quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Não há mais como ter sossego.



Pensamento do dia 2 de fevereiro de 2017

Em ti está a luz do mundo.
Mabel Collins.

Pois bem, conversamos na última reunião, sobre a falta de sossego que todos estão vivendo.
É nítido que a vida tem ficado cada vez mais confusa e conturbada e as perturbações surgem de todos os lados.
No geral, as pessoas acabam por acharem que são as únicas a passarem por esta fase tão conturbada, quando o envolvimento é global e extensivo a todos os seres humanos.

Esta situação se generalizou. Todos estão vivendo situações bastante incomodas, confusas, onde os problemas parecem que surgem do “nada”.

Não há mais possibilidade de termos o tão sonhado “sossego”.

Estamos na fase da desmaterialização do “velho” para o “novo” surgir.
O conceito de “velho” envolve tudo, absolutamente tudo o que conhecemos, usamos, praticamos e temos priorizado

Para pessoas alheias a este processo, distraídas com suas ilusões, é incoerente o jeito com que os acontecimentos surgem e com isto culpam ou se sentem culpadas.
Não atentaram para o fato de que no desenrolar dos acontecimentos cíclicos, o que vem ocorrendo está na mais perfeita ordem e organização divina.
Não há mais como ter sossego.
Qualquer pensamento a este respeito será um desejo impossível de ser atendido, tendo em vista o processo da transição planetária.

Digamos que estamos num dilema crucial.
Nosso cérebro, com dois meridianos, o direito e o esquerdo, atua da seguinte forma:
O esquerdo: define e origina os pensamentos sobre o mundo material.
O direito: define o origina os pensamentos sobre o mundo espiritual.
Temos usado continuamente o meridiano esquerdo do cérebro, priorizando nossos pensamentos nas atividades que envolvem o plano material e os objetivos da trindade: ser, ter e poder.
A fase atual está condicionando as pessoas para o uso do lado direito, onde os objetivos são completamente diferentes, além de serem subjetivos e impalpáveis.
Isto por si só origina imensos conflitos e quanto maior for a tendência do indivíduo, material ou espiritual, maiores serão os conflitos e a citada falta de sossego.
Isto é necessário, pois temos de decidir, temos de escolher, finalmente iremos optar por uma ou outra posição.
Ninguém estará isento desta escolha.
A única diferença é que alguns farão a escolha de forma mais consciente e outros inconscientemente, mas a escolha será feita.

Os conflitos são sempre internos e quando se exteriorizam já ocorreu a perda de controle sobre eles.
Com esta definição, podemos dizer que o mundo vem se mantendo sob a perda de controle dos nossos conflitos.

Conforme o pensamento, em ti está a Luz do Mundo, ou sejam, em ti está o poder de decidir-se sobre qual das opções fará. O continuísmo na cadeia da evolução natural, ou a permanência na lei do egoísmo, na lei do carma, nos mundos não sagrados.
Dizer que uma opção está errada em relação à outra, não é justo, pois as duas opções condizem com nosso estágio atual e Deus não erra,  mas o momento exige que uma delas seja definida.
Este poder de escolha coroa definitivamente a lei do livre arbítrio e seu uso, pois nos dá alternativas sobre as escolhas. Neste momento temos a possibilidade de compreender a coerência de nosso Criador.
É preciso ampla reflexão a este respeito, pois ao compreendermos corretamente as opções que temos, podemos analisar com coerência nossa decisão final.

Permanecer no mundo das formas, envolvidas nas suas ilusões não significará um fracasso, pois devemos analisar esta opção como um aperfeiçoamento no livre arbítrio, repetindo inúmeras experiências, quem sabe mal sucedidas.
Optar pelo mundo das formas, sem o livre arbítrio e suas ilusões, num solo sagrado, será algo completamente novo, novíssimo com ênfase no novo, no jamais vivido, onde tudo será uma surpresa.

Portanto, a falta de sossego é benéfica, muito bem vinda, pois está nos fazendo pensar mais, questionar mais, buscar mais, senão não mudaríamos um palito do status quo.

Enfim analisem estas duas opções, com o lado esquerdo e com o lado direito do cérebro, pois o tempo urge e as circunstancias tem emergido com a velocidade de um final de ciclo.
A partir daí, decidam.
Hilton

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

A mágoa é uma clara indicação de que estamos cometendo erros.



Pensamento do dia 30 de janeiro de 2017

Aceitemos o convite, sempre aberto, da quietude; experimentemos sua singular doçura e atendamos à sua instrução silenciosa.
Paul Brunton.

Pois bem, nas instruções de ontem falamos da quietude e seus efeitos benéficos para compreendermos as razões de Deus e os desígnios da Vida.
Na medida que formos nos aprofundando nesta quietude, instruções podem chegar e nos dar o rumo, a direção e o caminho a seguir.
Hoje usamos um único argumento: a dedução.
Deduzimos que este é o caminho, quanto deveríamos ficar parado;
Deduzimos que estas são as ações, quando não deveríamos agir;
Deduzimos que esta é a postura correta, quando o destino, em verdade, exigiria o oposto;
Deduzimos que temos de avançar, quando o  momento pode exigir a retirada;
Deduzimos que temos de salvar alguém, quando na realidade não podemos interferir.

Quando seguimos os caminhos da dedução, cometemos erros graves, grosseiros e complicamos situações que poderiam ser resolvidas sem nenhum conflito. Mas, o ego sempre presente, interfere pelo orgulho, a vaidade, a ganancia e complica situações que não precisariam ser complicadas.
Chegamos ao cumulo de adotarmos ações “consideradas” nobres mas que no fundo chegam recheadas de orgulho e vaidade.

Podemos dizer que somos induzidos ao erro pelo fato de não usarmos a quietude e desprezarmos sua instrução silenciosa.
Na maioria das vezes, ações e movimentos são dispensáveis.
Outras vezes, ações coordenadas intuitivamente, poderiam ajudar pois não iriam contrariar os impulsos oriundos dos Planos Maiores.

Em mundos adiantados, não se toma as iniciativas como fazemos aqui, mas o próprio caminhar da vida ajeita o que está em provável conflito.
Os indivíduos simplesmente, mantem a disciplina, o respeito e a quietude e aguardam os ajustes dos rumos. Desta forma, não há conflitos.

Aqui não, julgamos sempre que temos de ser proativos, incisivos, ágeis, tomar providencias, agir sempre, contrariar tendências, não dando tempo para que a vida se ajuste a um novo movimento, uma nova energia, um novo impulso.
Como somos presos ao “velho”, nem percebemos que ”algo novo” pode estar se iniciando e que modificará, compulsoriamente, o que está sendo usado.

Mudanças são inexoráveis. Acontecem sempre.

Erramos pra caramba, pois não damos tempo ao tempo; não somos adeptos da quietude e não somos honestos com nossas conquistas espirituais.
Nos orgulhamos de saber um monte de coisas dos planos maiores, mas na hora de por em pratica voltamos aos velhos e ultrapassados estilos, posturas inaptas e improdutivas.
A mágoa é uma clara indicação de que estamos cometendo erros.

Os tempos atuais são tempos de imensos ajustes.
A Natureza tem uma participação super ativa, pois sofreu demais sob o julgo das decisões humanas.
Mais uma vez tenderemos a ser proativos, tomando decisões que seguirão caminhos contrários às mudanças previstas, ou seja, entraremos em choque frontal com algo cuja magnitude é extremamente acima das nossa limitadíssimas possibilidades.
A maioria não usará sua quietude para receber as instruções internas, silenciosas e fará movimentos contrários às tendências da Mãe Natureza.
Com isto, entraremos em choque frontal, pois contrariando, aceleramos. Com isto, mais movimentos e com maior intensidade irão se manifestar.
A postura humana, deduzida quase sempre pelo seu orgulho e vaidade, com a maestria do seu ego, criará uma linha de confronto desigual, pois a Natureza é soberana e será implacável.

É incrível como imensas cidades foram construídas em cima de falhas geológicas conhecidas, na base de vulcões, na beira dos oceanos, na passagem dos tornados, nas margens dos rios, enfim em áreas instáveis pois seguem os fluxos dos movimentos naturais da Terra, mas a preponderância foi e continua sendo a ganancia de se extrair e esgotar o que a Natureza havia reservado para todos.
Gigantescas obras (inúteis) de engenharia foram erguidas para o “domínio” das ações naturais. Chegamos a este nível de infantilidade espiritual.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Quietude. Um estado a ser alcançado.



No centro de cada homem, de cada animal, de cada planta, de cada célula e de cada átomo há uma completa quietude.
Paul Brunton.

Pois bem, a quietude é um estado de evolução.
Nos movimentamos demais. Somos muito agitados, pois nos iludimos de que só progredimos através de movimentos.
O homem moderno, como nos intitulamos, na realidade perdeu aspectos que lhe faz uma falta incrível: a quietude, o silencio, o equilíbrio e os movimentos somente no que seria estritamente necessário.
Nos intitulamos proativos, atletas, agitados, confundindo movimentos com produtividade.
O homem agitado não é produtivo pois desperdiça muita energia no que faz. Poderia fazer a mesma coisa, de forma mais completa e correta, com pouca energia, se usasse o conhecimento.
Não aprendemos a usar a Lei da Economia. Desperdiçamos demais: tempo, recursos, movimentos, ações e consequentemente energia; somos exageradamente repetitivos, perfeccionistas a tal ponto que sempre ultrapassamos o ponto ideal.
Isto decorre da nossa tremenda insegurança em tudo que fazemos.
Como temos uma visão muito parcial do universo, das coisas, esta tremenda insegurança procede, pois temos decidido em cima de aparências e formas, sem uso do conhecimento real.

Tudo é vibração, energia, aglutinação, mas em níveis que desconhecemos, ou melhor dizendo, não conseguimos aprender pois não nos dedicamos de fato a estes estudos.
Nossos cientistas querem repetir em laboratório o que não é físico, o que não é possível de ser medido no plano da matéria e isto se aplica à origem de TODAS AS COISAS.

Quem sabe, viver em quietude possa nos remeter ao plano do espírito, ao plano onde tudo se origina, se forma, e toma as formas que conhecemos e convivemos .
Sempre foi e sempre será: “de dentro para fora” .
Não há inversão desta Lei:  não existe o “de fora para dentro”, portanto, para alcançarmos  certo nível de conhecimento mais elevado, precisamos nos concentrar na Fonte e na Origem.

Poucos se  coligam a estas conclusões, pois as ilusões nos tornou míopes, ou cegos. Ou não vemos ou vemos distorcido.
Chegamos ao cúmulo de achar que um ser humano não é filho de Deus, sem compreender que alguns ainda estão absolutamente carentes da sabedoria que foi cedida a todos, mas absorvida por poucos.

Enfim enquanto o homem não compreender as razões de Deus, pouco saberá se comportar na Terra ou fora dela. Tudo é uma questão simples de mais ou menos ignorância, ou, mais ou menos sabedoria.

A nova era promete mudanças profundas, neste aspecto, pois o homem que até o momento se voltou para sua manutenção e preservação, deixará isto de lado e se voltará para o conhecimento universal.
Poderia estar fazendo isto, agora, mas não conseguiu se desvencilhar do seu egoísmo, parando, portanto, num nível de consciência aquém do que já poderia ter alcançado.
Isto, além de bloqueá-lo, interrompeu certas sequencias que precisariam de um conjunto de vibração mais elevada, mais sútil, mais contínua, de toda a humanidade.

Cada um de nós pode reverter certas tendências negativas e aproximar-se das positivas, mas isto exigirá abdicar-se de práticas incorretas, mas consideradas normais pela humanidade. Portanto, esforços serão necessários.
Vá para “dentro” e as chaves para cada novo portal serão mostradas.
Hilton