O texto a seguir foi extraído do Glossário Esotérico – 9ª edição – página 245– Editora Irdin. O texto original está grafado em itálico. Comentários serão feitos no texto, no campo Obs. As palavras grifadas foram acrescidas ao texto original.
O homem que se abre para servir ao mundo é permeado por nova
energia à medida que a lei do sacrifício o rege. Vai deixando de restringir sua
ação benéfica ao ambiente imediato e passa a influir também a distância. A aura
desse indivíduo, formada pela emanação dos átomos de seus corpos, vai sendo
potencializada. Ele se toma criativo, e o sentido de sagrado se esparge dos
atos que pratica. Esse é o verdadeiro significado do sacrifício, pelo qual o
espírito pode permear o mundo concreto; é caminho para a cura e para a redenção
da matéria; é senda em que a essência pode vir a aflorar.
Seguindo essa lei, o indivíduo converte-se em canal cristalino
para a atuação de energias sublimes do próprio ser e da Hierarquia, sobretudo
nos momentos agudos de emergência e caos que se aproximam. Chega-se à lei do
sacrifício pela reverência.
O conceito estabelecido do sacrifício é, na realidade, a doação do potencial adquirido na própria evolução.
O espírito do indivíduo em evolução permeia o meio concreto, o
ambiente que ele frequenta, as pessoas com quem se relaciona, ou simplesmente
com quem dele se aproxima, na qual sua aura possa “tocar”. O maior exemplo
conhecido foi de Jesus no Cristo Cósmico, cuja aura envolveu o planeta inteiro,
abrangendo todos os reinos e todas as estruturas constituídas no plano
material, astral, etérico e espiritual. Portanto, trabalhar a própria evolução,
sair da ignorância, elevar-se, subir aos céus, interiorizar-se, tocar o
coração, caracteriza-se como sendo a verdadeira doação nesta definição do sacrifício.
Todos os demais atos considerados como doações, entre eles, serviços comunitários, colaborações, serventias, acolhimentos etc., não passam de meros deleites do nosso emocional na tentativa de amenizar o sofrimento físico-emocional constituído pelo desleixo e pelas frustrações de permanecer alheio à necessidade natural e essencial de evoluir.
Não evoluindo nos dedicamos a estas tarefas pobres, ridículas,
infames, que no mínimo deveriam ser parte integrante de um ser inteligente, do próprio ato de existir
e usufruir de um mundo que nos foi emprestado para a tarefa primordial em evoluir.
Se não evoluirmos, como vem ocorrendo com a maioria, ao longo das
eras, o resultado é este, um planeta poluído, uma sociedade em contínuo
estado de sofrimento físico e moral, decepções constantes, estados de guerras,
manifestações infantis sobre qualidade de vida, classes sociais disformes, ganância,
soberba, destruição e morte.
O individuo em evolução, ou seja, aquele que busca, aquele que se motiva, aquele que definiu como meta ater-se sempre a novos conhecimentos, informações e oportunidades, será moldado de acordo com a vontade da alma e esta, por sua vez, pelas Hierarquias que estenderão suas ações em prol de toda a vida, da evolução planetária aos reinos. Assim será a nova Terra a partir da conclusão da transição em curso. O homem que para cá for designado cede o livre arbítrio e se focará na própria evolução, consequentemente, de todo o sistema planetário.
Ele será sagrado e dele advinde-a ações em sintonia com as Leis em
curso. Não haverá desvios, expandirá suas fronteiras para novos mundos e para oportunidades cósmicas. Irá cada vez mais receber as Luzes de Deus.

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