quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Rede de Serviço- Parte 4

Jamais confundas serviço espiritual com mera ação exterior. O que mantem um Grupo em harmonia e acima de compromissos com movimentos inúteis é a busca da vida divina.
Os grupos de serviço nem sempre se tornam numerosos. Isso pode ser bom, porque a presença de muitas tendências heterogêneas acumula forças contrárias ao trabalho evolutivo e torna inviável a atividade em harmonia.
Se buscas servir, saibas que uma ação pequena e anônima pode repercutir profundamente na aura planetária.
Saibas que fazer muito nem sempre é fazer o melhor; cumprir com fidelidade as metas que te são transmitidas do teu interior, isso sim, é o que deves buscar. Tuas limitações, bem como tuas qualidades, são conhecidas pelos que te guiam nos níveis internos da vida e são levadas em conta quando uma Tarefa te é atribuída. Portanto, não te preocupes tanto contigo mesmo; é melhor dedicares de corpo e alma  à sintonia com o Plano no qual estás incluído desde que fostes criado.
Quem se decide a servir desenvolve clareza de visão, disponibilidade e prontidão, e assim se entrega verdadeiramente numa rede. Essas qualidades dissolvem a ansiedade por agir, própria da personalidade humana, e a animam a suprir necessidades
Se persistires  disponível para ir ao encontro das carências mundiais, passarás por ampliações do consciência. Porém, tais ampliações são meios de dilatar as possibilidades de serviço, e não deves buscá-las por elas mesmas. Sobretudo, não deves impor tua experiência como padrão para os demais, pois o que se passa contigo, externa e internamente visa a ensinar a ti próprio algo quo ainda não aprendeste.
Figueira.


Pois bem, temos neste texto um modelo da disciplina essencial para quem decidiu-se por Servir.
A maioria confunde, constantemente, ações externas, caridade, assistência física ao próximo como Serviço. Isto é incoerente pois o Serviço em si atende e busca ajustar aquilo que será eterno para o individuo necessitado e não as coisas passageiras, paliativas e cármicas. Esta ilusão tem sido a causa de inúmeras frustrações e fracassos que na maioria das vezes somente as reconheceremos quando da etapa da revisão da vida após a desencarnação.
A assistência ao próximo, a caridade, o acolhimento são procedimentos dentro da rotina normal que uma população coerente e sadia espiritualmente, deveria ter entre si, portanto não há mérito em se fazer o que sempre deve ser feito nas questões humanitárias.
Digamos que ser humanitário tornou-se uma exceção, algo excepcional, pois este mundo vive literalmente às avessas.

Outro erro que cometemos com muita constância referem-se ao “tamanho” das ações, digamos assim. Temos de pensar e nos colocar sempre na posição de: “Como Deus faria se fosse comigo? ”
Deus não quer salvar a humanidade, pois esta nunca esteve em perigo; está simplesmente passando por fases ilusórias que levam a um amplo e continuo aprendizado. Aprender é algo individual e solitário e não deve ter interferências, portanto, indicações que distinguem o certo do errado podem se tornar a referência necessária, pois cada um deve aprender por si próprio.
Quando se leva em conta, após as devidas reflexões, que alguma atitude deve ser tomada, esta ação deve partir de dentro do teu coração e para isto deves ter clareza de visão, disponibilidade e prontidão, portanto, 3 requisitos precedem as ações efetivas no plano da matéria. Se não as tem, não as faças.
Como diz o texto, nas ações verdadeiras é uma Rede que age e não um único indivíduo.
Assim devemos pensar, acreditar e posteriormente agir.

“Não deves impor tua experiência como padrão para os demais, pois o que se passa contigo, externa e internamente visa a ensinar a ti próprio algo que ainda não aprendeste”.
Eis outro aspecto essencial, pois sempre nos tomamos como uma referência correta. Ora somos imperfeitos e estamos envolvidos numa amplo aprendizado, portanto não somos uma referência correta. Quando estamos na Rede de Serviços, nossas ações passam a ser comandadas, intuitivamente, por esta Rede e desta forma tudo funciona e provavelmente iremos agir corretamente.

Grupo. Estamos, como todos os anos, passando por uma nova fase de questionamentos, de crise, onde o Grupo deverá assumir novas funções, quem sabe novas Tarefas sob o comando de eventuais novos Instrutores. Isto significa que todos seus integrantes estão em crise, sendo questionados e se questionando, pois a cada Ciclo, a cada ano algo a mais será acrescido nas responsabilidades do Grupo perante a Rede de Serviços e consequentemente para a humanidade.
O funil se estreitou um pouco mais, as exigências serão mais difíceis, a disponibilidade mais ampla, a prontidão mais intensa, portanto, novos esforços deverão ser absorvidos por todos.
Nem todos irão aguentar a pressão, pois a Rede age em consonância com as novas atribuições deste novo Ciclo. A Terra está na sua fase derradeira e esta informação não esta atrelada ao tempo cronológico mas ao tempo cármico do corpo humanidade.
É importante que cada um reflita sobre sua vontade em continuar, em doar-se ainda mais, esforçar-se ainda mais, em disponibilizar-se ainda mais.
Se isto for inoportuno, impossível, contrario ao que seu coração sente, é aconselhável não mais acompanha-lo pois irá atrapalhar o Grupo e poderá fazer mal para voce.  
Aos que resolverem permanecer, que seja com alegria, com disposição e ampla dedicação, pois a Rede de Serviços assim exigirá.
Estamos no limiar de uma Nova Era planetária e solar, portanto às portas de uma nova fase jamais vivida por nenhum de nós. Isto por si só é um agravante do “medo original” que carregamos. Uns falam de pecado original, mas na realidade carregamos um medo intrínseco à nossa existência que em algum momento terá de ser superado.


Quem sabe possa ser esta a oportunidade!

Hilton

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