Pensamento do
dia 21 de novembro de 2016.
Aceitar o
inaceitável é a maior fonte de graças que existe.
Eckhart Tolle.
Pois
bem, pouco sabemos sobre o desenrolar da nossa vida.
Existe
uma série de fatores imponderáveis que não podemos interferir, mas nossa
postura perante tais fatores poderá ser decisiva no seu desenrolar.
A aceitação é um
destes fatores.
Por
exemplo na descoberta de uma doença grave, a revolta, a rebeldia contra Deus, a
busca por culpados de situações que nos aborreciam, como sendo os responsáveis
pelo que contraímos, é uma fonte negativa que irá piorar o processo
desencadeado.
A entrega é um
fator determinante.
No
mesmo exemplo, a entrega não significa entregar sua vida para a morte, mas
entregar sua situação para Deus. Muitas vezes, atos simples como este podem
mudar o rumo de um processo desencadeado. Pode, inclusive, ser uma experiência que
irá testar nossa humildade, provavelmente porque durante vidas esquecemos de
exerce-la.
A atenção ao seu
lado espiritual.
Pode
ser que durante vidas, não “tivemos tempo” de dar a mínima atenção à
nossa contraparte espiritual. Chega um momento em que a alma exerce uma certa intolerância
quanto aos nossos comportamentos anteriores e dá um “cheque mate”, do tipo, ou
muda ou morre novamente.
A atenção ao
meio em que vive.
Este
é outro aspecto fundamental que abrange o conceito “corpo humanidade”.
Normalmente a maioria recusa esta lição e continua vivendo vidas pensando em si
e em sua prole, como sendo a única coisa necessária. Não dá atenção ao meio,
aos reinos, ao planeta, ao universo, como se tudo pudesse ser resumido somente
para seus interesses. Isto é muito comum e a maioria tem escolaridade superior
nesta pratica. Este tem sido um dos principais motivos do nosso afastamento ao convívio
universal.
O
que mais se escuta sobre isto é que somos limitados. Deus não pede que
atendamos o planeta inteiro, nem o universo, bastaria nos concentrarmos em
aprender, evoluir, estudar, dedicar-se ao conhecimento de si próprio. Esta é a
melhor fonte de contribuição, pois na medida que evoluímos, aumentamos nosso
grau de vibração que irá se expandir por todos os cantos deste universo sem
fim.
Uma
pena caindo lentamente para o chão, interfere em todo o sistema universal.
Ainda
não temos ideia como somos interligados a todo o sistema, a todas as galáxias,
todas as constelações, a todos os universos.
Sair da ignorância.
Não
devemos confundir intelectualidade e cultura com sabedoria. A intelectualidade
e a cultura irão desaparecer assim que desencarnamos, a sabedoria não.
A
intelectualidade e a cultura ficará defasada imediatamente assim que aprendermos
algo novo, ao passo que a sabedoria é eterna
e sempre será complementada com aspectos novos, novas informações, novos
conceitos, novas verdades. A maioria se dedica à cultura e a minoria à
sabedoria, por isso que nosso mundo é muito ignorante.
Voltando
ao exemplo da doença, poucos sabem, mas no livre arbítrio temos a opção de
extingui-la ( a doença) ou deixar que ela evolua.
Provavelmente
nunca prestamos nossa atenção para isto, porque só confiamos naquilo que nossa
cultura determina e o que esta cultura determina está cercada de interesses
comerciais, financeiros e mesquinhos.
Temos
deixado esta opção para nossa alma, mas poderíamos ter assumido no plano físico
se fossemos pessoas mais sábias e equilibradas, onde os interesses estariam
focados em nosso sistema evolutivo.
As
doenças são optativas, na sua forma de se manifestar, no seu desenvolvimento,
podendo ou não ser terminal.
Alguns
casos tenho notado que a doença fica aguardando nossa resposta e na maioria
(creio que 98%) das vezes esta resposta não vem. Como a maioria está alheia a esta possibilidade, não
damos nenhuma resposta e desta forma a alma assume e determina. Mas, no livre
arbítrio, poderíamos reverter este processo no momento que assumíssemos mudanças
oportunas e essenciais para que nosso desenvolvimento espiritual continuasse e
nossa vida fosse mais útil ao meio que vivemos.
Normalmente
as pessoas, à frente das doenças, não mudam, ou até pioram em suas manifestações,
acentuando crises e mais crises que retrata um estado de ignorância bem
elevado.
A
alma, neste aspecto, é determinante, mas poderíamos estender esta encarnação
recuperando certas posições perdidas na ignorância, no momento que nossa postura
mudasse para o que realmente interessa e para o que realmente viemos fazer
aqui.
No
entanto, tenho notado pessoas apáticas com relação a isto, ou revoltadas como
se o mundo fosso culpado, mas totalmente omissas na oportunidade de mudar o que
precisa ser mudado.
Outras
pessoas ficam afetadas à estética do corpo, às aparências, às plásticas, a um perfeccionismo
meramente aparente, esquecendo-se das mudanças internas, do aprimoramento
espiritual, da reeducação evolutiva, distorcendo os “recados recebidos do alto”
.
Aceitar o
inaceitável.
Quando
manifestamos nossas intenções de ajudar alguém doente, também é precioso levar
em conta estes aspectos, pois poderemos estar interferindo numa decisão que a
alma, após aguardar a manifestação do indivíduo, tomou a resposta a ser dada,
para si.
Portanto,
quando nos dedicamos a levar para estas pessoas informações corretas, amparo
real, poderemos estar dando a oportunidade de que mudanças possam ocorrer e ela
possa tomar a decisão correta, ou seja, continuar ou desencarnar.
Claro
que pressupõem-se que estaremos aptos e preparados para isto, de forma
equilibrada, harmoniosa e serena.
Portanto,
aceitar o inaceitável, acaba sendo o caminho correto a ser seguido.
Hilton
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