sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Passos Atuais 127a Parte . Ir além de ti mesmo.


Decide de uma vezes por todas, ir além de ti mesmo.
Figueira.

Pois bem, é comum impormos limites a nós mesmos.
Como vivemos sobre diversas formas de controle, procedimentos, vigilância, nos aprisionamos espiritualmente, também.
Quanto aos aspectos da vida material, a sociedade exige certos carimbos que não podemos evitar. Somos controlados, vigiados, pesquisados, acompanhados, pois a sociedade não tolera mudanças comportamentais e para isto impôs leis que dominam o que temos de fazer.
Percebe-se que há pessoas que ficam  presas e dependentes de certas  regras, no trabalho, na vida profissional, familiar e pessoal. Podemos dizer que foram rebeldes em vidas anteriores e nesta estão resgatando certas disciplinas no convívio social.
Outras vivem de forma mais liberal, mais soltas e o destino não lhes cobra tanto. Foram pessoas que mantiveram certo alinhamento no convívio social.
Mas o importante é o nosso estado de libertação interior.
Este estado de liberdade interior é uma conquista. Esta não retrocede, pois após conquistarmos certos valores espirituais, não retroagiremos mais.
No entanto, vê-se que a maioria das pessoas não reconhece e não aceita este estado de liberdade espiritual, pois não consegue acreditar no próprio potencial. Veem-se sempre presas, imaginam que estão impossibilitadas deste ou daquele procedimento que as libertaria de grandes amarras. Temem este estado de liberdade porque ainda são seduzidas pela preguiça, pelos preconceitos, por certos dogmas religiosos completamente desatualizados para a época que nos encontramos. São preconceituosas, ritualistas e não se arriscam. Preferem que alguém faça por elas.
Este medo do despertamento é muito mais comum do que se imagina.
Geralmente são pessoas acomodadas, que criaram certos status de vida pessoal e não conseguem abandonar, achando sempre que é o suficiente.
São pessoas conformadas com o que são, com o que tem (no plano mental e espiritual) e fazem somente os esforços necessários para manterem-se vivas no plano físico.
Não sei se viver assim é “viver”, mas estas pessoas, por  incrível que pareça,  se sentem vivas.
Quando no conformamos com o que somos e com que vivemos, já morremos.
A morte, neste aspecto, confirma nossa desistência pelos principais fatores evolutivos pelos quais reencarnamos. Podemos dizer que o mundo está cheio de mortos-vivos, pois tais pessoas não conseguem mais buscar ou motivar-se pela evolução, mas mantem-se pela simples manutenção do que são.

A maioria tem vivido num marasmo profundo, uma vida frustrante, uma continua e monótona repetição de momentos.
É preciso ir além. É preciso correr riscos, acreditar, refazer a vida em todos os seus momentos. Conquistar e abandonar logo em seguida.
Observar, colaborar, contribuir.
Não precisamos nos distrair. Isto é uma lenda, uma desculpa para que a ociosidade e a preguiça dominem nossos principais sentimentos e os obscureçam.
Não temos que ir ao Shopping nos distrair, só fazer compras ou curtir certas satisfações. Podemos “trabalhar”, seja num templo, seja na natureza, seja num Shopping. Podemos nos coligar todo o tempo, em todos os momentos, em todas as situações e através da simples observação Servir.
É preciso coligar-se o tempo todo. Ficar ligado. Participar de tudo num tom mais elevado.
Não precisamos interferir, mas a simples observação, sem críticas, sem qualificações, nos coloca como seres irradiadores de Luz.
Pode se fazer muito com pouco, mas percebe-se que este pouco para muitos pode, ilusoriamente, parecer gigantesco.

“Decide de uma vezes por todas, ir além de ti mesmo.”
Hilton

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