Pensamento do dia 09
de agosto de 2016.
O espírito, a
intenção, é o que traz unidade.
Trigueirinho.
Pois bem, hoje não somos uma unidade, não temos uma unidade
e estamos na eminencia dos grandes movimentos.
Temos falado sobre as olimpíadas. Creio que muita gente não
está gostando.
Vamos então aborrecer alguns um pouquinho mais, não com este
intuito, mas de esclarecer sobre pontos que talvez muitos ainda não pensaram.
Vamos falar sobre algumas das consequências para os atletas:
Vamos separar uma criança com 10, 12 anos de idade, que
mostrou seu espirito guerreiro e separa-la do aprendizado da vida, isolando-a
num quarto bem decorado, com certas regalias e durante 25 anos ela terá de girar
uma manivela ora pra frente, ora pra trás, dentro deste quarto.
Terá de fazer isto todos os dias, aprimorando sua
musculatura dos braços, coordenando seus movimentos, ora pra frente, ora pra
trás, enrijecendo os ombros, as pernas, o equilíbrio físico e o principalmente
o condicionamento mental.
A cada 4 anos, ela será exposta para um grupo de juízes e
para o público em geral que irá avalia-la quanto ao desempenho em girar de
forma precisa e no menor tempo possível, uma quantidade de voltas daquela manivela,
ora pra frente, ora pra trás.
Vejam que condicionamos esta criança, que depois será uma
jovem, depois um adulto para realizar precisamente os mesmos movimentos.
Escondemos e separamos esta criança das atividades da vida,
da sua origem, das experiências importantes que seu destino lhe reservou, da comunicabilidade
de forma variada, da convivência natural e imprevisível com os demais, das
oportunidades do chamado “acaso”, das dificuldades naturais sem a ausência da
superproteção, separando-a neste isolamento físico e mental da possibilidade
dela se questionar com relação a todos os outros valores; da sua leveza, da sua
espontaneidade, do seu carisma, do seu desenvolvimento natural segundo as
circunstancias dos movimentos e dos contornos que a vida imprevisível lhe
reservou, enfim a isolamos de tudo e de todos criando um ser humano artificial,
inócuo, despreparado e inoportuno a não ser para nos agradar na arena da morte.
Sim, arena da morte, pois matamos um cidadão normal cujos
atributos conquistados deveriam acontecer naturalmente e não conquistados com
formas maciças de desempenhos condicionados.
Provavelmente esta jovem irá envelhecer com sequelas
imensas, seja no físico como no mental, além do pior de todos, o espiritual,
pois perdeu seu tempo para nos agradar em nossos anseios doentios.
A vida normal, as dificuldades naturais, o destino livre, a
imprevisibilidade é o que nos traz as principais experiências que fortalecerá
nossa possibilidade de evolução.
Seja no plano mental como no espiritual, será através das
quedas e da superação da vida natural que iremos moldar cada vez mais e com
mais detalhes o retorno ao nosso arquétipo original.
Estes jovens atletas, olímpicos, artificiais no
desenvolvimento das suas capacidades físicas, perderam esta encarnação e esta
perda, todos nós, toda a sociedade que incentiva e admira estes jogos cruéis, irá
absorver na mesma proporção da falta que isto lhes fará, pois somos a massa
humana que tolera, que admira, que exalta, que incentiva a desproporcionalidade
destes condicionamentos.
Tais jovens perderam tempo precioso de suas vidas no
despreparo da única coisa necessária, evoluir no conjunto (corpo-mente-alma).
Poderíamos admirar certas qualidades naturais de indivíduos
que nasceram com circunstancias diferenciadas, desde que estas fossem somar no
processo evolutivo, como forma de incentivar ou de ser referência aos objetivos
elevados, mas não formata-los como seres humanos atípicos e condicionados a “lutar”
no combate artificial da vida guerreira e ignorante da competitividade.
Dizem que 4 bilhões de pessoas estão ligadas nas olimpíadas.
Veja quanta deseducação se alastra para nossas crianças, que na tenra idade são
incentivadas a se tornarem indivíduos artificias e alheias às causas naturais
da vida aqui na Terra.
Vejam quantos indivíduos de baixa maturidade e alta ignorância
espiritual vão se deixar levar pelo espirito guerreiro e poderoso das “qualidades
físicas” em detrimento da mental e espiritual.
Vejam quanto incentivo medíocre para o mundo das guerras,
das conquistas, da destruição do mais fraco, como se isto fosse alinhado com as
regras de Deus.
Muitos até se emocionam com isto, choram no hino nacional,
orgulham-se de serem americanos, chineses, brasileiros, etc., como se pudéssemos
viver eternamente na separatividade das fronteiras e da força física.
Isto tem um preço e é alto, pois nos distancia, ou seja ao invés
de ascendermos, descemos para os níveis mais baixos da espiritualidade, onde nos isolamos da vida comunitária universal,
da comunhão com os mundos adiantados, da convivência pacifica entre nós mesmos
e da convivência universal com todos os outros povos do universo.
Não adiantamos um único passo para frente. Estagnamos no
tempo, vivemos as mesmas euforias da guerra, da luta, do combate, da disputa, trocando
acolhimento, harmonia, equilíbrio pela ferocidade das disputas.
No passado, os Incas, os Maias, os Egípcios e todos os
demais povos que tiveram oportunidades de ouro no início das suas civilizações,
pois foram ordenados por Seres de fora da Terra, assim que entraram no processo
de queda, os jogos olímpicos, as disputas e finalmente as guerras, tomaram o lugar da paz, da harmonia, da inteligência,
cedendo para a destruição, os assassinatos e a competividade, exatamente como
estamos hoje no mundo inteiro.
Que Deus tenha piedade de nós.