Pensamento do
dia 28.12.2016
Devemos sempre
ir além, sempre renunciar ao menor pelo maior, ao finito pelo infinito.
Sri Aurobindo.
Pois
bem, decisões desta natureza temos evitado.
Vacilamos
em decisões que nos tiram do que chamamos, “zona de conforto”.
Por
que mudar se pode ficar como está?
De
forma geral o ser humano é avesso às mudanças. Mesmo que se sinta incomodado,
desconfortável, angustiado, pressionado, evita o quanto puder as mudanças. Por
isso que forças involutivas agem livremente, pois conhecem como ninguém as
fraquezas humanas e as explora em todos os níveis.
Somos
manipulados para mais ou para menos, segundo nossos medos, nossa insegurança, para
que mudanças não aconteçam.
Normalmente
a renúncia ocorre quando nos encontramos no limite do limite, ou seja, não há a
menor possibilidade de continuarmos como está.
Renunciar
significa para nós perdas, pois ainda não percebemos que para evoluir renuncia-se
ao que é para o que virá.
A
morte age para que renunciemos, compulsoriamente, à vida, portanto um
novo ser surge pela morte do antigo ser.
Desta renuncia ninguém escapa.
Da
mesma forma o carma age para corrigir o que somos, pois não renunciamos ao que
não serve mais. Se assim não fosse poderíamos ser o mesmo por vidas, ficando estagnado
num único patamar da consciência.
Nesta
ciranda de vidas, passamos várias vezes por situações semelhantes, numa
variação intensa entre a polaridade masculina e a feminina, ativando por exigência
da alma a oportunidade de renunciarmos ao que somos.
Mesmo
assim, lutas intensas ocorrem na tentativa de manter o que somos, num intenso processo
de repetição, vida após vida, face ao exercício do livre arbítrio.
A
hereditariedade que foi concedida para que mudanças ocorressem, na realidade é
desprezada pelo ser humano que acaba cometendo os mesmos erros e mantendo os
mesmos vícios das vidas passadas.
Como
foi dito na mensagem de ontem, perdas são inexoráveis no continuísmo evolutivo,
pois perde-se para ganhar, mas como temos o livre arbítrio, adiamos sempre que
podemos essas perdas, retendo ao máximo conquistas efêmeras, descartáveis,
ultrapassadas, como se tudo o que virá será ser pior que é.
É
exatamente o contrário, tudo o que virá, proveniente da nossa fé, será evolutivo.
Não
adianta o ser humano da Terra imaginar que poderá reter suas conquistas
materiais, seu patrimônio, sua fortuna ou pobreza, sua saúde ou doença, pois
neste gigantesco processo cíclico tudo, inexoravelmente, muda.
Deveríamos
estar, na fase cíclica atual do planeta, num turbilhão de mudanças internas e
externas para que as oportunidades que vão surgir não fossem perdidas, como irá
acontecer, pois a maioria só consegue levar em consideração o que é palpável,
material, “valioso” segundo os critérios terrenos, desprezando um ciclo planetário
que leva milênios, ou centenas de vidas para se repetirem.
Estamos
num momento atroz, pois na sequencia dos acontecimentos estas oportunidades
cessam e grandes movimentos ocorrem, transformando o que era opcional em
compulsório, onde as perdas serão foco de muita dor e sofrimento.
A
nova era, em comparação à era atual, pode-se dizer que será uma passagem do
finito para o infinito dentro de uma escala infinita de mudanças, pois serão tantas
e tão intensas que nada se compara ao atual.
Poucos
perceberam e se tocaram, mesmo assim o que perceberam ainda vacilam
constantemente, mantem-se inseguros, temerosos pois abandonar o que conhecem ou
suportar as perdas tem sido difícil.
Nossa
sistemática na forma de viver valorizou demais os objetos em detrimento da vida.
Enfim,
aquele que percebeu este momento terá de renunciar do menor para o maior.
Hilton
Obs. Caso não se sinta apto a renunciar ao que precisa ser renunciado ou aceitar o que compulsoriamente terá de renunciar, deixe de acompanhar estes textos para não ficar com o que chamamos de "dor na consciência".
Nenhum comentário:
Postar um comentário