Pensamento
do dia 09 de maio de 2016.
Você
não deve pensar que as coisas que tem pertencem-lhe - elas pertencem ao Divino.
A
Mãe.
Pois
bem, nossa ilusão nos leva a conceber posições incrivelmente erradas e
absurdamente distantes da realidade.
Uma
delas e talvez a mais cruel, pois é a que tem gerado mais sofrimento é o
sentimento da posse e do domínio.
Aplicamos
este sentimento para tudo, inclusive para o corpo que sustenta minha vida, como
se este corpo fosse meu e dele posso fazer o que quiser.
Este
erro grosseiro e por demais ignorante tem levado pessoas a cometerem
verdadeiras loucuras com seu corpo, com seu destino, com seu continuísmo,
envolvendo além do mais, terceiros nesta escalada de doidice e burrice.
Esta
ilusória sensação de posse, extrapola os valores máximos do bom senso e com
isto comprometem sucessões infindáveis de vidas acorrentadas ao mesmo estilo e
definições das anteriores, parando completamente num único patamar na escada da
evolução.
Parece
que a “ficha não cai”, pois mesmo com certos acessos mais elevados, certas
instruções acolhidas, certos preconceitos quebrados, insistimos enfaticamente a
nos mantermos no lugar comum.
Nada
do que temos, do que somos, do que nos foi concedido, nos pertence. Sejam
objetos, sejam sentimentos, sejam pensamentos, sejam terceiros que assumimos a
guarda, não nos pertence.
Somos,
no máximo tutores de coisas e pessoas para que sejam estimuladas a evoluírem,
quebrarem as ilusões que aprisiona a todos, para descobrirem as maravilhas do Universo
livre, que poderemos usufruir em nossa incrível jornada pela criação de Deus.
Somos
passageiros de um trem espacial em continuo movimento, fazendo pequenas
paradas para apreciarmos a natureza do universo e das coisas do Divino.
Mas
frequentemente, descemos nestas escalas por tempo demais, nos iludimos como
sendo nossas coisas e o que foi belo e precioso num primeiro momento, nos
aprisiona, nos retém no caminho que, compulsoriamente, deveríamos seguir
sempre.
Como
temos de prosseguir, esperaremos a nova composição e assim continuaremos a
assistir e completar os níveis de conhecimento e instrução que vão acontecendo
ao longo deste trajeto infinito.
Continuamente,
mudamos de roupa (corpos), além de contatarmos e trocarmos impressões com
outros passageiros (seres de outros mundos) que circulam pela nossa composição.
Estes, assim como nós, seguem as mesmas diretrizes e com isto poderemos
compartilhar uma série de impressões e sugestões dos lugares percorridos.
Numa
estação, parados e desalinhados, perdemos estes contatos e esta troca tão
necessária de informações. Estamos isolados.
Cada
parada tem seu tempo exato de espera e este tempo é o suficiente para
assimilarmos o que temos de conhecer.
Nós
terráqueos paramos além da conta, perdemos outras composições, pois nos
encantamos inicialmente e hoje sofremos pelo excesso de tempo e desgaste das
mesmas coisas, das rotinas, dos vícios, vivendo estágios de vida em processo de
decomposição e mudanças, pois estas paradas (mundos) também seguem seu ritmo e seu
processo evolutivo, estando tudo e todos em continuo processo de transformação.
Na
natureza divina tudo muda, tudo se transforma, tudo se aperfeiçoa, nada fica
estanque, imóvel, estagnado, por isso que transformações suaves ou radicais
ocorrem em mundos. As mais radicais ocorrem em mundos pouco amadurecidos como a
Terra, pois a busca pela perfeição é continua em tudo aquilo que foi criado por
Deus.
Viveremos
um final de ciclo radical, pois perdemos a sequência, perdemos a última
composição que passou por esta estação Terra a alguns milênios.
Está
mais do que na hora de voltarmos a ser aqueles passageiros tranquilos,
apreciadores das belezas universais, ávidos pelo conhecimento, pelo
aprendizado, pelas constantes mudanças de temas, paisagens, geografias dos
mundos percorridos e a percorrer. De sermos mais sensíveis aos relacionamentos
com toda esta estrutura gigantesca de seres, indivíduos, reinos que, assim como
nós, embarcam continuamente neste trem espacial que nos conduz pela vida
espiritual.
Para
isto, temos de assimilar com todas as letras que nada nos pertence, pois somos
somente apreciadores das belezas da criação, sem julgamentos, sem
interferências, sem opiniões, mas ávidos para aprender o que num futuro ainda
distantes iremos fazer também, CRIAR.
Portanto,
embarquem de fato neste continuísmo da vida. Isto não é um sonho, não é uma
ilusão de um sonhador, mas a realidade e aqueles que conseguirem enxergar desta
forma, sentirão em seu coração a verdade destas palavras.
Aqueles
que ainda não estão prontos precisarão ver com os próprios olhos a destruição
causada pelo continuísmo do vir a ser, onde tudo o que existe hoje não existirá
amanhã, pois imponderavelmente a evolução domina todos os confins do universo.
Podemos
dizer que também é uma forma de aprender. Não é das mais tranquilas e não é das
mais agradáveis, mas como temos a opção de escolher, assim será.
Assimilar
o pensamento de hoje é sempre o primeiro e o mais importante passo a ser dado,
pois para os demais passos uma imensa conjuntura de ajuda se manifesta e nos
acolhe em nossas duvidas, em nosso medos , em nossos vacilos, em nossas
incertezas, mas a convicção precisa estar muito bem estabelecida em nosso
coração.
Vamos
tomar o trem da liberdade, do conhecimento, da evolução e comodamente seguir um
caminho que mesmo que não saibamos qual é, foi definido e escolhido por Quem
nos criou e sabe muito bem o que necessitamos aprender.
Vamos
deixar de nos preocupar com nossas malas, com suas etiquetas, seus controles,
nossas posses, pois aonde iremos seremos sempre providos de tudo que precisamos
e será no momento exato.
Liberte-se
do que te amarra, do que te retém, das distrações de um único mundo, pois um
universo inteiro te aguarda para você conhece-lo.
Enfim
são estas novas concepções que te enquadra no som, no tom, nas cores, nas
energias, no contato que você precisa.
Neste
momento ou você crê e a ilusão se dissipa, ou você acrescenta um pouco mais de
ilusão às existentes.
Decida-se!
Hilton
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