terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Seja ousado.

A oração verdadeira é um instrumento de serviço ao mundo.

No Universo em permanente transformação, pouco a pouco a consciência humana vai expandindo-se e descobrindo novas formas de expressar-se. Com o poder inerente ao impulso que lhe chega do Alto, ela rompe as estruturas que a inércia perpetua na vida material. E assim é com todas as coisas, com todos os seres e em todos os reinos: cada qual, em seu ritmo e  à sua maneira, vai renovando e adquirindo horizontes de percepção mais amplos.
A oração também não está isenta dessa expansão. A oração, sob diferentes enfoques, tem acompanhado o crescimento espiritual do ser humano por meio do tempo: pede-lhe redimensionamento e revitalização, como linguagem viva entre nós e Deus.
A certa altura, chega o momento de liberar a oração das tendências emocionais e mentais com que se encontra revestida; chega o momento de clareá-la, de retirar dela todo o conteúdo utilitarista, de calar os pedidos e súplicas ditados pela vontade humana de ajudar a si e a outrem sem saber qual é o verdadeiro bem para cada pessoa.
E, muitos são os que precisam transcender essa longa etapa baseada em reivindicações e em boas intenções que, mesmo quando aparentemente positivas terminam interferindo de modo indevido na vida de outrem, a quem se quer beneficiar com a oração.
Segundo o ensinamento esotérico, a oração suplicante é um tipo de controle individualista com finalidades impulsionadas pelo livre-arbítrio, sempre condicionado pela limitação mental. Diferente é o movimento da consciência que busca deslocar-se para áreas sutis — de aspiração pura — e quer encontrar seu ponto de referência além da própria alma. Nesse mundo interior o livre-arbítrio não vigora, pois reina a vontade do espírito.
Na realidade, a oração projeta-se no mundo como pacificação de desejos e de pensamentos, e também como cessação de ações supérfluas. Mesmo sem o saber e sem nada direcionar, a pessoa em oração abnegada estimula transformações nos demais, irradia clareza e lucidez para a aura planetária. A oração é, pois, instrumento de serviço ao mundo e, para ser eficaz, deve nascer da humildade.
Aderindo a um impulso ascensional, muitos almejam compreensão menos teórica de realidades sutis e profundas de si mesmo. Essa transferência da atenção para os níveis sutis e internos amplia sobremaneira a consciência e reflete-se, por exemplo, na natureza da oração, transformando-a, elevando-a. A oração, então, se transforma na incumbência de codificar a nova comunicação entre Criador e criatura. A oração torna-se um diálogo entre a pessoa e o Silêncio Absoluto, alicerçada na Fé e sem objetivos outros que a união, como uma gota d'água a cair no mar.
O despojamento das características humanas e a  focalização em um estado interior de crescente esvaziamento, onde se possa encontrar repouso n'Aquele que tudo vê, tudo pode e tudo conhece, é o passo que para muitos hoje se anuncia na vida de oração. A única aspiração que neles permanecerá é a de o poder do espírito prevalecer sobre a matéria, agir sobre a alma despertada para que sirva cada vez mais altruísta  incondicionalmente em prol da Evolução.
A oração leva a pessoa a descobrir e a compreender melhor o que de fato sustém a vida.
Trigueirinho.

Pois bem, fala-se no texto de um outro expoente da oração: a oração da entrega.
De certa forma é uma mudança tão radical do que se vem praticando a milênios, que num primeiro momento pode ser inaceitável.
O ser humano está completamente desatualizado em relação às Leis e em relação às circunstancias da Terra.
A Terra está, praticamente, entrando no auge da sua transformação, enquanto que a raça humana segue  modelos muito anteriores a esta etapa atual do Planeta.
Podemos dizer que estamos absolutamente despreparados para nossa maior e a mais magnifica “aventura” de todas as vidas vividas até agora. Poucos tem alguma noção, poucos tem algum conhecimento e mesmo assim são incrédulos, pois não conseguem expressar os imensos impulsos que do Alto vem para a Terra.
A oração, nesta forma desprendida, nesta forma ousada, em que nada se pede e nada se deseja é essencial para tentarmos compreender um pouco mais do que se passa na Planeta.
A nova humanidade, na nova era, da nova Terra, como diz o texto, “tem a incumbência de codificar a nova comunicação entre Criador e criatura”. Será algo tão inusitado que o que se pratica hoje, será como se nunca tivesse existido.
O despojamento de certas características humanas, como a personalidade, o ego, a emoção, o livre arbítrio e todas as confusões que são por estes gerados, desaparece. Por isso que se fala da nova era, da nova humanidade.
Estamos numa época de escolhas, escolhas que jamais fizemos em toda a nossa existência como alma. Pode ser assustador, mas será mágico, belo, riquíssimo e irá aflorar detalhes que sequer imaginamos que tínhamos.
Coragem, ousadia, atenção, muita convicção será preciso, assim como teremos de largar tudo que nos retém, que nos detém, que nos remete ao passado, ao arcaico.
Viver o presente em ativa transformação é essencial.
Mudar os valores, os costumes, os parâmetros e focar no DESCONHECIDO é supreendemente essencial.

Revigore-se e ouse.
Hilton

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