Para que novos horizontes possam surgir na vida dos indivíduos é
preciso que cada um se disponha totalmente à Tarefa que lhe foi confiada, e que
se dedique à execução das atividades prioritárias, sem dispersar energia com
coisas supérfluas.
Dois caminhos aparentemente opostos se aproxima e se complementam:
o da libertação material e o do serviço prestado nos planos concretos. Sem a
busca por libertação não se pode servir, e sem serviço não há campo para que o indivíduo
trilhe a senda libertadora.
Figueira.
Pois bem, uma tarefa se dispõem a ser realizada quando há
oferta da sua realização.
O aspirante ao Serviço precisará sempre se dispor. No
entanto, há certas regras e posturas especificas que se não forem seguidas e
observadas pelo aspirante, nada acontece e oportunidades são perdidas.
Quando o aspirante está atento e convicto da sua
possibilidade de contribuir, deve prestar atenção ao local que se encontra, nas
pessoas que ali circulam, no ambiente, nos sinais e concentrar-se na oferta.
Dificilmente o aspirante saberá qual será esta oferta, no
que estará envolvido e de que forma isto irá fluir, no entanto, estará em um
ato de fé.
Geralmente o aspirante se distrai: acentua seus 5 sentidos e
dá vazão aos sabores, aos aromas, às sensações táteis, distraindo-se
completamente do principal objetivo. Nesta postura, a Tarefa se dissolve e o
aspirante deixa outra oportunidade passar.
Muitas vezes o aspirante é atraído para locais com situações
de grandes conflitos, que não necessariamente são físicos. Podem mudar seu rumo
se cumprirem com a tarefa que lhe foi incumbida.
Muitos aspirantes, pelo fato de não ater-se a seus critérios
mais nobres e distrair-se com seus 5 sentidos, afasta possibilidades, de locais
e pessoas, que pode demorar a repetir-se.
Um aspirante precisa ter metas internas definidas. Deve se
ater ao ato de servir em todos os momentos, em especial àqueles em que sua
presença naquele local não é contumaz. Neste caso o aspirante pode ser portador
de um novo código, um novo atributo, um novo impulso que reacenderá energias
ali estacionadas ou reservadas para atuar em processos de mudanças.
Um aspirante não pode ficar desatento, pois deve aproveitar
cada oportunidade para ser o portador de algo diferente.
Um aspirante precisa usar de seus sentidos elevados, prestar
atenção em ofertar-se e na oferta será intuído para procedimentos específicos ou
para locais próximos que facilitará ou envolverá pessoas que irão necessitar de
determinados padrões de energias, da qual ele poderá ser o portador.
Um aspirante não pode se importar com as condições a que
poderá ser submetido, a avaliar se as condições no plano material são adequados,
inadequados, a mensurar valores, a criticar pessoas e objetos, a ater-se para
condições climáticas, a definir como sorte ou azar estar ali, enfim se deseja
internamente servir deve adequar-se ao que o ambiente oferece.
Um aspirante não deve prender-se ao tempo. Deve sentir que
uma tarefa começou ou encerrou mediante anunciações internas. Precisa se
disponibilizar no tempo que for necessário, sem ater-se a fatos ou compromissos
posteriores, pois certas tarefas poderão exigir procedimentos de limpezas das
energias desnecessárias, ou a retirada de formas-pensamento inadequados ao
processo necessário.
Um aspirante precisará inibir certos impulsos automáticos
que possui na vida cotidiana, quando em tarefa, pois isto limitará seu tempo de
atuação e acentuará desejos que naquele momento não condizem com procedimentos
de serviço ao Plano Maior.
Um aspirante precisa estar convicto de que deve proceder em
primeiro lugar, uma entrega para as tarefas de serviço e só dedicar-se a algo diferente
quando sentir internamente que este processo terminou.
O aspirante precisa se sentir guiado e não guiar; não ser
compulsivo; ser atento; manter-se em equilíbrio e harmonia; não duvidar das suas
capacidades e competências, pois quase sempre certas faltas serão preenchidas
por uma “ajuda” competente e adequada.
Enfim, um aspirante precisa ofertar-se, ser um estudioso, dedicar-se continuamente ao
aprendizado, não esmorecer perante certas dificuldades e ter em mente que tudo
o que sabe sempre será insuficiente, mas deve considerar que nunca estará só
independentemente de sentir solidão.
É preciso praticar, é preciso dedicação para um trabalho tão
altruísta como este.
A evolução é intrínseca a este processo, pois para cada
tarefa realizada um novo padrão se estabelece no coração do aspirante. A
percepção será farta, a dúvida será atenuada, mas a disciplina cada vez mais rígida,
pois as energias se tornam mais sutis e mais elaboradas.
O aspirante não reencarnou só para cumprir condicionantes
cármicas de vidas anteriores, mas para ser o veiculo de comunicação e
integração dos “novos padrões da humanidade”. Adquiriu uma grande
responsabilidade ao ingressar nesta seara e dele poderá depender inúmeros processos
em andamento no contexto da nova era, da nova Terra, da nova raça.
Hilton
Nenhum comentário:
Postar um comentário