quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Passos Atuais483 Parte. Simplicidade...Simplicity.

 O texto a seguir foi extraído do *Glossário Esotérico – 9ª edição – página  – Editora Irdin*. O texto original está escrito em itálico. Os comentários serão feitos no texto, no campo Obs. O itálico foi adicionado ao texto original.   

SIMPLICIDADE - Qualidade do que é isento de supérfluos. Existem dois tipos de simplicidade: a que advém da inocência, da candura de uma consciência preservada de desvios e cujo nível astral-mental ainda não se desenvolveu, e a que advém da sabedoria, da sublimação do conhecimento humano, do contato com a verdade. No decorrer da ascese, a simplicidade emerge da percepção clara da necessidade a ser suprida e da resoluta decisão de ater-se ao prioritário. É de suma importância par a o transcurso normal da evolução é o leme que mantém a consciência no rumo cor reto. É numa vida sem supérfluos que a realidade se toma compreensível. A simplicidade traz transparência aos atos e capacidade de decisão. Por ela a aura do ser toma-se límpida, liberta dos nódulos gerados por desejos, ambições e vaidades. A simplicidade nasce no mundo interior, do poder do essencial.

Obs. Ser simples é uma arte, a arte de viver bem, a arte de ter lucidez, de perceber o que é necessário para viver bem.

Poucos conseguem perceber, e menos ainda conseguem alcançar. As ilusões nos mantêm presos, às vezes por correntes douradas, às vezes por correntes sujas e enferrujadas. Criamos sistemas para viver que se tornam excessivamente complexos, cansativos e exigentes. Assim, acabamos aprisionados em coisas supérfluas, em falsas necessidades e em uma burocracia imensa. Esse cenário alimenta, de forma constante, a corrupção ativa e passiva e não deixa espaço real para o surgimento de qualquer forma verdadeira de liberdade.

O Sistema, ao buscar controlar a vida humana, cria muitas necessidades que não são reais. Ele faz com que essas falsas necessidades pareçam urgentes e indispensáveis, levando as pessoas a acreditarem que não podem viver sem elas. Esse processo obscurece no indivíduo o bom senso, o senso de limites e a coerência, impedindo-o de distinguir o que é realmente necessário do que é supérfluo. Assim, as falsas necessidades se sobrepõem às reais, sem contribuir para a paz de espírito, para o desenvolvimento da inteligência ou para a verdadeira liberdade.

Hoje, a população vive curvada e submetida a regras, rotinas e necessidades voltadas ao supérfluo. Tudo acontece sob uma coação silenciosa, porém constante, que aprisiona a consciência.

Quem, em momentos de lucidez, diz “não” ao que é desnecessário passa a ser rotulado e pressionado. Ainda assim, é nessa recusa consciente que começa a verdadeira liberdade.

Ser simples é viver e usufruir apenas do que é necessário, sem acrescentar o que não serve à alma.

Bem, aí temos uma questão: o que é necessário?

A resposta não é igual para todos. Ela depende do grau de consciência de cada pessoa. Para percebê-la, o indivíduo precisa estar em paz consigo mesmo, atento às próprias escolhas, ser honesto e sincero. Precisa também se libertar das imposições que muitos aceitam automaticamente, mesmo quando não fazem sentido. Nesse processo, coragem e fé são essenciais. 

A revolta não ajuda, pois apenas prende a mente ao conflito.

Não é preciso combater o Sistema, porque ele se enfraquece por si mesmo, quando não lhe damos atenção. O que realmente importa é conquistar liberdade e independência interior, voltando-se para dentro, buscando equilíbrio e a harmonia.

A simplicidade é uma postura de vida baseada no próprio ato de viver. Ela não exige tomar partido nem se opor a algo. Para que a simplicidade se manifeste, é necessário que a liberdade e a independência existam dentro de nós. Só se é verdadeiramente simples quando essa coerência acontece: dentro e fora, ao mesmo tempo.

Podemos dizer que os principais responsáveis pela ausência de simplicidade são a comparação e a competitividade. Esses dois movimentos, amplamente explorados pelo Sistema, nos mantêm presos ao excesso, ao supérfluo e ao desnecessário. Assim, criam-se falsas “necessidades essenciais”, que em nada contribuem para a vida real nem para o equilíbrio interior.

Pare um instante. Observe a si mesmo, reflita se o que você conquistou é realmente necessário para viver. Veja se essas coisas sustentam ou aprisionam sua vida, se são usadas de fato e se contribuem para que você se sinta bem e inteiro. Se assim for, você deu o primeiro passo na simplicidade. O passo seguinte é diminuir o apego, até que nada do que você possui determine sua paz ou sua sensação de completude.

A simplicidade nasce da sabedoria, da elevação interior, do contato com a verdade, e do coração. Nunca, jamais, virá de fora.

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The following text was taken from the *Esoteric Glossary – 9th edition – page 436 – Irdin Publishing House*. The original text is written in italics. Comments will be made in the text, in the Obs. field. Italics were added to the original text.

SIMPLICITY - The quality of being free from superfluities. There are two types of simplicity: that which comes from innocence, from the candor of a consciousness preserved from deviations and whose astral-mental level has not yet developed, and that which comes from wisdom, from the sublimation of human knowledge, from contact with truth. In the course of asceticism, simplicity emerges from the clear perception of the need to be met and the resolute decision to adhere to what is a priority. It is of utmost importance for the normal course of evolution; it is the rudder that keeps consciousness on the right course. It is in a life without superfluities that reality becomes comprehensible. Simplicity brings transparency to actions and the capacity for decision. Through it, the aura of the being becomes clear, freed from the knots generated by desires, ambitions, and vanities. Simplicity is born in the inner world, from the power of the essential.

 Note: Being simple is an art, the art of living well, the art of having lucidity, of perceiving what is necessary to live well.

Few manage to perceive this, and even fewer manage to achieve it. Illusions keep us imprisoned, sometimes by golden chains, sometimes by dirty and rusty chains. We create systems for living that become excessively complex, tiring, and demanding. Thus, we end up imprisoned in superfluous things, in false needs, and in immense bureaucracy. This scenario constantly fuels active and passive corruption and leaves no real space for the emergence of any true form of freedom.

The System, in seeking to control human life, creates many needs that are not real. It makes these false needs seem urgent and indispensable, leading people to believe that they cannot live without them. This process obscures common sense, a sense of limits, and coherence in the individual, preventing them from distinguishing what is truly necessary from what is superfluous. Thus, false needs overshadow real ones, without contributing to peace of mind, the development of intelligence, or true freedom.

Today, the population lives bowed down and subjected to rules, routines, and needs geared towards the superfluous. Everything happens under a silent, yet constant, coercion that imprisons the conscience.

Those who, in moments of lucidity, say "no" to what is unnecessary become labeled and pressured. Even so, it is in this conscious refusal that true freedom begins.

To be simple is to live and enjoy only what is necessary, without adding what does not serve the soul.

Well, then we have a question: what is necessary?

The answer is not the same for everyone. It depends on the degree of awareness of each person. To perceive it, the individual needs to be at peace with themselves, attentive to their own choices, honest and sincere. They also need to free themselves from the impositions that many accept automatically, even when they make no sense. In this process, courage and faith are essential.

Rebellion doesn't help, as it only traps the mind in conflict.

There's no need to fight the System, because it weakens itself when we ignore it. What truly matters is achieving inner freedom and independence, turning inward, seeking balance and harmony.

Simplicity is a life stance based on the very act of living. It doesn't require taking sides or opposing anything. For simplicity to manifest, freedom and independence must exist within us. One is only truly simple when this coherence occurs: inside and out, simultaneously.

We can say that the main culprits for the absence of simplicity are comparison and competitiveness. These two movements, widely exploited by the System, keep us trapped in excess, superfluity, and the unnecessary. Thus, false "essential needs" are created, which contribute nothing to real life or inner balance.

Stop for a moment. Observe yourself, reflect on whether what you have achieved is truly necessary for living. See if these things sustain or imprison your life, if they are truly used, and if they contribute to your feeling of well-being and wholeness. If so, you have taken the first step towards simplicity. The next step is to lessen your attachment, until nothing you possess determines your peace or your sense of completeness.

 Simplicity is born from wisdom, inner elevation, contact with truth, and the heart. It will never, ever, come from the outside.

 

 

 


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