Pensamento do dia 19
de agosto de 2015.
A experiência de
abrir uma porta para a entrada da Graça e do Amor tem de ser sentida pessoalmente.
Paul Brunton.
Pois bem, sem esforços, não há como alguém elevar-se.
Por mais que somos orientados, por mais que recebamos
informações, por mais que lemos, escutamos e buscamos, sem o envolvimento pessoal
naquilo que acredita, nada acontece.
No geral, temos pessoas muito cultas, bem informadas, que
adoram recitar a cultura que adquiriram, mas será que a praticam?
Esta cultura, por melhor que seja, por mais fiel que possa
ser reproduzida, não alcança, nem de longe a verdadeira assimilação que
acontece na prática do que se crê.
A vida inteligentemente, cria situações constantes e
continuas, para que, em cada etapa, na cultura adquirida, estas situações manifestem-se
e somos colocados à prova, ou melhor dizendo, oportunidades para aplicarmos o
que foi conceitualmente adquirido.
A maioria recua, a maioria falha, a maioria não consegue.
Com isto a cultura, que deveria tornar-se conhecimento e com
isto permanecer eternamente no nosso ser, esvazia-se, escorre pela mente que
vai, naturalmente decaindo com o tempo, ou com a morte, e esta cultura perde-se.
Na encarnação futura, repete-se o mesmo processo .
Ser culto não é ser elevado.
Ser elevado é aquele que ganhou conhecimento, realizou e
praticou o que foi informado, naquilo que ele acredita.
O carma é condicional e inexorável, ou seja, todos cumprem
por bem ou por mal.
A evolução é uma aquisição, é algo a mais, é o sucesso de
uma busca, de esforços voluntários, por isso que poucos evoluem.
Hoje existem milhares de ouvintes e milhares de leitores, na
busca pelo aprimoramento, mas os que praticam o que leram e o que escutaram são
muito poucos.
Esta preguiça, esta inercia, nos tem tornado inabilitados
para o processo evolutivo.
O próprio crescimento da vida material, intencionalmente,
nos dando maiores confortos, maiores facilidades, nos conduzindo como somos
conduzidos, nos mantem nesta inercia, nesta preguiça infernal, com o intuito de
nos distrairmos das verdadeiras metas e objetivos para o qual fomos criados.
Ninguém nasceu para ser bandido, destruidor, guerreiro, mau
caráter, aniquilador, mas a sociedade (através das forças involutivas) identifica
estes indivíduos mais fracos e os conduzem, no livre arbítrio, para tornarem-se
marionetes das suas nefastas intenções, pois o caos, a ganancia, o egoísmo e o
sofrimento são seus alimentos essenciais.
Por outro lado, como a maioria só quer buscar a comodidade,
a riqueza, o conforto sem esforços, roubar, matar, pilhar, corromper, etc.,
torna-se aparentemente o caminho mais fácil, arcando na vida material e na vida
espiritual, o preço da sua ignorância e das oportundiades que foram perdidas.
Portanto, temos de deixar de ser ouvintes, temos de deixar
de ser leitores e praticar o que acreditamos. O que nosso coração viu como
verdade não deve ser desperdiçado, pois esta gama de informações e energias, não
devem ser transformados naquela cultura inútil e passageira.
Seja você mesmo, sem medos, sem vergonhas, sem
discriminação, faça desta sua vida, a grande alavanca da tua espiritualidade.
Não se importe de ser criticado, de ser separado, de ser
confundido, pois nos próximos momentos, você espiritualizado e intuído, será a referência
de muitos que irão precisar do seu conhecimento e de seus “contatos”, pois como
temos dito, estamos perdendo os parâmetros conhecidos, os conceitos adquiridos,
em cima de uma coisa nova e inexistente até o momento.
Vamos refletir.
Hilton
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