terça-feira, 10 de maio de 2016

Viagem espacial.

Pensamento do dia 09 de maio de 2016.

Você não deve pensar que as coisas que tem pertencem-lhe - elas pertencem ao Divino.
A Mãe.

Pois bem, nossa ilusão nos leva a conceber posições incrivelmente erradas e absurdamente distantes da realidade.
Uma delas e talvez a mais cruel, pois é a que tem gerado mais sofrimento é o sentimento da posse e do domínio.
Aplicamos este sentimento para tudo, inclusive para o corpo que sustenta minha vida, como se este corpo fosse meu e dele posso fazer o que quiser.
Este erro grosseiro e por demais ignorante tem levado pessoas a cometerem verdadeiras loucuras com seu corpo, com seu destino, com seu continuísmo, envolvendo além do mais, terceiros nesta escalada de doidice e burrice.
Esta ilusória sensação de posse, extrapola os valores máximos do bom senso e com isto comprometem sucessões infindáveis de vidas acorrentadas ao mesmo estilo e definições das anteriores, parando completamente num único patamar na escada da evolução.
Parece que a “ficha não cai”, pois mesmo com certos acessos mais elevados, certas instruções acolhidas, certos preconceitos quebrados, insistimos enfaticamente a nos mantermos no lugar comum.

Nada do que temos, do que somos, do que nos foi concedido, nos pertence. Sejam objetos, sejam sentimentos, sejam pensamentos, sejam terceiros que assumimos a guarda, não nos pertence.
Somos, no máximo tutores de coisas e pessoas para que sejam estimuladas a evoluírem, quebrarem as ilusões que aprisiona a todos, para descobrirem as maravilhas do Universo livre, que poderemos usufruir em nossa incrível jornada pela criação de Deus.

Somos passageiros de um trem espacial em continuo movimento, fazendo pequenas paradas para apreciarmos a natureza do universo e das coisas do Divino.

Mas frequentemente, descemos nestas escalas por tempo demais, nos iludimos como sendo nossas coisas e o que foi belo e precioso num primeiro momento, nos aprisiona, nos retém no caminho que, compulsoriamente, deveríamos seguir sempre.
Como temos de prosseguir, esperaremos a nova composição e assim continuaremos a assistir e completar os níveis de conhecimento e instrução que vão acontecendo ao longo deste trajeto infinito.
Continuamente, mudamos de roupa (corpos), além de contatarmos e trocarmos impressões com outros passageiros (seres de outros mundos) que circulam pela nossa composição. Estes, assim como nós, seguem as mesmas diretrizes e com isto poderemos compartilhar uma série de impressões e sugestões dos lugares percorridos.

Numa estação, parados e desalinhados, perdemos estes contatos e esta troca tão necessária de informações. Estamos isolados.

Cada parada tem seu tempo exato de espera e este tempo é o suficiente para assimilarmos o que temos de conhecer.
Nós terráqueos paramos além da conta, perdemos outras composições, pois nos encantamos inicialmente e hoje sofremos pelo excesso de tempo e desgaste das mesmas coisas, das rotinas, dos vícios, vivendo estágios de vida em processo de decomposição e mudanças, pois estas paradas (mundos) também seguem seu ritmo e seu processo evolutivo, estando tudo e todos em continuo processo de transformação.
Na natureza divina tudo muda, tudo se transforma, tudo se aperfeiçoa, nada fica estanque, imóvel, estagnado, por isso que transformações suaves ou radicais ocorrem em mundos. As mais radicais ocorrem em mundos pouco amadurecidos como a Terra, pois a busca pela perfeição é continua em tudo aquilo que foi criado por Deus.

Viveremos um final de ciclo radical, pois perdemos a sequência, perdemos a última composição que passou por esta estação Terra a alguns milênios.
Está mais do que na hora de voltarmos a ser aqueles passageiros tranquilos, apreciadores das belezas universais, ávidos  pelo conhecimento, pelo aprendizado, pelas constantes mudanças de temas, paisagens, geografias dos mundos percorridos e a percorrer. De sermos mais sensíveis aos relacionamentos com toda esta estrutura gigantesca de seres, indivíduos, reinos que, assim como nós, embarcam continuamente neste trem espacial que nos conduz pela vida espiritual.

Para isto, temos de assimilar com todas as letras que nada nos pertence, pois somos somente apreciadores das belezas da criação, sem julgamentos, sem interferências, sem opiniões, mas ávidos para aprender o que num futuro ainda distantes iremos fazer também, CRIAR.

Portanto, embarquem de fato neste continuísmo da vida. Isto não é um sonho, não é uma ilusão de um sonhador, mas a realidade e aqueles que conseguirem enxergar desta forma, sentirão em seu coração a verdade destas palavras.
Aqueles que ainda não estão prontos precisarão ver com os próprios olhos a destruição causada pelo continuísmo do vir a ser, onde tudo o que existe hoje não existirá amanhã, pois imponderavelmente a evolução domina todos os confins do universo.
Podemos dizer que também é uma forma de aprender. Não é das mais tranquilas e não é das mais agradáveis, mas como temos a opção de escolher, assim será.

Assimilar o pensamento de hoje é sempre o primeiro e o mais importante passo a ser dado, pois para os demais passos uma imensa conjuntura de ajuda se manifesta e nos acolhe em nossas duvidas, em nosso medos , em nossos vacilos, em nossas incertezas, mas a convicção precisa estar muito bem estabelecida em nosso coração.

Vamos tomar o trem da liberdade, do conhecimento, da evolução e comodamente seguir um caminho que mesmo que não saibamos qual é, foi definido e escolhido por Quem nos criou e sabe muito bem o que necessitamos aprender.
Vamos deixar de nos preocupar com nossas malas, com suas etiquetas, seus controles, nossas posses, pois aonde iremos seremos sempre providos de tudo que precisamos e será no momento exato.
Liberte-se do que te amarra, do que te retém, das distrações de um único mundo, pois um universo inteiro te aguarda para você conhece-lo.

Enfim são estas novas concepções que te enquadra no som, no tom, nas cores, nas energias,  no contato que você precisa.
Neste momento ou você crê e a ilusão se dissipa, ou você acrescenta um pouco mais de ilusão às existentes.


Decida-se!
Hilton

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