Pois bem, o Dinheiro entra no tema da sua importância como uma energia. Energia que deveria circular igualitariamente ente todos.
O texto a seguir foi extraído do Glossário Esotérico – 9ª edição – página 118 – Editora Irdin. O texto original está grafado em itálico. Comentários serão feitos no texto, no campo Obs. As palavras grifadas foram acrescidas ao texto original.
DINHEIRO. O dinheiro é na verdade uma energia e, como tal, não foi ainda compreendido pelo homem comum da superfície da Terra. É por ele em geral utilizado como meio de adquirir o que deseja, de submeter outros à sua vontade ou de fazê-los trabalhar para si.
Obs. O dinheiro pode ser simbolizado como o sangue que circula no
corpo humano; se em excesso ou em falta, prejudica. Sua falta ou excesso poderá
levar o “corpo” ao colapso, à morte. Assim tem sido tratada a energia monetária
no “corpo humanidade”, onde sua falta tem levado países ao colapso, ao passo
que a abundancia retem padrões de energias egoístas aumentando cada vez o desequilíbrio
entre os povos. Em algum momento o “corpo humanidade”, irá sucumbir. A energia
monetária não pode ser acumulativa, tem de circular, tem de suprir a
necessidade de todos e teria de ser utilizada de forma igualitária, suprindo,
oxigenando as necessidades.
Indivíduos de evolução mediana costumam usá-lo para satisfazer os que lhes estão próximos, ou seja, é instrumento do amor pessoal. Quase sempre o egoísmo é o motivo propulsor na utilização do dinheiro, embora neste último caso esteja mesclado com afeição.
O egoísmo tem tomado conta das mentes medianas e a retenção de recursos
ou sua aplicação indevida, tem escravizado pessoas numa crescente onda de
ilusão. Com isto os níveis de insatisfação e insegurança aumentam
consideravelmente, tornando-as reféns de seus próprios bens materiais. Isto traz
ondas de loucura e induz a atos de violência, como os que vem sempre acontecendo.
Raramente o dinheiro é empregado em prol do bem universal, pois o desejo ou a tendência de um indivíduo são, via de rega, postos à frente de prioridades maiores. Em vez de cumprir a tarefa que lhe estava destinada, a de materializar o necessário à vida, o dinheiro tomou-se meio para o acúmulo de créditos, de bens e de prestígio que não são riquezas genuínas, pois o valor que lhes é atribuído decorre de conceitos mentais desprovidos de consistência real.
Um impasse insolúvel pela mente racional foi criado nesta
civilização, impasse que apenas a luz intuitiva pode revelar ao homem como
resolver. Surgiu do confronto entre as forças retrógradas e as da evolução. As
forças retrógadas criam atrações ilusórias a fim de manter a humanidade
submissa ao poder do dinheiro e das correntes involutivas do universo. Para
tanto, valem-se da separatividade, da posse e da disputa,
normalmente cultivadas pelo homem.
Obs. A competitividade é fruto desta disputa. Tornou-se quase
essencial na vida de muitos e tem simbolizado o elevado grau de imaturidade e ignorância
que submetem-se. Iludem-se com recompensas simbólicas que desaparecem assim que
são conquistadas.
Ao dinheiro foi dado um valor intrínseco, quando, na verdade, não deveria ser mais do que símbolo de um bem material, instrumento para favorecer permutas e prover a base externa para o desenvolvimento da consciência. O dinheiro, como qualquer outra energia, é neutro e impessoal, Dependendo de como é utilizado pode converter-se em impulso de crescimento e evolução, ou de degeneração e retrocesso. Porém, desde seus primórdios, a circulação do dinheiro no planeta está sob o controle de forças obscuras, que nesta época atuam na humanidade sobretudo no plano mental. Exacerbam-lhe o instinto sexual, a ambição e o egoísmo: facetas de uma tendência retrógrada que o homem precisa vencer. A sublimação de uma dessas facetas reflete-se nas demais e auxilia a elevação do ser.
Obs. O valor do dinheiro tornou-se fiduciário, ou seja, acredita-se
que ele tem um poder de compra ou troca, mas não tem lastro, portanto seu valor
é meramente imaginário.
Dicionário Aurélio: Diz-se do
papel-moeda cujo valor depende somente da confiança a ele atribuída.
A economia mundial tornou-se fiduciária, ou seja, limita-se a um
grau de confiança tênue, impreciso e volátil, podendo desmoronar a qualquer
instante.
A catástrofe mundial hoje iminente é, em grande parte, fruto dessa tendência, do descontrole no uso de energias básicas. Os recursos que a Terra oferece vêm sendo dizimados em nome do supérfluo, sob o estímulo da propaganda sustentada por potências econômicas. Sri Aurobindo (Índia, 1872—1950) advertiu que três grandes problemas mundiais são insolúveis se não forem considerados segundo parâmetros da vida supramental: o dinheiro, o governo e a saúde.
Obs. A humanidade, a cada dia, aproxima-se do rompimento destes
véus ilusórios. Isto será necessário, pois num ambiente cármico somente a dor
pode ser compreendida.
Segundo a lei espiritual, se o homem se esquece de si e usa os próprios bens para suprir os mais necessitados, ele descobre vida mais abundante. Mas enquanto, nos indivíduos, a alma for imperfeita, haverá sempre pobreza material, desordem e inquietação.
Obs. Neste contexto, o conceito de alma imperfeita significa que para certos indivíduos sua mente não alcança a
alma perfeita ou a real.
Segundo algumas previsões, o dinheiro perderá a tal ponto o seu valor, que o homem adotará o sistema de trocas ainda antes do término desta civilização.
Obs. É uma tendência real e o panorama mundial tem mostrado isto a passos largos. Cada vez mais temos usado a energia montaria para degradar a vida planetária
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