terça-feira, 28 de abril de 2020

Passos Atuais 169a Parte. Um sonho: possibilidades, indicações, oportunidades


Pois bem amigos, compartilho com vocês um sonho que tive nesta madrugada.
Foi pitoresco, foi intenso, foi alegre mas com um fundo de tristeza e nostalgia.
Traduzi como “esperança” neste mundo confuso, onde as 2ª s intenções, ganancias e mentiras ronda por cima dos fatos e acontecimentos que tem gerado dores, sofrimentos e mortes. Está difícil identificarmos intenções que realmente tocam nosso coração, mas nele acredito, que possa conceituar minhas verdades.

É um sonho, mas para mim foi uma  fotografia doce e alegre, pois acordei com esperança em mais um momento de poucas esperanças.
No sonho acontece separações, mas quem não se separa? Uns morrem, outros nascem no processo da renovação da vida. É de geração em geração que o homem renova suas esperanças e desencadeia a ampliação dos  conhecimentos e oportunidades que as incorpora, na medida que as vidas se sucedem.

O sonho aponta para uma solução radical, mas quem sabe esta possa ser a única, face aos extremos que estamos vivendo.
No novo mundo sonhado, as flores cantam, a natureza interage e a inocência se desperta em todos.
Se foi só um sonho foi incrivelmente belo, se puder ser uma realidade será fantástico, sob o meu ponto de vista, mas independente da possibilidade, renovei-me.

Os sonhos são figurativos e tem a finalidade de mostrar algum aspecto novo de um acontecimento que passou ou do que está por vir.

Foi meu sonho, mas compartilho na intenção de que outros possam completa-lo e assim poderemos ter uma sinalização mais ampla, mais intensa e, quem sabe,  um caminho, que se não for igual, poderá com certeza indicar possibilidades para estes momentos da transição planetária em curso.

O sonho: 
Estava aflito em minha casa. Sai para a rua e via tudo cinzento. Pessoas se movimentavam rápido e o medo era transparente.
Algo no ar indicava um momento muito tenso e de forte comoção.
Tudo era cinza, não conseguia ver nenhuma outra cor, em mim, nas pessoas, nas casas. Um detalhe interessante é que o tom de cinza era exatamente igual em todos os lugares, não havia outra tonalidade a não ser o único tom que via.
As arvores estavam completamente sem folhas. Parecia que estávamos vivendo um outono intenso e muito longo. A sensação era de que o inverno seria terrível. Havia um desconforto muito grande na caminhada que dei fora de casa, mas precisei sair, havia algo fora de casa  que me chamava.
Vi algumas mães segurando seu bebes apertados contra o peito, de mãos dadas com crianças, andando com certa fragilidade e temendo algo que desconheciam.
O clima externo e a sensação interna eram horríveis.

Ao continuar caminhando vi uma densa nuvem chegando. Uma névoa forte e branca foi envolvendo todo o local e a sensação era de que todo o planeta estava envolvido nesta densa névoa branca. Via-se alguns metros à frente, portanto caminhar era possível, mas distinguir o que tinha alguns metros depois não dava.
Senti que deveríamos ir para o campo aberto, a cidade não era o local que deveríamos ficar.
Peguei a Rose e fomos para o alto da serra, na Serra do Mar. (no sonho o deslocamento é instantâneo – que bom se fosse assim!)
Neste campo, no alto da serra, a neblina se dissipava um pouco mais.
A neblina densa concentrava nos lugares mais densos, como nas cidades.

Em seguida vi uma grande nave, com o formato de um charuto se aproximar. Era gigantesca e na medida que se aproximava seu tamanho ficava ainda maior. Pousou a algumas dezenas de metros da gente. Estávamos atônitos, surpresos. A Rose mais assustada segurava minha mão que até machucava.
A porta se abriu e ficamos parados olhando o que iria aparecer.

Sentimos muitas passos por trás e ao olharmos muita gente vinha se aproximando do ponto que estávamos. Muitas pessoas, muitas famílias, muitas crianças e jovens, além de animais domésticos, todos a pé.
Aproximaram-se de nós e pararam olhando aquela imensa nave ali estacionada com uma porta e uma rampa, imensas, abertas. O fluxo de pessoas era muito grande, mas o silencio permanecia, a não ser por manifestações das crianças com comentários bem descontraídos sobre o que estavam vendo. Os adultos quietos e atônitos permaneciam com os olhos presos no que viam.

Ninguém apareceu do interior da nave, mas sentíamos o convite para entrar. Vinha por meios internos, intenso, reforçando o convite para termos acesso ao seu interior.
Após algum tempo de imobilidade, algumas pessoas seguiram em frente. Segui também pois o convite, sob o meu ponto de vista, era irrecusável.
Poucas pessoas entraram. Lá dentro era tudo branco, mas não machucava os olhos. Completamente vazio, mostrava um ambiente gigantesco, com um pé direito altíssimo. Vi que no piso e na parede próxima de onde me encontrava, pequenos detalhes em recortes, marcavam uma possibilidade de paredes se desdobrarem formando ambientes, se necessário fosse. Repete-se os detalhes de sonhos anteriores.

Vi boa parte do grupo H&F e recebemos a incumbência de acompanhar e dar assistência a muitas pessoas que se encontravam fora da nave.
O medo era intenso e tivemos muito trabalho em “acordar” estas pessoas para superarem o susto e aceitarem o convite. Muitas famílias vinham acompanhadas com muitos bebes, crianças e jovens, que claramente não eram da mesma família;  estavam trazendo de outras famílias.
Víamos algumas pessoas e famílias, retornado para o lado mais denso da neblina. Com certeza não superaram o medo do desconhecido.
Era um trabalho intenso, pois “acordar” estas pessoas era difícil, mas estávamos conseguindo e sentíamos que ao nos aproximarmos, pequenos círculos de luz as rodeavam , dando uma certa paz e um maior poder de decisão sobre o que deveriam fazer.

Senti que estava preparado para aquilo, e via em vocês (grupo) disposição em proceder da mesma forma.
Pedi, aliás implorei para ver em que mundo esta nave iria. Muito rapidamente, vi um mundo que se assemelhava à natureza da Terra, mas as flores cantavam.
Acordei.

Não queria, não sai da cama, relutei em abrir os olhos, mas não teve jeito, o sonho terminou.

Bem, cada um pode interpretar o sonho do seu jeito.
Evidentemente está na minha versão e no meu modo de conceber as coisas que aprendi.
Algumas coisas me chamaram a atenção e dou a minha interpretação:

O cinza num único tom: entendo que esta falta de variação da tonalidade pode representar um fator comum para todos, ou seja que estávamos vivendo a mesma situação em todo o planeta. Possivelmente nesta escala mundial algo de “fora” poderia ser necessário. Não me refiro especificamente a esta pandemia ( na tonalidade cinza), mas creio que ela pode ser o começo de outras situações em escala mundial. Sei que num mundo de oportunidades, como a Terra, por ser um planeta de expiação, nada pode ser abrupto, pois o livre arbítrio precisa de tempo para que as decisões de cada um possam ocorrer, portanto há certa lógica num crescimento paulatino das oportunidades.

As mães com seu filhos no colo apertando-as contra o peito ou segurando-as com força: creio que não se trata somente da energia da maternidade, mas tratava-se do medo da transformação, pois como estamos vivendo conflitos a tanto tempo, por tantas vidas e eras, de certa forma nos acostumamos com este modo anormal de se viver nas Leis de Deus.

As arvores sem folhas, um outono intenso, com possibilidades de um inverno terrível: creio que mostra a aproximação (outono) de algo incontrolável (inverno), da qual o nível de dificuldades possa ser insuportável. A falta de folhas nas árvores, tudo num mesmo tom cinza mostrava algo desagradável com a mãe natureza, e ela como “mãe”, nos avisava de um fato que se aproximava.

A névoa branca: creio que a névoa é um fenômeno que nos permite, no sonho, o exercício da fé, ou seja, um determinado veículo foi produzido para que possamos percorrer um caminho sem atentar para outros fatores que poderiam tirar nossa atenção e nos desviar de uma meta absolutamente necessária para chegar a um determinado local. Creio que sem a névoa, o medo de ver as coisas que não gostamos, poderia nos paralisar definitivamente e perdermos a chance de atingirmos um determinado objetivo. Portanto foi essencial, mas ao mesmo tempo ameno e suave para que seguíssemos sem tanto pavor.

O alto da serra: mais uma vez a natureza exposta, sem os contrastes das construções humanas, que tem representado tantas dores e conflitos, nos leva para um ambiente em que o poder de decisão poderia ser mais genuíno, sem influencias de posses, de dores, de apegos, que certamente trariam influências negativas nestas decisões. Vejam que no sonho não há interferência nas decisões, pois fomos colocado num ambiente neutro.

A nave: A nave representa um solução inusitada, incrível, original, algo em que o alcance da Providência Divina manifesta-se pelo milagre, vem dos céus, vem da originalidade de soluções ainda completamente incompatíveis na mente humana para uma solução de âmbito mundial.

O interior da nave: algo ainda inconcebível para a maioria das pessoas, mostra um formato original, novo, em que o conceito sobre “as necessidades” situa-se em outra escala de valores. O vazio é algo que deveríamos ter dentro de nós. Nos entupimos até a boca de tantas necessidades ilusórias que não cabe mais nada, e com isto perdemos boa parte do vazio para ser preenchido. Deveríamos manter este vazio interno para que pudesse ser preenchido e esvaziado continuamente.

A porta aberta com a rampa de acesso: ao longo da vida inúmeras portas se abrem com suarampa de acesso. A maioria delas desprezamos, viramos as costas, pois nos apegamos demais ao orgulho, à vaidade e a falta de tempo. Teve momentos em que estas portas foram essenciais para o despertar da consciência e esta recusa teve um preço muito alto, revertendo para que várias vezes uma vida, um destino e um carma, semelhantes, se repetissem. Creio que esta porta, nesta situação inusitada, represente a última oportunidade para sairmos de um mundo de expiação, da velha Terra, dos velhos conceitos, portanto, mostra uma decisão que mudará para sempre o trajeto evolutivo de quem resolveu percorre-lo.

Poucas pessoas entraram na nave: outro aspecto importante. Percebe-se que a maioria, independente de seu preparo, ainda circula em torno dos seu apegos e tem medo da novidade, do desconhecido.  A ousadia e a coragem são essenciais para as próximas tomadas de decisão. Sem estes dois atributos, além da fé, provavelmente ficaremos no mundo das repetições.

O grupo: mostra, no sonho, a principal Tarefa da qual temos nos preparado. Conduzir é preciso e para isso preparar-se é preciso. Terminamos a fase das instruções. Estamos na fase do reforço das instruções como a fase derradeira para as ações. O tempo urge e a oportunidade também passará, portanto é tempo de não se perder tempo. Focar-se no que é essencial, no que é espiritual e eterno tem que ser a premissa básica daqueles que se dispõem a esta Tarefa de conduzir. Não há tempo para vacilos, superficialidade, indecisões.
Para os novos, no grupo, novos podem ser somente uma simples sensação, mas são antigos em formação para a Tarefa em questão, onde em vidas passadas tiveram muito aprendizado que se despertará na medida que a pressão aumentar.

Muitas famílias trazendo não familiares: vê-se, através do sonho, o acesso a diversificação, onde cada pessoa pode ser agregada à grande familia terrena. Naquele  momento fomos irmãos, familiares e de certa forma, unidos em torno de algo comum e necessário a todos. Deixamos isto de lado quando não conseguimos superar, há muito tempo atrás, a separação das aldeias, face a acirrada competitividade que assolou este planeta. Criamos fronteiras e estas continuam mantidas. Mesmo com um problema comum a todos os seres humanos continuamos nesta escala irracional de divisões e separações. No sonho, isto foi superado pela necessidade que mostrou-se insuperável, dando lances de bom senso para que pais que não suportaram os seus medos internos, ousassem ceder seus filhos. Este fato que se repetiu no sonho, já aconteceu em inúmeros momentos de conflitos da humanidade.
Outro destaque que se dá no sonho é para a descontração das crianças, onde a inocência e a ausência de medos as leva para o desconhecido como parte da grande aventura da vida.

Famílias retornando para a neblina: bem, vê-se que no sonho o livre arbítrio prevalece e prevalecerá até o final dos tempos, e cada um terá o seu poder de decisão preservado. Nada se perde e muitas vezes a solução em cada um será refazer o mesmo caminho. Na seara de Deus o tempo não existe, portanto, a cada um será dada infinitas oportunidades.

Acordei: Foi o momento mais chato, pois viver um sonho é viver uma realidade intensa, creio que mais intensa do que aquela que vivemos despertos.
Creio que todo sonho intenso acontece no momento oportuno e serve para que nossa atenção se concentre em coisas que ainda possam atrapalhar certas decisões a serem tomadas. Portanto sempre ocorre como uma oportunidade de fixar certos pontos duvidosos ou superar inseguranças desnecessárias.

Viver e aprender é entregar-se continuamente ao desconhecido, o resto são meras repetições cármicas que de novo nada trazem.
O desconhecido só pode ser encarado com a ajuda permanente da fé e esta por sua vez apoia-se na coligação, ou melhor dizendo, na oração.
Orei em gratidão ao sonho e espero que possa fazer algum sentido para todos que compartilho.

Grato.

Nenhum comentário:

Postar um comentário