segunda-feira, 17 de maio de 2021

Passos Atuais 275a Parte. Cruz.

 Pois bem, continuando aspectos da Instrução, o tema escolhido foi a  “cruz”. Símbolo importante precisa ser conhecido e compreendido. Faz parte do caminho a ser percorrido pela humanidade e poderá interagir com as “ajudas” que se manifestam.

 O texto a seguir foi extraído do Glossário Esotérico – 9ª edição – página 104 – Editora Irdin. O texto original está grafado em itálico. Comentários serão feitos no texto, no campo Obs.

 CRUZ — Símbolo universal do perfeito inter-relacionamento da existência material (haste horizontal) com a realidade interior, espiritual e cósmica (haste vertical).

Obs. Simboliza a integração do material (haste horizontal) com o espiritual(haste vertical), unindo em seu centro os dois aspectos que constituem a vida cósmica. Sempre presente, continuará na transição planetária em processo.

 Não se pode dizer ao certo o período ou o local de origem desse símbolo; em todos os tempos esteve presente na Terra, na cultura dos povos. Estimula o ser humano a penetrar os mistérios da essência da Vida. Segundo o ensinamento esotérico, a cruz e a Árvore da Vida são símbolos equivalentes. Isso é frisado por H. P. Blavatsky ao afirmar que a figura de um homem crucificado representa originalmente o renascimento, ou seja, a Iniciação.

Obs. O renascimento ocorre em todos os momentos. Uma simples mudança de atitude, uma nova ideia, uma nova postura, um vislumbre, enfim, o renascimento ocorre nas coisas simples e nas complexas como a transição planetária em curso. Estaremos renascendo a partir do momento em que  mudanças ocorrem.  Infelizmente o que tem ocorrido é a ausência de mudanças nos indivíduos, que insistem em serem os mesmos, adiando o renascimento necessário. Estamos carentes destas mudanças internas e externas. Manter-se no "status quo" não é produtivo, não é evolutivo e estaciona o que deveria estar  mudando. Nossa preocupação é tão grande, que a própria aparência, como o envelhecimento, é negada a todo instante.

 No plano exotérico, no entanto, a cruz foi convertida em símbolo de morte, por ter sido usada pelos romanos como instrumento de tortura e por ter sido mal interpretada pelos primeiros organizadores cristãos.

Obs. A cruz alongou-se na haste vertical para caber um homem punido pela crucificação. Perdeu-se um certo equilíbrio na sua forma, dado que suas hastes, vertical e horizontal, deveriam ser iguais.

 A cruz foi, é e será parte do caminho iniciático do ser humano. Nos Centros de Mistérios da Grécia, do Egito, Índia e da Caldéia, por exemplo, ela era a base para o renascimento.

Obs. Assim deveria ser em todos os tempos. A Iniciação é um processo de revelação. Deveríamos ter muito ter mais conhecimento do que temos. Estamos defasados e consequentemente temos dificuldades em compreender a fase atual da vida planetária. Há pouquíssimos esforços a este respeito e a maioria dedica-se à vida material sem, inclusive,  pensar nas consequências das suas atitudes para com a  seguinte.

 O gesto do sinal da cruz, adotado atualmente por religiões e seitas cristãs, é herança de ritos iniciáticos antigos, embora hoje não se utilizem os mantras de alto grau de pureza que naquela época o acompanhavam.

Através dos tempos, o símbolo da cruz derivou-se em muitas formas, captadas por Iniciados em sintonia com núcleos arquetípicos que regem a evolução da humanidade e do planeta e vitalizadas por energias superiores. Cada uma delas exprime uma nuança da verdade que vivifica esse símbolo; veicula, contudo, um impulso à transcendência e transmutação do estado de consciência já alcançado.

 A cruz expressa o equilíbrio perfeito e a fusão dos quatro elementos básicos deste universo: terra, água, fogo e ar. No entanto, as diversas formas que ela toma podem representar diferentes níveis de consciência.

A cruz tem potente atuação transmutadora; conduz as forças do mundo material para suas posições  corretas no campo energético do qual são parte. Por isso é conhecida a sua eficácia em dissolver núcleos que tenham tendências involutivas.

Obs. O sinal da cruz é um símbolo muito forte, poderoso e se praticado corretamente exerce impulsos e proteções essenciais. Perdeu-se certas características da sua parte iniciática, mas deve ser praticado e pode controlar medos que procuram nos controlar. Os pais deveriam empregar com mais naturalidade o sinal de cruz em seus filhos, aumentando as proteções disponíveis. A religião católica exerce com mais frequência o sinal da cruz, mas em outras religiões rituais assemelham-se para o mesmo objetivo.

 A crucificação corresponde à Quarta Iniciação  do homem, a Iniciação da grande renúncia, na qual se cumprem as palavras de Cristo: "(Pai), faça-se a Tua vontade" (Mateus 26, 42). Ao entregarem o ego à crucificação - o  implica ingressar na senda do auto esquecimento, da equanimidade, do abandono de conceitos próprios -, os indivíduos são em geral pouco compreendidos pelo mundo. Todavia, tal é o mistério da cruz: os que no centro dela deixam a ilusão esvanecer-se e, pelo perfeito equilíbrio entre a haste vertical e a horizontal, apaziguam em si mesmos os opostos, chegam à compaixão.  Esta, nutrida pela renúncia e alentada pela sabedoria, prenuncia a consciência da eternidade.

Obs. Estamos na fase da crucificação, onde a dor predomina. A próxima Iniciação, que provem do abandono do livre arbítrio, consequentemente do ego, produzirá escalas imensas na expansão da consciência humana, alterando todo o formato de vida material que conhecemos. O centro da cruz gera o perfeito equilíbrio entre o material e o espiritual. As Leis são compreendidas e aplicadas. A compaixão ocorre e a vida segue os impulsos universais. Estabelece-se a harmonia.





 


Eu vos acolhi. Acolhe-Me em teu coração. (mensagem de Samana para este texto)








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