Silêncio e fé: importantes instrumentos para a cura cósmica.
A cura cósmica é a recondução do ser humano à sua Origem
interna, é a consciente unificação da vontade pessoal com a vontade
superior do próprio indivíduo. Realiza-se pela sintonia com a realidade
espiritual, e se inicia quando buscamos saber qual é a verdadeira meta da
vida.
Esse processo de cura intensifica-se só quando nos entregamos ao
nível superior do nosso ser, à nossa alma — o que podemos fazer de
maneira simples, dirigindo-nos a esse nível interno da consciência com toda a
sinceridade: "Quero ser aquilo para que fui criado. Farei o que for
preciso para isso".
Ao nos entregarmos assim à vontade interna da nossa consciência
superior, podemos desempenhar o papel que nos cabe no universo em que vivemos e
entrar em harmonia. E, à medida que essa harmonia chega ao plano físico,
as doenças podem ser eliminadas.
Como a cura cósmica transcende o corpo físico, pois concentra-se
no mundo interior, ela só pode tornar-se realidade quando estamos sintonizados
com o espírito imortal que vive em nós, isto é, quando nos empenhamos em
realizar a vontade superior em nossa vida.
Se estivermos preocupados só com a remoção de algum incômodo físico,
emocional ou mental, ficamos limitados aos problemas da personalidade e, assim,
impedimos que ocorra uma cura verdadeira, não paliativa.
Devemos aproximar-nos da cura cósmica com humildade, como quem se
aproxima de algo onipotente e onipresente. Essa humildade é um estado interno
de silêncio, de imparcialidade diante do que desconhecemos. Depois, para
continuarmos receptivos à cura, temos de aprender a calar e a observar.
Calar significa não criar expectativas, não cobrar respostas da nossa
consciência superior, não desgastar o estado alcançado depois de nos
entregarmos a ela. Não é necessário fazer conjecturas, planos ou programas após
essa entrega. Se já nos oferecemos, não precisamos voltar ao assunto,
nem mesmo em pensamento. O nosso eu superior já nos escutou.
Observar, por sua vez, é uma atitude diferente da habitual. De
modo geral, quando olhamos em torno, queremos tirar proveito,
queremos controlar o ambiente para fazer com que se amolde ao que
desejamos, ou colocamos em movimento a nossa capacidade de crítica e de
julgamento.
Observar, no sentido que a cura requer, é estarmos atentos às
circunstâncias da própria vida para perceber o que o eu superior quer de
nós, mas mantendo-nos calados, ou seja, sem fazer comentário algum a respeito,
nem mesmo comentário mental. Em muitos casos, fazer a vontade do eu superior
exige mudanças em nossa forma de ser. Observar, nesse sentido, é estarmos
atentos para perceber o que devemos mudar, já que, se há enfermidade, é
porque não estamos praticando aquilo para que fomos criados.
Para sermos curados, precisamos estar prontos a deixar de ser
como temos sido, porque esse estado foi o que nos levou à enfermidade. E a
doença só será removida quando mudarmos.
A nova atitude assumida por nós é o que mais conta na verdadeira
cura, a cura cósmica. Todo o resto vem do imponderável, do que escapa
totalmente do controle humano. Daí seu inestimável valor, pois a cura vem do
profundo do ser, onde existem perfeição e saúde.
Entre os recursos de que dispomos para entrar em contato com esse
nível de cura, os mais poderosos e próximos de nós são a fé e a devoção ao
desconhecido, ao que de mais elevado pudermos conceber.
Trigueirinho.
Pois bem, a cura, recondução do ser á sua origem interna.
Bom para que este principio funcione temos de conceber que estamos
de passagem por esta vida, por estes momentos, por estas situações, e a elas
não pertencemos. Este conceito já esbarra em milhões de preconceitos, pois a maioria
adora abraçar as imperfeições.
A verdadeira meta da vida: outro aspecto, para a maioria, de difícil
concepção, pois administramos somente o tempo de vida humana e relegamos a infinitude
da vida como sendo algo irreal.
A nossa alma: para muitos nossa alma está distante, quase sempre
inalcançável e não pertence ao meu cotidiano. Apesar de manter o meu corpo
vivo, relego-A a um “aparte invisível” que geralmente “não me diz respeito”.
Desta forma, com a negação de simples conceitos, restrinjo-me ao
corpo físico, emocional e mental como sendo a única estrutura que possuo. Além
disso necessito conviver com um destino, que segundo minhas concepções é sempre
injusto.
Com esta fotografia distorcida da realidade sob a ótica espiritual,
torno-me uma pessoa doente, desmilinguida e decepcionada .
Reverter estes conceitos distorcidos é o passo a ser dado para esta
reversão. É preciso conceber à origem divina, original e eterna, onde o
espiritual é a realidade e o material o ilusório. Não o inverso.
As doenças são ajustes para os nossos desajustes, portanto, ser saudável,
antes de tudo é alinhar-se com a origem. Para muitos a doença é um incomodo, mas
para poucos não, pois aprenderam a compreende-la e dela extraem grandes
oportunidades.
A critica e o julgamento é o alimento das distorções,
consequentemente, do desalinhamento e do desequilíbrio, que por sua vez alimenta
os sinais que o corpo precisa emitir, manifestando-se através das doenças.
Portanto, adoecer é uma correção do rumo, da direção, do alinhamento.
Para sermos curados, precisamos estar prontos a deixar de ser
como temos sido, porque esse estado foi o que nos levou à enfermidade. E a
doença só será removida quando mudarmos.:
é uma frase essencial que define a postura para o reequilíbrio, o
realinhamento.
se há enfermidade, é porque não estamos praticando aquilo para que fomos
criados. Outra frase que precisa ser muito bem observada, pois ninguém veio
a este mundo para cuidar de si próprio, mas viemos para aprender a conviver com
todos os seres, todos os reinos, todas as criaturas, todas as formas de vida e
muito pouco temos feito sobre isto e a maioria das nossas ações não tem
respeito.
Enquanto o homem não aprender o que veio fazer aqui, pouco poderá
saber da sua verdadeira anatomia e pouco poderá colaborar para sua evolução.
Hilton
Nenhum comentário:
Postar um comentário