Pois bem amigos, compartilho com vocês um sonho que tive nesta
madrugada.
Foi pitoresco, foi intenso, foi alegre mas com um fundo de
tristeza e nostalgia.
Traduzi como “esperança” neste mundo confuso, onde as 2ª s
intenções, ganancias e mentiras ronda por cima dos fatos e acontecimentos que
tem gerado dores, sofrimentos e mortes. Está difícil identificarmos intenções
que realmente tocam nosso coração, mas nele acredito, que possa conceituar
minhas verdades.
É um sonho, mas para mim foi uma fotografia doce e alegre, pois acordei com
esperança em mais um momento de poucas esperanças.
No sonho acontece separações, mas quem não se separa? Uns morrem,
outros nascem no processo da renovação da vida. É de geração em geração que o
homem renova suas esperanças e desencadeia a ampliação dos conhecimentos e oportunidades que as incorpora,
na medida que as vidas se sucedem.
O sonho aponta para uma solução radical, mas quem sabe esta possa
ser a única, face aos extremos que estamos vivendo.
No novo mundo sonhado, as flores cantam, a natureza interage e a inocência
se desperta em todos.
Se foi só um sonho foi incrivelmente belo, se puder ser uma
realidade será fantástico, sob o meu ponto de vista, mas independente da
possibilidade, renovei-me.
Os sonhos são figurativos e tem a finalidade de mostrar algum aspecto
novo de um acontecimento que passou ou do que está por vir.
Foi meu sonho, mas compartilho na intenção de que outros possam completa-lo
e assim poderemos ter uma sinalização mais ampla, mais intensa e, quem sabe, um caminho, que se não for igual, poderá com
certeza indicar possibilidades para estes momentos da transição planetária em
curso.
O sonho:
Estava aflito em minha casa. Sai para a rua e via tudo cinzento.
Pessoas se movimentavam rápido e o medo era transparente.
Algo no ar indicava um momento muito tenso e de forte comoção.
Tudo era cinza, não conseguia ver nenhuma outra cor, em mim, nas
pessoas, nas casas. Um detalhe interessante é que o tom de cinza era exatamente
igual em todos os lugares, não havia outra tonalidade a não ser o único tom que
via.
As arvores estavam completamente sem folhas. Parecia que estávamos
vivendo um outono intenso e muito longo. A sensação era de que o inverno seria
terrível. Havia um desconforto muito grande na caminhada que dei fora de casa,
mas precisei sair, havia algo fora de casa
que me chamava.
Vi algumas mães segurando seu bebes apertados contra o peito, de
mãos dadas com crianças, andando com certa fragilidade e temendo algo que
desconheciam.
O clima externo e a sensação interna eram horríveis.
Ao continuar caminhando vi uma densa nuvem chegando. Uma névoa
forte e branca foi envolvendo todo o local e a sensação era de que todo o
planeta estava envolvido nesta densa névoa branca. Via-se alguns metros à
frente, portanto caminhar era possível, mas distinguir o que tinha alguns
metros depois não dava.
Senti que deveríamos ir para o campo aberto, a cidade não era o
local que deveríamos ficar.
Peguei a Rose e fomos para o alto da serra, na Serra do Mar. (no
sonho o deslocamento é instantâneo – que bom se fosse assim!)
Neste campo, no alto da serra, a neblina se dissipava um pouco
mais.
A neblina densa concentrava nos lugares mais densos, como nas
cidades.
Em seguida vi uma grande nave, com o formato de um charuto se aproximar.
Era gigantesca e na medida que se aproximava seu tamanho ficava ainda maior.
Pousou a algumas dezenas de metros da gente. Estávamos atônitos, surpresos. A
Rose mais assustada segurava minha mão que até machucava.
A porta se abriu e ficamos parados olhando o que iria aparecer.
Sentimos muitas passos por trás e ao olharmos muita gente vinha se
aproximando do ponto que estávamos. Muitas pessoas, muitas famílias, muitas crianças
e jovens, além de animais domésticos, todos a pé.
Aproximaram-se de nós e pararam olhando aquela imensa nave ali
estacionada com uma porta e uma rampa, imensas, abertas. O fluxo de pessoas era
muito grande, mas o silencio permanecia, a não ser por manifestações das crianças
com comentários bem descontraídos sobre o que estavam vendo. Os adultos quietos
e atônitos permaneciam com os olhos presos no que viam.
Ninguém apareceu do interior da nave, mas sentíamos o convite para
entrar. Vinha por meios internos, intenso, reforçando o convite para termos
acesso ao seu interior.
Após algum tempo de imobilidade, algumas pessoas seguiram em
frente. Segui também pois o convite, sob o meu ponto de vista, era irrecusável.
Poucas pessoas entraram. Lá dentro era tudo branco, mas não machucava
os olhos. Completamente vazio, mostrava um ambiente gigantesco, com um pé direito
altíssimo. Vi que no piso e na parede próxima de onde me encontrava, pequenos
detalhes em recortes, marcavam uma possibilidade de paredes se desdobrarem formando
ambientes, se necessário fosse. Repete-se os detalhes de sonhos anteriores.
Vi boa parte do grupo H&F e recebemos a incumbência de acompanhar
e dar assistência a muitas pessoas que se encontravam fora da nave.
O medo era intenso e tivemos muito trabalho em “acordar” estas
pessoas para superarem o susto e aceitarem o convite. Muitas famílias vinham acompanhadas
com muitos bebes, crianças e jovens, que claramente não eram da mesma família; estavam trazendo de outras famílias.
Víamos algumas pessoas e famílias, retornado para o lado mais
denso da neblina. Com certeza não superaram o medo do desconhecido.
Era um trabalho intenso, pois “acordar” estas pessoas era difícil,
mas estávamos conseguindo e sentíamos que ao nos aproximarmos, pequenos círculos
de luz as rodeavam , dando uma certa paz e um maior poder de decisão sobre o
que deveriam fazer.
Senti que estava preparado para aquilo, e via em vocês (grupo) disposição
em proceder da mesma forma.
Pedi, aliás implorei para ver em que mundo esta nave iria. Muito
rapidamente, vi um mundo que se assemelhava à natureza da Terra, mas as flores
cantavam.
Acordei.
Não queria, não sai da cama, relutei em abrir os olhos, mas não
teve jeito, o sonho terminou.
Bem, cada um pode interpretar o sonho do seu jeito.
Evidentemente está na minha versão e no meu modo de conceber as
coisas que aprendi.
Algumas coisas me chamaram a atenção e dou a minha interpretação:
O cinza num único tom: entendo que
esta falta de variação da tonalidade pode representar um fator comum para
todos, ou seja que estávamos vivendo a mesma situação em todo o planeta.
Possivelmente nesta escala mundial algo de “fora” poderia ser necessário. Não me
refiro especificamente a esta pandemia ( na tonalidade cinza), mas creio que
ela pode ser o começo de outras situações em escala mundial. Sei que num mundo
de oportunidades, como a Terra, por ser um planeta de expiação, nada pode ser
abrupto, pois o livre arbítrio precisa de tempo para que as decisões de cada um
possam ocorrer, portanto há certa lógica num crescimento paulatino das oportunidades.
As mães com seu filhos no colo apertando-as contra o peito ou
segurando-as com força: creio que não se trata somente da
energia da maternidade, mas tratava-se do medo da transformação, pois como
estamos vivendo conflitos a tanto tempo, por tantas vidas e eras, de certa forma
nos acostumamos com este modo anormal de se viver nas Leis de Deus.
As arvores sem folhas, um outono intenso, com possibilidades de um
inverno terrível: creio que mostra a aproximação (outono) de algo incontrolável
(inverno), da qual o nível de dificuldades possa ser insuportável. A falta de
folhas nas árvores, tudo num mesmo tom cinza mostrava algo desagradável com a
mãe natureza, e ela como “mãe”, nos avisava de um fato que se aproximava.
A névoa branca: creio que a névoa é um fenômeno que
nos permite, no sonho, o exercício da fé, ou seja, um determinado veículo foi
produzido para que possamos percorrer um caminho sem atentar para outros
fatores que poderiam tirar nossa atenção e nos desviar de uma meta absolutamente
necessária para chegar a um determinado local. Creio que sem a névoa, o medo de
ver as coisas que não gostamos, poderia nos paralisar definitivamente e
perdermos a chance de atingirmos um determinado objetivo. Portanto foi
essencial, mas ao mesmo tempo ameno e suave para que seguíssemos sem tanto pavor.
O alto da serra: mais uma vez
a natureza exposta, sem os contrastes das construções humanas, que tem
representado tantas dores e conflitos, nos leva para um ambiente em que o poder
de decisão poderia ser mais genuíno, sem influencias de posses, de dores, de
apegos, que certamente trariam influências negativas nestas decisões. Vejam que
no sonho não há interferência nas decisões, pois fomos colocado num ambiente neutro.
A nave: A nave representa um solução inusitada, incrível, original, algo
em que o alcance da Providência Divina manifesta-se pelo milagre, vem dos céus,
vem da originalidade de soluções ainda completamente incompatíveis na mente
humana para uma solução de âmbito mundial.
O interior da nave: algo ainda
inconcebível para a maioria das pessoas, mostra um formato original, novo, em
que o conceito sobre “as necessidades” situa-se em outra escala de valores. O
vazio é algo que deveríamos ter dentro de nós. Nos entupimos até a boca de
tantas necessidades ilusórias que não cabe mais nada, e com isto perdemos boa
parte do vazio para ser preenchido. Deveríamos manter este vazio interno para
que pudesse ser preenchido e esvaziado continuamente.
A porta aberta com a rampa de acesso:
ao longo da vida inúmeras portas se abrem com suarampa de acesso. A maioria
delas desprezamos, viramos as costas, pois nos apegamos demais ao orgulho, à vaidade
e a falta de tempo. Teve momentos em que estas portas foram essenciais para o
despertar da consciência e esta recusa teve um preço muito alto, revertendo para
que várias vezes uma vida, um destino e um carma, semelhantes, se repetissem.
Creio que esta porta, nesta situação inusitada, represente a última oportunidade
para sairmos de um mundo de expiação, da velha Terra, dos velhos conceitos,
portanto, mostra uma decisão que mudará para sempre o trajeto evolutivo de quem
resolveu percorre-lo.
Poucas pessoas entraram na nave: outro aspecto
importante. Percebe-se que a maioria, independente de seu preparo, ainda
circula em torno dos seu apegos e tem medo da novidade, do desconhecido. A ousadia e a coragem são essenciais para as
próximas tomadas de decisão. Sem estes dois atributos, além da fé, provavelmente
ficaremos no mundo das repetições.
O grupo: mostra, no sonho, a principal Tarefa da qual temos nos preparado.
Conduzir é preciso e para isso preparar-se é preciso. Terminamos a fase das instruções.
Estamos na fase do reforço das instruções como a fase derradeira para as ações.
O tempo urge e a oportunidade também passará, portanto é tempo de não se perder
tempo. Focar-se no que é essencial, no que é espiritual e eterno tem que ser a
premissa básica daqueles que se dispõem a esta Tarefa de conduzir. Não há tempo
para vacilos, superficialidade, indecisões.
Para os novos, no grupo, novos podem ser somente uma simples
sensação, mas são antigos em formação para a Tarefa em questão, onde em vidas
passadas tiveram muito aprendizado que se despertará na medida que a pressão
aumentar.
Muitas famílias trazendo não familiares:
vê-se, através do sonho, o acesso a diversificação, onde cada pessoa pode ser
agregada à grande familia terrena. Naquele momento fomos irmãos, familiares e de certa
forma, unidos em torno de algo comum e necessário a todos. Deixamos isto de
lado quando não conseguimos superar, há muito tempo atrás, a separação das
aldeias, face a acirrada competitividade que assolou este planeta. Criamos fronteiras
e estas continuam mantidas. Mesmo com um problema comum a todos os seres
humanos continuamos nesta escala irracional de divisões e separações. No sonho,
isto foi superado pela necessidade que mostrou-se insuperável, dando lances de bom
senso para que pais que não suportaram os seus medos internos, ousassem ceder seus
filhos. Este fato que se repetiu no sonho, já aconteceu em inúmeros momentos de
conflitos da humanidade.
Outro destaque que se dá no sonho é para a descontração das crianças,
onde a inocência e a ausência de medos as leva para o desconhecido como parte
da grande aventura da vida.
Famílias retornando para a neblina:
bem, vê-se que no sonho o livre arbítrio prevalece e prevalecerá até o final
dos tempos, e cada um terá o seu poder de decisão preservado. Nada se perde e
muitas vezes a solução em cada um será refazer o mesmo caminho. Na seara de
Deus o tempo não existe, portanto, a cada um será dada infinitas oportunidades.
Acordei: Foi o momento mais chato, pois viver um sonho é viver uma
realidade intensa, creio que mais intensa do que aquela que vivemos despertos.
Creio que todo sonho intenso acontece no momento oportuno e serve
para que nossa atenção se concentre em coisas que ainda possam atrapalhar
certas decisões a serem tomadas. Portanto sempre ocorre como uma oportunidade
de fixar certos pontos duvidosos ou superar inseguranças desnecessárias.
Viver e aprender é entregar-se continuamente ao desconhecido, o
resto são meras repetições cármicas que de novo nada trazem.
O desconhecido só pode ser encarado com a ajuda permanente da fé e
esta por sua vez apoia-se na coligação, ou melhor dizendo, na oração.
Orei em gratidão ao sonho e espero que possa fazer algum sentido
para todos que compartilho.
Grato.
Nenhum comentário:
Postar um comentário