segunda-feira, 22 de julho de 2019

Passos Atuais - 83a Parte. Dificilmente usamos nossa visão periférica.


A parcimônia e a observação criteriosa de cada detalhe na realização da vossa tarefa é louvável e indicada, desde que não vos faça perder o sentido de totalidade de que o trabalho necessita. Não deveis considerar uma pequena parte isoladamente do todo que a contem; em  lugar disso, é preciso perceber o todo dentro da pequena parte que estais a realizar.
Figueira.

Pois bem, o ensinamento nos chama a atenção para certos detalhes que raramente empregamos nas observações que fazemos.
Geralmente somos críticos e muitas vezes agressivos baseado numa observação parcial de algo que esteja acontecendo com alguém, por exemplo.
Somos imediatistas e normalmente levamos em conta tendências pessoais. Como se eu fosse ele.

Ora, não há como eu ser igual a ele, uma vez que somos seres indivisíveis, exclusivos, únicos, num nível de evolução especifico que só eu tenho, além de um campo vibracional também único, sem qualquer possibilidade de que exista alguém exatamente como eu.
Eu sou um som, um tom, uma cor, um padrão que é absolutamente único em todo o Cosmos (a palavra Cosmos define a concentração de Universos).
Portanto, não existe “alma gêmea”
Somos semelhantes, somos parecidos, podemos ter tendências similares, podemos ter várias pontos em comum, mas definitivamente me encontro num nível evolutivo que é único.
Desta forma, quando rigorosamente adoto meus critérios em alguém, poderei estar cometendo erros grosseiros.

Dificilmente usamos nossa visão periférica. Centralizamos e excluímos o que de certa forma “descentralizou”, e simplesmente julgamos. Com esta postura faremos um julgamento parcial, limitado a parte das observações, com critérios exclusivos da minha personalidade, do meu nível evolutivo, que pode ser aquém de quem está sendo analisado (julgado).

O respeito é algo que normalmente não é observado, pois se respeito diretamente por educação, indiretamente crítico. Com esta atitude, condenso e concentro energias negativas que irão afetar a pessoa em julgamento, influenciando-a muitas vezes para procedimentos inadequados e contrários ao que o seu “íntimo” a está  tentando intui-la.

Dificilmente a neutralidade é utilizada quando nos dispomos a ajudar alguém. Há pessoas que orientam para uma direção e torcem para que se faça a direção oposta.
Ver alguém “caído” ainda dá certa sensação de prazer, num claro processo ilusório  de que estamos neutralizando parte das nossas frustrações.
Esta postura denota o elevado índice de ignorância que estamos em relação aos nossos irmãos Intraterrenos.

Quem luta contra estas posturas contraditórias presta Serviços relevantes a esta sociedade bem doente.
Temos de olhar com objetividade quando nos dedicamos a ajudar alguém, sem esquecer os detalhes, conhecer com certa profundidade os traumas que esta pessoa vem vivendo, deixa-la se expor,  precisamos transparecer confiança, escutar com neutralidade, sem críticas, SEM INTERRUPÇÕES quando explanações são feitas. É preciso entender todo o recado que o paciente está expondo para pensarmos, sermos intuídos e com cautela e tranquilidade orienta-la com uma ou duas sugestões, no máximo.
Essa conversa de que “se eu fosse você”, nunca funciona pois eu jamais serei ele.
É preciso esquecer nossos preconceitos com relação a certas atitudes que são reveladas pelo paciente, manter o equilíbrio e a neutralidade, checar se nossa respiração está normal, pensar com calma e usar de muita cautela antes de manifestar-se.
Na realidade tais conselhos precisam ser neutros e o paciente chegar à própria conclusão do que ele deverá fazer.

A intuição não irá funcionar se nos envolvermos emocionalmente com o paciente. Caso isto ocorra, escute somente, mantenha-se neutro, não indique nada neste momento.
Na maioria das vezes o ato de escutar sem interferir, não dar palpites,  não se colocar na mesma posição, desconsiderar o ato de que “se eu fosso você”, pode ser suficiente para o alivio das energias negativas retidas no paciente e suficiente para que uma nova postura aconteça e a solução seja encontrada por ele mesmo.

Socialmente, adoramos fazer críticas a alguém, denunciando suas fraquezas e explorando-as no sentido pejorativo, arrancando boas gargalhadas num círculo de amigos, sem perceber que  estas vibrações negativas alcance aquela pessoa e a enfraqueça ainda mais, colocando-a ao sabor de forças involutivas. Ao darmos estes “golpes”, recolhemos energias circulantes, juntamo-las, tornando-as mais fortes e poderosas e as direcionamos de volta à pessoa em questão, minando ainda mais suas defesas enfraquecidas. Isto nos liga carmicamente e passa a ser mais uma situação a ser solucionada nesta vida ou nas demais, como  pendencias em aberto. O individuo em Serviço deve privar-se destas atitudes.

Olhar sempre uma pessoa como um todo (corpo- mente- alma): sua postura, suas ideias, suas identificações, suas tendências, seus pontos considerados negativos (segundo meus critérios), seus pontos positivos (segundo meus critérios), sua disposição, as pressões que a levaram para que tais desvios ocorressem, enfim tentar perceber o todo da questão.
Manter estas informações em alto grau de sigilo.
Entregar ao seu eu interno sem discutir com seu eu interno suas preferencias, e aguardar uma resposta.
Quando isto é observado e rigorosamente cumprido, minha alma contata a alma do paciente e a mesma definirá uma possibilidade ou uma solução. Vejam que será a própria alma do paciente que irá indicar o caminho adequado para ele neste momento da sua vida. Portanto, minhas preferencias não se aplicam no contexto.
Isto, não necessariamente é longo, pode vir de imediato, na medida em que a neutralidade vá sendo praticada.

Caso não venha nenhuma resposta, temos duas situações:
1ª. Não estou adequadamente isento ou preparado para receber uma provável solução;
2ª. Meus critérios são ainda inadequados para a prática deste tipo deste tipo de ajuda;
3ª. Sou muito ligado emocionalmente a este paciente.;

Caso venha a resposta , temos estas situações:
1ª. Não alterar o que foi proposto, em hipótese nenhuma, com medo de desagradar ou de ser mal visto, por exemplo
2ª. Não julgar a resposta, lembrando que a alma do paciente que a definiu;
3ª. Se não se sentir apto a informa-lo, não o faça, pois haverá grande possibilidade de você distorcer a indicação.

Vejam que o alerta entre parênteses (segundo meus critérios) é fundamental. Temos de ser pessoas em franca atividade evolutiva, preparando-nos cada vez mais para o Serviço. Se tens uma vida ativa no plano material que não permite que se dedique a isto, não o faça.
Não assuma responsabilidades que podem ser fantasiadas pela sua personalidade, pelo seu emocional, pelas suas tendências pessoais.
O Serviço em geral deve ser praticado com muita sabedoria, conhecimento, ampla neutralidade, sem levar em conta parâmetros, preconceitos, etiquetas que temos usado na vida material sem critérios elevados.

Nunca se sinta totalmente preparado. A humildade é o pai da sabedoria.
Hilton

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