Só damos
passos realmente quando nos dispomos a ir um pouco além do que estaria ao nosso
alcance.
Figueira.
Pois bem, temos uma tendência muito
forte em impor limites a nós mesmos. No entanto, quando uma dificuldade aparece
e nos incomoda bastante, reagimos para superar os limites que havíamos
concebido a alguns momentos atrás. Esta tendência tem sido inerente a todos os
seres humanos.
Nossa educação sempre nos
condicionou a acatar limites que impõem regras sobre nossa criatividade. A ignorância
dos educadores, pela pobreza das informações que tem acesso, contribui para a
má formação intelectual infantil. Tem sido imposto regras absurdas de
comportamento com objetivos óbvios de controle e domínio, mantendo a título da “boa
educação”, limites desnecessários sobre as crianças. Isto limita a criatividade
sadia e colaboradora que poderia desabrochar, naturalmente, de cada uma. Há de
se considerar também, que temos sido péssimos exemplos para elas, que veem em
nossas ações muito contrassenso entre o que se fala e o que se faz.
O egoísmo presente é outro fator
que prepondera sobre todos. É alimentado pela competitividade que rapidamente
se transforma nos diversos modelos de violência e segregações.
Nossa educação já pressupõe que um
tem de ser melhor que o outro, aprofundando a desigualdade para os extremos. Em
seguida vem as leis que tentam disciplinar estes mesmos extremos que foram
intensamente trabalhados na educação. Fica assim um contrassenso como “moto
contínuo” da desigualdade x igualdade.
Atingimos um estágio em que a
reversão é impossível, pois cada vez mais haverá mais competitividade e animosidade
entre todos.
O aumento da população do planeta,
contribui radicalmente para os extremos, numa humanidade despreparada para
conviver harmonicamente. A competitividade e o egoísmo não permite a
possibilidade da harmonia.
No entanto, vê-se que a nova
geração que vem chegando tem adotado outros patamares de comparações, abdicando,
inclusive de luxos considerados essenciais até a pouco tempo.
Esta transformação da nova geração
é interna, intuitiva e a capacita para a nova era planetária. No entanto, tem
sido comum ver crianças desajustadas em seu meio ambiente familiar, escolar e
de convivências, pois a transição no meio ambiente e na sociedade é muito lento
de ocorrer, face as grandes resistências
dos mais velhos que ainda não perceberam a troca do modelo de “como se viver”.
Isto tem seus efeitos nefastos
sobre a nova geração, que vive conflitos internos enormes, pois já nasceram com
estas características bem diferentes dos modelos que conhecemos.
O período da transição planetária é
extremamente conflituoso e arriscado. Muitos não aguentarão a pressão da
transição, pois não encontram explicações plausíveis para diversos sentimentos
internos que deveriam manifestar, além de serem tolhidos por pais, educadores,
familiares que não aceitam modelos diferentes dos que foram criados. Por ouro
lado as mudanças são intensas, muito rápidas, acentuando os conflitos internos
que vem para fora sob a forma de revolta ou de submissão.
Educar, hoje, é uma tarefa muito
mais complexa do que fora outrora, devido a transição em curso. Sem informações
adequadas, pais e educadores seguem modelos desatualizados que não serve e
confundem esta nova leva de crianças que estão vindo com outra base de
sentimentos, princípios e regras de convivência.
É preciso ajudar.
É preciso dispor-se a aprender,
rever conceitos, quebrar preconceitos, ser audacioso, estudar muito e
dedicar-se, de coração e alma, para ajudar com sabedoria.
A disposição de ajudar, sem a
sabedoria necessária, simplesmente confunde o que já está confuso.
Disponibilize-se, mas aprenda
antes de buscar o Serviço.








