domingo, 6 de março de 2016

Vamos aprender a renunciar.

Pensamento do dia 5 de março de 2016

"Toda renúncia tem por finalidade uma alegria maior, ainda não alcançada."
Sri Aurobindo.

Pois bem, sempre consideramos a renúncia uma perda, uma derrota, um sentimento frustrante que se aloja em nosso peito e lá permanece.
Como vivemos no mundo da ilusão, a renúncia passa a ser algo pesado e pode transformar muitas pessoas numa onda de amarguras intensas.
Este tem sido o retrato da população terrestre.

Considerando que estamos de passagem pelos diversos mundos do universo, a renúncia é algo absolutamente normal, comum e faz parte do processo evolutivo.
A troca de uma coisa antiga por uma coisa nova é uma constante no universo.
Esta “perda” que a renúncia tem representado para nós, faz parte do intenso processo de identificação que as forças involutivas fizeram questão que adquiríssemos, para nos apegarmos e para adotarmos a Lei do Egoísmo em nossas vidas neste planeta.
Foram eficazes e tiverem absoluto sucesso, pois nos apegamos, somos egoístas e nos perturbamos na renúncia.
Na hora da passagem, ou da morte do físico, isto fica mais acentuado, pois lutamos desesperadamente para não renunciar a um corpo que muitas vezes está velho, doente, abalado, numa fase em que a renovação é absolutamente necessária.
Muitas vezes temos de renunciar compulsoriamente, numa fase, digamos precoce da vida com um corpo físico, pelo fato de usá-lo inadequadamente, aumentando as condicionantes cármicas até um limite em que a alma interfere e manifesta-se pela interrupção da vida, seja em que circunstâncias forem.

Se encarecemos a renúncia como deveríamos encarar, confiando que somos guiados e temos sobre nós inteligências muito mais elevadas e esclarecidas para ajudar nossas decisões, este descompasso do sofrimento seria muito menor e bem próximo de uma aceitação tranquila, mas lutamos desesperadamente para não “perder” o que conquistamos, como se pudéssemos manter isto eternamente.

Estes conceitos anunciados por Sri Aurobindo, nos informa como deveríamos nos comportar mediante um impasse, uma perda, uma renúncia, uma derrota, pois algo maior e mais evoluído deverá ocupar o que foi deixado.
Como nossa luta para não “perder” é intensa, a perda ocorre e ficamos num vazio, muitas vezes vivendo muito tempo sem que o novo e a novidade possa se implantar, pois a temos rejeitado deste o momento da “perda”.
Isto tem obscurecido nossa vida, aumentado nossas angustias e frustrações, alimentando nossos medos e enraizando paradas intermináveis em um mesmo estágio da evolução.
Assim tem acontecido com a maioria.
Quanto mais tem, mais quer, mais insaciável fica, mais poderoso se sente, até que, inevitavelmente a queda acontece. A história da nossa civilização tem ampla informações e abundancia de exemplos, pois temos repetido, repetido, continuamente a mesma postura de nossos antepassados e pior, usando pouquíssimo criatividade para mudar certos procedimentos, mesmos que estes estejam completamente desalinhados das Leis vigentes.

Vamos refletir.
Vamos aprender a renunciar.
Vamos renunciar sabendo que algo virá e alegria trará.


Hilton

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