Ao despontar no ser o interesse por assuntos de caráter evolutivo, desenvolve-se nele a disposição de escutar o próprio interior.
Figueira.
Pois bem, assuntos de caráter evolutivo são, por princípio,
subjetivos, sendo assim é preciso interromper a busca por provas. Como nos
acostumamos com a rotina das provas, o foco se mantem quase que essencialmente
no plano da matéria.
Como somos metade matéria e metade espirito, temos utilizado 50%
das possibilidades e das constatações por focarmos essencialmente na matéria.
Assim nos tornamos estatísticos, onde por tentativa e erro temos buscado a
solução dos problemas. Esta opção é inviável face a limitada quantidade de
informações adquiridas no plano material, em comparação à imensa capacidade espiritual
que um indivíduo agrega.
Inúmeras informações que ele não tem acesso, tornaram a vida material
extremamente desconfortável por se limitar no plano superficial das coisas. O exercício
da vida nestas condições é uma das características importantes e soberana dos
mundos cármicos. Esta característica existe para ser suplantada. Se o individuo
se dedica às suas duas metades, irá compreender como a vida funciona e porque ele
existe.
É interessante observar que a maioria não sabe porque está aqui, o
que está fazendo aqui e para aonde vai.
Este estado de ignorância não condiz com os tempos atuais,
deveríamos ter compreendido coisas essenciais para nos sentirmos mais seguros e
para nos alinhamos com os tempos atuais da transição planetária em curso.
Podemos observar no texto do pensamento, que é citado: “desenvolve-se
nele a disposição de escutar o próprio interior”, ou seja, impulsos oriundos
dos Planos Elevados acabam por estimular o individuo na direção correta que
deverá seguir. Ele será guiado, será acompanhado e saberá se posicionar e
decidir corretamente nos movimentos que a vida material produz.
Percebe-se que a maioria está perdida, confusa, insegura, tentando
decifrar os enigmas da vida face ao retardamento que ocorre entre a
manifestação espiritual e a material.
Podemos dizer que este “delay” entre espirito e matéria é enorme.
Continuamos grosseiros, com a mente confusa, raciocinando com a personalidade,
mantendo as diferenças, errando nas observações, nos experimentos, tentando
controlar a vida genética sem a mínima qualificação para isto.
Do Plano tudo é provido, abastecido, fortalecido, guiado e
superado, mas quando não temos acesso ao Plano, estamos por conta própria e sempre
nos limites da ignorância sobre a vida.
É preciso reatar este compromisso, é preciso ultrapassar estas fronteiras
e deixar-se ser conduzido.
O atributo da fé é o primeiro passo após assumir o compromisso de
seguir os impulsos da alma. É necessário para reaprenderemos a usar a intuição.
Ela se dá com estes impulsos da alma. Voltar-se para dentro, para o eu interno,
para a fé é uma decisão que estimula estes “contatos”. Resumidamente, “confiar
e entregar” .
Reaprender é preciso, pois muitos já tiverem o domínio deste
atributo mas desviaram-se dos objetivos altruístas, bem antes da Terra, e assim
procedeu-se a “queda” onde fomos destinados para um mundo cármico.
Viver por tentativa e erro é ultrapassado, incoerente, desnecessário
e completamente desatualizado. Temos de alinhar-se com as experiencias cósmicas
de muitos, dentro e fora da Terra e assim voltar a ter o status evolutivo.
Portanto, voltar o interesse por assuntos evolutivos é realinhar-se
novamente e assim, redescobrir como viver corretamente.

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