Pensamento do dia 21
de outubro de 2015
És chamado a servir. No
percurso de volta à Morada, a doação te abrirá as portas de um novo tempo.
Trigueirinho.
Siop meb, és chamado a servir.
Nesta brincadeira de invertemos as letras das palavras, como
foi no título de ontem , temos um significado muito importante a ser
esclarecido que “coincide” com o tema de hoje.
A comunicação do Plano Divino, não acontece como estamos
acostumados no mundo material, onde há uma objetividade explicita de fazer ou
não fazer, mas sem pensar e decidir.
Vejam que quando os recados tem objetivos diretos, retos,
não temos necessidade de pensar, de refletir, de absorve-lo para decidirmos o
que fazer, quando fazer e se faremos.
As mensagens do mundo das formas são explicitas, pois as
forças involutivas exigem que façamos sem questionar, sem pensar, sem refletir ou
seja, devemos agir quase inconscientes
do que estamos fazendo.
Por trás disto pode conter insinuações graves de desvios de
condutas e de intenções nefastas que nos levam para a pior opção com relação
aos aspectos evolutivos. As consequências recaem sobre nós mesmos, pois se assim
fizermos foi no livre arbítrio, de forma burra, mas foi.
Isto é notório, tradicional, escancarado.
Vejam as leis da sociedade, onde de forma geral, contém uma
direção única onde ninguém pode pensar, refletir ou ter chance de dialogar. Por
isso que são tão tendenciosas, maldosas, nivelando sempre por baixo ou abrindo
brechas enormes para que as más intenções, os desvios, o oportunismo possa
prevalecer em cima daqueles que não se coadunam com tais intenções.
Isto vem derrotando nosso sistema de vida, dando brechas
para que mais e mais oportunismo acontecem para alguns poucos “beneficiados”
nas brechas das leis.
Estamos vivendo um mundo de atrocidades, de descalabro, de
sofrimento, de pressões negativas, onde a impotência não é só uma sensação,
pois é real e verdadeira.
Infelizmente não tem mais conserto.
Nas comunicações do Plano Elevado, recebemos sempre
mensagens dúbias, na forma de indicações, de sugestões, de parábolas (usadas
intensamente nas mensagens de Jesus ou em livros santos), justamente para que
todos possam ter acesso, ou seja, todos os “níveis de consciência” possam
pensar, refletir, analisar, absorver, decidir-se e aplicar.
Claro que para cada nível de consciência haverá
interpretações distintas e muitas vezes bem distante uma das outras, mas isto
faz parte do aprendizado e da possibilidade de progresso. Isto acontece para
nos estimular pelos erros e acertos, a progressão dos níveis de compreensão.
Ao mesmo tempo, um mesmo texto sagrado, contem energias para
todos estes níveis de consciências, abarcando pessoas de diferentes origens,
conhecimentos, inteligências, destinos e ciclo de experiências.
Deste modo cada um deverá trabalhar seu próprio progresso
para cada vez mais, compreender melhor um mesmo texto.
Um mesmo texto será interpretado de forma bastante limitada
por alguém de baixo nível evolutivo, onde as considerações irão girar sempre
em torno de si próprio.
Este mesmo texto, lido por alguém de alto nível evolutivo,
terá uma interpretação muito mais ampla, abrangente, onde considerações no âmbito
coletivo será o forte da mensagem, remetendo este indivíduo para outras esferas
de raciocínio, de interpretação e consequentemente de Serviço.
Portanto, um texto divino não vem com o “pacote completo”,
vem para amplas reflexões e aplicarmos na medida da sua necessidade, onde o
livre arbítrio prevalecerá sempre.
Um texto sagrado não se curva ao tempo, ou seja, é sempre
atual, sempre útil e em todas as épocas, pois faz parte da vida infinita de
cada ser.
Notem que as mensagens diárias do Trigueirinho e de tantos
outros que utilizamos para as informações, são absolutamente genéricas e
espaçosas em termos de interpretação.
No texto: No percurso de volta à Morada, a doação te
abrirá as portas de um novo tempo.
·
Morada:
A nossa origem, ao nosso próximo momento, a outros mundos, enfim ela pode se
estender para os devidos momentos do eterno presente que iremos aprender a
viver;
·
Percurso:
Longo, curto, eterno, para onde, em corpo físico, astral, espiritual, enfim
podemos situar este percurso em diversos momentos da nossa eternidade;
·
Doação:
ato continuo em qualquer circunstância, momento, posição, local, etc., ou seja
é uma atitude inerente à Lei do Amor que funciona em todo o Cosmos (universos),
a ser praticada de acordo com a capacidade de cada um em cada momento. Uns doam
objetos usados, outros doam amor, a própria vida, sabedoria.
·
Portas:
abertura para caminhos, estágios, dimensões, sistemas de vida, circunstancias,
enfim algo se abre no momento em que estivermos prontos para este algo;
·
Novo
tempo: continuísmo da vida material, da vida espiritual, da infinitude,
para as novas Fontes, enfim inúmeras possibilidades se abrem, portanto, o novo,
a novidade é uma constante na vida do indivíduo em ascenção. Não existe
monotonia. Se paramos, fomos nós que assim o fizemos.
Desta forma, podemos dizer que os textos sagrados nos dá uma
chance, diferentemente dos textos impuros que tem travado nossa vida, onde não
devemos pensar, refletir e principalmente decidir.
Nestes textos impuros alguém já decidiu por nós, arbitrou e impondo,
nos conduz a seu bel prazer. Por isso que temos nos sentido uma marionete na
vida cotidiana, onde muito é proibido e o pouco que é permitido vem provido de
intenções ocultas e fragmentadas, para nosso bloqueio da ascenção espiritual, produzindo
ao mesmo tempo aquela sensação de frustração.
Estes textos vem carregados de ódios, frustrações,
ressentimentos, nos induzindo a trabalhar intensamente com formas negativas da
vida como um todo.
É preciso sair deste ranço moral, mental e absolutamente emocional.
Leiam um texto e antes de decidirem reflitam, coligam-se com
seu estado mental mais elevado, acessem sua espiritualidade, deixem fluir as
intuições da alma, levem ao seu coração e com muita calma decidam.
Não tenham medo de perder, pois o que importa é o que
estarão ganhando com esta liberdade de escolha, de retidão e de caráter.
Por isso, que não tem tempo, não sabe administrar o
seu tempo e se desconsidera no contexto da vida coletiva. Para estes as “ajudas”
ficam sempre em compasso de espera para que se decidam sobre si mesmos.
Hilton