terça-feira, 4 de outubro de 2016

O derradeiro.

Pensamento de Sri Aurobindo.

Cada atividade é importante em seu lugar; um elétron ou uma molécula ou um grão podem ser coisas pequenas em si mesmas, mas em seus lugares elas são indispensáveis para construir um mundo.
Sri.

Pois bem, o pensamento indica a importância da nossa presença e das nossas atividades no contexto geral da Criação.
Não há indivíduo menos ou mais importante, todos somos primordiais para que a Criação no contexto divino, aconteça.
Todas as partes é que compõem o todo.
Do menor elemento do reino mineral ao Ser mais elevado do reino arcangélico, somos Um, e cada um comporá o Todo.
Se tivéssemos tempo de refletir sobre estas máximas, estes vínculos inquebráveis, seríamos com certeza mais amenos, mais tolerantes, mais presentes, pois saberíamos que as tristezas e dificuldades de um compromete o Todo.
Esta falta de amor e acolhimento no reino humano, criou argumentos de separação que vem comprometendo o que se chama Corpo Humanidade.
Num corpo humano, se temos um órgão ou um membro doente, o conjunto todo sofre pois acaba por ter certos limites que o impede, no conjunto, de realizar sua plenitude.
Assim tem sido o Corpo Humanidade, que vem se limitando na sua ascenção evolutiva e estagnando em certos estágios que ficam excessivamente prolongados, face à situação de que grande parte dos seus indivíduos estão carentes, estão doentes, estão relegados da meta evolutiva definida para o Conjunto.
Temos nos arrastado na vida, estamos escorregando na incompreensão, na ganancia, no egoísmo, face a ignorância das coisas eternas o abandono das oportunidades elevadas que vem até nós e as rejeitamos.

Vejam como no reino animal a ordem e a organização prevalecem no seu contexto evolutivo. Sim, temos disputas, temos combates, temos territórios que são defendidos, pois são expressões instintivas, mas a harmonia neste nível de consciência prevalece.
Não existe animal egoísta, mal humorado, vingativo, pois seu comportamento concentra-se na sobrevivência e na disseminação da prole.
Vejam como o reino vegetal se ajusta, se ajeita na busca pela luz solar, pela água, pela terra, onde cada um cede os espaços necessários para quem uma floresta (o conjunto) aconteça, pois de forma clara este reino compreendeu sua interdependencia.
Vejam a integração entre o reino vegetal e o animal, onde a sinergia entre os dois é fundamental para que a evolução de ambos prossiga.

No entanto, no reino humano onde temos a individualidade, a alma definida para cada elemento que o compõem, fizemos desta individualidade um trampolim para a desarmonia, para a desorganização, onde o individualismo cooperativo migrou para o combate, a competitividade, a conquista alicerçada na destruição no próprio reino humano como nos demais.

Não se reverte mais a não ser por uma interferência divina em todo o Corpo Humanidade, pois nossas doenças chegaram a uma fase terminal. Portanto, um milagre se faz necessário e este acontecerá, como nos prometido pelo nosso Tutor – Jesus Cristo.
A humanidade da Terra esteve mais de uma vez em condições de ser extinta totalmente da sua participação universal, pois fracassamos continuamente no uso da Lei do Livre Arbítrio.
No entanto, sempre um conjunto pequeno de seres humanos abnegados, conseguiram manter a chama acesa para que fosse considerada a hipótese de que uma solução poderia existir.
Após inúmeras tentativas, nos ciclos que ocorreram no planeta, irá se separar o “joio do trigo” no contexto Corpo Humanidade, para que a Terra abrace novamente estes poucos que assim mantiveram a chama acesa neste Corpo tão doente.

Precisamos, no pouco tempo que nos resta desta encarnação, rever inúmeras posturas, contextos, preconceitos e conceitos, para que nosso lado bom, positivo, pacifico, possa se sobressair sobre os aspectos negativos.
Quando se pensa no coletivo, esquece-se o individual e será assim que cada um de nós, neste momento de transição planetária, poderá dar foco naquilo que é essencial.
Neste aspecto, temos que viver duas ou três vidas em uma só, pois nosso desleixo nas encarnações passadas exigirá extrema dedicação na atual.
Sob este aspecto, é inconcebível que alguém perca tempo se distraindo com outras coisas, ocupando-se com o supérfluo, com os objetos, com a vaidade.


Este é o momento de rever nossa postura, nossas regras, nossos conceitos, pois as mudanças que estão sendo introduzidas serão absolutamente novas, portanto, o que fizemos e fazemos, o que pensamos e como agimos, não serve mais.

Hilton

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