Pensamento
do dia 25.01.16
Pode
uma fogueira arder por outra? Cada qual tem de cumprir a própria tarefa.
Trigueirinho.
Pois
bem, cada um é um ser exclusivo.
Cada
um tem seu próprio destino. Cada um tem seu próprio caminho evolutivo.
Cada um é um único universo em si próprio.
Vivemos em comunidade, em sociedade e habitamos a Terra.
Estamos
aprendendo a nos socializar, a compreender a vida comum, a nos relacionarmos
com as outras formas de vida que existem por todo o universo, a compreender as
particularidades de cada um, a miscigenar o meio físico, a nos ajudar e com
tudo isto, a nos amarmos.
Desta
forma, viver é uma grande experiência que se desdobra em inúmeras fases,
situações, condições, continuísmos, estágios, para que possamos aprender sobre
tudo aquilo que foi concebido e criado por Deus.
O
processo evolutivo é continuo e infinito.
Estamos
num dos estágios do universo material e desde que vencidos todos estes estágios
com sucesso, iniciaremos novas etapas de aprendizado no universo imaterial.
“Tem muita água pra rolar.”
Mas
porque falar nestas dimensões no continuísmo da vida?Pelo simples fato de que a humanidade terrestre tem enorme dificuldade em compreender que tudo continua, tudo se desdobra, se multiplica, se torna mais abrangente, portanto, nada cessa e nunca cessa.
Um indivíduo que tenta se sobrepor ao outro, estará na contramão da organização universal, portanto, fatalmente irá sofrer energias contrarias que o deixaram desnorteado e terá de empreender imensos esforços para retornar e dar continuidade de onde parou.
Por
exemplo, tente nadar contra as correntes marítimas de um oceano. Talvez você
consiga por alguns metros, mas fatalmente a correnteza o levará.
Assim
tem sido a maioria da população que não vem seguindo as regras básicas das Leis
Universais.“Socializar-se” é estar por cima.
“Compreender” é quando somos atendidos em nossas loucuras.
“Relacionar-se” é quando somos atendidos em nossa criteriosa seleção de indivíduos prestigiados.
“Amamos”, somente quando algum interesse possa ser despertado. Por exemplo, uma mãe ama ardentemente seu filho, mas e as outras crianças?
Não
é à toa que nesta vida, neste planeta, somos obrigados a trabalhar para
sobreviver. Isto só ocorre em planetas cármicos, os demais a abundancia, sem
desperdício, é uma constante.
Ficamos
tão interessados no que os outros estão fazendo que esquecemos que temos nossas
próprias tarefas para cumprir.
Ninguém
queimará tua fogueira. Ela é tua e com ela você superará o frio, queimará o
desnecessário, irá gerar a luz, iluminará a escuridão, enfim cada um tem de
cumprir as tarefas que lhe foi designada para o processo do aprendizado.
É preciso muito foco em si próprio e não nos outros.
Temos de ser mais observadores da vida.
Temos
de deixar os outros viverem sem nossos palpites, criticas, observações,
fofocas, preocupações, pois cada um tem EXATAMENTE A VIDA QUE PRECISA VIVER.
A
caridade é uma das atitudes que considero uma das mais difíceis de se praticar,
pois ajudar alguém sem interferir exige muita intuição e muito equilíbrio.
Quando
queremos ajudar, não toleramos os erros e a “ingratidão”, que neste caso está
mais para posse e domínio do que outra coisa.
Errar
é absolutamente necessário para o aprendizado e na maioria da vezes o erro só
existe quando a própria pessoa percebe que está errando. Até então, ela
continuará fazendo o que tem sido feito até a vida dar uma guinada.
Isto
tipo de respeito é raro. Queremos interferir sempre e muitas vezes mudamos radicalmente as condições de uma pessoa, sem que a mesma tenha se dado conta e compreendido esta necessidade de mudar, mas como o destino é implacável, circunstancias semelhantes retornam até que ela aprenda.
Observar
estados de sofrimentos não é fácil, mas faz parte do nosso aprendizado, para
aprendermos a tolerar e ser passivo perante certas situações que não devemos
mudar.
Por
isso que Deus é “injusto”. Ele sabe que estou sofrendo e não faz nada! nfelizmente
este raciocínio é muito mais comum do que imaginamos.
Queremos
mudar sempre, sem levar em conta se pode ou não ser mudado.
Nosso
“achômetro” nos leva a erros imensos, retroagindo situações de forma continuada
(própria e de outros) em cima das mesmas vivencias.
Cada
tem sua própria fogueira, seu próprio destino e a sua própria tarefa. Se me
encanto com o fogo do outro, fico hipnotizado e não vivo a minha própria
fogueira. Se me decepciono com a fogueira do outro, fico preocupado, distraído
e não percebo que a minha também precisa ser alimentada.
Vivermos
em função dos outros é uma armadilha fatal, que tem levado milhões e milhões de
pessoas a uma ampliação cármica sem igual.
Vamos
nos reposicionar e tudo que tivermos de fazer, que seja feito sem quadros
emocionais distorcidos, com equilíbrio, de forma respeitosa, sem
INTERFERENCIAS, pois a vida é muito mais inteligente e muito mais capaz do que
imaginamos.
Não
contar com as “ajudas” silenciosas é um dos piores erros que temos cometido.
Aceitar
e depois compreender são as verdadeiras atitudes que nos leva a ser um
indivíduo útil a nós mesmos e ao meio que vivemos.
Hilton
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