terça-feira, 25 de julho de 2017

A vida tem outro sentido além do que praticamos? (8)

Continuação (8)

Pensamento do dia 19 de julho de 2...

(1) Existe um significado mais elevado?
Todos nós temos prioridades diferentes. Cuidar daqueles próximos a nós de forma sábia e amorosa e ter um trabalho significativo dá grande satisfação. Perder-se em empreendimentos criativos é libertador para muitas pessoas. 
Família, trabalho, amigos e atividades nas horas de lazer preenchem nossos dias. Isso pode trazer conteúdo e sentido por muitos anos. 
Mas quando envelhecemos – se não antes – podemos perceber que algo importante está faltando. 
Uma pergunta pode estar surgindo diante de nossa consciência: Existe um significado maior para o ser humano? Existe uma outra finalidade, compartilhada por todos os seres humanos, para a nossa vida na terra? 
Paul Brunton.

Pois bem, baseado no texto acima, poderemos explanar nos próximos pensamentos, as respostas para tal questão, baseado em textos de PB.
Todavia é importante que todos reflitam sobre o tema.

(2) O propósito imediato da encarnação e evolução humana é desenvolver uma verdadeira e plena autoconsciência em todos os níveis, do mais baixo ao mais elevado. O homem que não se conhece além do ego físico intelectual ainda é apenas semiconsciente.
PB.

Pois bem PB é claríssimo quanto aos motivos de reencarnarmos. Temos esquecido destes motivos continuadamente em cada reencarnação, prestando atenção somente às nossas  necessidades ilusórias. São ilusórias, pois são perecíveis e continuamente mutáveis.
Da mesma forma que uma criança, ao crescer, muda continuamente suas necessidades e prioridades, assim deveríamos ser, tantos nos aspectos físicos como espirituais.
As mudanças físicas acontecem, mas restritas ao acumulo de tranqueiras, quanto as espirituais, ficam na rabeira das nossas prioridades.
Isto ocorre pelo fato de que somos educados para “ser”, “ter” e “poder” e não são considerados as necessidades primordiais para o continuísmo da vida que é eterna.

Nos preocupamos com as aparências e significativamente com a vaidade, mesmo sabendo que o amparo que sustenta esta vaidade é frágil, inconstante e mutável.
A autoconsciência provem dos graus de instrução que acontece na vida pratica, nos sonhos, na pratica da espiritualidade, na fé, na dedicação aos mundos sutis, na religiosidade, filosofia, na pesquisa, na curiosidade, entre outras possibilidades, no entanto, o princípio básico é a interiorização do homem.
Conhecer-se é a palavra-chave. O autoconhecimento deveria ser a atividade principal de todos os seres humanos, mas não sobra tempo pois a maior parte do tempo é gasto para sustentarmos a vaidade.  
Somos semiconscientes e semi de alguma coisa nos torna incompletos.
Podemos dizer que vivemos no limbo do autoconhecimento, por isso que a vida tem sido tão estranha ou ingrata, pois ainda não aprendemos a viver.
O autoconhecimento em todos os níveis, do mais baixo ao mais elevado, nos tornaria pessoas responsáveis. Perceberíamos as necessidades essenciais, identificaríamos os eventuais conflitos de certas ações, respeitaríamos o espaço de todos, não consumiríamos energias desnecessárias, repartiríamos a abundancia da vida e esta, finalmente, seria  normal.

Para se conhecer é preciso tempo, dedicação, vontade, determinação, empenho. Aliás, o que é mais importante do que isso?
Se não me conheço, vivo por viver e a vida fica sem sentido. Me deprimo, fico insatisfeito, tenho medos, não me conformo com o que a vida me reservou, revolto-me, considero-me injustiçado, acredito na sorte, no azar, no acaso e em consequência desta confusão, não me perdoo.

Todos nós precisamos de um redirecionamento de prioridades pois as consequências tem sido cada vez mais graves e mais contundentes. Isto só tende a se acentuar, pois estamos muito próximos daquela que será a grande decisão, continuar ou abdicar do livre arbítrio.

(3) O processo de evolução humana serve a um propósito duplo. O primeiro é desenvolver as características físicas, emocionais e intelectuais. O segundo é levar o indivíduo a investigar, e se tornar plenamente consciente de, sua origem divina.
PB.

Pois bem, PB descreve com objetividade, a meta da evolução humana:
Desenvolver as características físicas, emocionais e intelectuais para que isto nos leve a investigar, e nos tornarmos plenamente consciente da nossa origem divina.
Creio que a maioria parou no primeiro passo e se deu por satisfeito, ou vem, quase  indefinidamente, dedicando-se a envolver-se cada vez mais nos aspectos físicos, emocionais e intelectuais julgando que é o suficiente.
Misturou religiosidade com emoção e intelectualizou, racionalizando que a religião deve atender necessidades e atributos da vida material. Criou inúmeras ilusões e fantasias a este respeito, por imposição de “domínio sob medos”  com indivíduos fracos que ao longo do tempo fomentaram e profissionalizaram estes falsos atributos.
Sabemos que os atributos físicos, emocionais e intelectuais deveria nos levar a investigar nossa origem divina, universal e cósmica.

No entanto, a Vida sendo criativa, inteligente porque provem do Criador, usa de atributos que criam barreiras, dificuldades, empecilhos que atropelam nossos interesses físicos, emocionais e intelectuais, para percebermos que o outro lado ( nossa origem divina) precisa dos mesmos esforços para desenvolver-se.  

A investigação é essencial, assim fazemos e fizemos ao longo das eras, mas a  maioria reteve-se nos planos físicos, emocionais e intelectuais. Poucos seres humanos deram-se ao trabalho de desenvolver a busca pela espiritualidade e a compreender o continuísmo da Vida, não como física, mas como essência, como síntese do Todo, do Criador.
Independente dos nossos esforços, tivemos ao longo das eras, diversos Seres iluminados que em todas as raças, continentes, religiões, vieram assegurar-se de transmitir ensinamentos que pudesse nos levar a este continuísmo investigativo.

A maioria optou por deixar ser conduzido, “comprando” ideias e ideais e pagando um custo altíssimo, estacando a curiosidade sadia da pesquisa sobre nosso eu.
É preciso retomar este aspecto investigativo, precisamos nos autoconhecer, sair do lugar comum, crer nas nossas infinitas possibilidades.
Voltar-se para dentro, para o eu interno, para este novo horizonte poderá despertar nosso Instrutor Interno, nos libertando deste ranço ilusório que esgotou já a muito tempo suas possibilidades, coerências e perfeccionismo, voltando-se tão somente, para as vaidades.

O autoconhecimento é um eterno vir a ser. É algo sem fim, pois a cada conhecimento adquirido um novo iniciará, onde novos parâmetros, novos conceitos e novas verdades complementará o que foi aprendido.
Viver precisa ter este significado senão não é viver, é repetir.

(4) Estamos aqui no mundo físico para um propósito mais elevado que o óbvio propósito físico da autopreservação, pois mesmo este contribui para ele. Estamos aqui para evoluir na consciência do Eu Superior. Toda experiência física é apenas um meio para tal desenvolvimento espiritual.
PB.

Pois bem, podemos dizer que a autopreservação faz parte dos instintos, ou seja, desenvolvemos nos primórdios da civilização na Terra. Hoje é algo arraigado em nosso ser.
Como exemplo, podemos citar que não precisamos comunicar ao nosso coração que pulse continuamente, que o fígado filtre o que entra, que os pulmões aspire e inspire, mas devido a inúmeras indisciplinas na manutenção da vida humana, não saímos da fase instintiva, mesmo tendo agregado a fase mental/intelectual.

Na etapa atual do ciclo planetário deveríamos estar entrando na fase da conscientização da vida plena, espiritual, no alinhamento com o Eu Superior.
Defasados como estamos, perdemos inúmeras percepções e impulsos originados nas esferas superiores, nas Hierarquias, nas Consciências Elevadas que emanam e não encontram campo fértil na mente humana, para desenvolverem-se.  
Isto vem exigindo grandes esforços dos indivíduos para que tais percepções possam ser sentidas, mesmo que parcialmente.
Não é à toa que tanta “ajuda” tem se manifestado, nos dias atuais, para que possamos nos orientar para este confuso final de ciclo terreno.

A principal característica desta situação é a insatisfação que borbulha dentro de nós. É uma insatisfação voltada para a confusão, para a ausência, para a necessidade de algo que não conseguimos identificar e muito menos encontrar. Isto ocorre porque nos voltamos, e tão somente, para as ilusões da vida material.

O pensamento é claro neste aspecto: Toda experiência física é apenas um meio para tal desenvolvimento espiritual.
Se este aspecto não se torna relevante, nada acontece (Lei do Livre Arbítrio).

(5) Esta Terra, com as várias experiências de bem e mal, alegria e sofrimento, paz e perigo que nos oferece, é uma escola iniciática conduzindo o homem animal primitivo ao desenvolvimento da consciência até que alcance a primeira descoberta de seu Eu Superior.

Pois bem, temos de perceber que o bem e o mal, o certo e o errado, faz parte do aprendizado no estágio atual.
No entanto, sair desta escola iniciática é uma decisão que caberá a cada um tomar no momento do encerramento deste ciclo terreno, que se aproxima velozmente.

Nos encontramos nesta fase, na oportunidade oferecida, e cada um definirá sua escolha.
Um ciclo planetário abrange subciclos, onde a humanidade teve ápices de ascenção e desdobramento evolutivo.
De forma resumida, ganhamos o corpo mental nos primórdios da raça humana, para o desenvolvimento do intelecto, da inteligência;  na era Atlântida o corpo emocional, onde as paixões como forma rudimentar do amor começou a tomar forma, e assim ocorreu sucessivamente através de experiencias individuais e coletivas, onde padrões de evolução material foram introduzidas para que pudéssemos discernir entre o bem e o mal, o certo e o errado.
Mas o ciclo se encerra, chega ao seu final e a cada ser humano terá de optar pelo caminho a seguir.

A nova meta, no novo ciclo terreno, se volta para a ascenção em viver o Eu Superior. Novos objetivos, significados, dimensões, contatos, conceitos, alteram-se para um novo patamar de ascese que inicia-se a partir das modificações da superfície terrestre.
Uma leva de seres humanos estão se preparando e sendo preparados para a 6ª Raça Humana que não mais se fixará no desenvolvimento dos planos materiais, mas no desenvolvimento dos planos espirituais.
Podemos dizer que a matéria ficará em segundo plano, como hoje vem ocorrendo com o espirito, mas não por desleixo ou indiferença como hoje é característico, e sim porque as necessidades materiais simplesmente serão supridas para não desviar o novo homem das novas metas que lhe será apresentado.

Nada se compara com o que hoje acontece. Será tão diferente que podemos, literalmente dizer, que a nova Terra será um novo mundo.
Relances deste novo contexto estão sendo disseminados para aqueles, cujas Tarefas faz parte esta divulgação.

(6) Ele pode ter que chorar por um mero vislumbre da alma. Mas uma vez obtido, certamente vai chorar de novo por seu retorno. Pois ele agora sabe por convicção inabalável e por esta demonstração viva que a realização permanente da Alma é a razão para qual ele está aqui na Terra.
PB.

Pois bem, neste texto nos colocamos na primeira pessoa.
Desejar ardentemente um vislumbre da alma é a meta, a razão de viver, é concluir o salto que vem se ensaiando vida após vida, é o ápice de uma longa e dolorosa espera.
A manifestação da alma nos convencerá para sempre da razão da nossa existência, da importância do viver e da  existência eterna.
Tudo fará sentido. As dificuldades, os contratempos, os esforços, as lutas, as alegrias, as convivências, os motivos, as razões, enfim a vida manifestada se justifica.
Temos tido muito pouco em que se apoiar e em quem se apoiar, simplesmente pelo fato de que não precisamos nos apoiar em nada e em ninguém. Somos perfeitos e completos por origem, portanto a meta é o autodescobrimento e o autoconhecimento.
É a ascenção para o Eu Superior.

O vislumbre é o objetivo. Não sabemos quando e como ele acontecerá, portanto o que temos a fazer e nos prepararmos intensamente para sua manifestação.
Nossa atenção tem de voltar-se para metas subjetivas, impalpáveis, pois todas as demais pertencem ao mundo das ilusões, das mentiras, do faz de conta.
Este mundo irreal nos ensina disciplina, discernimento, controles, identificações, em especial do bem sobre o mal, é só.

Símbolos podem expressar-se, pois estes pertencem à linguagem cósmica e ao cosmos pertencemos.
A alma não se comunica por diálogos. Isto são artimanhas da mente que através da personalidade, personifica diálogos, então tudo é passado.
Muitos se iludem com os “pseudos diálogos” da alma. Pura ilusão, fantasia, preconceitos, passados, pois a alma nos envolve como um todo. Voce não escutará um som, mas você sentirá o som. Voce não sentirá uma sensação, pois ela sempre esteve em você. Voce não será chamado a atenção, simplesmente acontecerá e irá ocorrer aonde for necessário e não em locais especiais, ditos esotéricos, ditos sagrados, ditos místicos.  
A alma simplesmente se manifesta e na sua manifestação iremos perceber que está e  sempre esteve conosco, pois somos seres completos e perfeitos.

Mas, porque isto não ocorre para todos e com a devida frequência?
Ocorre e acontece, mas estamos sempre por demais distraídos para perceber.
Estamos tão envolvidos com ações, assuntos, compromissos e metas inadequadas, esdrúxulas, superficiais, perecíveis, que não sobrou um “tantinho sequer de atenção” para perceber a única meta realmente essencial de uma encarnação, que é a ascenção a um novo patamar da consciência pelo impulso da alma.
Reinvente-se.  

(7) Esta identificação com o Eu Superior é o trabalho real estabelecido para nós, o propósito real para o qual a vida humana no mundo nos serve. Todo o resto é meramente uma forma confortável de escapar, uma forma de nos manter ocupados para que a consciência não precise ser atormentada pelo dever central para o qual fomos convocados.
PB

Pois bem, de forma clara e transparente temos neste pensamento o propósito da vida material: o Eu Superior.
Perceber, sentir, deduzir, guiar-se, explorar de forma correta e adequada só se dá quando entramos na seara do Eu Superior, quando percebermos que os objetivos, realmente, tornaram-se sutis, leves, descompromissados de obrigações.
Na matéria isto não ocorre. Geralmente nos sentimos obrigados a fazer de tudo para manter o "status quo" e nossos maiores temores é diminuir a posição alcançada. Desta forma,  e com esta intenção, deixamos que a própria vida se encarregue de fazer este alinhamento pelas perdas.
Mas, perder é ganhar. Se por um lado perdemos é porque estamos substituindo o inútil pelo útil.

Na frase seguinte, PB deixa claro nossa postura errada em relação aos deveres e obrigações com a vida evolutiva : "Todo o resto é meramente uma forma confortável de escapar, uma forma de nos manter ocupados para que a consciência não precise ser atormentada pelo dever central para o qual fomos convocados."
Ler esta frase e manter a mesma postura é deixar de reconhecer a finalidade da nossa existência, a nossa origem e o nosso objetivo.
A ausência desta percepção é dolorosa, machuca e nos faz sofrer.

Podemos ressaltar que o conceito da velhice, na idade cronológica, tem este aspecto acentuado, pois em algum momento temos de ter uma segunda chance, a de ater-se ao que interessa, ao objetivo real da nossa existência, sendo assim o corpo humano adquire  inúmeras limitações físicas para que "espiritualmente" possamos ter a última chance de nos concentrarmos no que precisamos.
Em mundos adiantados a velhice não acontece desta forma. A vitalidade mantem-se no físico e este mantem-se sadio, mas tais indivíduos concentram-se nos planos da consciência, ou seja, os anciãos passam a ter uma atividade espiritual intensa com coligações em planos elevados, com a finalidade de alinhar toda a humanidade envolvida a um novo patamar.

Aqui a velhice é encarada como um estorvo, como se o velho fosse um pária na sociedade e ser sustentado, e a humanidade não aproveita o potencial que o mesmo adquiriu em seus longos anos de experiencias. Por outro lado, o “velho na Terra” não conquistou o mínimo necessário e mantem-se aquém da possibilidade de servir e ser útil ao meio em que vive.

Temos de ter bem claro o fundamento da nossa existência e não ficar iludidos com as ilusões das conquistas passageiras que o tempo, rigorosamente, detona e faz desaparecer.
Perceba!    

(8) Não é suficiente revelar suas falhas e confessar suas fraquezas, nem mesmo é suficiente corrigir a uma e remediar outra. Afinal, essas coisas dizem respeito apenas à fase de desenvolvimento que ele já atingiu, e ao ego. Ele também deve voltar-se para estágios mais elevados e também ao eu sem evo.
PB.
Evo: duração sem fim, eternidade.

Pois bem, sempre usamos formas de compensação que atem-se ao mundo material.
A esmola e  outras tantas formas de reparação, em que trocamos objetos, tem sido acentuadamente utilizado como forma de compensação da nossa desatenção com o mundo espiritual, ou reparação de faltas cometidas.
Esta forma usual de se fazer não tem nenhum sentido elevado, ou promove mudanças.
No mundo elevado não se troca. No mundo elevado doa-se o que de mais profundo cada um consegue aspirar.
Nossa sociedade utiliza-se largamente destas ditas compensações, para manter as aparências das condições inadequadas de distribuição do que concentra.
No mundo espiritual, não há enrolação, mentiras, subterfúgios e coisas do gênero, o que existe é uma exposição plena e completa das nossas aspirações quanto ao processo evolutivo no espirito.
Usamos estas formas de esmolar para única e exclusivamente, dar certa compensação ao ego. Isto é pura ilusão e não muda nada na vida de ninguém, a não ser um certo alivio passageiro do “peso na consciência”.
A melhor contribuição que podemos dar para a raça humana da  qual pertencemos é a elevação do campo vibracional, é a própria evolução, a capacidade de compreender sem os limites da matéria. Desta forma o destaque de um único indivíduo pode elevar o conjunto e no conjunto novas oportunidades podem “descer” dos planos elevados da vida imaterial para todos.
Quando se cresce espiritualmente as vibrações tornam-se mais sutis, mas intensas e isto espalha-se pelo planeta, buscando pessoas afins a este novo padrão vibratório.

Jesus e outros Seres elevados fizeram exatamente isto, sendo que sua missão no plano físico, apesar de ter sido amais contundente, foi a de menor resultado considerando o âmbito geral da sua Missão. Foi seu elevado padrão vibratório que somado à energia Crística na polaridade masculina, junto com Maria na polaridade feminina desta energia Crística, que desencadeou o acesso de energias imateriais que deram a chance da humanidade expandir-se para os planos que nos aguardavam.
Poucos, realmente, souberam ater-se ao necessário e grande parte da energia trazida até nós não foi devidamente aproveitada para este final de ciclo terrestre.

É preciso rever e para isto é preciso compreender com mais profundidade a base real da nossa vida, portanto não material, pela contraparte espiritual.
Hilton

segunda-feira, 24 de julho de 2017

A vida tem outro sentido além do que praticamos? (7)

Continuação (7)

Pensamento do dia 19 de julho de 2...

(1) Existe um significado mais elevado?
Todos nós temos prioridades diferentes. Cuidar daqueles próximos a nós de forma sábia e amorosa e ter um trabalho significativo dá grande satisfação. Perder-se em empreendimentos criativos é libertador para muitas pessoas. 
Família, trabalho, amigos e atividades nas horas de lazer preenchem nossos dias. Isso pode trazer conteúdo e sentido por muitos anos. 
Mas quando envelhecemos – se não antes – podemos perceber que algo importante está faltando. 
Uma pergunta pode estar surgindo diante de nossa consciência: Existe um significado maior para o ser humano? Existe uma outra finalidade, compartilhada por todos os seres humanos, para a nossa vida na terra? 
Paul Brunton.

Pois bem, baseado no texto acima, poderemos explanar nos próximos pensamentos, as respostas para tal questão, baseado em textos de PB.
Todavia é importante que todos reflitam sobre o tema.

(2) O propósito imediato da encarnação e evolução humana é desenvolver uma verdadeira e plena autoconsciência em todos os níveis, do mais baixo ao mais elevado. O homem que não se conhece além do ego físico intelectual ainda é apenas semiconsciente.
PB.

Pois bem PB é claríssimo quanto aos motivos de reencarnarmos. Temos esquecido destes motivos continuadamente em cada reencarnação, prestando atenção somente às nossas  necessidades ilusórias. São ilusórias, pois são perecíveis e continuamente mutáveis.
Da mesma forma que uma criança, ao crescer, muda continuamente suas necessidades e prioridades, assim deveríamos ser, tantos nos aspectos físicos como espirituais.
As mudanças físicas acontecem, mas restritas ao acumulo de tranqueiras, quanto as espirituais, ficam na rabeira das nossas prioridades.
Isto ocorre pelo fato de que somos educados para “ser”, “ter” e “poder” e não são considerados as necessidades primordiais para o continuísmo da vida que é eterna.

Nos preocupamos com as aparências e significativamente com a vaidade, mesmo sabendo que o amparo que sustenta esta vaidade é frágil, inconstante e mutável.
A autoconsciência provem dos graus de instrução que acontece na vida pratica, nos sonhos, na pratica da espiritualidade, na fé, na dedicação aos mundos sutis, na religiosidade, filosofia, na pesquisa, na curiosidade, entre outras possibilidades, no entanto, o princípio básico é a interiorização do homem.
Conhecer-se é a palavra-chave. O autoconhecimento deveria ser a atividade principal de todos os seres humanos, mas não sobra tempo pois a maior parte do tempo é gasto para sustentarmos a vaidade.  
Somos semiconscientes e semi de alguma coisa nos torna incompletos.
Podemos dizer que vivemos no limbo do autoconhecimento, por isso que a vida tem sido tão estranha ou ingrata, pois ainda não aprendemos a viver.
O autoconhecimento em todos os níveis, do mais baixo ao mais elevado, nos tornaria pessoas responsáveis. Perceberíamos as necessidades essenciais, identificaríamos os eventuais conflitos de certas ações, respeitaríamos o espaço de todos, não consumiríamos energias desnecessárias, repartiríamos a abundancia da vida e esta, finalmente, seria  normal.

Para se conhecer é preciso tempo, dedicação, vontade, determinação, empenho. Aliás, o que é mais importante do que isso?
Se não me conheço, vivo por viver e a vida fica sem sentido. Me deprimo, fico insatisfeito, tenho medos, não me conformo com o que a vida me reservou, revolto-me, considero-me injustiçado, acredito na sorte, no azar, no acaso e em consequência desta confusão, não me perdoo.

Todos nós precisamos de um redirecionamento de prioridades pois as consequências tem sido cada vez mais graves e mais contundentes. Isto só tende a se acentuar, pois estamos muito próximos daquela que será a grande decisão, continuar ou abdicar do livre arbítrio.

(3) O processo de evolução humana serve a um propósito duplo. O primeiro é desenvolver as características físicas, emocionais e intelectuais. O segundo é levar o indivíduo a investigar, e se tornar plenamente consciente de, sua origem divina.
PB.

Pois bem, PB descreve com objetividade, a meta da evolução humana:
Desenvolver as características físicas, emocionais e intelectuais para que isto nos leve a investigar, e nos tornarmos plenamente consciente da nossa origem divina.
Creio que a maioria parou no primeiro passo e se deu por satisfeito, ou vem, quase  indefinidamente, dedicando-se a envolver-se cada vez mais nos aspectos físicos, emocionais e intelectuais julgando que é o suficiente.
Misturou religiosidade com emoção e intelectualizou, racionalizando que a religião deve atender necessidades e atributos da vida material. Criou inúmeras ilusões e fantasias a este respeito, por imposição de “domínio sob medos”  com indivíduos fracos que ao longo do tempo fomentaram e profissionalizaram estes falsos atributos.
Sabemos que os atributos físicos, emocionais e intelectuais deveria nos levar a investigar nossa origem divina, universal e cósmica.

No entanto, a Vida sendo criativa, inteligente porque provem do Criador, usa de atributos que criam barreiras, dificuldades, empecilhos que atropelam nossos interesses físicos, emocionais e intelectuais, para percebermos que o outro lado ( nossa origem divina) precisa dos mesmos esforços para desenvolver-se.  

A investigação é essencial, assim fazemos e fizemos ao longo das eras, mas a  maioria reteve-se nos planos físicos, emocionais e intelectuais. Poucos seres humanos deram-se ao trabalho de desenvolver a busca pela espiritualidade e a compreender o continuísmo da Vida, não como física, mas como essência, como síntese do Todo, do Criador.
Independente dos nossos esforços, tivemos ao longo das eras, diversos Seres iluminados que em todas as raças, continentes, religiões, vieram assegurar-se de transmitir ensinamentos que pudesse nos levar a este continuísmo investigativo.

A maioria optou por deixar ser conduzido, “comprando” ideias e ideais e pagando um custo altíssimo, estacando a curiosidade sadia da pesquisa sobre nosso eu.
É preciso retomar este aspecto investigativo, precisamos nos autoconhecer, sair do lugar comum, crer nas nossas infinitas possibilidades.
Voltar-se para dentro, para o eu interno, para este novo horizonte poderá despertar nosso Instrutor Interno, nos libertando deste ranço ilusório que esgotou já a muito tempo suas possibilidades, coerências e perfeccionismo, voltando-se tão somente, para as vaidades.

O autoconhecimento é um eterno vir a ser. É algo sem fim, pois a cada conhecimento adquirido um novo iniciará, onde novos parâmetros, novos conceitos e novas verdades complementará o que foi aprendido.
Viver precisa ter este significado senão não é viver, é repetir.

(4) Estamos aqui no mundo físico para um propósito mais elevado que o óbvio propósito físico da autopreservação, pois mesmo este contribui para ele. Estamos aqui para evoluir na consciência do Eu Superior. Toda experiência física é apenas um meio para tal desenvolvimento espiritual.
PB.

Pois bem, podemos dizer que a autopreservação faz parte dos instintos, ou seja, desenvolvemos nos primórdios da civilização na Terra. Hoje é algo arraigado em nosso ser.
Como exemplo, podemos citar que não precisamos comunicar ao nosso coração que pulse continuamente, que o fígado filtre o que entra, que os pulmões aspire e inspire, mas devido a inúmeras indisciplinas na manutenção da vida humana, não saímos da fase instintiva, mesmo tendo agregado a fase mental/intelectual.

Na etapa atual do ciclo planetário deveríamos estar entrando na fase da conscientização da vida plena, espiritual, no alinhamento com o Eu Superior.
Defasados como estamos, perdemos inúmeras percepções e impulsos originados nas esferas superiores, nas Hierarquias, nas Consciências Elevadas que emanam e não encontram campo fértil na mente humana, para desenvolverem-se.  
Isto vem exigindo grandes esforços dos indivíduos para que tais percepções possam ser sentidas, mesmo que parcialmente.
Não é à toa que tanta “ajuda” tem se manifestado, nos dias atuais, para que possamos nos orientar para este confuso final de ciclo terreno.

A principal característica desta situação é a insatisfação que borbulha dentro de nós. É uma insatisfação voltada para a confusão, para a ausência, para a necessidade de algo que não conseguimos identificar e muito menos encontrar. Isto ocorre porque nos voltamos, e tão somente, para as ilusões da vida material.

O pensamento é claro neste aspecto: Toda experiência física é apenas um meio para tal desenvolvimento espiritual.
Se este aspecto não se torna relevante, nada acontece (Lei do Livre Arbítrio).

(5) Esta Terra, com as várias experiências de bem e mal, alegria e sofrimento, paz e perigo que nos oferece, é uma escola iniciática conduzindo o homem animal primitivo ao desenvolvimento da consciência até que alcance a primeira descoberta de seu Eu Superior.

Pois bem, temos de perceber que o bem e o mal, o certo e o errado, faz parte do aprendizado no estágio atual.
No entanto, sair desta escola iniciática é uma decisão que caberá a cada um tomar no momento do encerramento deste ciclo terreno, que se aproxima velozmente.

Nos encontramos nesta fase, na oportunidade oferecida, e cada um definirá sua escolha.
Um ciclo planetário abrange subciclos, onde a humanidade teve ápices de ascenção e desdobramento evolutivo.
De forma resumida, ganhamos o corpo mental nos primórdios da raça humana, para o desenvolvimento do intelecto, da inteligência;  na era Atlântida o corpo emocional, onde as paixões como forma rudimentar do amor começou a tomar forma, e assim ocorreu sucessivamente através de experiencias individuais e coletivas, onde padrões de evolução material foram introduzidas para que pudéssemos discernir entre o bem e o mal, o certo e o errado.
Mas o ciclo se encerra, chega ao seu final e a cada ser humano terá de optar pelo caminho a seguir.

A nova meta, no novo ciclo terreno, se volta para a ascenção em viver o Eu Superior. Novos objetivos, significados, dimensões, contatos, conceitos, alteram-se para um novo patamar de ascese que inicia-se a partir das modificações da superfície terrestre.
Uma leva de seres humanos estão se preparando e sendo preparados para a 6ª Raça Humana que não mais se fixará no desenvolvimento dos planos materiais, mas no desenvolvimento dos planos espirituais.
Podemos dizer que a matéria ficará em segundo plano, como hoje vem ocorrendo com o espirito, mas não por desleixo ou indiferença como hoje é característico, e sim porque as necessidades materiais simplesmente serão supridas para não desviar o novo homem das novas metas que lhe será apresentado.

Nada se compara com o que hoje acontece. Será tão diferente que podemos, literalmente dizer, que a nova Terra será um novo mundo.
Relances deste novo contexto estão sendo disseminados para aqueles, cujas Tarefas faz parte esta divulgação.

(6) Ele pode ter que chorar por um mero vislumbre da alma. Mas uma vez obtido, certamente vai chorar de novo por seu retorno. Pois ele agora sabe por convicção inabalável e por esta demonstração viva que a realização permanente da Alma é a razão para qual ele está aqui na Terra.
PB.

Pois bem, neste texto nos colocamos na primeira pessoa.
Desejar ardentemente um vislumbre da alma é a meta, a razão de viver, é concluir o salto que vem se ensaiando vida após vida, é o ápice de uma longa e dolorosa espera.
A manifestação da alma nos convencerá para sempre da razão da nossa existência, da importância do viver e da  existência eterna.
Tudo fará sentido. As dificuldades, os contratempos, os esforços, as lutas, as alegrias, as convivências, os motivos, as razões, enfim a vida manifestada se justifica.
Temos tido muito pouco em que se apoiar e em quem se apoiar, simplesmente pelo fato de que não precisamos nos apoiar em nada e em ninguém. Somos perfeitos e completos por origem, portanto a meta é o autodescobrimento e o autoconhecimento.
É a ascenção para o Eu Superior.

O vislumbre é o objetivo. Não sabemos quando e como ele acontecerá, portanto o que temos a fazer e nos prepararmos intensamente para sua manifestação.
Nossa atenção tem de voltar-se para metas subjetivas, impalpáveis, pois todas as demais pertencem ao mundo das ilusões, das mentiras, do faz de conta.
Este mundo irreal nos ensina disciplina, discernimento, controles, identificações, em especial do bem sobre o mal, é só.

Símbolos podem expressar-se, pois estes pertencem à linguagem cósmica e ao cosmos pertencemos.
A alma não se comunica por diálogos. Isto são artimanhas da mente que através da personalidade, personifica diálogos, então tudo é passado.
Muitos se iludem com os “pseudos diálogos” da alma. Pura ilusão, fantasia, preconceitos, passados, pois a alma nos envolve como um todo. Voce não escutará um som, mas você sentirá o som. Voce não sentirá uma sensação, pois ela sempre esteve em você. Voce não será chamado a atenção, simplesmente acontecerá e irá ocorrer aonde for necessário e não em locais especiais, ditos esotéricos, ditos sagrados, ditos místicos.  
A alma simplesmente se manifesta e na sua manifestação iremos perceber que está e  sempre esteve conosco, pois somos seres completos e perfeitos.

Mas, porque isto não ocorre para todos e com a devida frequência?
Ocorre e acontece, mas estamos sempre por demais distraídos para perceber.
Estamos tão envolvidos com ações, assuntos, compromissos e metas inadequadas, esdrúxulas, superficiais, perecíveis, que não sobrou um “tantinho sequer de atenção” para perceber a única meta realmente essencial de uma encarnação, que é a ascenção a um novo patamar da consciência pelo impulso da alma.
Reinvente-se.  

(7) Esta identificação com o Eu Superior é o trabalho real estabelecido para nós, o propósito real para o qual a vida humana no mundo nos serve. Todo o resto é meramente uma forma confortável de escapar, uma forma de nos manter ocupados para que a consciência não precise ser atormentada pelo dever central para o qual fomos convocados.
PB

Pois bem, de forma clara e transparente temos neste pensamento o propósito da vida material: o Eu Superior.
Perceber, sentir, deduzir, guiar-se, explorar de forma correta e adequada só se dá quando entramos na seara do Eu Superior, quando percebermos que os objetivos, realmente, tornaram-se sutis, leves, descompromissados de obrigações.
Na matéria isto não ocorre. Geralmente nos sentimos obrigados a fazer de tudo para manter o "status quo" e nossos maiores temores é diminuir a posição alcançada. Desta forma,  e com esta intenção, deixamos que a própria vida se encarregue de fazer este alinhamento pelas perdas.
Mas, perder é ganhar. Se por um lado perdemos é porque estamos substituindo o inútil pelo útil.

Na frase seguinte, PB deixa claro nossa postura errada em relação aos deveres e obrigações com a vida evolutiva : "Todo o resto é meramente uma forma confortável de escapar, uma forma de nos manter ocupados para que a consciência não precise ser atormentada pelo dever central para o qual fomos convocados."
Ler esta frase e manter a mesma postura é deixar de reconhecer a finalidade da nossa existência, a nossa origem e o nosso objetivo.
A ausência desta percepção é dolorosa, machuca e nos faz sofrer.

Podemos ressaltar que o conceito da velhice, na idade cronológica, tem este aspecto acentuado, pois em algum momento temos de ter uma segunda chance, a de ater-se ao que interessa, ao objetivo real da nossa existência, sendo assim o corpo humano adquire  inúmeras limitações físicas para que "espiritualmente" possamos ter a última chance de nos concentrarmos no que precisamos.
Em mundos adiantados a velhice não acontece desta forma. A vitalidade mantem-se no físico e este mantem-se sadio, mas tais indivíduos concentram-se nos planos da consciência, ou seja, os anciãos passam a ter uma atividade espiritual intensa com coligações em planos elevados, com a finalidade de alinhar toda a humanidade envolvida a um novo patamar.

Aqui a velhice é encarada como um estorvo, como se o velho fosse um pária na sociedade e ser sustentado, e a humanidade não aproveita o potencial que o mesmo adquiriu em seus longos anos de experiencias. Por outro lado, o “velho na Terra” não conquistou o mínimo necessário e mantem-se aquém da possibilidade de servir e ser útil ao meio em que vive.

Temos de ter bem claro o fundamento da nossa existência e não ficar iludidos com as ilusões das conquistas passageiras que o tempo, rigorosamente, detona e faz desaparecer.

Perceba!    
Hilton

domingo, 23 de julho de 2017

A vida tem outro sentido além do que praticamos? (6)

Continuação (6)

Pensamento do dia 19 de julho de 2...

(1) Existe um significado mais elevado?
Todos nós temos prioridades diferentes. Cuidar daqueles próximos a nós de forma sábia e amorosa e ter um trabalho significativo dá grande satisfação. Perder-se em empreendimentos criativos é libertador para muitas pessoas. 
Família, trabalho, amigos e atividades nas horas de lazer preenchem nossos dias. Isso pode trazer conteúdo e sentido por muitos anos. 
Mas quando envelhecemos – se não antes – podemos perceber que algo importante está faltando. 
Uma pergunta pode estar surgindo diante de nossa consciência: Existe um significado maior para o ser humano? Existe uma outra finalidade, compartilhada por todos os seres humanos, para a nossa vida na terra? 
Paul Brunton.

Pois bem, baseado no texto acima, poderemos explanar nos próximos pensamentos, as respostas para tal questão, baseado em textos de PB.
Todavia é importante que todos reflitam sobre o tema.

(2) O propósito imediato da encarnação e evolução humana é desenvolver uma verdadeira e plena autoconsciência em todos os níveis, do mais baixo ao mais elevado. O homem que não se conhece além do ego físico intelectual ainda é apenas semiconsciente.
PB.

Pois bem PB é claríssimo quanto aos motivos de reencarnarmos. Temos esquecido destes motivos continuadamente em cada reencarnação, prestando atenção somente às nossas  necessidades ilusórias. São ilusórias, pois são perecíveis e continuamente mutáveis.
Da mesma forma que uma criança, ao crescer, muda continuamente suas necessidades e prioridades, assim deveríamos ser, tantos nos aspectos físicos como espirituais.
As mudanças físicas acontecem, mas restritas ao acumulo de tranqueiras, quanto as espirituais, ficam na rabeira das nossas prioridades.
Isto ocorre pelo fato de que somos educados para “ser”, “ter” e “poder” e não são considerados as necessidades primordiais para o continuísmo da vida que é eterna.

Nos preocupamos com as aparências e significativamente com a vaidade, mesmo sabendo que o amparo que sustenta esta vaidade é frágil, inconstante e mutável.
A autoconsciência provem dos graus de instrução que acontece na vida pratica, nos sonhos, na pratica da espiritualidade, na fé, na dedicação aos mundos sutis, na religiosidade, filosofia, na pesquisa, na curiosidade, entre outras possibilidades, no entanto, o princípio básico é a interiorização do homem.
Conhecer-se é a palavra-chave. O autoconhecimento deveria ser a atividade principal de todos os seres humanos, mas não sobra tempo pois a maior parte do tempo é gasto para sustentarmos a vaidade.  
Somos semiconscientes e semi de alguma coisa nos torna incompletos.
Podemos dizer que vivemos no limbo do autoconhecimento, por isso que a vida tem sido tão estranha ou ingrata, pois ainda não aprendemos a viver.
O autoconhecimento em todos os níveis, do mais baixo ao mais elevado, nos tornaria pessoas responsáveis. Perceberíamos as necessidades essenciais, identificaríamos os eventuais conflitos de certas ações, respeitaríamos o espaço de todos, não consumiríamos energias desnecessárias, repartiríamos a abundancia da vida e esta, finalmente, seria  normal.

Para se conhecer é preciso tempo, dedicação, vontade, determinação, empenho. Aliás, o que é mais importante do que isso?
Se não me conheço, vivo por viver e a vida fica sem sentido. Me deprimo, fico insatisfeito, tenho medos, não me conformo com o que a vida me reservou, revolto-me, considero-me injustiçado, acredito na sorte, no azar, no acaso e em consequência desta confusão, não me perdoo.

Todos nós precisamos de um redirecionamento de prioridades pois as consequências tem sido cada vez mais graves e mais contundentes. Isto só tende a se acentuar, pois estamos muito próximos daquela que será a grande decisão, continuar ou abdicar do livre arbítrio.

(3) O processo de evolução humana serve a um propósito duplo. O primeiro é desenvolver as características físicas, emocionais e intelectuais. O segundo é levar o indivíduo a investigar, e se tornar plenamente consciente de, sua origem divina.
PB.

Pois bem, PB descreve com objetividade, a meta da evolução humana:
Desenvolver as características físicas, emocionais e intelectuais para que isto nos leve a investigar, e nos tornarmos plenamente consciente da nossa origem divina.
Creio que a maioria parou no primeiro passo e se deu por satisfeito, ou vem, quase  indefinidamente, dedicando-se a envolver-se cada vez mais nos aspectos físicos, emocionais e intelectuais julgando que é o suficiente.
Misturou religiosidade com emoção e intelectualizou, racionalizando que a religião deve atender necessidades e atributos da vida material. Criou inúmeras ilusões e fantasias a este respeito, por imposição de “domínio sob medos”  com indivíduos fracos que ao longo do tempo fomentaram e profissionalizaram estes falsos atributos.
Sabemos que os atributos físicos, emocionais e intelectuais deveria nos levar a investigar nossa origem divina, universal e cósmica.

No entanto, a Vida sendo criativa, inteligente porque provem do Criador, usa de atributos que criam barreiras, dificuldades, empecilhos que atropelam nossos interesses físicos, emocionais e intelectuais, para percebermos que o outro lado ( nossa origem divina) precisa dos mesmos esforços para desenvolver-se.  

A investigação é essencial, assim fazemos e fizemos ao longo das eras, mas a  maioria reteve-se nos planos físicos, emocionais e intelectuais. Poucos seres humanos deram-se ao trabalho de desenvolver a busca pela espiritualidade e a compreender o continuísmo da Vida, não como física, mas como essência, como síntese do Todo, do Criador.
Independente dos nossos esforços, tivemos ao longo das eras, diversos Seres iluminados que em todas as raças, continentes, religiões, vieram assegurar-se de transmitir ensinamentos que pudesse nos levar a este continuísmo investigativo.

A maioria optou por deixar ser conduzido, “comprando” ideias e ideais e pagando um custo altíssimo, estacando a curiosidade sadia da pesquisa sobre nosso eu.
É preciso retomar este aspecto investigativo, precisamos nos autoconhecer, sair do lugar comum, crer nas nossas infinitas possibilidades.
Voltar-se para dentro, para o eu interno, para este novo horizonte poderá despertar nosso Instrutor Interno, nos libertando deste ranço ilusório que esgotou já a muito tempo suas possibilidades, coerências e perfeccionismo, voltando-se tão somente, para as vaidades.

O autoconhecimento é um eterno vir a ser. É algo sem fim, pois a cada conhecimento adquirido um novo iniciará, onde novos parâmetros, novos conceitos e novas verdades complementará o que foi aprendido.
Viver precisa ter este significado senão não é viver, é repetir.

(4) Estamos aqui no mundo físico para um propósito mais elevado que o óbvio propósito físico da autopreservação, pois mesmo este contribui para ele. Estamos aqui para evoluir na consciência do Eu Superior. Toda experiência física é apenas um meio para tal desenvolvimento espiritual.
PB.

Pois bem, podemos dizer que a autopreservação faz parte dos instintos, ou seja, desenvolvemos nos primórdios da civilização na Terra. Hoje é algo arraigado em nosso ser.
Como exemplo, podemos citar que não precisamos comunicar ao nosso coração que pulse continuamente, que o fígado filtre o que entra, que os pulmões aspire e inspire, mas devido a inúmeras indisciplinas na manutenção da vida humana, não saímos da fase instintiva, mesmo tendo agregado a fase mental/intelectual.

Na etapa atual do ciclo planetário deveríamos estar entrando na fase da conscientização da vida plena, espiritual, no alinhamento com o Eu Superior.
Defasados como estamos, perdemos inúmeras percepções e impulsos originados nas esferas superiores, nas Hierarquias, nas Consciências Elevadas que emanam e não encontram campo fértil na mente humana, para desenvolverem-se.  
Isto vem exigindo grandes esforços dos indivíduos para que tais percepções possam ser sentidas, mesmo que parcialmente.
Não é à toa que tanta “ajuda” tem se manifestado, nos dias atuais, para que possamos nos orientar para este confuso final de ciclo terreno.

A principal característica desta situação é a insatisfação que borbulha dentro de nós. É uma insatisfação voltada para a confusão, para a ausência, para a necessidade de algo que não conseguimos identificar e muito menos encontrar. Isto ocorre porque nos voltamos, e tão somente, para as ilusões da vida material.

O pensamento é claro neste aspecto: Toda experiência física é apenas um meio para tal desenvolvimento espiritual.
Se este aspecto não se torna relevante, nada acontece (Lei do Livre Arbítrio).

(5) Esta Terra, com as várias experiências de bem e mal, alegria e sofrimento, paz e perigo que nos oferece, é uma escola iniciática conduzindo o homem animal primitivo ao desenvolvimento da consciência até que alcance a primeira descoberta de seu Eu Superior.

Pois bem, temos de perceber que o bem e o mal, o certo e o errado, faz parte do aprendizado no estágio atual.
No entanto, sair desta escola iniciática é uma decisão que caberá a cada um tomar no momento do encerramento deste ciclo terreno, que se aproxima velozmente.

Nos encontramos nesta fase, na oportunidade oferecida, e cada um definirá sua escolha.
Um ciclo planetário abrange subciclos, onde a humanidade teve ápices de ascenção e desdobramento evolutivo.
De forma resumida, ganhamos o corpo mental nos primórdios da raça humana, para o desenvolvimento do intelecto, da inteligência;  na era Atlântida o corpo emocional, onde as paixões como forma rudimentar do amor começou a tomar forma, e assim ocorreu sucessivamente através de experiencias individuais e coletivas, onde padrões de evolução material foram introduzidas para que pudéssemos discernir entre o bem e o mal, o certo e o errado.
Mas o ciclo se encerra, chega ao seu final e a cada ser humano terá de optar pelo caminho a seguir.

A nova meta, no novo ciclo terreno, se volta para a ascenção em viver o Eu Superior. Novos objetivos, significados, dimensões, contatos, conceitos, alteram-se para um novo patamar de ascese que inicia-se a partir das modificações da superfície terrestre.
Uma leva de seres humanos estão se preparando e sendo preparados para a 6ª Raça Humana que não mais se fixará no desenvolvimento dos planos materiais, mas no desenvolvimento dos planos espirituais.
Podemos dizer que a matéria ficará em segundo plano, como hoje vem ocorrendo com o espirito, mas não por desleixo ou indiferença como hoje é característico, e sim porque as necessidades materiais simplesmente serão supridas para não desviar o novo homem das novas metas que lhe será apresentado.

Nada se compara com o que hoje acontece. Será tão diferente que podemos, literalmente dizer, que a nova Terra será um novo mundo.
Relances deste novo contexto estão sendo disseminados para aqueles, cujas Tarefas faz parte esta divulgação.

(6) Ele pode ter que chorar por um mero vislumbre da alma. Mas uma vez obtido, certamente vai chorar de novo por seu retorno. Pois ele agora sabe por convicção inabalável e por esta demonstração viva que a realização permanente da Alma é a razão para qual ele está aqui na Terra.
PB.

Pois bem, neste texto nos colocamos na primeira pessoa.
Desejar ardentemente um vislumbre da alma é a meta, a razão de viver, é concluir o salto que vem se ensaiando vida após vida, é o ápice de uma longa e dolorosa espera.
A manifestação da alma nos convencerá para sempre da razão da nossa existência, da importância do viver e da  existência eterna.
Tudo fará sentido. As dificuldades, os contratempos, os esforços, as lutas, as alegrias, as convivências, os motivos, as razões, enfim a vida manifestada se justifica.
Temos tido muito pouco em que se apoiar e em quem se apoiar, simplesmente pelo fato de que não precisamos nos apoiar em nada e em ninguém. Somos perfeitos e completos por origem, portanto a meta é o autodescobrimento e o autoconhecimento.
É a ascenção para o Eu Superior.

O vislumbre é o objetivo. Não sabemos quando e como ele acontecerá, portanto o que temos a fazer e nos prepararmos intensamente para sua manifestação.
Nossa atenção tem de voltar-se para metas subjetivas, impalpáveis, pois todas as demais pertencem ao mundo das ilusões, das mentiras, do faz de conta.
Este mundo irreal nos ensina disciplina, discernimento, controles, identificações, em especial do bem sobre o mal, é só.

Símbolos podem expressar-se, pois estes pertencem à linguagem cósmica e ao cosmos pertencemos.
A alma não se comunica por diálogos. Isto são artimanhas da mente que através da personalidade, personifica diálogos, então tudo é passado.
Muitos se iludem com os “pseudos diálogos” da alma. Pura ilusão, fantasia, preconceitos, passados, pois a alma nos envolve como um todo. Voce não escutará um som, mas você sentirá o som. Voce não sentirá uma sensação, pois ela sempre esteve em você. Voce não será chamado a atenção, simplesmente acontecerá e irá ocorrer aonde for necessário e não em locais especiais, ditos esotéricos, ditos sagrados, ditos místicos.  
A alma simplesmente se manifesta e na sua manifestação iremos perceber que está e  sempre esteve conosco, pois somos seres completos e perfeitos.

Mas, porque isto não ocorre para todos e com a devida frequência?
Ocorre e acontece, mas estamos sempre por demais distraídos para perceber.
Estamos tão envolvidos com ações, assuntos, compromissos e metas inadequadas, esdrúxulas, superficiais, perecíveis, que não sobrou um “tantinho sequer de atenção” para perceber a única meta realmente essencial de uma encarnação, que é a ascenção a um novo patamar da consciência pelo impulso da alma.


Reinvente-se.
Hilton   

A vida tem outro sentido além do que praticamos? (5)

Continuação (5)

Pensamento do dia 19 de julho de 2...

(1) Existe um significado mais elevado?
Todos nós temos prioridades diferentes. Cuidar daqueles próximos a nós de forma sábia e amorosa e ter um trabalho significativo dá grande satisfação. Perder-se em empreendimentos criativos é libertador para muitas pessoas. 
Família, trabalho, amigos e atividades nas horas de lazer preenchem nossos dias. Isso pode trazer conteúdo e sentido por muitos anos. 
Mas quando envelhecemos – se não antes – podemos perceber que algo importante está faltando. 
Uma pergunta pode estar surgindo diante de nossa consciência: Existe um significado maior para o ser humano? Existe uma outra finalidade, compartilhada por todos os seres humanos, para a nossa vida na terra? 
Paul Brunton.

Pois bem, baseado no texto acima, poderemos explanar nos próximos pensamentos, as respostas para tal questão, baseado em textos de PB.
Todavia é importante que todos reflitam sobre o tema.

(2) O propósito imediato da encarnação e evolução humana é desenvolver uma verdadeira e plena autoconsciência em todos os níveis, do mais baixo ao mais elevado. O homem que não se conhece além do ego físico intelectual ainda é apenas semiconsciente.
PB.

Pois bem PB é claríssimo quanto aos motivos de reencarnarmos. Temos esquecido destes motivos continuadamente em cada reencarnação, prestando atenção somente às nossas  necessidades ilusórias. São ilusórias, pois são perecíveis e continuamente mutáveis.
Da mesma forma que uma criança, ao crescer, muda continuamente suas necessidades e prioridades, assim deveríamos ser, tantos nos aspectos físicos como espirituais.
As mudanças físicas acontecem, mas restritas ao acumulo de tranqueiras, quanto as espirituais, ficam na rabeira das nossas prioridades.
Isto ocorre pelo fato de que somos educados para “ser”, “ter” e “poder” e não são considerados as necessidades primordiais para o continuísmo da vida que é eterna.

Nos preocupamos com as aparências e significativamente com a vaidade, mesmo sabendo que o amparo que sustenta esta vaidade é frágil, inconstante e mutável.
A autoconsciência provem dos graus de instrução que acontece na vida pratica, nos sonhos, na pratica da espiritualidade, na fé, na dedicação aos mundos sutis, na religiosidade, filosofia, na pesquisa, na curiosidade, entre outras possibilidades, no entanto, o princípio básico é a interiorização do homem.
Conhecer-se é a palavra-chave. O autoconhecimento deveria ser a atividade principal de todos os seres humanos, mas não sobra tempo pois a maior parte do tempo é gasto para sustentarmos a vaidade.  
Somos semiconscientes e semi de alguma coisa nos torna incompletos.
Podemos dizer que vivemos no limbo do autoconhecimento, por isso que a vida tem sido tão estranha ou ingrata, pois ainda não aprendemos a viver.
O autoconhecimento em todos os níveis, do mais baixo ao mais elevado, nos tornaria pessoas responsáveis. Perceberíamos as necessidades essenciais, identificaríamos os eventuais conflitos de certas ações, respeitaríamos o espaço de todos, não consumiríamos energias desnecessárias, repartiríamos a abundancia da vida e esta, finalmente, seria  normal.

Para se conhecer é preciso tempo, dedicação, vontade, determinação, empenho. Aliás, o que é mais importante do que isso?
Se não me conheço, vivo por viver e a vida fica sem sentido. Me deprimo, fico insatisfeito, tenho medos, não me conformo com o que a vida me reservou, revolto-me, considero-me injustiçado, acredito na sorte, no azar, no acaso e em consequência desta confusão, não me perdoo.

Todos nós precisamos de um redirecionamento de prioridades pois as consequências tem sido cada vez mais graves e mais contundentes. Isto só tende a se acentuar, pois estamos muito próximos daquela que será a grande decisão, continuar ou abdicar do livre arbítrio.

(3) O processo de evolução humana serve a um propósito duplo. O primeiro é desenvolver as características físicas, emocionais e intelectuais. O segundo é levar o indivíduo a investigar, e se tornar plenamente consciente de, sua origem divina.
PB.

Pois bem, PB descreve com objetividade, a meta da evolução humana:
Desenvolver as características físicas, emocionais e intelectuais para que isto nos leve a investigar, e nos tornarmos plenamente consciente da nossa origem divina.
Creio que a maioria parou no primeiro passo e se deu por satisfeito, ou vem, quase  indefinidamente, dedicando-se a envolver-se cada vez mais nos aspectos físicos, emocionais e intelectuais julgando que é o suficiente.
Misturou religiosidade com emoção e intelectualizou, racionalizando que a religião deve atender necessidades e atributos da vida material. Criou inúmeras ilusões e fantasias a este respeito, por imposição de “domínio sob medos”  com indivíduos fracos que ao longo do tempo fomentaram e profissionalizaram estes falsos atributos.
Sabemos que os atributos físicos, emocionais e intelectuais deveria nos levar a investigar nossa origem divina, universal e cósmica.

No entanto, a Vida sendo criativa, inteligente porque provem do Criador, usa de atributos que criam barreiras, dificuldades, empecilhos que atropelam nossos interesses físicos, emocionais e intelectuais, para percebermos que o outro lado ( nossa origem divina) precisa dos mesmos esforços para desenvolver-se.  

A investigação é essencial, assim fazemos e fizemos ao longo das eras, mas a  maioria reteve-se nos planos físicos, emocionais e intelectuais. Poucos seres humanos deram-se ao trabalho de desenvolver a busca pela espiritualidade e a compreender o continuísmo da Vida, não como física, mas como essência, como síntese do Todo, do Criador.
Independente dos nossos esforços, tivemos ao longo das eras, diversos Seres iluminados que em todas as raças, continentes, religiões, vieram assegurar-se de transmitir ensinamentos que pudesse nos levar a este continuísmo investigativo.

A maioria optou por deixar ser conduzido, “comprando” ideias e ideais e pagando um custo altíssimo, estacando a curiosidade sadia da pesquisa sobre nosso eu.
É preciso retomar este aspecto investigativo, precisamos nos autoconhecer, sair do lugar comum, crer nas nossas infinitas possibilidades.
Voltar-se para dentro, para o eu interno, para este novo horizonte poderá despertar nosso Instrutor Interno, nos libertando deste ranço ilusório que esgotou já a muito tempo suas possibilidades, coerências e perfeccionismo, voltando-se tão somente, para as vaidades.

O autoconhecimento é um eterno vir a ser. É algo sem fim, pois a cada conhecimento adquirido um novo iniciará, onde novos parâmetros, novos conceitos e novas verdades complementará o que foi aprendido.
Viver precisa ter este significado senão não é viver, é repetir.

(4) Estamos aqui no mundo físico para um propósito mais elevado que o óbvio propósito físico da autopreservação, pois mesmo este contribui para ele. Estamos aqui para evoluir na consciência do Eu Superior. Toda experiência física é apenas um meio para tal desenvolvimento espiritual.
PB.

Pois bem, podemos dizer que a autopreservação faz parte dos instintos, ou seja, desenvolvemos nos primórdios da civilização na Terra. Hoje é algo arraigado em nosso ser.
Como exemplo, podemos citar que não precisamos comunicar ao nosso coração que pulse continuamente, que o fígado filtre o que entra, que os pulmões aspire e inspire, mas devido a inúmeras indisciplinas na manutenção da vida humana, não saímos da fase instintiva, mesmo tendo agregado a fase mental/intelectual.

Na etapa atual do ciclo planetário deveríamos estar entrando na fase da conscientização da vida plena, espiritual, no alinhamento com o Eu Superior.
Defasados como estamos, perdemos inúmeras percepções e impulsos originados nas esferas superiores, nas Hierarquias, nas Consciências Elevadas que emanam e não encontram campo fértil na mente humana, para desenvolverem-se.  
Isto vem exigindo grandes esforços dos indivíduos para que tais percepções possam ser sentidas, mesmo que parcialmente.
Não é à toa que tanta “ajuda” tem se manifestado, nos dias atuais, para que possamos nos orientar para este confuso final de ciclo terreno.

A principal característica desta situação é a insatisfação que borbulha dentro de nós. É uma insatisfação voltada para a confusão, para a ausência, para a necessidade de algo que não conseguimos identificar e muito menos encontrar. Isto ocorre porque nos voltamos, e tão somente, para as ilusões da vida material.

O pensamento é claro neste aspecto: Toda experiência física é apenas um meio para tal desenvolvimento espiritual.
Se este aspecto não se torna relevante, nada acontece (Lei do Livre Arbítrio).

(5) Esta Terra, com as várias experiências de bem e mal, alegria e sofrimento, paz e perigo que nos oferece, é uma escola iniciática conduzindo o homem animal primitivo ao desenvolvimento da consciência até que alcance a primeira descoberta de seu Eu Superior.

Pois bem, temos de perceber que o bem e o mal, o certo e o errado, faz parte do aprendizado no estágio atual.
No entanto, sair desta escola iniciática é uma decisão que caberá a cada um tomar no momento do encerramento deste ciclo terreno, que se aproxima velozmente.

Nos encontramos nesta fase, na oportunidade oferecida, e cada um definirá sua escolha.
Um ciclo planetário abrange subciclos, onde a humanidade teve ápices de ascenção e desdobramento evolutivo.
De forma resumida, ganhamos o corpo mental nos primórdios da raça humana, para o desenvolvimento do intelecto, da inteligência;  na era Atlântida o corpo emocional, onde as paixões como forma rudimentar do amor começou a tomar forma, e assim ocorreu sucessivamente através de experiencias individuais e coletivas, onde padrões de evolução material foram introduzidas para que pudéssemos discernir entre o bem e o mal, o certo e o errado.
Mas o ciclo se encerra, chega ao seu final e a cada ser humano terá de optar pelo caminho a seguir.

A nova meta, no novo ciclo terreno, se volta para a ascenção em viver o Eu Superior. Novos objetivos, significados, dimensões, contatos, conceitos, alteram-se para um novo patamar de ascese que inicia-se a partir das modificações da superfície terrestre.
Uma leva de seres humanos estão se preparando e sendo preparados para a 6ª Raça Humana que não mais se fixará no desenvolvimento dos planos materiais, mas no desenvolvimento dos planos espirituais.
Podemos dizer que a matéria ficará em segundo plano, como hoje vem ocorrendo com o espirito, mas não por desleixo ou indiferença como hoje é característico, e sim porque as necessidades materiais simplesmente serão supridas para não desviar o novo homem das novas metas que lhe será apresentado.

Nada se compara com o que hoje acontece. Será tão diferente que podemos, literalmente dizer, que a nova Terra será um novo mundo.

Relances deste novo contexto estão sendo disseminados para aqueles, cujas Tarefas faz parte esta divulgação.
Hilton