Pensamentos
de Sri Aurobindo.
Não
há fim para a busca e para o nascimento... A vida que alcança seu
objetivo, pede por outros maiores... Até que tenha se encontrado, não pode
parar.
Sri.
Pois
bem, se tivéssemos presente em nossa mente que não temos fim, que estamos
passando por estágios de aprimoramento, que tudo continua, provavelmente
seríamos pessoas melhores do que somos hoje.
No
entanto, quando nossos objetivos se limitam a parar em certos estágios com
certos resultados, no mínimo, a insatisfação se aproxima e continuará crescendo
até nos alinharmos com as vontades da alma .
Temos
mascarado esta situação, distraindo-se com conquistas materiais, finitas,
passageiras e que se deterioram rapidamente.
A
matéria existe na condição de um “meio” onde um “veiculo”, o corpo físico, nos
desloca e nos envolve para realizarmos experiência, ganharmos conhecimento,
consolidarmos sabedoria, pois a espiritualidade é o fim.
A
espiritualidade é o que nos conduzirá para a infinitude da Vida.
Bastaria
que estes conceitos estivessem sempre presente em nossa mente, para que nossas
atitudes fossem bem diferentes das que são e das que tem sido ao longo das
eras.
Os
limites da matéria que impusemos em nossas vidas nos transformou em seres
humanos apáticos, submissos, oportunistas, falsos, pois sempre estamos fazendo
algo em troca de vantagens.
Este
sistema foi consolidado em nosso “manual de sobrevivência”, pois determinamos
que para sobrevivermos temos que trocar algo por alguma coisa.
Este
escambo nos submeteu a concorrências, competições, corrupção, guerras, pois a
energia do egoísmo foi a que preponderou sobre todas as demais. Isto nos
transformou em contínuos acumuladores de bens materiais, levando em conta o
valor monetário que representam, mesmo que isto ocorra em detrimentos dos
demais.
A
maioria limitou sua vida em troca de objetivos materiais, somente, mesmo que
tais objetivos deturpem valores espirituais que já são tidos como corretos.
Até
nossos apelos, ditos religiosos, tem se limitado a situações meramente
materiais e físicas. Poucos são aqueles que ofertam-se ao Trabalho, às Tarefas,
ao Serviço, pois esta é a única forma de crescermos espiritualmente.
É
preciso rever esta postura, pois estamos no limiar dos grandes movimentos, onde
a escassez de tudo será a bola da vez. As máscaras cairão e aí provaremos qual
dos lados nos interessa continuar, da troca ou da liberdade.
Precisamos
ponderar sobre isto, pois quando formos envolvidos a decisão precisará estar
tomada.
Hilton