Pensamento
do dia 05 de abril de 2017.
Nunca
detenha o fluir do Universo e diminua a acumulação de bens que gere propriedade
pessoal. Lembre-se que chegou a este mundo como alma despida e que a Providencia
lhe fará chegar tudo aquilo que por lei lhe corresponda.
Consagrados
e Servidores.
Pois bem, não se fala em se fazer voto de pobreza, até porque um
ato desta natureza exige um grau de desprendimento que poucos conseguiriam
alcançar.
Mas, como estamos no tempo da perdas materiais, da desvinculação com
aquilo que não serve mais, de nos liberarmos do que será inútil carregarmos
para onde o destino já nos consagrou para ir, o processo das “perdas” vem se acentuando para
os habitantes da Terra.
A sensação de perder algo foi sempre encarado como uma sensação
ruim, quando na realidade deveria ser encarada como uma sensação de libertação.
Ao iniciarmos os procedimentos para morrer, que a maioria encara como uma perda, o corpo material,
a sensação que deveria ser de libertação funciona às avessas pois lutamos
desesperadamente para nos mantermos preso a um corpo que cumpriu seu papel, nos
acolheu no tempo necessário, participou do nosso processo evolutivo e agora foi
chamado para o repositório dos átomos que aqui pertencem.
Esta falta de compreensão fez da morte, mesmo sendo um processo natural
da vida, uma calamidade, um desastre, um
acontecimento que pouquíssimos aceitam.
Este desprendimento foi tão mal compreendido que ao longo das eras
foi e continua sendo utilizado como instrumento de punição.
Tempo de perdas.
Este tempo são tempos de perdas inexoráveis, ou seja, não temos
como reter o que está em processo de transmutação na superfície da Terra.
Mas o que está em transição?
Tudo e sem exceção.
Podemos dizer que o que existe na superfície terrestre está de tal
forma contaminado por forças negativas, formas pensamentos e sentimentos ruins
que a reciclagem será global. Temos impregnado o meio ambiente com tantos
sentimentos ruins, negativos, que manter este padrão de energias, desvirtuaria
a nova humanidade que virá.
Não se fala aqui em se desfazer desnecessariamente dos bens
conquistados, assumidos, comprados, mas de tolerarmos e aceitarmos as perdas
que virão.
Nascemos sem nada e morreremos sem nada para levar, quanto aos
aspectos materiais.
Se não tivéssemos nos envolvidos tanto na dedicação para com o “ser”,
“ter” e “poder”, veríamos que somos providos do necessário e este necessário é
suficiente para cumprirmos as tarefas que nos foram designadas, mas na
desatenção para com isto e a atenção para com as posses, esquecemos do nosso
destino. Este por sua vez precisa agir compulsoriamente senão nos desviaríamos
de tal forma que nos tornaríamos irrecuperáveis.
A perda nestes momentos finais está sendo uma constante.
Estamos vivendo no dia a dia processos de perdas e na medida que
os movimentos planetários se acentuam as perdas darão saltos surpreendentes.
Manter o equilíbrio precisa ser um regra a ser estabelecida e
obedecida, que contará somente com nossa vontade própria.
Portanto, vamos ficar atentos, compenetrados e cientes de que administrar
nossa vida, nesta etapa planetária, será conviver fortemente com perdas.
Leia-se perdas de toda ordem e não somente as materiais.
Hilton
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