seguidores, viria libertar Israel do julgo romano, trazendo exércitos dos céus que arrasariam, que decepariam as cabeças dos incômodos invasores.

Então, vejam que a interpretação de um pensamento, de um enunciado, de uma palavra, se lida e escutada corretamente, deflagra padrões de energias que nos ajudarão a compreende-la corretamente, e entende-la no seu âmago e com isto receberemos o recado correto e certeiro.
Muitas guerras foram travadas por interpretações erradas do que se quis dizer.

Mas, não temos tempo. Somos por demais ocupados para cuidar adequadamente de algo que poderá me transformar e me reconduzir por toda a eternidade. Atender as minhas “necessidades” momentâneas sempre foi prioritário, mesmo que o supérfluo e as aparências dominem estas necessidades.

Incrível como as crianças que vem ao mundo se deparam com toda sorte de objetos, apetrechos, roupas, aparelhos, decorações ditas, “essenciais”, enquanto, compreende-las e identificar suas reais necessidades externas e internas fica em segundo plano ou simplesmente são desconsideradas, pois são irreconhecíveis.
Esta falta de reconhecimento está na falta de atenção que temos dado ao novo ser ao não “escutá-lo”, ao não “entende-lo” no seu “olhar”, nas suas “manifestações”, mas enche-los de adornos e de coisas inúteis o fazemos sempre.
Cada criança é completamente diferente da outra, mesmo que notemos particularidades pequenas, por isso compreende-las e identificar estas particularidades é essencial para assimilarmos as características de cada uma e ajuda-las no que for preciso e necessário.

Nosso grau de confiança na nossa espiritualidade, nada mais é do que um ato de fé.
Por princípio, nosso espírito, que é nossa contraparte sutil dos vários corpos que possuímos, coliga-se diretamente com nosso lado divino e com as divindades, portanto ao estabelecermos uma relação correta, onde a sintonia e a sinergia aconteça, seremos guiados pois seremos intuídos, corpo-espírito por Deus através das suas coligações.
Por exemplo, Maria, Jesus, Mainhdra, Mãe Universal entre tantos Outros, são as coligações divinas que estão mais próximas da gente, ou sejam, aproximaram-se por determinação divina e nos acolhem pois “desceram” para níveis de consciências que se aproximam dos níveis que nos encontramos.
Nesta relação, que temos de ter com o nosso espírito, com nossos Coligados, podemos caminhar no escuro, no vazio, na ausência, pois o melhor sempre acontecerá.
Poderei dar passos sem ter noção do que acontecerá, do que surgirá, pois meu caminho sempre estará seguro.
Turbulências, movimentos contrários, sensações ruins, poderão acontecer, mas serão passageiras e meu salvo conduto estará assegurado não por mim, mas pelo meu espirito em sintonia com Quem me acolhe.
Mais uma vez isto é questão de fé.
Ainda não entendemos o que estamos fazendo aqui e porque, por isso da nossa dificuldade em entender o sentido da Vida.

Enfim reflitam sobre a forma como temos recebido e nos relacionados com estas e outras informações que nos são dirigidas, na forma de oportunidades e de tentativas, do espírito para o nosso despertar.
Quem não tempo, não perca seu tempo com isto.


Hilton

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