Tão
importante quanto os começos são as finalizações das etapas. Quando se inicia
uma caminhada existe sempre um grande entusiasmo, mas poucos chegam ao final. A
perseverança é fruto do desapego e este resultado da entrega. Mas tudo isso
torna-se irreal se a fé e o amor não estiverem presentes.
Figueira.
Pois
bem , podemos considerar que para todas as iniciativas que tomamos, sejam elas
compulsória (cármica), ou voluntária (opcional), com o passar do tempo e das
dificuldade, vamos esmorecendo, diminuímos o entusiasmo até pararmos ou
desistirmos.
Poucos
conseguem manter-se ativos e convictos da iniciativa tomada.
Somos
imediatistas e queremos resultados na linha do menor esforço, do menor
compromisso e do menor envolvimento.
Quando
o compromisso é compulsório, não há como abandoná-lo, pois o destino se incumbe
de mantê-lo ativo e presente, sem nos dar outra opção a não ser concluirmos a
incumbência imposta.
Sendo
bem sucedido ou fracassado, teremos de ir até o fim do compromisso, pois a vida
nos imputa a conclui-lo.
Se
fracassarmos, um novo compromisso semelhante irá acontecer. Pode ser na mesma
vida ou nas vidas futuras. No geral, o fracasso mostra a falta de preparação
para realiza-lo, ou seja, a preguiça funcionou.
É
importante lembrarmos que ninguém assume algo que seja impossível de fazê-lo,
portanto, certas inabilidades físicas ou mentais para o bom desempenho da
atividade compulsória foram frutos da nossa falta de preparação.
Quando
a iniciativa entra no campo evolutivo, ou seja, é opcional faze-la, geralmente
nos preparamos de forma mais adequada, mas com o tempo, relaxamos, a preguiça
assume e temos forte tendência ao fracasso.
É
preciso estar consciente destes fatos pois estes dois caminhos, o cármico e o
evolutivo nos acompanham em todos os momentos da nossa vida física ou astral.
Sempre
teremos oportunidade para ambos os caminhos, o cármico e o evolutivo.
A
convicção e o conhecimento são essenciais, pois definem trajetórias,
alternativas, variações possíveis que podem facilitar estes dois caminhos.
Podemos
considerar que no caminho evolutivo, as possibilidades de cumprir o cármico
podem ser concomitantes. O individuo focado na sua evolução, poderá cumprir os
cármicos até sem percebe-los, ou se perceber estes terão uma presença
secundária, portanto, não irá influir da mesma forma que influi isoladamente,
geralmente como um “peso” relevante.
O
texto nos traz um conselho valioso, “a perseverança é fruto do desapego e este
resultado da entrega”.
É
preciso grande perseverança, buscar forças aonde imagina-se que não existam,
esforçar-se radicalmente, cumprir os compromissos estabelecidos, não desanimar
e atentar para o fato de que nunca estaremos sozinhos.
Quem
não se adapta a estas condições, as repete continuadamente.
Hilton
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