terça-feira, 3 de setembro de 2019

Passos Atuais - 94a Parte - Estágios evolutivos.


A vegetação rasteira equivale aos pensamentos e sentimentos humanos, sempre próximos à terra.
As plantas que se elevam verticalmente em busca da luz correspondem às aspirações nobres e aos sentimentos devotos.
A semente que é levada pelo vento sem saber em que solo irá pousar equivale ao ser em serviço.
Mas é a flor que se abre em silêncio, doando-se em sua pureza, que representa o desabrochar da essência interior do ser humano.
Figueira.

Pois bem, se levarmos em conta estas comparações, poderemos imaginar o nível de intenções nos encontramos.

Na vegetação rasteira, onde o nível das intenções se fixa nas ambições, desejos, contendas, competitividade, mantem metas e etapas que não condizem com a necessidade de se colocar a Serviço. A luta por espaço, pelas melhores condições, pela criação das oportunidades independente do preço a ser pago, é uma constante. É com certeza o nível da maioria, onde o foco concentra-se na manutenção das coisas materiais conquistadas, além da sua expansão.
Neste nível, o ”vale tudo” é amplamente praticado, é o campo onde as aparências são exibidas para serem admiradas e cobiçadas.
As satisfações são efêmeras, passageiras e normalmente tornam-se frustrantes.  
Sentimentos mesquinhos, egoístas, são dominantes e a competição é o que incentiva o indivíduo a viver.
  
Nas plantas que se elevam aos céus, que buscam e lutam pela luz solar, que buscam as grande alturas, desdobrando-se em diversas formas e superando obstáculos, podemos comparar com aqueles indivíduos que vivem um deslumbre maior, que perceberam que a vida, em si, aprofunda-se em diversas outras etapas, que se completa na medida do próprio crescimento, que o ambiente se amplia além da superfície conhecida. Este individuo encontrou muitas respostas, mas ao mesmo tempo estas desdobraram-se em novas perguntas.
Evidentemente é um buscador, mas luta por seu espaço e ainda compete ao se arremessar para as alturas. Esta crescendo mas continua focado mais em si próprio. Externa desejos mais nobres, alcança informações elevadas, mas ainda luta literalmente pelo seu espaço, pelo seu crescimento e compete com os demais pela sua verticalização.
Está no caminho, mas pode se perder se demorar mais que o necessário, ou resolver que a altura desejada foi alcançada e viver usufruindo de suas conquistas.
Boa parte da população terrestre, mais bondosa, mais caridosa encontra-se neste estágio.
Acomodam-se com certa facilidade e o que lhes tira do lugar são as necessidades. Quando sentem alguma necessidade voltam a ir buscar. Possuem assim uma evolução intermitente, onde pausas acontecem e não percebem que o tempo não para e o ontem não voltará mais.
Possuem aspirações nobres, sentiram e viram a Luz mas ainda não conseguiram o impulso necessário para engajar-se nas metas evolutivas e nos serviços essenciais.

As sementes ao vento são os desapegados, são os indivíduos com ampla consciência ao Serviço, focam-se em servir e ser uteis, sem definir local, etapa, tempo, forma de fazê-lo, enfim estão em constante entrega. Não sentem mais a necessidade de ver a luz, pois esta já se encontra em si, não escolhem o solo, o local, as condições, pois sabem que o Plano definirá o que será melhor para a Tarefa em curso.
Doam-se e sempre estão dispostos a enfrentarem os desafios,  pois a entrega é praticada com plenitude.
Poucos chegam a este estágio aqui na Terra. O livre arbítrio transforma-se numa grande barreira. No entanto, aqueles que conseguem focar-se nas atividades reais da caridade no plano da alma, não tem mais dúvidas dos estágios passageiros do corpo e sabem muito bem que o conhecimento é a única coisa necessária.
São portadores da Luz, dos estados elevados da consciência e tem como premissa básica compartilhar.
Oscilam como os demais nos estágios anteriores, face ao ambiente promiscuo do planeta, mas possuem ampla capacidade de restabelecerem-se.

No último estágio das possibilidades atuais, chega-se ao estado contemplativo, na bela flor que desabrocha e mostra a pureza e a beleza interior da vida. Nesta etapa nada mais há por fazer nos planos materiais. A beleza, a essência, o perfume, contém a síntese de todo o Universo e será esta síntese que deverá ser a conquistada por todos.
Não há terrestres neste estágio, mas candidatos a ele. Será uma conquista posterior se souberem enfrentar com dignidade a entrega e a compaixão.

A Terra vive uma miscigenação dos 3 estágios, onde um funil que se torna microscópico atua como elemento separador.
O processo evolutivo do planeta que deu oportunidades para os 4 estágios, após a transição será mais seletivo e na medida que for se desabrochando a 6ª e a 7ª raça humana, o estágio contemplativo estará mais próximo.

Tais informações devem servir de aprofundamentos, de reflexões de “como me enquadro” em relação aos estágios citados. O objetivo é não ficarmos atuando em dos estágios, mas aventurar-se pelos mais sutis.
Com certeza não temos ambiente para viver em sua plenitude os estágios mais sutis, mas podemos em muitos momentos manifestar os mais elevados.
Poderemos sentir um chamado interno ao pausarmos o dia a dia, as confusas obrigações, as responsabilidades e a complexa e emaranhada vida de superfície. Tais momentos podem ser decisivos para as próximas decisões e opções que teremos para o tempo que nos resta.

Faça sua reflexão e tenha a coragem de usar o que lhe foi indicado pela voz do coração.
Hilton

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