O início de
uma vida de comunhão interna dá quando o indivíduo se mantém impassível tanto
nos momentos em que percebe a presença do contato superior, como quando se
sente abandonado a si mesmo. A partir de então, a fé torna-se parte dele, sem
mais oscilações; é um perene estado de confiança e entrega. Dela imbuído, ele sabe
que está em união, independentemente de perceber ou não essa unidade.
A partir
desse ponto, o homem tem uma vida interior.
Figueira.
Pois bem, as sensações descritas ocorrem para todos e podem se
repetir em vários momentos.
Normalmente quando se está mudando de estagio de contato ou comunicação,
abre-se um certo vazio em nosso coração, até um certo desanimo, mas após um
período de persistência e abnegação o indivíduo
volta a equilibrar-se e sentir novamente o mesmo amparo que, aliás, nunca
deixou de ocorrer, mas por cair para um certo desequilíbrio este ilusoriamente pareceu
ter desaparecido.
São fases constantes em nossa vida, ou especificamente naquele que
busca continuamente crescer e evoluir.
Na fase inicial da vida mais espiritualizada isto ocorre com mais frequência
e com mais intensidade. Na medida que o indivíduo começa a se sentir
fortalecido neste caminho, isto tende a ser menos intenso e mais espaçado, pois
a mudança de um ciclo para o outro se torna menos perceptível.
Da mesma forma ocorre quando o indivíduo morre para aquele corpo físico.
Na medida que for compreendendo melhor o estado da morte, esta passagem vai se
tornado menos intensa e mais normal. E, da mesma forma, ocorre quando da transição
planetária , quando estamos mais alinhados com as Leis vigentes a transição em si
poderá ser quase imperceptível.
Na medida que o individuo for se alinhando com a evolução
universal, que é uma constante, as sensações de transição vão sendo menos
sentidas. Espera-se que a nova humanidade adquira esta característica, evoluir
de forma continua e constante, mantendo um caráter de normalidade e
tranquilidade no continuísmo da vida.
Infelizmente, no momento atual não estamos nem perto desta
possibilidade, por isso que a transição em curso deverá gerar uma sensação de rompimento
e destruição, pois estamos tão desalinhados e desequilibrados que tudo terá de
ser radicalmente alterado e mudado.
O homem do futuro aprenderá a reconhecer na vida interior, sua
verdadeira vida e a vida exterior será a manifestação fiel da vida interior.
Não há no momento forma para descreve-la como será, pois as
mudanças serão tão grandes e tão intensas que nada se compara ao que se vive hoje.
Portanto, voltar-se neste momento para a voz do seu coração pode tornar-se
um ensaio muito importante do que virá. Isto por si só irá aumentar o nível de
compreensão e resignação das próximas etapas bem intensas da transição em curso.
O homem do futuro será universal, ou seja, terá acesso a vários
mundos e várias dimensões. Iremos descobrir que a Terra abriga diversas formas
de vida, de sistemas de desenvolvimento, de seres que não seguem os padrões que
conhecemos.
O que hoje sabemos é uma parcela muito pequena, muito tímida do
potencial da Terra em manter estruturas de vida em desenvolvimento.
Hoje dividimos o conhecido em 4 reinos, o mineral, o vegetal, o animal
e o hominal, sem ter percebido que outras formas de vida, de desenvolvimento,
de aptidões ocorrem ao mesmo tempo e no mesmo lugar, simultaneamente. Algumas
fábulas abordam precariamente alguns formatos de vida diferentes. São
consideradas infantis, devidamente qualificadas, pois certa pureza de intenções
é necessário para que algo desta natureza possa ser percebida, mesmo assim “arranhou”
naquilo que é mundos dentro do mundo.
O homem que consegue manter sua vida interior com certa
facilidade, tem uma capacidade muito grande para compreender o considerado incompreensível
pelos demais. A inocência e a mente desprovida de sentimento escusos e
negativos, o deixa leve e solto para percorrer mundos sutis que, para a maioria,
não passa de fértil imaginação e nada mais além disso.
Este tende a ser criativo e positivo e mantem-se ligado numa espécie
de simbiose temporal entre mundos do mesmo mundo. As crianças tem certas
facilidades para este estilo de vida, mas com o tempo vão se cristalizando por
influencia dos pais, professores e a família que não conseguem perceber nisso
uma necessidade premente para o desenvolvimento sadio de uma mente fértil criativa
e liberada de pragmatismos nefastos para ela e para o ambiente.
A poluição mental do planeta e 1000 vezes mais nefasta que a
poluição ambiental, aliás sem a correção da primeira a segunda não se converte.
Portanto, vamos trabalhar com a vida interior, vamos parar de querer ser igual a todos. Somos
seres individuais, únicos no universo e comprometidos com a evolução espiritual,
a material será a manifestação positiva da evolução espiritual.
Hilton