Pensamento do dia, sábado, 6 de dezembro de 2014
"A certeza de que dentro de todos mora a luz e a
bondade nos dá condições de confiar na capacidade dos demais."
Trigueirinho.
Pois bem, como fomos orientados, somos no "final das
contas" uma essência, um círculo, o todo.
Um círculo, pois ele é completo, não tem começo e nem
fim, é perfeito, é coeso, concentra.
É por isso que todos os planetas, estrelas, luas, estão
no formato de um círculo. Tem a coesão interna no núcleo que compacta, agrega e
gera o formato ideal.
A poeira cósmica, ao sofrer as atrações, entra num ritmo
alucinante, girando em círculos e no final cria uma esfera sólida, perfeita e
coesa.
O núcleo concentra a coesão, a atração, a gravidade, que
em outras palavras, podemos traduzir como amor.
O indivíduo que transita nos bons sentimentos, no
equilíbrio, na tolerância, na neutralidade, agrega, concentra, atrai para si
semelhantes, portanto, o amor atrai amor, assim como o ódio atrai o ódio.
Somos em última instancia uma essência, um círculo
completo, perfeito e absoluto, sem início e sem fim que está transitando,
travestido de corpos onde a forma, o corpo, a matéria busca encontrar o seu
estado de perfeição.
Temos, nesta ampla jornada no mundo material, o objetivo
de alcançar o estado perfeito, a perfeição do corpo material.
No entanto, por ser material tem um limite da perfeição,
por isso que atingido este limite passaremos para o universo imaterial.
Na Terra, mundo ainda incivilizado, temos um corpo físico
bem rudimentar, cheios de imperfeições, doenças, limites, intolerâncias, pela
mau uso que fazemos deste corpo.
Contaminamos e somos contaminados pela forma e pelos
recursos que utilizamos para viver.
Nos mundos civilizados o corpo material não adoece, não
padece de dores e processos degenerativos e caberá a cada um definir o tempo de
uso que fará do corpo adquirido. Não existe média de tempo, como hoje, onde se
convive com míseros 75 anos de vida média de um corpo material. Em tais mundos
um corpo material chega a viver 700 ou 1000 anos do nosso tempo e poderá servir
algumas almas ao longo da sua existência, numa troca de almas de tempos em tempos.
Como não mais condicionantes cármicas, esta troca ocorre sem interferências
anteriores.
Obviamente não há o culto ao corpo como muitos tem feito
aqui, colocando em risco este corpo, pela ingestão de substancias nocivas ou
cultuando em academias, uma aparência “perfeita” que em meses se desfaz.
Temos visto estados doentios, neste aspecto, de
indivíduos que julgam que o corpo perfeito, segundo suas concepções, trará a
imagem ideal.
Doce e perigosíssima ilusão.
A perfeição se externa quando por dentro estivermos
neutros, equilibrados e soubermos amar.
A perfeição do corpo físico é um estado natural de
“brilho”, de “luz”, de reflexo da ordem e da organização interna do que somos e
como estamos naquele momento.
Pois bem, estes conceitos são oportunos e importantes
para nos adequarmos ao recado de hoje, pois em primeiro lugar devemos buscar
nosso estado de perfeição, ou seja, de “luz”, de “brilho”.
Na sequência poderemos ver e sentir a “luz”, na bondade
em nos expressarmos, vislumbrando a perfeição dos outros.
Precisamos nos convencer que os outros
"espelham" como nos encontramos.
Quando vemos alguém enraivecido, odiando, cultuando
sentimentos negativos, isto está refletindo que temos sido assim também, por
isso da grande dificuldade em amar o próximo, pois temos dificuldade de nos
amarmos.
Quando, dentro de nós reflete a luz, o amor, a
neutralidade, a bondade, veremos nos outros estes mesmo reflexos, conquistando
assim a grande capacidade de ama-los também.
Este conceito é fundamental e deve estar presente em tudo
de bom que vemos e em tudo de ruim que vemos também, pois tudo se reflete e os
outros refletem sempre o que somos e temos sido.
"É preciso saber usar com correção os recursos e
os dons que nos são entregues pela vida."
Trigueirinho.
Pois bem, eis outro conselho essencial. As pessoas, no
geral, se julgam donas de certos atributos, de certos dons, de certas
inteligências, pois não conseguem perceber que tais atributos são
"concedidos por empréstimo", até você merecer em tê-los por definitivo.
O uso correto e adequado de tais dons, começa
preliminarmente em coloca-los, não a seu usufruto, mas no ato de você
utiliza-los para servir aos outros.
Esta condição é essencial para que tais dons incorporem
em você eternamente.
Digamos assim que sua essência, em determinadas vidas ou
momentos, cede a você certos dons para que você se consagre em coloca-los em
"serviço" para todos.
Uma pessoa que faz uso destes dons para enriquecer, para
usufruto próprio ou de seus protegidos somente, elimina a possibilidade de
mantê-los e de incorpora-los para as próximas vidas. Por isso que tanta gente,
ora nasce em berço esplêndido, ora nasce sem berço.
A maioria vive vidas, ora com muito, ora com nada e não
consegue se desligar do egoísmo de ser, de ter e de poder.
Como diz o pensamento: "É preciso saber usar com
correção os recursos e os dons que nos são entregues pela vida.", pois
estes dons poderão nos transformar para melhor, para muito melhor e assim
incorporarmos definitivamente tais dons, na eternidade da vida.
Tudo que se recebe deve ser de usufruto de todos.
Esta pratica tem sido, invariavelmente, desprezada. Somos
acumuladores. Queremos ter e poder, mesmo que este excesso esteja ceifando
vidas.
No livre arbítrio esgotamos a possibilidade de revertermos
esta situação, no geral, mas para aqueles que estão conseguindo despertar seus
bons sentimentos, isto poderá ser uma forma de se destacar e de se alinhar com
os aspectos evolutivos da vida individual.
Enfim buscar sempre oportunidades de se elevar, de progredir,
de superar metas cada vez mais subjetivas, será sempre a grande alavanca que
precisamos para evoluir.
Hilton