Um sonho
revelador.
31.03.2018
Parte 1 –
29.03.2018
Encontrava-me numa caverna muito grande, imensa, onde milhões de
pessoas trabalhavam arduamente.
Estavam todos vestidos com uma capa preta. Arqueados, olhavam
somente para baixo, movimentando-se continuamente.
Estava no meio de todos, também vestido com a capa preta, tentando
trabalhar assim como todos faziam. O barulho era infernal.
Não estava conseguindo. Levava inúmeros papeis para inúmeros
lugares que eram sempre recusados. Estava aflito pois não conseguia realizar o
que julgava ser importante, trabalhar.
Estava frustrado e preocupado pela minha sobrevivência.
Olhei para cima, percebi que estávamos numa caverna. Era imensa,
mas com um acesso entre as pedras para seu teto.
Resolvi subir pois minha aflição era muito grande.
No alto, cheguei a conclusão que tinha de sair dali. Olhava para
baixo e via aquela multidão, um mar humano de cor preta, trabalhando
freneticamente. A maioria realizava trabalhos manuais e os demais carregavam
papeis, indo de um lado para outro.
Entre eles equipamentos de madeira gigantescos faziam um barulho
ensurdecedor.
Subiam e desciam escadas, entravam em locais apertados e abafados,
assim como eu fiz.
Decidi que tinha de subir nas pedras e alcançar o teto da caverna,
e assim fiz.
Olhei a minha a capa e notei que era presa por um pequeno laco
amarrado no pescoço. Resolvi tirar.
Caminhei um pouco mais e vi um pequeno túnel. Entrei e comecei a
me arrastar por ele. Estava ficando cada vez mais estreito e apertado. Fiquei
com receio de ficar entalado e não conseguir sair. Recuei e voltei.
Caminhando entre as pedras, notei um buraco minúsculo por onde
entrava luz. Vi que a pedra era um calcário, portanto mole, que se desfazia com
algum instrumento duro.
Desci novamente, achei uma espécie de chave de fenda e voltei a
escavar a pedra.
Ela foi cedendo e logo um fio maior de luz solar apareceu. Prendi
minha capa nas paredes de pedra, encobrindo a luz que aumentava e fui
escavando. Consegui um buraco suficiente para sair. A luz era forte, o ar
cheiroso, o vento refrescante.
Comecei a sair. Veio em mim uma forte inquietude. Percebi que não
fazia sentido ir sozinho. Recuei.
Desci novamente, desta vez sem a capa preta que continuava escondendo
os raios solares.
No meio da multidão, duas mulheres vieram me cobrir com uma capa.
Parecia que estavam me esperando. Sem falarmos nada, havia com elas algumas
crianças.
Subimos novamente e saímos todos pelo buraco.
Uma paisagem bonita apareceu. Andamos rapidamente, descendo uma
encosta de morro com farta vegetação natural. Após várias horas de intensa
caminhada, saímos numa pequena praia.
Areia branca, mar calmo, muita paz, sentamos na areia para
descansar. Estávamos exaustos e muito tensos.
Agradeci as duas mulheres, muito parecidas uma com a outra e notei
que vieram 40 crianças. Todos calmos, silenciosos, aguardavam alguma coisa.
Acordei.
Parte 2 –
30.03.2018
Vi-me no meio de uma mata com dois amigos. Estávamos de bermuda,
camiseta regata e descalços.
Estávamos aflitos e caminhando rapidamente, pois o céu estava
escuro e ameaçando uma forte tempestade.
Logo em seguida nos deparamos com uma região muito iluminada por
luzes artificiais. Ao nos aproximarmos vimos um palácio imenso.
Uma grande festa estava sendo dada e muita gente ao redor.
Resolvemos ir até lá. Ao passar seus portões, vimos que a festa
era intensa e grandiosa.
Jardins incríveis, decoração exuberante, muita luz artificial
iluminava os acessos para uma monumental entrada guardada por pessoas com um
uniforme de gala.
Vimos nosso traje, estranho, mas resolvemos entrar assim mesmo.
As pessoas não notavam nossa presença, pois havia inúmeros
atrativos para olhar, se divertir e se distrair.
Estavam todos muito bem vestidos. Alguns com trajes da época da
monarquia e outros com trajes modernos, onde algumas mulheres estavam seminuas
ou com vestidos transparentes.
A exposição de joias, tais como anéis, colares, brincos, relógios,
eram incríveis. Muito brilho, pedras exageradamente grandes mostravam o poder e
a riqueza das pessoas ali presentes.
A decoração era incrível, com obras de arte, tapeçaria, lustres, desenhos
clássicos nas paredes e tetos, além de um mobiliário de babar. O moderno se
misturava com o clássico.
Andando entre os convidados, estávamos assustados, admirados com
tudo aquilo e deslocados. Ninguém nos dirigia a palavra. Era como se não
estivéssemos ali.
Garçons de luvas e vestimenta impecável, serviam as bebidas.
Resolvemos pegar uma delas. Parecia ser uísque num copo cravejado
de brilhantes. Ao tomarmos era agua somente e turva.
Em seguida um carrinho conduzido por 4 garçons trazia uma grande
garrafa, do tipo conhaque, ricamente decorada. Fomos servidos em copinhos
dourados.
Era agua turva.
Ao passarmos para outro salão, vimos os garçons conduzindo
bandejas prateadas e douradas com pratos de comida, servindo a todos.
Nos servimos novamente, pois a nossa fome era grande. Os pratos
continham papel em relevo, aparentando comidas.
Olhamos um para o outro sem saber o que fazer.
Escutamos uma música tocando e nos dirigimos para o próximo salão.
Uma grande orquestra num anfiteatro, aparentemente tocava músicas clássicas
para dançar.
Tinha muita gente dançando.
Nos aproximamos da orquestra e vimos que os músicos faziam os movimentos,
mas não encostavam nos instrumentos. O som vinha por detrás.
Ficamos parados por um tempo olhando tudo aquilo, atônitos e
assustados.
Após algum tempo, tremores começaram a surgir, ou seja, um
terremoto.
Muita correria e gritaria.
Notamos então que tudo começou a se liquefazer. A decoração, o
mobiliário, os quadros, as roupas, as joias. As pessoas aflitas gritavam,
choravam, desesperadas pegavam suas joias que se derretiam. Os rostos sujos de
tinta escorrida, criava um aspecto horrível em todo mundo
Saímos apressadamente do salão, para fora, para os jardins. Estes
também estavam se liquefazendo. Corremos numa grama melecada, escorregadia.
Pulamos uma cerca e corremos para o alto de um morro. A tempestade
tomou vulto. Muitos raios e muitos tremores. As luzes do palácio se apagaram.
Olhamos do alto do morro e vimos uma pequena praia a vários
quilômetros, onde a luz da lua se refletia nas águas calmas do mar. Fomos para
lá.
Ao chegarmos, muito cansados, vimos um grupo de crianças com duas
mulheres, sentadas na areia, entretendo as crianças.
Eram as duas mulheres e as 40 crianças que me acompanharam ao sair
da caverna.
Voltei ao sonho anterior.
De bermuda, camiseta e descalço, agora acompanhado, estávamos na
mesma praia do sonho anterior.
Sentamos e descansamos. Continuava noite, mas na praia estava tudo
calmo.
Ao longo víamos o mar revolto e do outro lado a tempestade se
intensificando.
Falei com as mulheres que tínhamos de sinalizar o local, mas sem
fogo, pois poderíamos atrair uma multidão para cá.
Senti uma pressão no peito, lembrando das pessoas na grande
caverna.
Imediatamente, 3 grupos de 4 crianças se levantaram e foram para a
mata.
Voltam depois de algum tempo, conduzindo com as duas mãos centenas
de vagalumes, voando alinhadamente sobre as mãos de cada uma.
Estes 3 grupos de crianças se posicionaram na forma de um
triangulo e na ponta dos vértices, os vagalumes iluminavam em sintonia. Todos
ao mesmo tempo, irradiavam aquela luz esverdeada, refletindo para o céu.
Em seguida pela mata, surgem rostos do nosso grupo conduzindo
pessoas. Um das pessoas vinha trazendo mulheres com crianças. Crianças no colo,
crianças de mãos dadas e mulheres grávidas.
Todos que foram chegando, sentavam-se na praia, quietos e em
silencio.
Após algum tempo, no silencio e na harmonia, as duas mulheres
começam a entoar o mantra Sohin. Todos acompanham.
Sohin: Coligação com a Nave Alfa, invocação de energias de cura.
Purificação, sintonia e ajuste do campo magnético.
Sohin, Sohin, Sohin, Sohin.
Manuak Sikiuc Nagua
Num ritmo compassado e harmonioso, o som vibrava juntamente com os
pulsos de luz dos vagalumes.
Foi um momento incrível.
Acordei.
Observações
sobre o sonho:
Parte 1.
Todo sonho segue um sentido figurado, acentuando detalhes que são
reveladores.
O sonho é uma forma de contato, onde a imaginação é utilizada como
forma de comunicação entre indivíduos de níveis de consciências distintos - o
maior para o menor.
A imaginação sempre foi interpretada como algo irreal, volátil,
que se desmancha. No entanto é um fator de comunicação extremamente utilizado
com todos os seres humanos, pois alcança todos os níveis de consciência e podem
ser interpretados de acordo com os níveis de cada um, nas boas ou más intenções.
A imaginação serve aos dois lados, face a dualidade no mundo
cármico, ou seja, as forças evolutivas e involutivas se servem do mesmo
processo.
O sonho pode dar vazão aos anseios mais superficiais como aos mais
profundos, gerando respostas e indicações que devem ser interpretadas pelo
envolvido.
No meu caso, percebe-se certos anseios comuns a outros, talvez
pelo fato de estar me expressando através de comunicações entre dois mundos o
material e o imaterial.
Sob a minha ótica e meu ponto de vista:
A caverna: representa os padrões normais da maioria, onde o
trabalho, ou melhor dizendo, a sobrevivência acontece sem muita atenção e
escrúpulos. Digamos que o importante é atender as necessidades da vida material,
nem sempre básicas e necessárias, mas constantemente supérfluas e frívolas.
A postura daqueles pessoas, arqueadas e olhando para baixo, reflete
a posição da maioria que não se atenta para o “trabalho escravo” que se
submetem, uma vez que sua atenção é voltada completamente para as necessidades
primárias, neste caso única e exclusivamente a sobrevivência da vida
física. Vivem e morrem num mesmo local,
num mesmo ambiente, trocando as roupas (ou corpos masculinos e femininos), mas
cobrindo-se sempre com a capa preta, que passa a ser a roupagem principal das
reencarnações, submetendo-se ao mesmo tipo de ambiente, às mesmas coisas, num
processo de contínua repetição.
Perde-se a identificação com a alma quando se assume um lugar
comum, onde exclusivamente, a luta pela sobrevivência no plano físico é
predominante.
Como descrito esta capa preta era facilmente removível, por ser
presa por um simples laço, mas tira-la requer muita coragem, pois irá cessar o
domínio do sistema sobre você.
No sistema nossas esperanças são limitadas a uma única
possibilidade, a sobrevivência.
Não percebemos que a sobrevivência está na ordem natural de Deus.
Mas esta percepção somente irá ocorrer após a retirada desta capa e a superação
dos medos provenientes.
É uma luta que pouquíssimos estão dispostos a enfrentar, por isso
que a maioria continua presa ao sistema, a essa matrix que limita tremendamente
nossas imensas capacidades.
Quando conseguimos superar o medo da morte, daremos o passo
definitivo para que a capa seja retirada e um novo processo de vida seja aceito
e realizado.
O processo foi tão fortemente arraigado no início da civilização, que
o arquétipo inicial sofreu modificações em seus códigos genéticos, nossa atual
DNA, devido a interesses escravagistas de civilizações extraterrestes
exploratórias, que até hoje se mantem preso nos conceitos do ter e poder, face
as grandes ausências de benefícios materiais que o homem primário, escravizado,
sofreu.
Nada aconteceu por acaso, portanto este aparente desvio de
finalidades da raça humana, com certeza compensou faltas cometidas por aqueles
que para cá foram dirigidos de seus mundos de origem. A ordem e a organização não se corrompem,
assim como as compensações sempre acontecerão.
Mesmo neste longo trajeto posterior a este advento, o livre
arbítrio não foi utilizado como deveria e manteve a maioria acorrentada a estas
carências iniciais.
Iludidos, os indivíduos mantem-se preso aos interesses egoísticas
e mesquinhos, da posse e propriedade, do ser e do ter, matando se necessário
para manter suas dolorosas ilusões.
A indiferença com o próximo, o modelo automático de se fazer as
mesmas coisas e a total atenção com as necessidades básicas e primárias não nos
liberta daquela imensa caverna.
Minha aflição com meu trabalho e a indiferença dos demais com
minha preocupação para conseguir sobreviver, me levou a buscar alternativas, a
olhar para a cima, a desejar a libertação.
Portanto o que aparentemente significou algo desesperador, embutia
um processo de libertação, além de um novo caminho, uma nova esperança, algo
acima dos padrões “normais”.
Sem esta aflição, não há libertação, não há progresso, não há
movimentos diferentes do que temos feito por vidas e vidas.
A minha luta para sair reflete a necessidade da mudança, de
conhecer o novo, de arriscar-se, pois, nada mais estava fazendo sentido.
O pequeno túnel representou a 1ª busca, mas prevê caminhos
obscuros e para isto precisa ser retomado quando a impossibilidade e o risco estão
acima do que consideramos perigoso.
O pequeno ponto de luz, saindo do pequeno vão entre as pedras, na
retomada pela busca, indica que um novo caminho aparece, mas exigiu foco e
atenção numa nova oportunidade. Digamos que a persistência mostrou resultados e
uma nova chance, um novo raio surgiu.
Confunde-se muito o processo da entrega com a inercia de não se
fazer nada. Quando não se faz nada não há busca, não há oportunidades, não se
vê novas possibilidades, não há intuição, além do que o tempo continua e os
momentos passam. A entrega é uma atitude passiva após os limites da busca terem
se esgotado, ou algo impeditivo que te remete a este estado.
O conceito de salvar-se pode ficar incoerente perante a
necessidade atual. Creio que trocar o salvar-se por servir seja mais coerente e
mais divino se assim podemos chamar.
No sonho não vi sentido em prosseguir para salvar-me, mas senti a
necessidade do serviço e de que mediante as possibilidades abertas por aquele
pequeno buraco, esta saída poderia ser oportuna para outros.
No entanto, vem um drama, a quem aplicar esta oportunidade?
Nosso critério de julgamento, de quem vai e de quem fica, pode ser
totalmente incoerente e infeliz face nossa visão ainda obscura para tais
decisões. As crises emocionais, as vaidades e o egoísmo assumem o controle.
No sonho, as duas mulheres assumem esta função me isentando de um
critério da qual ainda não estou preparado, definindo por conceitos que
desconheço, a inclusão daquelas 40 crianças.
Tenho certeza que estas 40 crianças foram as pessoas certas e
provavelmente podem ser as precursoras de algo muito maior, mais intenso e
necessário do que meus critérios ainda contraditórios, para escolhas.
Tai algo que não precisamos nos preocupar quando a atitude ao
Serviço se ampara na obediência e na fé.
O caminho após a saída da caverna, não era conhecido, mas na
medida que a entrega se faz presente, fomos conduzidos por forças maiores, por conceitos
que prevê a sucessão de fatos que nos levaria para aquela pequena praia, o
lugar certo. Outro aspecto importante do Serviço, a entrega quando nossas
possiblidades se esgotam.
A praia representando um oásis no meio da perturbação, mostra-se
como um local protegido, amparado e com as devidas circunstâncias para que o
acolhimento possa acontecer, portanto, da caverna em diante, segue-se um
aspecto da entrega, onde deixar-se ser conduzido é necessário.
A lógica, os parâmetros, os paradigmas, que pertenciam à caverna
(mundo ilusório), perdem suas funções.
Parte 2.
O palácio. Creio que representa as maiores ilusões, onde aspectos
do ser, do ter e do poder são inebriantes, sedutores, levando uma elite aos
extremos da ganância e do egoísmo.
Creio que os participantes desta grande festa, deixaram-se levar
perdendo todos os escrúpulos para a luxuria, o luxo, a posse, a ganância como
foi realeza como experiencia de uma das formas de governo.
As coisas de encher os olhos acabam por fechar os olhares para os
objetivos verdadeiros que a vida aguarda que conquistemos.
Nossa aparência marcada pela bermuda, pela camiseta, descalço,
talvez tenha sido uma forma de sermos preservados destes momentos tão
antagônicos e sedutores.
Esta aparência nos fazia lembrar, continuadamente, do nosso
verdadeiro lugar, que com certeza não fazia parte daquele palácio. Creio que não temos forças suficientes para
resistir a tantas ilusões sedutoras
As bebidas que eram água turva, a comida representada por papel em
alto relevo, o luxo em todos os ambientes, mostrou o quanto podemos ser
iludidos e como podemos cair facilmente nas armadilhas da vida desregrada e
oportunista, que nos separa da vida evolutiva.
Os músicos que não tocavam, mas que convenciam a todos de uma
orquestra em ação, mostra bem a capacidade de sermos manipulados em nossas
crenças, em nossas ideologias, em nossas mentiras, em nossos medos, pois é
comum acreditarmos que tudo o que vemos é real
e o destino é sempre uma armadilha.
O destino existe como um caminho que pode prever os desvios que
faremos, as faltas que iremos cometer, dando oportunidade de recuperação, de
retorno ao caminho real, ao caminho evolutivo, pois é isto que interessa.
Os desvios precisam ser corrigidos e no destino temos a
oportunidade de retomar o caminho correto.
De certa forma podemos ter um destino melhor ou pior, mas este
levará em conta as vidas pregressas, pois tudo que fazemos de errado terá,
inexoravelmente, de ser corrigido, portanto, ao definirmos por uma vida melhor,
em termos evolutivos, evitaremos um destino menos conturbado na vida seguinte.
Poucos pensam assim, por isso que a maioria sofre e faz sofrer.
O sofrimento se destaca pelas carências materiais, mas isto é só
uma parte, pois a negligência ao Trabalho, ao Serviço, que bloqueia nossa
evolução, traz graves consequências na medida que nos desalinhamos no tempo.
Sim, nesta época, por exemplo, teríamos de estar concentrados nas
atividades para um final de ciclo, mas vê-se que a maioria só tem atenção para
suas necessidades materiais, seu egoísmo, seus prazeres, suas preocupações, seu
sustento e a preservação de seu patrimônio, sem considerar que muito pode ser
feito se dermos a devida atenção aos inúmeros “recados” que temos recebido.
O tempo está muito acelerado. Digamos que um dia dos tempos atuais,
represente 1000 dias há 2000 anos atrás, a 500 dias de 1000 anos atrás e de 100
dias de 10 anos atrás.
Quando paramos no tempo, ou perdemos tempo com distrações,
ilusões, preguiça, falta de vontade, para retornarmos ao ritmo do momento é necessária
muita aceleração, vontade, dinâmica de raciocínio, de informações e até de
movimentos físicos.
Com certeza estamos defasados e nem sempre teremos tempo de
recuperar esta defasagem, portanto é primordial saber dar prioridade às nossas
decisões.
Realinhar-se nem sempre será possível, podendo nos manter
defasados da dinâmica do planeta em acelerado processo de ajuste universal.
Voltando ao sonho revelador, tem um momento em que tudo começa a
se liquefazer. As ilusões se desmancham, as máscaras caem, o palácio entra em
colapso.
Estamos nesta fase do processo, mas muitos ainda se mantem presos
às suas necessidades pessoais, suas mesquinharias, suas posses, enfim suas
ilusões, tentando reter o que é inevitável e inexorável.
Perceber estes aspectos, de forma geral, tem sido para poucos e
para os predestinados, pois a maioria não quer ceder. Em certo momento estes
irão, também, se liquefazer, pois não há mais como reter o que já foi
desencadeado.
Quando corrermos para fora do palácio, vê-se nesta ação um momento
de despertamento. Apesar de termos sido espectadores, exigiu-se prontidão,
dinâmica e ação.
Não houve entrega e nem inercia, mas a ação necessária para dali
sair.
A vista do alto do morro, identificando a praia, mostra que o
amparo e a proteção manifesta assim que damos o consentimento, pois ninguém
será esquecido ou preterido desde que tenha se autoconvocado para a transição
planetária e se coligado com a urgência dos tempos.
O que precisa surgir, surgirá no momento certo, aos que tem olhos
para ver.
Ao nos reunirmos na praia, ao lado daqueles que ali se encontravam
numa atitude passiva, pacífica e de contemplação, determina o fim dos
procedimentos ao nosso alcance, pois dali em diante outras forças e outros
fatores entrarão em ação. Digamos que dali em diante fica a cargo da Providência
Divina.
No livre arbítrio devemos seguir nosso coração, darmos nossa
permissão e nos entregamos quando nossas possibilidades se esgotam.
A união de todos, a atitude pacífica e passiva, assim como a
entoação do mantra, define o processo final para que o devido acolhimento
aconteça, a critério de quem nos assiste.
Não quero com estas descrições ser pretensioso, ser negativo, ser
profético, mas sinto que este chamado é importante e oportuno.
Temos um novo destino num planeta que irá regenerar e resgatar o
caminho da evolução e não mais da expiação.
Não creio que todos seguirão o novo curso da Terra, pois parte da
população acolhida talvez pertença e retorne aos seus mundos de origem, mas
creio que, simbolicamente, as 40 crianças desenvolverão a Nova Terra, a Nova
Era, onde um novo código genético trará também novos códigos de conduta, de
moralidade, de ações alinhadas com os mundos evoluídos e com suas civilizações
que irão acelerar o processo de recuperação da raça humana terrena.
Não há outra forma de evoluir a não ser pelo Serviço, portanto, o
egoísmo e sua entranhas devem ter seu glorioso final aqui na Terra. Foi útil,
prestou um grande serviço, mas sua fase terminou.
O número 40 é simbólico.
Talvez tenhamos mais revelações no futuro.
Podemos dizer que o número 4 representa o fator humano e o número
zero o fator espiritual. Quem sabe junta-se o que hoje está separado.
Alguns indivíduos do grupo trazendo pessoas, mostra que assumimos
responsabilidades enormes e temos de estar preparados para este momento de
alinhamento com as ajudas ao Planeta. Das nossas decisões muitos serão
envolvidos, portanto o despreparo não é uma desculpa, mas uma omissão.
Em nenhum momento consegui identificar as pessoas acolhidas e
reunidas, preservando as identidades. Mais uma vez não entra em cena certas preferencias
ou tendências que podemos ter face nossas emoções.
Enfim creio que estes esclarecimentos devem nos fazer pensar,
refletir e quem sabe mudar alguma coisa, num momento do planeta em que o tempo
está tremendamente acelerado.
Manifesto minha gratidão por todas as orientações recebidas, por
todos estes Mensageiros pelo qual tenho a mais profunda admiração e respeito, e
espero ter sido o mais fiel possível no detalhamento e nas explicações do Sonho
Revelador.
Graças a Deus.
Hilton