Percorreres o trajeto para o Conhecimento é como te ergueres das planícies e vales
para montanhas elevadas; quanto mais te é dado ver, menos podes
dizer da amplidão do horizonte que descortinas.
Cultiva o silêncio. O silêncio e a perseverança são o
alento dos Espelhos. Toma-os como prumo e mantém-te sensível à Revelação, muitas
vezes sutilíssima.
Para captares o que não é óbvio, observa-te a ti mesmo. Não
há laboratório mais completo que a própria consciência e os próprios corpos. No
entanto, não precisas procurar formas especiais para afinar a sintonia. Se
te dedicares a suprir as necessidades apresentadas, essa tarefa, em si, te
proporcionará o que precisas para o teu desenvolvimento interno.
Deixa a mente tranquila. Na quietude, a verdade se aproxima sem
embaraços e te dá o conhecimento do que deve ou não ser transmitido.
Nunca, porém, ambiciones experiências sobrenaturais. Melhor que
elas é a sensibilidade ao Bem. Mais de uma vez as Hierarquias mostraram que
necessitam de colaboradores confiáveis, com aura límpida e consciência
receptiva ao imponderável.
Figueira.
Pois bem, a busca incessantemente pelo conhecimento precisa ser o
foco da nossa vida material. Não é suficiente o conhecimento que supre as
necessidades e ambições da matéria, pois precisa ser completado pelo conhecimento
espiritual.
Normalmente, a maioria para na primeira e não se preocupa com a
segunda, eliminando desta forma a única coisa que justifica o continuísmo das
vidas seguintes – o aprendizado.
Ao reencarnarmos começamos sempre do zero: aprendemos a respirar,
falar, andar, e todas as demais rotinas que farão parte da nossa sobrevivência,
portanto, repetimos, repetimos, repetimos as mesmas coisas continuadamente. Se
não focarmos na aquisição do conhecimento espiritual , a repetição assume e
nada faremos de novo na vida material.
Somos ensinados a perseguir a opção da rotina, da mesmice, da
repetição, pois quem nos influencia aqui na Terra não nos quer nesta outra
seara, e para isso usa um artificio muito simples: nos ocupar o tempo todo com
nossas ilusões e nos inundar de informações passadas e ultrapassadas.
A maioria segue estas regras e não percebe o que perde ao abdicar
de ter o controle sobre si mesmo. O medo é um sentimento excepcional
para nos manter nesta característica, através de ameaças e manipulações
contínuas.
Ora, o destino está traçado, portanto quando nos dedicamos aos
assuntos evolutivos seguimos nosso destino primordial. Os ajustes positivos
e negativos, sob nosso ponto de vista, são as condicionantes cármicas que
temos, inexoravelmente, de cumpri-las, ou seja, não interfere no destino
primordial.
Poucos conseguem perceber, a não ser que estejam voltados para
ampliar seus conhecimentos espirituais, pois as ilusões são habilmente manipuladoras
e muito convincentes.
“Cultiva
o silêncio. O silêncio e a perseverança são o alento dos Espelhos.
Toma-os como prumo e mantém-te sensível à Revelação, muitas vezes
sutilíssima”: A revelação é sutilíssima. É preciso muita atenção e concentração
pois usamos, ainda, pouco da nossa capacidade mental, mas com o uso e a insistência
isto vai se alterando e a percepção aumenta. Como se diz: a pratica leva à perfeição.
O silencio verbal e o mental podem ser treinados com os estudos e
a reflexão, portanto, temos opções de sair deste domínio ilusório que nos
prende. Então, basta “achar tempo”, algo super simples na medida que formos
separando as distrações.
Temos a convicção que estamos aqui para nos distrairmos e que isso
é necessário. Temos de aprender a nos distrair de outra forma, mais produtiva,
mais completa onde sempre algo evolutivo poderá ser associado.
“observa-te a ti mesmo”: surpreendentemente,
só prestamos atenção nos outros. Isto nos distrai mas não nos capacita a sermos
melhores, pois pouco saberemos sobre nós mesmos se não nos observarmos. Os
outros podem espelhar nossas próprias condições, mas uma hora temos de voltar
para dentro e decidir o que devo parar de fazer, o que devo melhorar e o que
devo começar.
“Deixa a mente tranquila. Na
quietude, a verdade se aproxima sem embaraços e te dá o conhecimento do
que deve ou não ser transmitido: Temos de aprender a ser oportuno e não
oportunistas.
“Mais
de uma vez as Hierarquias mostraram que necessitam de colaboradores
confiáveis, com aura límpida e consciência receptiva ao
imponderável”: pois bem, está é a meta em ser-espelho e na medida que isto for
cultivado, aprimora-se o ato de colaborar e este se tornará teu principal objetivo,
pois verás que é a melhor forma de Servir.
Hilton
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