O desejo de saber tem de ser suplantado pela aspiração a ser.
Figueira.
O saber preencherá o espaço deixado pela ignorância. Se tornará
precioso e útil por um tempo, mas no momento seguinte poderá reter e transformar-se
novamente num estado de ser desatualizado, portanto, retorna-se novamente a um
estado de ignorância. É um ciclo continuo, mas se estimulado não cairá.
O saber é dinâmico, intenso, podendo ser bem profundo ou superficial
e isto será definido por cada momento da vida. Este momento ditará as regras para
esta superficialidade ou para este aprofundamento, baseado na intensidade
cármica ou na intensidade das Tarefas definidas pelo Plano Maior que tudo rege.
Mas, para tudo que fazemos sempre haverá a necessidade da
atualização do saber. Ao aplicar o saber serei o que preciso ser.
O panorama atual é triste, melancólico, ultrapassado e segue
regras que, em sua maioria, foram úteis no passado mas agora não servem mais.
Isto nos deixa confusos, aumentamos o desconforto e a insegurança. Por mais que
tentemos os resultados são pífios, gerando insatisfação e impotência perante
os desafios por não trazerem resultados esperados.
Geralmente a saída encontrada pela ausência do "saber" e de "ser" não é adequada e correta, e gera insatisfação. Assim, culpamos o sistema, a sociedade e uns aos outros com o intuito de nos preservarmos.
O desconhecimento do “saber necessário” não nos deixa "ser" e assim estimulamos posturas que geram insatisfações, agonias e medos. A vida vai adquirindo um ritmo
inconclusivo, sem definições, onde o certo e o errado perderam os parâmetros pois estes não servem mais.
É preciso restabelecer-se, é preciso voltar-se para o que há de
mais elevado em nosso ser, em nossa existência. É preciso recolher-se,
silenciar-se, ativar o lado criativo da mente e deixa-la desdobrar-se para pensamentos
sutis, para novos argumentos, para o lado espiritual da existência.
Esta mudança de postura, de parâmetros, de regras, de objetivos não envolve muita coisa, mas exige atenção e concentração para com o lado imaterial da vida. Pode parecer difícil, mas não é. Temos muita versatilidade e ampla capacidade de adaptação, portanto, assim que focarmos a atenção neste outro aspecto, rapidamente nos adaptaremos. Assim poderemos entender melhor o passado, viver bem o presente e almejar um futuro rico em conhecimento e sabedoria.
No futuro iremos compreender que o imaterial é quem sustenta o material.
Muitos não tem ideia do que vieram fazer aqui e sequer imaginam que outras coisas, além daqui, possam existir. Este estado de ignorância se aprofundou, enraizou e tem crescido, nos tornando medrosos, pela escuridão e por este vazio.
A Terra tem sido assediado por estímulos, por ajudas, por
impulsos, como jamais foi, mas temos o livre arbítrio e respostas precisam ser dadas,
permissões manifestadas e neste contexto o estimulo da fé é essencial.
A fé é um exercício de entrega, de abnegação e submissão. Isto atrai
compaixão e misericórdia e neste momento é o que mais precisamos.

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