segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Nosso Guia interior. Esquecemos que Ele existe.

Pensamento de Sri Aurobindo.

O divino Guia interior não fica ofendido por nossa revolta, nem desencorajado por nossa falta de fé ou repelido por nossa fraqueza; Ele tem o amor de mãe e a paciência total do mestre.
Sri.

Pois bem, diferentemente do que estamos acostumados no plano material, nosso divino Guia não se revolta, não cobra e não pressiona.
Sim todos nós temos um Guia que nos acompanhará por diversas fases da vida atual e das suas sucessões. Conhecido como anjo da guarda, Ele nos tutelará em todos os momentos, sejam estes feliz ou infeliz.
Seguindo a rigorosa disciplina do livre arbítrio, não irá interferir nos limites permitidos, a não ser que permitamos.
Nas crianças ocorre algo diferente, pois seu nível de proteção é maior e mais presente, pelo fato de que as mesmas ainda não tem a devida formação mental, intelectual e emocional que as estimule a apelar para seu Guia.
Como, geralmente ocorre, pais e protetores não possuem o discernimento e os conhecimentos necessários para cuidar de um recém-nascido, ou de um ser em formação, portanto a interferência contínua deste Guia se faz necessária para que desvios maiores não ocorram numa idade em que a formação do caráter, da índole e da personalidade sejam atravessados por erros grosseiros. Mesmo assim, muitas crianças não conseguem formar-se adequadamente, pois os níveis de influências negativas são massacrantes, poderosos e a ignorância familiar acaba preponderando sobre tais “interferências”.
Todos nós chegamos ao mundo material com dois tipos de tendências, a negativa e a positiva sob o ponto de vista espiritual. Será esta formação que irá forçar a tendência positiva ou negativa que será preponderante na vida daquele ser formação.
Como estamos aprendendo e temos um longo destino pela frente estas duas possibilidades tem variado de encarnação para encarnação.

Temos sido informados com muita insistência sobre estes assuntos, com nossas futuras gerações, pois sendo um momento de transição planetária poderemos dar enormes possiblidades para que estas crianças sejam encorajadas a se autoconvocarem para a nova era na nova Terra.
Nota-se entre os casais, excesso de egoísmo e certo impedimento em abraçar as “novas informações”, pois consideram suficientes saber somente das necessidades físicas e fisiológicas destes pequenos seres que estão reencarnando nesta etapa da vida terrena.

De certa forma, assim  tem sido com tudo em nossa vida. Desprezamos o útil e abraçamos o inútil ou desprezamos as verdades e abraçamos as ilusões.
A nossa fraqueza, como cita o pensamento, é o fato de sermos altamente influenciáveis pelo negativismo, em detrimento dos aspectos espirituais da vida eterna.

A matéria densa, a finitude, o ser, o ter e o poder tem sido amplamente evidenciado como as únicas metas da nossa vida. Por isso de tanta competitividade, pois isto alimenta as  sociedades comandadas por mentes doentias e criminosas que “CRIAM”, com situações de desconforto como desemprego, falta de recursos, conflitos políticos, religiosos, guerras, o comportamento padrão que as sociedades deverão seguir segundo seus desejos cruéis com estas manipulações nefastas.
Estas ilusões CRIADAS faz com que a gente caia nas armadilhas que nos obriga a lutar pela sobrevivencia. Isto por si só nos distrai das nossas necessidades internas.
Esta luta é desigual pois a ignorância que insistimos em manter, limita nossas ações, que não deveriam ser externas, mas sim internas.
Poucos percebem a manipulação que são feitas para que povos, países, nações, continentes, tribos, passem ou não por situações de dificuldades, conflitos, faltas, assim como abundancias, riquezas, poder, domínio, etc..
Este jogo cruel vem ocorrendo desde sempre, em toda a historia dos povos formados. Tecnicamente, nada mudou desde os primórdios das civilizações conhecidas.
A corrupção, a mentira, a ilusão, a riqueza, a sexualidade negativa e todas as suas derivadas, tem sido habilmente manipulados por Criaturas nefastas ao organismo social e sadio que deveríamos ser como Corpo Humanidade.
Hoje, não temos mais nenhum controle sob estes aspectos.
Um dia iremos acordar desta grande ilusão, do grande Maya, mas será somente após esta grande transição planetária, pois as influencias nefastas ainda são predominantes.

Voltando ao teor do pensamento, este nos afirma que nosso Guia jamais nos abandona, portanto, assim que despertarmos podemos voltar a nos relacionar com Ele, dando a devida permissão para Este nos ilumine no caminho extremamente tumultuado que ainda nos resta a percorrer.
A fé, a oração, a introspeção, o recolhimento, com certeza nos trará alivio interior, pois exteriormente todos os fatos profetizados se culminarão.


Atente para tais informações. Estão chegando ao fim.
Hilton

domingo, 9 de outubro de 2016

Estou apto a ajudar?

Pensamento de Sri Aurobindo.

Crescer espiritualmente é a maior ajuda que podemos dar aos outros, pois então alguma coisa flui naturalmente para aqueles à volta e os beneficia.
Sri.

Pois bem, podemos dizer que esta é a nossa real e verdadeira contribuição.
Quando crescemos espiritualmente, irradiamos e será esta irradiação que contribuirá para quem precisa.
Todos os demais movimentos, sejam quais forem, são pequenos demais para serem considerados evolutivos.
No entanto, nos acostumamos a realizar movimentos externos de ajudas, de colaboração, de doação, onde toda a atividade se concentra na supressão das necessidades materiais de um indivíduo.
Isso é pobre demais e em nada modificará o indivíduo necessitado. Tem mais um caráter de interferir e atrapalhar do que de ajudar.
Somos mestres em interferir no destino e nas condicionantes cármicas e temos ficado tão focados e concentrados nisto que deixamos de lado o essencial.
Não basta boa vontade em ajudar, pois as ajudas que temos praticado são, no mínimo, interferências nocivas, pois temos feito mediante impulsos emocionais, somente.
No mínimo tais impulsos deveriam ser espirituais, intuitivos, mas isto exige anos de muita preparação e evolução interna.

Crescer espiritualmente nos colocará no ritmo necessário e qualquer atividade externa será definida por impulsos internos, sem que cometamos os erros gigantescos que temos feito nesta ânsia compulsiva de “ajudar o próximo”, que traduzido para a Vida Real poderia ser “atrapalhar o próximo”.
Quando atrapalhamos o próximo, a vida o fará repetir situações semelhantes para que o carma se cumpra e a experiência programada continue a ser realizada, ou seja, retardamos um processo  em andamento.

Um indivíduo, espiritualmente ativo, a ele pouca atividade externa sobrará para ser feito, pois sua simples presença impulsionará mudanças significativas a quem estiver apto a assimilar.
Assim foi com Jesus e tantos outros homens e mulheres santos, que de pratico fizeram pouca coisa. O pouco que fizeram precisa ser tomado como simples exemplo para provar nossa capacidade e o nosso potencial elevado, bem como a forma correta que deveríamos nos comportar perante as necessidades alheias, pois esta foi a finalidade de alguns milagres que  ocorreram nas suas épocas.

Reflita bem antes de seguir suas emoções e sua compulsividade no que tem sido erroneamente chamado como “ajuda”.  

Esteja apto ajudar, portanto, cresça espiritualmente.  
Hilton

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Nossas tarefas, um campo de aprendizado.

Pensamento de Sri Aurobindo.

Nossas tarefas nos são dadas; somos apenas instrumentos. Nada que criamos nos pertence totalmente.
Sri Aurobindo.

Pois bem, o pensamento é claro em apontar que estamos aqui para um ciclo enorme  de muitas experiências.
Nosso objetivo é evoluir e evoluir é ganhar conhecimento, ascender espiritualmente, assimilar informações, galgar novas dimensões, enfim estamos percorrendo um longo caminho e em cada etapa resultados são apurados. Através dos resultados apurados em cada etapa, ou melhor dizendo em cada ciclo, seremos ou não impulsionados para o ciclo seguinte, que conterá a síntese das experiências anteriores.
Segundo critérios que desconhecemos, em cada ciclo um conjunto mínimo de experiências terá de ser concluída com sucesso.
Isto não ocorrendo, permaneceremos no ciclo atual.
A base do sucesso nas experiências serão as informações colhidas, nos atos preparatórios que antecede cada uma delas.
Esta busca deve partir da nossa própria vontade, do nosso próprio empenho e desejo de evoluir.
O que tem retardado este processo são as ilusões que resolvemos adotar como prioridade, na ganancia, na posse de coisas, na propriedade como garantia de um futuro, na luta por conquistas efêmeras e passageiras, ou seja, circunscrevemos nossa vida nas coisas da matéria, somente.
Este, somente, foi e tem sido um erro fatal que a maioria insiste e persiste em conservar.  
Neste conjunto, vem as tarefas com o objetivo de tentar nos despertar para a busca da informação, que será a base para a realização das experiências e consolida-las no sucesso, transformando em um novo conhecimento adquirido.
Este assunto tem se repetido, pois poucos dão atenção a isto, portanto, poucos fazem algo útil para si próprio.

O pensamento deixa claro esta condição de “viajantes”, ou seja, viajamos no tempo e no espaço para conhecermos e aprendermos como se comportar em cada local, um planeta por exemplo, com cada ser, com cada reino, com as Leis vigentes, etc.. Estas experiências são necessárias, pois em determinado momento da nossa existência, seremos “aqueles” que irão ajudar quem vem caminhando nos mesmos estágios que fizemos.
Temos recebido em todos os momentos da nossa existência aqui na Terra, as ajudas necessárias daqueles que um dia foram semelhantes a nós, portanto, basta prestarmos atenção e darmos o consentimento para que esta ajuda se manifeste.

Muitos falam que existem pessoas maldosas e algumas com elevado índice de maldade, como pessoas bondosas e algumas  com elevado índice de bondade.
O que diferencia uma pessoa boa de uma pessoa ruim?
Na realidade é o conhecimento ou a ignorância.
A maldada provem da ignorância e a bondade do conhecimento.
Se nos remetermos à origem da nossa existência, veremos que somos completos e absolutos em todos os sentidos.
Nesta grande “viagem” que estamos realizando, se nos recusamos a aprender, nos tornamos pessoas más, pois a ignorância impedirá que percebamos o sentido real e verdadeiro da vida, prevalecendo somente a ilusão.
Se buscarmos a informação e a transformarmos em conhecimento, como foi exemplificado acima, seremos pessoas bondosas num processo de ascenção nesta bondade na mesma proporção da nossa evolução, portanto, um indivíduo neste processo jamais será maldoso. É impossível.

Podemos dizer que todos nós já fomos indivíduos extremamente maldosos no passado e cometemos atos que hoje sequer teríamos estrutura para saber. Por isso que em cada nascimento “esquecemos” o que fomos, senão seríamos pessoas completamente doentes.
Em cada nova reencarnação temos a oportunidade de lapidar e aperfeiçoar  a bondade, a espiritualidade, ou seja, a evolução, desde que nossa atenção não seja totalmente presa ao materialismo da vida, ou às ilusões.

As tarefas a que se refere o pensamento, vem a partir das necessidades que o destino de cada um definiu como meta de aprendizado, portanto, somos instrumentos destas tarefas no intuito da evolução
Enfim, veja que tudo nos cerca para o processo evolutivo, no entanto, temos de buscar e nos empenhar para crescer.


Hilton

terça-feira, 4 de outubro de 2016

O derradeiro.

Pensamento de Sri Aurobindo.

Cada atividade é importante em seu lugar; um elétron ou uma molécula ou um grão podem ser coisas pequenas em si mesmas, mas em seus lugares elas são indispensáveis para construir um mundo.
Sri.

Pois bem, o pensamento indica a importância da nossa presença e das nossas atividades no contexto geral da Criação.
Não há indivíduo menos ou mais importante, todos somos primordiais para que a Criação no contexto divino, aconteça.
Todas as partes é que compõem o todo.
Do menor elemento do reino mineral ao Ser mais elevado do reino arcangélico, somos Um, e cada um comporá o Todo.
Se tivéssemos tempo de refletir sobre estas máximas, estes vínculos inquebráveis, seríamos com certeza mais amenos, mais tolerantes, mais presentes, pois saberíamos que as tristezas e dificuldades de um compromete o Todo.
Esta falta de amor e acolhimento no reino humano, criou argumentos de separação que vem comprometendo o que se chama Corpo Humanidade.
Num corpo humano, se temos um órgão ou um membro doente, o conjunto todo sofre pois acaba por ter certos limites que o impede, no conjunto, de realizar sua plenitude.
Assim tem sido o Corpo Humanidade, que vem se limitando na sua ascenção evolutiva e estagnando em certos estágios que ficam excessivamente prolongados, face à situação de que grande parte dos seus indivíduos estão carentes, estão doentes, estão relegados da meta evolutiva definida para o Conjunto.
Temos nos arrastado na vida, estamos escorregando na incompreensão, na ganancia, no egoísmo, face a ignorância das coisas eternas o abandono das oportunidades elevadas que vem até nós e as rejeitamos.

Vejam como no reino animal a ordem e a organização prevalecem no seu contexto evolutivo. Sim, temos disputas, temos combates, temos territórios que são defendidos, pois são expressões instintivas, mas a harmonia neste nível de consciência prevalece.
Não existe animal egoísta, mal humorado, vingativo, pois seu comportamento concentra-se na sobrevivência e na disseminação da prole.
Vejam como o reino vegetal se ajusta, se ajeita na busca pela luz solar, pela água, pela terra, onde cada um cede os espaços necessários para quem uma floresta (o conjunto) aconteça, pois de forma clara este reino compreendeu sua interdependencia.
Vejam a integração entre o reino vegetal e o animal, onde a sinergia entre os dois é fundamental para que a evolução de ambos prossiga.

No entanto, no reino humano onde temos a individualidade, a alma definida para cada elemento que o compõem, fizemos desta individualidade um trampolim para a desarmonia, para a desorganização, onde o individualismo cooperativo migrou para o combate, a competitividade, a conquista alicerçada na destruição no próprio reino humano como nos demais.

Não se reverte mais a não ser por uma interferência divina em todo o Corpo Humanidade, pois nossas doenças chegaram a uma fase terminal. Portanto, um milagre se faz necessário e este acontecerá, como nos prometido pelo nosso Tutor – Jesus Cristo.
A humanidade da Terra esteve mais de uma vez em condições de ser extinta totalmente da sua participação universal, pois fracassamos continuamente no uso da Lei do Livre Arbítrio.
No entanto, sempre um conjunto pequeno de seres humanos abnegados, conseguiram manter a chama acesa para que fosse considerada a hipótese de que uma solução poderia existir.
Após inúmeras tentativas, nos ciclos que ocorreram no planeta, irá se separar o “joio do trigo” no contexto Corpo Humanidade, para que a Terra abrace novamente estes poucos que assim mantiveram a chama acesa neste Corpo tão doente.

Precisamos, no pouco tempo que nos resta desta encarnação, rever inúmeras posturas, contextos, preconceitos e conceitos, para que nosso lado bom, positivo, pacifico, possa se sobressair sobre os aspectos negativos.
Quando se pensa no coletivo, esquece-se o individual e será assim que cada um de nós, neste momento de transição planetária, poderá dar foco naquilo que é essencial.
Neste aspecto, temos que viver duas ou três vidas em uma só, pois nosso desleixo nas encarnações passadas exigirá extrema dedicação na atual.
Sob este aspecto, é inconcebível que alguém perca tempo se distraindo com outras coisas, ocupando-se com o supérfluo, com os objetos, com a vaidade.


Este é o momento de rever nossa postura, nossas regras, nossos conceitos, pois as mudanças que estão sendo introduzidas serão absolutamente novas, portanto, o que fizemos e fazemos, o que pensamos e como agimos, não serve mais.

Hilton

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Num simples piscar de olhos o universo já mudou.

Pensamento de Sri Aurobindo.

Concentra-te totalmente na coisa necessária e põe de lado, se elas surgirem, todas as ideias e forças que queiram perturbar tua concentração ou te fazer desviar.

Pois bem, precisamos reconhecer que somos muito distraídos e iludidos. Mudamos de opinião a todo instante, pois somos completamente influenciáveis.
Percebe-se que a maioria quase sempre “adota” opiniões, pareceres, pensamentos e regras de terceiros, pois isto se torna muito mais fácil do que “ir buscar”, a própria opinião, emitir o próprio parecer, dar vazão aos próprios pensamentos, definir a si próprio um conjunto de regras que atenda as Leis, enfim escolher o próprio caminho a seguir.
Esta postura de “copiar-colar” tem nos colocado em inúmeras “enrascadas”, pois  cada um tem seu próprio destino, suas metas e seus objetivos, onde a individualidade é inerente às vontades emocionais.
O que deveríamos fazer é aproveitar determinados parâmetros que Pessoas, Seres e Estruturas, que admiramos, têm, como forma de balizarmos nossas ações e movimentos.
No entanto, estas por sua vez, deveriam seguir somente como parâmetros, pois cada um tem suas próprias características.
Obviamente, estas Pessoas, Seres e Estruturas devem estar acima das nossas atuais possibilidades, pois serão as metas a serem buscadas.

Claro que este não é o caminho mais fácil, pois exigirá estudos, aprimoramentos, sensibilidades e muita disposição, o que contraria a opção do “copiar-colar”.
Concentrar-se totalmente na coisa necessária é outro aspecto importante e para isto temos de ter como parâmetro que somos seres eternos, numa ampla sequência de vidas físicas e etéricas, onde no presente é definiremos o futuro, portanto, se tivermos metas elevadas e espirituais, teremos um futuro evolutivo, dinâmico, extraordinário. Os que temos tido repetem-se exaustivamente, pois temos fracassado nas experiências que o destino tem nos reservado.

Ideias e forças que levam em consideração os sentimentos negativos, como o egoísmo, a ganancia, os ciúmes, os medos, a vingança, entre tantos outros, são retrógrados, estacionários, emocionais e mentais, pois referem-se ao nosso extenso passado no mundo das ilusões.
A maioria vive assim, repetindo inúmeras vezes as mesmas situações já vividas por eras.
Sim, sob novas circunstancias, novas roupagens, mas de fato não passa das mesmas coisas feitas inúmeras vezes com a finalidade de mudarmos o que tem de ser mudado, pois ao contrariarmos uma Lei somos obrigados a rever todos os processos até deixar de contraria-La.

Claro que para isto dar certo, precisamos estudar, aprofundar nossos conhecimentos, buscar continuamente, nas Fontes Verdadeiras, as informações necessárias para vencermos os erros cometidos.
Quando temos em mente esta postura as portas se abrem, os céus clareiam, as oportunidades surgem, enfim os milagres descem do céu até você, portanto, podemos dizer que a intenção positiva e a fé são as forças mais poderosas neste contexto.
É preciso sair do marasmo, das coisas antigas, dos museus, do ultrapassado, pois a dinâmica da vida é tão intensa e tão veloz que num simples piscar de olhos o universo já mudou.

Temos de caminhar no mesmo ritmo, na mesma velocidade (do piscar de olhos), com muito empenho, sem preguiça, sem marasmo, sem perder tempo, sem nos iludirmos com coisas e situações passageiras que são, em sua maioria, cármicas.
Não se prenda a fatos e situações. Encare-as como passageiras, pois tudo sempre muda.
Ninguém ficará como está.
Ninguém ficará como está.
Ninguém ficará como está.
Estamos nos tempos dos grandes movimentos, dos grandes acontecimentos, das incríveis mudanças.

Precisamos estar preparados, desapegados e conscientes de que daqui só iremos levar nossas experiências.

Hilton

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Porque somos "golpeados"?

Pensamento de Sri Aurobindo.

Não é porque existe algo mau em ti que os golpes caem sobre ti; os golpes caem sobre todos os seres humanos porque eles estão cheios de desejos.
Sri.

Pois bem, Sri nos alerta para o excesso de desejos que manifestamos, face nossa imensa necessidade de sermos “superiores” aos nossos semelhantes.
Temos como meta a superioridade sobre os demais, pois foi desta forma que fomos “ensinados” pela nossa esdrúxula e incapaz sociedade que constituímos ao longo dos séculos.
Fomos iludidos e nos iludimos que a superioridade sobre os outros é a meta a ser alcançada, a qualquer custo, a qualquer preço.
Para que esta doença se alastrasse entre todos, criou-se a competitividade que manteve o ímpeto desta imensa ilusão.
Hoje somos iludidos, vivemos na ilusão e nos tornamos “distraídos” para as coisas reais e verdadeiras.

E a cada momento “novidades” vão surgindo para que isto se acentue, se expanda e piore. Creio que as mais recente foram as redes sociais, que tornaram-se uma forma de nos manifestarmos, compulsoriamente para muitos, sobre nossos ilusórios atributos, conquistas e soberanias, onde o “ser e o poder” se tornam as estrelas da vaidade.
Pouca coisa útil sobrou para estas redes e muitas coisas inúteis as fez ressaltar na vida de bilhões de cidadãos deste planeta.

Sendo assim, nos mantivemos neste imenso “poço” (uma palavra bem aplicada) de desejos, ciúmes, mesquinharias, ilusões, onde cada vez mais frustrações ocorrem pela vaidade que ali circula.
Vejam que nossas feridas tem se mantido abertas propositalmente, pois ao sentirmos dor ao invés de buscarmos a cura para o que provoca a dor, vamos para os paliativos, as ilusões, os desejos que “aparentemente” superam nossas doenças.
Isto nos aprisiona neste poço de desejos e de ambições, nos mantendo longe do conhecimento e das curas necessárias.

Desta forma, os golpes caem sobre todos em forma de frustrações, de medos, de insegurança, pois só comparamos o “roto com o rasgado”, vivendo e nos preocupando em ser mais e ter mais.
Somos, assim, uma população mundial carente, omissa, apática aos movimentos universais, onde a doença é a causa da nossa atenção, ao invés da saúde.

Tais redes sociais, cujo nível vibratório é baixíssimo, piora ainda mais estas frustrações, pois comparamos elementos dos mesmos baixos níveis, ao invés de tomarmos como referência Seres cujo estagio evolutivo é superior ao nosso.

Portanto, poucas são as possibilidades de mudanças significativas em alguém que vem sendo “golpeado”, a não ser que diminua acentuadamente o mar de desejos em que vive e troque os parâmetros atuais para parâmetros mais elevados, mais uníssonos com as metas evolutivas espirituais.

Desta forma, talvez uma mudança de postura possa dar o início a um processo amplamente significativo para que estes desejos infantis possam desanuviar nossa mente. A mente mais quieta e menos assediada com tantos desejos poderá ser mais perceptível para os verdadeiros valores da vida.

Os tempos são tempos das grandes mudanças. Faça sua parte.
Não se compare, não espere ninguém neste aspecto, pois a melhor forma de você contribuir para todos é com seu próprio exemplo, com suas ações positivas e com o seu equilíbrio.
Somos todos responsáveis pelas nossas fraquezas, pois cedemos.


Que Deus nos ajude.

Hilton

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Faze tua parte.

Pensamento de Sri Aurobindo.

Não te importes com o tempo e com o sucesso. Faze tua parte, quer seja para falhar ou para prosperar.
Sri.

Pois bem, neste pensamento, temos uma importante lição de humildade.
O sucesso e o fracasso faz parte do nosso aprendizado no ciclo das nossas experiências, portanto, de alguma forma teremos sucesso, assim como também fracassaremos.
Estas duas situações são inerentes às nossa capacidades, pois as duas irão acontecer e estão previstas em nosso destino.
No sucesso, significa que de certa forma, nos preparamos para algo que viria a acontecer.
Fomos mais prudentes, levamos a preparação a sério, superamos inúmeras barreiras e, principalmente, impusemos força e energia naquilo que determinamos como a ser conquistado.
No fracasso, desleixamos, fomos imprudentes, nos preparamos mal, deixamos de lado inúmeras oportundiades e não imputamos a força e a energia necessária para conquistarmos.
Esta oscilação ocorre com todos, sem exceção, sejam pessoas comuns como pessoas santas e elevadas, pois na 3ª dimensão isto é aprendizado.

Na realidade o aprendizado não está na consagração do sucesso ou do fracasso, mas está nos atos preparatórios que temos de fazer para os desafios da vida.
Para conhecermos a decepção temos de nos decepcionar e para conhecer a consagração, temos de nos consagrar, portanto, tudo está dentro dos conformes do destino de cada um.
O que não se coliga neste processo e a manutenção do estado de ignorância que a maioria das pessoas acabam por manter, devido a ideologias toscas, ultrapassadas, desatualizadas, mesquinhas e corruptas, simplesmente para levarem “vantagens” e isto vem ocorrendo pelo aspecto da competitividade que mantem aceso o egoísmo.
Tais “vantagens” que muitos acreditam, só leva a adquirirem um conjunto muito maior de pendencias cármicas, de vidas repetitivas, de estagnação em níveis ultrapassados conforme o destino comum da humanidade.
Esta burrice ainda é plena, atuante, profundamente enraizada na mente mesquinha dos cidadãos que não conseguem reconhecer que somos um todo, estamos interligados e o sofrimento de um passa a ser o sofrimento de todos.

“Faze tua parte”. Este conselho simples é soberano e sempre será atual, pois em cada momento e em cada nível de consciência que nos encontrarmos precisaremos fazer a nossa parte.
Ainda vemos muitas pessoas que acham que alguém deverá fazer por ela, a “sua parte”, como se a escravidão pudesse ser eterna.
Devemos fazer o que temos de fazer sem medo de errar, sem a vergonha de ser diferente, de ser classificado, de certos pudores infantis que nos aprisiona em estágios inferiores, retendo nosso progresso evolutivo.
Antecedemos gerações que seguiram nossos exemplos, daí nossa grande responsabilidade em buscar continuamente a atualização sobre a vida física e espiritual. Uma não se desvincula da outra, apesar de muitos ainda acreditarem nessa mentira.

Enfim, faze tua parte. Não espere mais. Não espere por ninguém. Não se prende a contextos e “prioridades” que só nossa mente confusa e perturbada acha que existe.

O tempo segue velozmente para este final do ciclo planetário e pouco tempo nos resta para mudarmos o antigo, o ultrapassado e o inútil.
Hilton

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Mude. Voce não é do jeito que tem se comportado.

Pensamento de Sri Aurobindo.

“ A aspiração espiritual é inata no homem porque ele, sendo diferente do animal, está consciente de suas imperfeições e limitações e sente que existe alguma coisa para ser alcançada, além do que é agora.”
Sri.

Pois bem, de forma clara, Sri ressalta algo que sempre nos incomoda, a aspiração espiritual.
Nos incomoda porque dificilmente atentamos para estas aspirações.
Nunca temos tempo porque não existe a praticidade nestas aspirações. Outros aspectos é o seu teor subjetivo, imaterial, inerente às ilusões da vida “pratica”.
Este erro crasso de avaliação, que temos feito sobre tais aspirações, nos leva a manter um “quase eterno” estado de ignorância, amplamente explorado pelas forças involutivas que nos aprisiona com a sedução de objetos materiais pereciveis e sentimentos passageiros e inconstantes.
Com isto, não aprendemos a amar, mas somente a gostar, podendo descartar e com isto não consolidando nossa coligação com as pessoas, com o respeito à vida de qualquer ser, em qualquer reino, tornando a vida um mar eterno de insatisfações.
Por isso vivemos tão incomodados e pré ocupados, adoecendo devido a estados emocionais distorcidos e nocivos à saúde da alma e do corpo.

Tínhamos de nos dedicar 80% para nossas aspirações espirituais e 20% para nossa manutenção física. Se assim fizessemos veríamos que estes 20% seriam mais do que suficientes, pois evitaríamos o desperdício e a insanidade que persiste em nossas ações.
Neste caso veríamos a vida como realmente é, bela, exuberante, completa, abundante, plena, pois estaríamos acompanhando o ritmo que pulsa no universo.

Como diz o pensamento, a aspiração espiritual é inata no homem, ou seja, existe e sempre existirá em nossa constituição, portanto, ou nos damos conta deste aspecto ou viveremos incomodados.
O curioso é que este “incomodo interno”, transferimos para os outros, ou seja, culpamos os demais pelo incomodo que insiste e persiste  dentro de cada um, como se isto fosse algo externo e se manifestasse para contrariar nossos conceitos, ou melhor dizendo, preconceitos.
Isto produziu guerras, produz guerras, produz disputas, produz competições, produz rebeldias e produz todos os sentimentos negativos que temos manifestado.
Vidas e vidas vem se apoiando nas intrigas, no ciúmes, no egoísmo, nos medos, ao passo que o amor, a tolerância, o acolhimento são deixados de lado, pois são para os “fracos”!
A mentira consolida o lado reverso desta aspiração espiritual, pois mascara os verdadeiros sentimentos que insistem, vida após a vida, em aflorar.


Mude suas atuais aspirações, pois estas estão ultrapassadas, velhas, carcomidas e não servem para o novo homem que já está em formação, com um novo código genético e um mundo novo para ser explorado.
Hilton

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

O homem ama suas imperfeições.

Pensamento de Sri Aurobindo.

“Tudo mudaria se apenas o homem consentisse em ser espiritualizado; mas suas naturezas mental, vital e física são rebeldes a uma lei mais elevada. Ele ama suas imperfeições.”
Sri.

Pois bem, o pensamento retrata muito bem a nossa rebeldia com a espiritualidade.
Somos arredios a algo que não consigamos justificar pelo raciocínio.
O conceito de aceitar, somente, deixou de fazer parte da natureza humana. Questionamos muito, mas ao mesmo tempo abrimos mão da nossa liberdade, uma vez que somos escravos da vida ilusória que vivemos.
Somos muito influenciáveis com as mentiras, pois estas se referem ao mundo das formas, ao passo que as verdades que  tocam nosso coração, são passageiras e rapidamente as esquecemos.
Esta falta de consentimento em nos espiritualizarmos (pela lei do livre arbítrio), atrasou significativamente os passos que deveríamos ter dado para os momentos atuais deste fim de ciclo planetário. Hoje nos encontramos numa situação que chega à incompreensão do que vem ocorrendo e do que ocorrerá.
Assim foi em eras passadas, onde as turbulências das grandes mudanças eram interpretadas como sendo a ira dos deuses.
Assim será na fase atual, onde os grandes movimentos telúricos também serão interpretados como a ira dos deuses, pois deixamos de acompanhar a evolução dos tempos, trocando conhecimento real por culturas e preconceitos desastrosos.
Ao repetirmos os mesmos erros do passado, deixamos de nos prepararmos para o que é natural dentro dos ciclos planetários, onde movimentos grandiosos ocorrem de tempos em tempos (diluvio, Atlântida, etc.)
Hoje não sabemos e não saberemos nos posicionar perante estas mudanças cíclicas que todo planeta, estrela, astro, etc., enfrenta.

A espiritualidade nos levaria a conhecimentos amplos e desconhecidos, onde seríamos intuídos para determinadas ações, movimentos ou simplesmente entregas necessárias, sem termos de ficar raciocinando, deduzindo ou jogando com situações que serão muito além da nossa compreensão racional.

Enfim o que foi feito está feito. Nos resta agora, como único caminho plausível, a entrega através da oração e assim deverá ser feito.

No mesmo teor do pensamento acima, vem outro que complementa:
“ Se tens imperfeições e fraquezas, coloca-as diante do Divino para que sejam transformadas ou abolidas”

Sri

Hilton

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Ser humano não, ser espiritual.

Pensamento de Sri Aurobindo.

As relações humanas, que são parte da natureza vital comum na vida humana, não têm nenhum valor na espiritual e até interferem no progresso.

Pois bem, porque isto ocorre?
Pelo simples fato de que nossa vida na matéria é e sempre será transitória, passageira, finita. Diferentemente da vida espiritual que ao receber os ensinamentos e as experiências bem sucedidas, manterá em eterna disposição, o conhecimento adquirido para as Tarefas a realizar.
Sendo assim a vida na matéria, transitória, tem como função primordial transformar a informação em conhecimento.
O que ocorre com a maioria das pessoas é o fato delas estacionarem em um único aspecto (os materiais) e concentrarem-se somente naquilo que é transitório e passageiro.
Desta forma o destino vai, continuamente, repetindo as mesmas experiências, sob diferentes formatos, pois temos a inexorável necessidade de
aprendermos.

Se tivéssemos a coragem de dar a devida importância para nossa vida espiritual, a material seria conduzida de tal forma que nem a perceberíamos.
Fazemos exatamente o contrário, concentramos nossa total atenção na vida material (nas ilusões) e desprezamos a vida real e verdadeira, a espiritual.

Quando morremos, no plano astral temos passado continuamente por processos de reeducação neste enfoque, mas ao reencarnarmos, entramos numa atmosfera tão densa, tão negativa e tão ignorante que poucos encontram forças para superar estas forças contrarias.
Por isso de Sri Aurobindo nos gratificar com esta importante informação.
Se ao menos tentássemos fazer isto, dar ênfase para nossa espiritualidade, sentiríamos impulsos que confirmariam esta verdade, mas poucos são aqueles que ao menos tentam fazer.

Aqueles que conseguem, sentem paulatinamente, bálsamos de alegria, de amor, de plenitude para que cada vez mais passem a desejar esta forma correta de expressarem-se na vida.
Todos nós somos convidados para estas possibilidades, mas teremos de abrir mão de aspectos da vida material que muitos ainda consideram “impossíveis” de fazer. Esta ilusão tem sido mantido por eras em cima das lutas, das guerras, que por sua vez são sustentadas pela COMPETITIVIDADE.
Sei que pareci agressivo ao fazer vários comentários sobre as nossa Olimpíadas, mas são movimentos como estes que mantem e sustentam as diferenças que não deveriam existir entre os seres humanos. Isto desarticula o conceito universal de unidade, de único, de Corpo.
Competimos o tempo todo e estamos caminhando perigosamente para uma nova guerra mundial, pois as “diferenças” (outra ilusão) continuam sendo radicalmente acentuadas.
Grande parte das ações chamadas positivas, não passam de propaganda enganosa ou “politicamente corretas”, para sermos mantidos na ilusão de que alguma coisa tem sido feito.
Ações reais são desconhecidas por todos pois não possuem o caráter da divulgação ou do “politicamente correto”

Sendo assim,  de fato existe são variações de níveis de consciência, de conhecimento e de experiências realizadas, mas são situações típicas de um mundo cármico. Se houvesse expressões de amor entre nós, isto facilmente seria suprido.


Reveja sua postura em relação a estes ensinamentos. Temo pouco para isto.

Hilton