Pensamento
do dia 5 de março de 2016
"Toda
renúncia tem por finalidade uma alegria maior, ainda não alcançada."
Sri
Aurobindo.
Pois
bem, sempre consideramos a renúncia uma perda, uma derrota, um sentimento
frustrante que se aloja em nosso peito e lá permanece.
Como
vivemos no mundo da ilusão, a renúncia passa a ser algo pesado e pode
transformar muitas pessoas numa onda de amarguras intensas.
Este
tem sido o retrato da população terrestre.
Considerando
que estamos de passagem pelos diversos mundos do universo, a renúncia é algo
absolutamente normal, comum e faz parte do processo evolutivo.
A
troca de uma coisa antiga por uma coisa nova é uma constante no universo.
Esta
“perda” que a renúncia tem representado para nós, faz parte do intenso processo
de identificação que as forças involutivas fizeram questão que adquiríssemos,
para nos apegarmos e para adotarmos a Lei do Egoísmo em nossas vidas neste
planeta.
Foram
eficazes e tiverem absoluto sucesso, pois nos apegamos, somos egoístas e nos
perturbamos na renúncia.
Na
hora da passagem, ou da morte do físico, isto fica mais acentuado, pois lutamos
desesperadamente para não renunciar a um corpo que muitas vezes está velho,
doente, abalado, numa fase em que a renovação é absolutamente necessária.
Muitas
vezes temos de renunciar compulsoriamente, numa fase, digamos precoce da vida
com um corpo físico, pelo fato de usá-lo inadequadamente, aumentando as
condicionantes cármicas até um limite em que a alma interfere e manifesta-se
pela interrupção da vida, seja em que circunstâncias forem.
Se
encarecemos a renúncia como deveríamos encarar, confiando que somos guiados e
temos sobre nós inteligências muito mais elevadas e esclarecidas para ajudar
nossas decisões, este descompasso do sofrimento seria muito menor e bem próximo
de uma aceitação tranquila, mas lutamos desesperadamente para não “perder” o
que conquistamos, como se pudéssemos manter isto eternamente.
Estes
conceitos anunciados por Sri Aurobindo, nos informa como deveríamos nos
comportar mediante um impasse, uma perda, uma renúncia, uma derrota, pois algo
maior e mais evoluído deverá ocupar o que foi deixado.
Como
nossa luta para não “perder” é intensa, a perda ocorre e ficamos num vazio,
muitas vezes vivendo muito tempo sem que o novo e a novidade possa se
implantar, pois a temos rejeitado deste o momento da “perda”.
Isto
tem obscurecido nossa vida, aumentado nossas angustias e frustrações,
alimentando nossos medos e enraizando paradas intermináveis em um mesmo estágio
da evolução.
Assim
tem acontecido com a maioria.
Quanto
mais tem, mais quer, mais insaciável fica, mais poderoso se sente, até que,
inevitavelmente a queda acontece. A história da nossa civilização tem ampla
informações e abundancia de exemplos, pois temos repetido, repetido, continuamente
a mesma postura de nossos antepassados e pior, usando pouquíssimo criatividade
para mudar certos procedimentos, mesmos que estes estejam completamente
desalinhados das Leis vigentes.
Vamos
refletir.
Vamos
aprender a renunciar.
Vamos
renunciar sabendo que algo virá e alegria trará.
Hilton
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