Jamais confundas serviço espiritual com mera ação exterior. O
que mantem um Grupo em harmonia e acima de compromissos com movimentos inúteis
é a busca da vida divina.
Os grupos de serviço nem sempre se tornam numerosos. Isso pode
ser bom, porque a presença de muitas tendências heterogêneas acumula forças
contrárias ao trabalho evolutivo e torna inviável a atividade em
harmonia.
Se buscas servir, saibas que uma ação pequena e anônima pode
repercutir profundamente na aura planetária.
Saibas que fazer muito
nem sempre é fazer o melhor; cumprir com fidelidade as metas que te são
transmitidas do teu interior, isso sim, é o que deves buscar. Tuas limitações,
bem como tuas qualidades, são conhecidas pelos que te guiam nos
níveis internos da vida e são levadas em conta quando uma Tarefa te é
atribuída. Portanto, não te preocupes tanto contigo mesmo; é melhor dedicares
de corpo e alma à sintonia com o Plano
no qual estás incluído desde que fostes criado.
Quem se decide a servir desenvolve clareza de visão, disponibilidade
e prontidão, e assim se entrega verdadeiramente numa rede. Essas qualidades
dissolvem a ansiedade por agir, própria da personalidade humana, e a
animam a suprir necessidades
Se persistires disponível
para ir ao encontro das carências mundiais, passarás por ampliações do
consciência. Porém, tais ampliações são meios de dilatar as possibilidades
de serviço, e não deves buscá-las por elas mesmas. Sobretudo, não deves impor tua
experiência como padrão para os demais, pois o que se passa contigo,
externa e internamente visa a ensinar a ti próprio algo quo ainda não
aprendeste.
Figueira.
Pois bem, temos neste texto um modelo da disciplina essencial
para quem decidiu-se por Servir.
A maioria confunde, constantemente, ações externas,
caridade, assistência física ao próximo como Serviço. Isto é incoerente pois o
Serviço em si atende e busca ajustar aquilo que será eterno para o
individuo necessitado e não as coisas passageiras, paliativas e cármicas. Esta
ilusão tem sido a causa de inúmeras frustrações e fracassos que na maioria das
vezes somente as reconheceremos quando da etapa da revisão da vida após a desencarnação.
A assistência ao próximo, a caridade, o acolhimento são
procedimentos dentro da rotina normal que uma população coerente e sadia espiritualmente,
deveria ter entre si, portanto não há mérito em se fazer o que sempre deve ser
feito nas questões humanitárias.
Digamos que ser humanitário tornou-se uma exceção, algo
excepcional, pois este mundo vive literalmente às avessas.
Outro erro que
cometemos com muita constância referem-se ao “tamanho” das ações, digamos assim.
Temos de pensar e nos colocar sempre na posição de: “Como Deus faria se fosse
comigo? ”
Deus não quer salvar a humanidade, pois esta nunca esteve em
perigo; está simplesmente passando por fases ilusórias que levam a um amplo e
continuo aprendizado. Aprender é algo individual e solitário e não deve ter interferências,
portanto, indicações que distinguem o certo do errado podem se tornar a referência
necessária, pois cada um deve aprender por si próprio.
Quando se leva em conta, após as devidas reflexões, que
alguma atitude deve ser tomada, esta ação deve partir de dentro do teu coração e
para isto deves ter clareza de visão, disponibilidade e prontidão,
portanto, 3 requisitos precedem as ações efetivas no plano da matéria. Se não
as tem, não as faças.
Como diz o texto, nas ações verdadeiras é uma Rede que age e
não um único indivíduo.
Assim devemos pensar, acreditar e posteriormente agir.
“Não deves impor tua
experiência como padrão para os demais, pois o que se passa contigo, externa e
internamente visa a ensinar a ti próprio algo que ainda não aprendeste”.
Eis outro aspecto essencial, pois sempre nos tomamos como uma
referência correta. Ora somos imperfeitos e estamos envolvidos numa amplo
aprendizado, portanto não somos uma referência correta. Quando estamos na Rede
de Serviços, nossas ações passam a ser comandadas, intuitivamente, por esta
Rede e desta forma tudo funciona e provavelmente iremos agir corretamente.
Grupo. Estamos,
como todos os anos, passando por uma nova fase de questionamentos, de crise,
onde o Grupo deverá assumir novas funções, quem sabe novas Tarefas sob o comando
de eventuais novos Instrutores. Isto significa que todos seus integrantes estão
em crise, sendo questionados e se questionando, pois a cada Ciclo, a cada ano
algo a mais será acrescido nas responsabilidades do Grupo perante a Rede de
Serviços e consequentemente para a humanidade.
O funil se estreitou um pouco mais, as exigências serão mais
difíceis, a disponibilidade mais ampla, a prontidão mais intensa, portanto,
novos esforços deverão ser absorvidos por todos.
Nem todos irão aguentar a pressão, pois a Rede age em
consonância com as novas atribuições deste novo Ciclo. A Terra está na sua fase
derradeira e esta informação não esta atrelada ao tempo cronológico mas ao
tempo cármico do corpo humanidade.
É importante que cada um reflita sobre sua vontade em
continuar, em doar-se ainda mais, esforçar-se ainda mais, em disponibilizar-se
ainda mais.
Se isto for inoportuno, impossível, contrario ao que seu
coração sente, é aconselhável não mais acompanha-lo pois irá atrapalhar o Grupo
e poderá fazer mal para voce.
Aos que resolverem permanecer, que seja com alegria, com
disposição e ampla dedicação, pois a Rede de Serviços assim exigirá.
Estamos no limiar de uma Nova Era planetária e solar, portanto
às portas de uma nova fase jamais vivida por nenhum de nós. Isto por si só é um
agravante do “medo original” que carregamos. Uns falam de pecado
original, mas na realidade carregamos um medo intrínseco à nossa existência que
em algum momento terá de ser superado.
Quem sabe possa ser esta a oportunidade!
Hilton
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