Desapegado do
passado, poderás reconhecer os passos que deves dar.
Figueira.
Pois bem, nossa história é cheia
de erros e acertos. Tem sido mais erros do que acertos pelo fato de vivermos
num mundo cármico, ou seja, agressivo e volátil (muda a cada instante).
A princípio parece ser
desfavorável, pois nos coloca em situações que exige grandes esforços físico,
mental e emocional na luta pela sobrevivência e pelo aprendizado na evolução. Por
outro lado, nos mostra a versatilidade em nos recuperarmos de situações desagradáveis.
Se o mundo cármico não fosse
desafiante como é, pouco evoluiríamos, pois nos falta a conquista definitiva da
fé.
Vivemos uma fé muito precária,
muito volátil e adversa da regularidade necessária para que a confiança pudesse
realmente ser exercida. Sendo assim, repete-se constantemente situações que
erramos no passado como oportunidade de corrigirmos estes erros.
O passado serve como uma referência
para que evitemos os mesmos erros. Então em cada situação de conflito
deveríamos exercer uma nova postura, diferente, peculiar, refazendo um caminho semelhante,
mas com novas atitudes, pensamentos e postura com o que foi colhido na busca
realizada.
Dai depara-se com outro problema,
a busca. Poucos buscam, poucos tem vontade de sair do lugar comum, poucos
resolvem pensar e racionar com as próprias ideias, pois deixam se levar pelo
que a maioria faz, pelo que a maioria pensa e como reage. Isto é um “prato
cheio” para as forças involutivas, que veem o caos, a confusão, a insatisfação
predominar, dando a elas este alimento maravilhoso que é a desarmonia,
para que se banqueteiam constantemente.
O “sofrimento”
com uma pitada de “caos” é a comida gourmet das forças negativas. Servida com base na “dor
interna”, saboreia-se com uma taça dos grandes rótulos da “desarmonia”, que ao
longo dos séculos vem sendo trabalhada em grandes “toneis humanos”.
Não faça
parte deste banquete como sendo a comida gourmet e o cálice dos grandes rótulos.
Afaste-se...
Convivemos hoje com um portfólio
de doenças emocionais, justamente pelo fato de que não nos desapegamos do
passado. Deve ser considerado, o passado das vidas anteriores e o passado da
vida atual. Mas deve se considerar que tanto o passado das vidas anteriores como
da vida atual, estão presentes no indivíduo para que ele se submeta a situações
das quais foi incapaz de solucioná-las, por isso que se repetem.
Quando nos desapegamos do passado
e pensamos no presente, focamos na busca e no aprendizado de novas possibilidades,
expandimos nossa consciência, alargamos nossa inteligente aumentando
consideravelmente a base de sucesso das experiencias em curso (que inexoravelmente
envolve as do passado).
A busca por novas informações,
novos argumentos, novo aprendizado, é a base da nossa existência por todo este
Universo. Aquele que para se apega à preguiça, ao desanimo, une-se ao que todos
fazem, desistiu de evoluir espiritualmente, aumentando assim seu ciclo de
experiencias desagradáveis.
Reconhecer o passo que devemos dar
leva em conta o inusitado, o intuído, a audácia, a coragem e a fé. A fé, neste
aspecto, é a base deste impulso exatamente por ser algo novo a qual nos convencemos
em realizar.
Reaja, seja mais audaz e submeta-se
ao desconhecido. Fazer o que sempre fez é tolice.







