As multidões não veem as setas.
Estas existem para os que realmente as querem.
Um pêndulo regula a
incursão nos mundos sublimes até que o fio se rompa; então, já
não haverá oscilações.
Persistência.
Esse é o mastro que sustenta as velas do barco ao longo do oceano. A obra não
está concluída, falta ainda uma parte. É a tarefa dos colaboradores. É
seu meio de libertação.
Os falsos profetas
multiplicam-se, cumprem o papel de guardiães das trevas. Procuram afastar
da realidade os puros. Mas o poder da necessidade é imenso e constrói o elo
com a luz.
Quando o olho do
discípulo permanece na luz, o sopro limpa-lhe os ouvidos e, como um
cântico, a palavra lhe é revelada. Seus passos são então dados
com plena aceitação da meta.
Lembra-te de que o verdadeiro
vencedor não é o que se apossa. Brancas são as almas dos muitos que foram
curvados pelo domínio. O que se diz senhor é escravo de forças perigosas. A
matéria que se entregou ao mal não conheceu fidelidade. Também os que
vigiavam descuidaram-se. Viram os homens colocar peso para afundar o barco e
nada disseram. Na omissão e na complacência firmaram a traição. Mas agora
retornam. Servem e ascendem.
De um resvalo, o
segredo da pequena ilha é descoberto. As águas já não podem ser detidas. Pequenas
causas não podem mudar grandes destinos. O silêncio dos vales o sabe, e tu
podes com ele aprender.
Mas a plenitude do Sul
só se revelará nos últimos instantes. Não são os seus homens que a farão
majestosa. A realeza está em suas bases ocultas.
Figueira.
Pois bem, na fase atual, neste planeta de expiação, vivemos
desequilibrados, ora oscilando para um lado ora para outro. Isto,
evidentemente, tem a ver com nosso corpo emocional afetado, que não permite uma
permanência no ponto de equilíbrio. Por isso somos tão inconstantes, voláteis e
nos manifestamos de diversas formas em curtíssimos períodos de tempo.
Isto nos afeta terrivelmente, envolvendo a saúde mental e a
física, nos tornando pessoas doentes.
Grande parte da energia gerada pelo nosso corpo, via
alimentos e outras fontes, centraliza-se no sistema imunológico e com intenso desperdício para as emoções.
Tais energias deveriam estar canalizadas para as atividades
cerebrais, na mente, com predominância do lado direito do cérebro que coliga-se
com os aspectos espirituais da vida, onde a intuição encontra campo vasto para
sua manifestação.
Estes desvios energéticos, impede nosso crescimento como ser
universal e nos mantem focados, pelo lado esquerdo do cérebro, nas atividades
do plano material e no campo das emoções.
Nosso sistema imunológico é hiperativo pois vivemos num ambiente
altamente infestado, “roubando” grande volume das energias geradas. Esta
descompensação faz muita falta, em especial nestes tempos de grandes mudanças.
Esta situação terminará no processo da transformação, onde
por bem, entregaremos o livre arbítrio uma vez que cessa a dualidade, cessa a
necessidade da decisão por vários caminhos.
No entanto, temos possibilidades de minimizar esta situação
na medida que nossa persistência se volte para as Tarefas necessárias. Como diz
o texto, “É a tarefa dos colaboradores.
É seu meio de libertação.”
A colaboração exige não só a persistência, mas a audácia, o
estudo, a busca, a união, o empenho, enfim quando começarmos a vencer os
preconceitos e o desconhecimento sobre as coisas do espírito, as “ajudas”
empenham-se no processo evolutivo.
O equilíbrio emocional, mesmos nas condições adversas
que vivemos é importantíssimo, pois as energias geradas precisam se concentrar
nas atividades cerebrais. É premente que esforços para isto sejam feitos.
Sabemos que ser emocional tem sido uma forma de nos
manifestarmos, muitas vezes confundindo estas manifestações com amor. Este erro
crasso precisa ser desmistificado para nos ajustarmos ao nosso ponto de equilíbrio.
A mentira e a desinformação são as armas potencialmente
destrutivas dos falsos profetas e estas tem se multiplicado exponencialmente.
Na medida em que as orientações focam-se na melhora substancial dos meios e
poderes no plano físico, os falsos profetas estão se pronunciando. Estamos
numa fase ampla da reciclagem de todo o
meio ambiente, o que não condiz com estas falsidades.
“Pequenas causas não
podem mudar grandes destinos”. Entramos na fase em que o carma coletivo
suplanta o individual; os grandes movimentos como as forças telúricas não
escolherão só quem deve, pois não há meios de retê-las no seu efeito
regenerador.
Mas, a plenitude virá e a Luz surgirá. De uma pequena ilha,
inicialmente, o grande continente se formará novamente.
Hilton
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