Pensamento do dia, segunda-feira, 24 de fevereiro de
2014
"Se desviarmos o olhar da Luz, podemos perdê-la
de vista."
Trigueirinho
Pois bem, deveríamos ser como a mariposa, que fica
condicionada à luz que brilha e a atrai. Ela é atraída pela mais forte, pela
mais brilhante e circula na sua busca incansável deste benefício.
No geral a humanidade esta atraída pelas fracas luzes
ilusórias do poder negativo, desviando-se da Luz principal.
Muitas já perderam de vista a Luz verdadeira, pois
trocou-a pelas lamparinas da vida ilusória que vivemos.
O indivíduo quando se identifica com a Luz verdadeira,
com a Luz que alimenta sua alma, precisa lutar arduamente para que não saia do
alcance de seus raios. De um lado somos atraídos por esta Luz, do outro pelas
lamparinas que tem nos iludido com suas luzes e sombras.
O livre arbítrio nos deu esta condição, ou nos voltamos
para a Luz real e verdadeira ou para a luz ilusória, obscura e aparentemente
mais fácil de ser conquistada.
Deturpamos uma Lei divina, a do menos esforço, que é real
e atua em todo universo, utilizando-a para conquistas das sombras das
lamparinas. Estas cessam, quando o óleo que as alimenta termina, volta-se a
escuridão. A Luz real não cessa, não se esgota e estará sempre presente, pois
como fonte da vida e do alimento, seu Criador a manterá sempre ativa, pois é
assim que será mantido tudo aquilo que Ele criou.
Mais do que nunca, estamos numa fase em que a nossa
atenção precisa ser explicita e determinante para a Luz principal, pois as
demais estão com seus dias contados e o seu óleo no nível derradeiro para
apagarem-se. Estas apagando, virá a escuridão.
Um sonho:
Amigos, neste sábado tive um sonho interessante que
podemos compartilhar:
Fui convidado para ir a uma festa. Sabia que seria uma
festa chic, com a elite reunida. Ao chegar no local, notei que a entrada era um
buraco que saia numa garagem, bem inclinada para baixo. Quando passei por esta
garagem, notei forte cheiro de gás saindo de uma tubulação rompida. Fiquei
preocupado com aquilo, pois como eng. civil, sentia-me de certa forma
responsável.
Ao entrar no salão, este era muito elegante, ricamente
decorada em seus mínimos detalhes. Decoração maravilhosa, com mesas recheadas
de baixelas de prata e ouro, com ricos adornos, enfeites e coisa do gênero que
davam um visual incrível. Pessoas circulavam com roupas sofisticadas, cheias de
joias, todos muito bem vestidos e conversavam alegremente. Me senti fora de
órbita, pois vestia uma calça jeans, uma malha de lã, da qual me fazia
transpirar muito, mas envergonhado, não tirei a malha pois estava de camiseta.
Num determinado momento, abriram as baixelas de prata e
ouro e não havia nada dentro para ser servido. As pessoas circulavam de mesa em
mesa, mas nenhuma delas tinha alguma coisa. Muito portavam pratos finíssimos à
procura de algo para comer, mas nada tinha.
Achei muito estranho tudo aquilo, mas como estava
preocupado com o gás, saí novamente em busca de uma solução.
Notei um buraco no chão de onde a tubulação vazava. Era
um pequeno furo. Localizei um parafuso, cobri com fios de algodão e tentei
enroscar no furo, com muito cuidado para fecha-lo. À medida que ia parafusando
lentamente para não criar uma faísca, o furo aumentava de tamanho. Corri em
busca dos empregados da casa ou do zelador. Veio um deles e me olhando com uma
cara feia disse que eu não podia mexer naquilo. Em seguida colocou uns pedaços
de pano que não impedia a saída do gás.
Me virei e acordei.
Muito bem, minha intepretação se relaciona com o que
comentamos no pensamento. As pessoas vivem hoje em mundo ilusórios que são
concebidos na sua fantasia cármica, mas vazios no seu conteúdo.
De certa forma a cena mostra que parte de nós se encontra
num buraco, ricamente decorado. O salão, a prataria, os adornos e tudo aquilo
com bastante luxo, representa nossos desejos de riqueza material, de soberba,
de soberania, de viver numa boa. A falta de alimento ou de substancia dentro
das baixelas mostra o vazio de tudo aquilo como fonte de um alimento real que
nossa alma, que nosso espírito tanta necessita. Vivemos grande parte da nossa
vida nas aparências, do ser e do ter, mesmo que seja vazio por dentro.
O gás saindo é uma forma de envenenamento sutil, lento,
muitas vezes imperceptível e sorrateiro, pois quando te pega distraído, vai te
sufocando aos poucos. De certa forma temos nos envenenando com nossas mentiras,
com nossa ganancia, com nosso egoísmo e com nosso exacerbado individualismo.
A ausência de interesse dos empregados da casa, na
providencia de seu conserto mostra o pacto que muitos tem feito com as forças
involutivas, que assumem o controle dos bastidores da nossa vida, comandando do
jeito deles a nossa vontade, a nossa saúde e nos dominando com um luxo vazio,
com as aparências lustrosas e brilhantes das baixelas de prata e ouro.
O local no buraco é uma forma de representar que fomos
confinados do mundo real, do mundo livre, da Luz solar e da liberdade de nos
conduzirmos por onde e para onde quisermos.
Enfim, esta visão mostra um lado triste e sombrio que
muitos vivem, mas ao mesmo tempo indica que somos livres para irmos aonde
quisermos.
O que precisamos e vencer estas ilusões, este vazio e
rompermos com esta forças negativas que apoiando-se em nossa fraqueza assumem a
direção e o comando da nossa vida.
Quando você muda de foco, naquilo que você faz, devida a
sua insatisfação, isto pode propiciar grande mudanças na sua vida.
Há necessidade de você rever sua escala de valores
e se necessário mudar o grau de importância que você tem dado a muitas
coisas que podem estar completamente vazias por dentro.
É preciso estancar o gás venenoso que temos
respirado, com o ódio, com o julgamento, com a revolta e oxigenar com a oração
e com a comunicação mental aos mundos sutis, nossa mente e nosso coração.
Enfim se quisermos mudar, podemos.
Hilton