Pensamento do
dia 9 de janeiro de 2017
Quem deseja
triunfar deve aprender a suportar.
Paul Brunton.
Pois
bem, o aprendizado é uma fase exaustiva em que inúmeras modificações acontecem
nas nossas perspectivas, valores, conceitos, dogmas, entre outros.
Estas
modificações atualiza o que você é e o que você contem.
Referimo-nos
aqui a ampliações e não interferências que possam colidir com o livre arbítrio.
O
aprendizado é uma constante na vida de todos e não falamos aqui das vidas
materiais somente, mas da vida eterna e infinita que estamos percorrendo ao
longo dos níveis de consciência.
Nesta
fase e com este conteúdo, não se fala mais em tempo, mas em níveis de consciência,
pois o tempo torna-se insignificante. O que realmente importa são os níveis de consciência
alcançados em cada etapa da nossa vivencia como ser espiritual.
Para
isto o continuo aprendizado é essencial, por isso que temos um instrumento fantástico
que nos assegura continuarmos este processo, que é a insatisfação.
A
insatisfação é o termômetro de que você já está inconformado com o nível de consciência
que se encontra e deseja muito mais, quer ir para além do nível atual.
Imediatamente
ao alcançarmos um nível de consciência acima, pode-se dizer que vem o triunfo,
pois ao longo desta transição suportaremos inúmeras situações, quedas, insatisfações
que no transcorrer do ciclo foram consolidando experiências e aprendizados
fundamentais para este salto.
Suportar
é um processo quase disciplinar que abre a tolerância, assimila erros, faculta
novidades, consolida fatos e evidencias de cada etapa.
A
mensagem do Cristo crucificado foi essencial para nos mostrar de forma radical
e acentuada, este processo de transição. Jesus não veio para tirar os pecados
dos homens mas para exemplificar que o sacrifício é o que nos será exigido
nesta fase de transição, de um para outro nível de consciência. O pecado é um
estado de ignorância a ser superado, somente.
Estamos
numa fase do ciclo terrestre onde isto está em acentuada evidencia, pois nossa
alma sente a real necessidade de sairmos do gigantesco marasmo que temos vivido,
ao longo de eras de reencarnações omissas e subalternas aos desejos e caprichos
da personalidade (em que esta se referiu sempre ao passado), para a nova era,
nova Terra, novos princípios, novas Leis, novos relacionamentos, novas etapas, outros
mundos, outros sistemas, outras leis da física, da química, da matemática, enfim
para os novos e surpreendentes aspectos de uma outra forma de se viver.
A
fase é muito dinâmica, muito evidente, acentuadamente modificadora do “status
quo” de todo mundo.
Podemos
dizer que a maioria tem lutado, drasticamente, contra esta fase pelo medo das
coisas mudarem. Mesmo que sentem que podem melhorar, mudar tem sido um termo de
muita rejeição, pois o medo e a insegurança do novo, da novidade, contraria
radicalmente nossa personalidade.
A
saída básica para as novidades é desconhecer, desconectar-se, desligar-se,
fazer de conta que nada irá mudar, ou seja, aumentar consideravelmente as
ilusões sobre o momento presente do planeta.
Quando
a gente usa esta perigosa chave, desligando-a para mantermos a ilusão, ou fazer
de conta que isto não é com a gente, ou não nos afeta ou não nos diz respeito, estamos acentuando o risco de deixarmos este
importante PORTAL fechar-se novamente por muitas eras, ficando à mercê de outra oportunidade, na conclusão de
um outro ciclo que será acentuadamente distante.
Sabemos
que não está nada confortável viver este presente incerto e inseguro, onde as dúvidas
tem sido atrozes, mas isto é uma forma de nos penitenciarmos como Jesus fez ao
deixar-se crucificar.
Por
bem ou por mal, esta fase é incrivelmente LIBERTADORA dos ranços e vícios do
passado que consolidamos através da acentuada omissão que fizemos em relação ao
próximo, aos reinos e ao planeta, vivendo a doce ilusão das conquistas materiais
tão efêmeras e passageiras, abandonando nossa contra parte espiritual ao nada.
A
ressurreição é outro aspecto que nos foi indicado neste processo de libertação,
onde o sacrifico termina, encerra sua fase, ressurgindo a nova etapa das cinzas
do passado, do corpo efêmero que carregou o que serviu mas não serve mais.
Isto
tem fim, tem data para concluir-se (mas ninguém sabe), mas o que importa é compreendermos
e adotarmos uma postura condizente com as verdades do nosso coração.
Enfim,
reveja sua forma de viver e seus apoios, pois não poderemos contar com eles na
fase crucial da transição planetária.
Hilton