Sagrados
são os estados de tranquilidade e de impassibilidade, e bem poucos os conhecem.
Para alcançá-los o homem precisa não ter raízes que o mantenham preso, ou
vínculos que o façam reagir diante dos confrontos externos. Liberto de laços,
ele se acerca do recolhimento com mais liberdade; sabe, porém, que a prova
consiste em manter-se sereno também quando se move e quando é movido pela vida.
Aquele
que está unido à Totalidade vê, em tudo o que recebe, uma advertência que o faz
lembrar-se de que há um correto destino para cada coisa, e de que tudo passa e
flui sem jamais se deter. O que lhe é doado apenas completa o movimento de um
contínuo fluir. Assim, ele permanece inabalável. Nada retendo, não está ao
sabor das ondas do consciente coletivo; sabe qual é o seu lugar e este não é
afetado pela turbulência externa.
Figueira.
Pois bem, estamos vivendo uma fase de muita conturbação e
perturbação. As pessoas tem ficado irritadas com muito pouco.
Estamos vivendo o oposto da tranquilidade e da impassibilidade.
Temos de dar palpite em tudo e sempre achamos que algo está
errado.
Na realidade estamos muito “enraizados” ou porque não dizer,
apegados a tudo e a todos. Estamos
vivendo, de forma geral, o oposto das Instruções contidas no texto acima.
Isto tem sido motivo de muito sofrimento e grandes desavenças.
Na sociedade vivemos algo do tipo: o poder público contra seus
cidadãos e os cidadãos contra o poder público. Na realidade estamos vivendo um
“game over”, um fim de jogo que teve seu início, seus bons momentos e agora
termina num intenso processo de renovação.
É preciso superar está irritabilidade e isto se faz quando
aceitarmos com tranquilidade e impassibilidade, a atual fase crítica e final da
transição planetária.
Pensar numa renovação, em outro evento, num novo jogo do
aprendizado evolutivo é a única postura que nos leva para a renovação das
esperanças, do novo, do sagrado, do infinito.
É importante salientar que não há nada errado, mas consuma-se
fatos que precisam acontecer face nossa incorreta postura perante as Leis e
regras divinas, proveniente da ignorância em aceita-las e compreende-las, por
tantas eras.
Há um correto destino para cada coisa e tudo passa e flui sem
jamais se deter; ou seja, estamos colhendo os frutos das oportunidade perdidas.
No entanto, a aceitação, num primeiro momento, gera paz e na paz
poderemos absorver grande aprendizado no que vem ocorrendo.
É preciso superar este estado de irritabilidade. Esta postura
alimenta o negativismo, a raiva, as contrariedades, e algo pequeno pode se
tornar enorme.
O texto cita “ao sabor das ondas do consciente coletivo”. Eis
outro grande e grave problema que vem causando esta irritabilidade.
Desligar-se de situações coletivas contraditórias, de informações negativas,
com certeza será a melhor postura e a melhor ajuda para equilibrá-las.
Enfim, reavaliar a forma de ser, de viver e se equilibrar é a
melhor forma de preparar-se para o que virá.
Hilton
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