segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Passos Atuais - 22a Parte. O aspirante.


Para que novos horizontes possam surgir na vida dos indivíduos é preciso que cada um se disponha totalmente à Tarefa que lhe foi confiada, e que se dedique à execução das atividades prioritárias, sem dispersar energia com coisas supérfluas.
Dois caminhos aparentemente opostos se aproxima e se complementam: o da libertação material e o do serviço prestado nos planos concretos. Sem a busca por libertação não se pode servir, e sem serviço não há campo para que o indivíduo trilhe a senda libertadora.
Figueira.

Pois bem, uma tarefa se dispõem a ser realizada quando há oferta da sua realização.
O aspirante ao Serviço precisará sempre se dispor. No entanto, há certas regras e posturas especificas que se não forem seguidas e observadas pelo aspirante, nada acontece e oportunidades são perdidas.
Quando o aspirante está atento e convicto da sua possibilidade de contribuir, deve prestar atenção ao local que se encontra, nas pessoas que ali circulam, no ambiente, nos sinais e concentrar-se na oferta.
Dificilmente o aspirante saberá qual será esta oferta, no que estará envolvido e de que forma isto irá fluir, no entanto, estará em um ato de fé.
Geralmente o aspirante se distrai: acentua seus 5 sentidos e dá vazão aos sabores, aos aromas, às sensações táteis, distraindo-se completamente do principal objetivo.  Nesta postura, a Tarefa se dissolve e o aspirante deixa outra oportunidade passar.
Muitas vezes o aspirante é atraído para locais com situações de grandes conflitos, que não necessariamente são físicos. Podem mudar seu rumo se cumprirem com a tarefa que lhe foi incumbida.
Muitos aspirantes, pelo fato de não ater-se a seus critérios mais nobres e distrair-se com seus 5 sentidos, afasta possibilidades, de locais e pessoas, que pode demorar a repetir-se.
Um aspirante precisa ter metas internas definidas. Deve se ater ao ato de servir em todos os momentos, em especial àqueles em que sua presença naquele local não é contumaz. Neste caso o aspirante pode ser portador de um novo código, um novo atributo, um novo impulso que reacenderá energias ali estacionadas ou reservadas para atuar em processos de mudanças.
Um aspirante não pode ficar desatento, pois deve aproveitar cada oportunidade para ser o portador de algo diferente.
Um aspirante precisa usar de seus sentidos elevados, prestar atenção em ofertar-se e na oferta será intuído para procedimentos específicos ou para locais próximos que facilitará ou envolverá pessoas que irão necessitar de determinados padrões de energias, da qual ele poderá ser o portador.
Um aspirante não pode se importar com as condições a que poderá ser submetido, a avaliar se as condições no plano material são adequados, inadequados, a mensurar valores, a criticar pessoas e objetos, a ater-se para condições climáticas, a definir como sorte ou azar estar ali, enfim se deseja internamente servir deve adequar-se ao que o ambiente oferece.
Um aspirante não deve prender-se ao tempo. Deve sentir que uma tarefa começou ou encerrou mediante anunciações internas. Precisa se disponibilizar no tempo que for necessário, sem ater-se a fatos ou compromissos posteriores, pois certas tarefas poderão exigir procedimentos de limpezas das energias desnecessárias, ou a retirada de formas-pensamento inadequados ao processo necessário.
Um aspirante precisará inibir certos impulsos automáticos que possui na vida cotidiana, quando em tarefa, pois isto limitará seu tempo de atuação e acentuará desejos que naquele momento não condizem com procedimentos de serviço ao Plano Maior.
Um aspirante precisa estar convicto de que deve proceder em primeiro lugar, uma entrega para as tarefas de serviço e só dedicar-se a algo diferente quando sentir internamente que este processo terminou.
O aspirante precisa se sentir guiado e não guiar; não ser compulsivo; ser atento; manter-se em equilíbrio e harmonia; não duvidar das suas capacidades e competências, pois quase sempre certas faltas serão preenchidas por uma “ajuda” competente e adequada.

Enfim, um aspirante precisa ofertar-se,  ser um estudioso, dedicar-se continuamente ao aprendizado, não esmorecer perante certas dificuldades e ter em mente que tudo o que sabe sempre será insuficiente, mas deve considerar que nunca estará só independentemente de sentir solidão.

É preciso praticar, é preciso dedicação para um trabalho tão altruísta como este.
A evolução é intrínseca a este processo, pois para cada tarefa realizada um novo padrão se estabelece no coração do aspirante. A percepção será farta, a dúvida será atenuada, mas a disciplina cada vez mais rígida, pois as energias se tornam mais sutis e mais elaboradas.
O aspirante não reencarnou só para cumprir condicionantes cármicas de vidas anteriores, mas para ser o veiculo de comunicação e integração dos “novos padrões da humanidade”. Adquiriu uma grande responsabilidade ao ingressar nesta seara e dele poderá depender inúmeros processos em andamento no contexto da nova era, da nova Terra, da nova raça.
Hilton

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