domingo, 1 de março de 2020

Passos Atuais 145a Parte. Fazer o que sempre fez é tolice.


Desapegado do passado, poderás reconhecer os passos que deves dar.
Figueira.

Pois bem, nossa história é cheia de erros e acertos. Tem sido mais erros do que acertos pelo fato de vivermos num mundo cármico, ou seja, agressivo e volátil (muda a cada instante).

A princípio parece ser desfavorável, pois nos coloca em situações que exige grandes esforços físico, mental e emocional na luta pela sobrevivência e pelo aprendizado na evolução. Por outro lado, nos mostra a versatilidade em nos recuperarmos de situações desagradáveis.

Se o mundo cármico não fosse desafiante como é, pouco evoluiríamos, pois nos falta a conquista definitiva da fé.

Vivemos uma fé muito precária, muito volátil e adversa da regularidade necessária para que a confiança pudesse realmente ser exercida. Sendo assim, repete-se constantemente situações que erramos no passado como oportunidade de corrigirmos estes erros.

O passado serve como uma referência para que evitemos os mesmos erros. Então em cada situação de conflito deveríamos exercer uma nova postura, diferente, peculiar, refazendo um caminho semelhante, mas com novas atitudes, pensamentos e postura com o que foi colhido na busca realizada.

Dai depara-se com outro problema, a busca. Poucos buscam, poucos tem vontade de sair do lugar comum, poucos resolvem pensar e racionar com as próprias ideias, pois deixam se levar pelo que a maioria faz, pelo que a maioria pensa e como reage. Isto é um “prato cheio” para as forças involutivas, que veem o caos, a confusão, a insatisfação predominar, dando a elas este alimento maravilhoso que é a desarmonia, para que se banqueteiam constantemente.

O “sofrimento” com uma pitada de “caos” é a comida gourmet das forças negativas. Servida com base na “dor interna”, saboreia-se com uma taça dos grandes rótulos da “desarmonia”, que ao longo dos séculos vem sendo trabalhada em grandes “toneis humanos”.
Não faça parte deste banquete como sendo a comida gourmet e o cálice dos grandes rótulos. Afaste-se...

Convivemos hoje com um portfólio de doenças emocionais, justamente pelo fato de que não nos desapegamos do passado. Deve ser considerado, o passado das vidas anteriores e o passado da vida atual. Mas deve se considerar que tanto o passado das vidas anteriores como da vida atual, estão presentes no indivíduo para que ele se submeta a situações das quais foi incapaz de solucioná-las, por isso que se repetem.

Quando nos desapegamos do passado e pensamos no presente, focamos na busca e no aprendizado de novas possibilidades, expandimos nossa consciência, alargamos nossa inteligente aumentando consideravelmente a base de sucesso das experiencias em curso (que inexoravelmente envolve as do passado).

A busca por novas informações, novos argumentos, novo aprendizado, é a base da nossa existência por todo este Universo. Aquele que para se apega à preguiça, ao desanimo, une-se ao que todos fazem, desistiu de evoluir espiritualmente, aumentando assim seu ciclo de experiencias desagradáveis.

Reconhecer o passo que devemos dar leva em conta o inusitado, o intuído, a audácia, a coragem e a fé. A fé, neste aspecto, é a base deste impulso exatamente por ser algo novo a qual nos convencemos em realizar.

Reaja, seja mais audaz e submeta-se ao desconhecido. Fazer o que sempre fez é tolice.




sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Passos Atuais 144a Parte. Reflita antes de falar.


A palavra inadequada lançada ao mundo prende o ser a ela.
Figueira.

Pois bem, devido ao baixo nível de consciência que nos encontramos aqui na Terra, poucos percebem este fato.

É um fato, pois atrela-se a uma Lei universal.

A palavra engloba em cada silaba, padrões de energias que, quando soltas, seguem o curso que o direcionamos.

Tem em si ritmos, padrões, forças emanações que irão atingir o objetivo designado pela vontade expressa.

Palavras que levam tons positivos, elevados, onde colocamos o melhor que sabemos e compreendemos até o momento, podem trazer efeitos benéficos, curadores e transformadores em determinadas pessoas, seres de outros reinos e ambientes que desarmonizavam.

Palavras que levam tons negativos, desagregadores, de baixo nível espiritual, podem trazer efeitos maléficos, doentios e transformadores em determinadas pessoas, seres de outros reinos e ambientes aumentando a desarmonização, o desequilíbrio e a ignorância.

A palavra é, no “frigir dos ovos”, um impulso positivo ou negativo e inexoravelmente gera carma. Tanto a palavra positiva como a negativa geram carmas.

Uma palavra considerada sábia, positiva, que gera um carma positivo, pode ter o efeito de anular um carma negativo, ao passo que a palavra considerada negativa, descabida, inoportuna gera um carma negativo que se soma aos existentes.

Temos de ser sábios e oportunos ao falar, para que não nos expressemos sobre algo que irá piorar o existente.

O pensamento é claro, a palavra nos prende a ela e aos seus efeitos, sejam estes positivos ou negativos.

Boa parte da tristeza que sentimos não vem necessariamente das ações, mas sim das palavras inadequadas que expressamos, pois, ao fazer alguém triste, ou provocarmos algum estado de sofrimento qualquer, nos coligamos a estes estados que podem permanecer por muito tempo dentro de nós.

Por outro lado, ao ajudar alguém com a palavra correta, sábia e de consenso elevado, estados de alegria e bem estar podem agregar-se ao nosso ser e gerar uma satisfação interna muito boa.

Desta forma, é importantíssimo aprimorarmos nosso conhecimento, nossa base espiritual e atualizá-la continuamente para que possamos pronunciar o que deve ser pronunciado em cada momento. A intuição é um impulso fantástico quando o indivíduo está preparado e propicio a tê-la, pois servirá de ajuste e atualização aos pensamentos elevados que poderão se transformar em palavras.

As palavras vazias, descabidas, com ódio, podem transformar nossa vida num verdadeiro inferno, pois nos coligaremos a estados de consciência de regiões obscuras do pensamento coletivo, gerando pressões que rapidamente podem se transformar em doenças. Esta forma de viver tem levado pessoas à loucura, com a prática de atos insanos, além de serem incentivadas por forças negativas a continuar neste suicídio.

Vigiai.

Vigia o que pensa, o que fala, o que irá falar, o que pensa, o que sente.

Não desperdice palavras, não solte palavras vazias, não critique, não denigra, não se aproveite de oportunidades que deturpem uma pessoa, uma situação, uma ocasião.

Meça sempre o que irá falar, fale menos, fale pouco, fale o necessário, mas                                                quando falar seja sábio.

Não se compare, saiba compreender, seja, essencialmente, um observador e ao                                      dirigir-se para alguém analise se que o que falará não se sentiria ofendido.



quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Passos Atuais 143a Parte. Vigia.


Muitos pretextos te trará a mente para desviar-te do verdadeiro caminho.
Portanto vigia.
Figueira.

Pois bem, é preciso convencer-se de que o verdadeiro caminho se faz numa conjugação de esforços, mediando-os entre os esforços para sobreviver e para evoluir.

Normalmente a sobrevivência é para onde tem sido direcionado os maiores esforços, muitas vezes todos os esforços. Quando isto ocorre adotamos a postura de conceber que a vida começa no nascimento e termina na morte, onde alguns são privilegiados ao nascer e outros sem privilégio nenhum, portanto, Deus, nos "dadinhos da sorte", estipula de cara, vencedores e perdedores.

A dosagem adequada entre as duas metades (corpo – espírito), acaba por nos ensinar que corpo e espírito é uma coisa só e que os esforços compartilhados nos dará condições de sobreviver com a evolução e evoluir com a sobrevivência.

Este compasso vai se ajustando ao longo da vida material, produzindo estados de equilíbrio. O desequilíbrio sempre irá existir, senão não saberíamos quando estamos equilibrados, mas poderá haver uma constância em que estas variações podem ser mínimas. 

Desta fase em diante os desconfortos serão tidos como provas do ensinamentos e o conforto como ganho de conhecimento.

Podemos dizer que este individuo encontrou o caminho, bastando agora, percorrê-lo.
Percebe-se que a maioria busca o conforto, o conforto físico, como se fosse possível viver fisicamente 
confortável e espiritualmente em conflito. Esta possibilidade não existe e o conflito torna-se uma graça de Deus que nos alerta, que nos incomoda, para sairmos de uma posição que se tornou inadequada para percorrer o caminho definido pelo destino.

Quando o individuo vislumbra o equilíbrio, o que está sendo tão desconfortável vira um impulso, 
uma explosão de energias que o fará buscar etapas da consciência que ainda não alcançou e está pronto para recebê-las.

Vejam que tudo o que nos acontece, tem no seu tempo, uma chama reveladora, uma ordem evolutiva ou um impedimento para algo nefasto.

Pensar, raciocinar, imaginar estas aspirações, nos conforta e ao mesmo tempo abre inúmeras 
possibilidades para compreendermos um pouco mais sobre como viver.

Vigia, em outras palavras pode significar um estado de atenção permanente, observar continuamente a vida e tudo o que acontece no teu entorno, descontrair nos momentos de medo, aceitar os sustos, olhar positivamente, não interferir, ajustar-se continuamente aos movimentos, não se dar por vencido, nunca prescindir da ajuda e aceitar o milagre.

Portanto, vigia. A Vida lhe conduz.

Orientação:
Obs.: Conforme orientações enviadas por Santa Madre Paulina, segue um pequeno texto que deverá ser repetido durante o banho, ou o banho das crianças, com o intuito de nos livrarmos das energias e pensamentos densos que pairam sobre todos, nestes momentos tão intensos por que passa o planeta.
Sugerimos que esta imagem e texto seja afixada na frente do chuveiro.

Senhor purificai-me dos meus erros intencionais ou não e prepare-me

Senhor purificai esta criança e prepare-a.


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Passos Atuais 142a Parte. A vida define-se pelo caminho que voce escolheu.


Quem tem razão e quem não tem sempre discutem, pouco constroem e nada avançam.
Figueira.


Pois bem, a frase parece contrapor ao que conhecemos, ao que aceitamos e praticamos, quando na realidade ter razão sobre algo dura somente um átimo (instante) de tempo.

Como estamos constantemente mudando de patamar evolutivo, a cada mudança o que parecia lógico, verdadeiro e real, transforma-se em ilógico, fantasioso e ilusório.

Aquele que foca em progredir percebeu que a verdade é para um único e ligeiro momento. No momento seguinte a verdade será outra, as circunstâncias serão outras e os fatos serão outros. Por isso que para um mesmo fato, indivíduos agem diferentemente entre si.

A verdade para uma criança faz sentido para ela, mas dificilmente fará sentido para um adulto que viveu e percebeu coisas e situações que uma criança ainda não experimentou.

Desta forma, o individuo que sentiu a necessidade de progredir, de abrir-se para as infinitas fontes da vida, não deve prender-se jamais em algum conceito ou situação e considerá-los definitivos, pois se agora faz sentido amanhã dificilmente fará.

Ter razão é para um átimo de tempo tão desprezível que não deve ser considerado, ou seja, nunca deveremos ter razão.

A razão depende do nível de consciência de cada um, portanto, para a mesma situação as razões são  variadíssimas entre todos. Cada um interpreta e age diferentemente para a mesma circunstância.

O individuo consciente destas eternas mudanças, torna-se aberto, sensível e atento para a renovação continua e constante das situações a qual ele será colocado. Sim, porque ele sempre será colocado em situações de conflitos para que possa auto avaliar-se de como consegue enfrentar os desafios que a vida lhe submeteu.

Aquele que se sente azarado, desprotegido, perseguido, inapto, na realidade tem uma imensa preguiça em acompanhar os recados que a vida vem lhe passando. O remédio para isto é a dor. Por isso que ela (a dor) muitas vezes se intensifica, se aprofunda, para que possamos sair daquele tipo de comodidade que não serve para os anseios da nossa alma.

Fique atento, disponha-se, não reclame, não se apequene perante as circunstâncias que a vida lhe 
consagrou; com absoluta certeza a vida definiu-se pelo caminho que você mesmo escolheu.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Passos Atuais 141a Parte. Acordai!


Preparai-vos com decisão para mudanças. Tereis o novo conhecimento que transformará a Terra.
Figueira.

Pois bem, estamos caminhando para as grandes transformações. A maior delas será no plano mental do ser humano que habitará a nova Terra.

No entanto, é agora que temos de trabalhar este crescimento mental. A informação é fundamental para que possamos ter o insight e em seguida a coragem de mudar o que somos.

O que somos não serve mais. Foi útil por um bom tempo, onde pensar, desenvolver e agir ainda era para poucos. Hoje todos precisam estar neste patamar. Pensar, refletir, desenvolver e agir.

A reflexão passa a ser uma postura em que adaptamos nossas intenções e nossos reflexos de acordo com o nível mental dos tempos atuais. No passado seguíamos, simplesmente, as intenções coletivas.

Bem, muitos ainda seguem as intenções coletivas e muitos aproveitam-se desta imensa defasagem, usando a falta de vontade do indivíduo, para reter seu desenvolvimento e continuar a conduzi-los para situações de conflito, confronto e agonia.

Podemos dizer que o que prevalece nesta etapa da vida é o desenvolvimento individual. Cada um precisa cuidar do seu progresso, atualizar-se continuamente e alinhar-se com a sua parte espiritual. 
Fora disto são somente distrações que nos atrasam com um propósito antigo, o de nos reter em níveis limitados e arredios às necessidade atuais, em especial desta intensa transição planetária.

Acordai!


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Passos Atuais 140a Parte. Viemos para fazer o que só nós podemos fazer.


Não viemos ao mundo para fazer o que os outros fazem. Não viemos ao mundo para fazer um pouco melhor o que os outros fazem. Viemos para fazer o que só nós podemos fazer.
Figueira.

Pois bem, o pensamento nos leva a reflexões profundas.

Se somos um Corpo humanidade, comparativamente ao nosso corpo humano, cada parte (ou cada um) deste corpo tem uma função específica.

Por menor que seja, cada parte  (ou cada um)  tem uma atividade que complementa o todo, que harmoniza o todo, que faz com que o corpo funcione com exatidão.

Um corpo sadio é um corpo em que todas as partes funcionam com exatidão, cumpram as necessidades para qual foi concebido naquele conjunto.

O Corpo humanidade está doente. Podemos dizer que agonizante, com várias de suas partes em fase de colapso. Muitas partes (muitos de nós) deste Corpo deixaram de cumprir as finalidades para a qual foram constituídos e isto está dilacerando este grande Corpo. 
Os reflexos são nítidos. A sociedade não condiz com os anseios das pessoas, a política não condiz com as necessidades dos povos. A religião se atropela pela busca desenfreada de poder e fidelização de fiéis em torno de argumentos mesquinhos e egoístas. A relação entre as pessoas tem como um dos seus alicerces principais o egoísmo. Enfim estamos vivendo uma situação de desarmonia e desordem a muito tempo, que vem se repetindo fase após fase da evolução material da humanidade.

Por consequência, o planeta sofre com esta desordem e desorganização, já não tendo mais a capacidade de repor a destruição que o vem delapidando.

Mas, vamos refletir.

O que tenho feito para melhorar esta situação?
Pensar numa solução ampla e global é algo inalcançável, até porque isto requer um ajuste em todo o Corpo humanidade. Mas posso dar a minha contribuição no momento que foco na minha cura, ou seja, na minha harmonização, no meu equilíbrio, no conhecimento adquirido, na minha fé, na minha busca, na minha vida baseada nos padrões mais elevados que consigo conceber, na compreensão das Leis que regem a vida do Corpo humanidade, enfim a muito que eu posso fazer sem, necessariamente, depender de ninguém para isto.

Agora, eu faço?
Esta resposta cada um tem de dar para si próprio e isto deverá proporcionar uma auto avaliação do seu empenho e da sua real intenção neste contexto.
A resposta nunca poderá ser de que faço o suficiente, faço o que posso, me esforço ao máximo, estou no meu limite, não tenho mais forças, pois quando admitimos que estamos no limite, ou exauridos, poderemos colocar uma barreira que poderá ser difícil de superar.

A resposta precisa gerar uma certa insatisfação, pois tudo que fazemos pode melhorar e pode ser mais completo.

O ser humano considerando corpo e alma, não tem limites na sua capacidade de superação. É preciso estar convicto desta condição. Talvez num determinado momento, não consigamos atingir certas metas estabelecidas, quando na realidade é uma falta de preparo para que a meta estabelecida pudesse ser atingida, portanto, novos esforços devem se empreendidos para a superação.

O que cada um tem, ninguém tem.
Cada individuo está num nível de consciência, numa etapa da evolução universal, numa condição cármica especifica, possui um nível de vivencia único (em mundos, sistemas, planos, dimensões), veio com capacidades especificas para o meio em questão, traz “ferramentas” especificas para seu destino pessoal, que irá colaborar para o cumprimento do destino coletivo, enfim cada um é um ser único e especifico em todo o universo. Portanto a colaboração de cada um, no todo, colocará o Corpo humanidade na reta evolutiva.

Não se compare, faça sua parte, cumpra com suas metas elevadas, aspire a ascenção espiritual, faça sempre o certo, independente do meio errado em que vive, colabore sem reciprocidade, não se intimide por medo ou preguiça, aceite o que tem de ser aceito, mantenha o equilíbrio, reflita sempre antes de se manifestar e ame.

Assim tem sido e assim tem funcionado em mundos evolutivos.

Assim será a nova humanidade na Terra, no próximo ciclo.  Que está muito mais próximo do que imaginamos.




segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Passos Atuais - 139a Parte. É preciso ajudar. Disponibilize-se, mas aprenda antes de buscar o Serviço.


Só damos passos realmente quando nos dispomos a ir um pouco além do que estaria ao nosso alcance.
Figueira.

Pois bem, temos uma tendência muito forte em impor limites a nós mesmos. No entanto, quando uma dificuldade aparece e nos incomoda bastante, reagimos para superar os limites que havíamos concebido a alguns momentos atrás. Esta tendência tem sido inerente a todos os seres humanos.

Nossa educação sempre nos condicionou a acatar limites que impõem regras sobre nossa criatividade. A ignorância dos educadores, pela pobreza das informações que tem acesso, contribui para a má formação intelectual infantil. Tem sido imposto regras absurdas de comportamento com objetivos óbvios de controle e domínio, mantendo a título da “boa educação”, limites desnecessários sobre as crianças. Isto limita a criatividade sadia e colaboradora que poderia desabrochar, naturalmente, de cada uma. Há de se considerar também, que temos sido péssimos exemplos para elas, que veem em nossas ações muito contrassenso entre o que se fala e o que se faz.

O egoísmo presente é outro fator que prepondera sobre todos. É alimentado pela competitividade que rapidamente se transforma nos diversos modelos de violência e segregações.

Nossa educação já pressupõe que um tem de ser melhor que o outro, aprofundando a desigualdade para os extremos. Em seguida vem as leis que tentam disciplinar estes mesmos extremos que foram intensamente trabalhados na educação. Fica assim um contrassenso como “moto contínuo” da desigualdade x igualdade.

Atingimos um estágio em que a reversão é impossível, pois cada vez mais haverá mais competitividade e animosidade entre todos.

O aumento da população do planeta, contribui radicalmente para os extremos, numa humanidade despreparada para conviver harmonicamente. A competitividade e o egoísmo não permite a possibilidade da harmonia.

No entanto, vê-se que a nova geração que vem chegando tem adotado outros patamares de comparações, abdicando, inclusive de luxos considerados essenciais até a pouco tempo.

Esta transformação da nova geração é interna, intuitiva e a capacita para a nova era planetária. No entanto, tem sido comum ver crianças desajustadas em seu meio ambiente familiar, escolar e de convivências, pois a transição no meio ambiente e na sociedade é muito lento de ocorrer,  face as grandes resistências dos mais velhos que ainda não perceberam a troca do modelo de “como se viver”.

Isto tem seus efeitos nefastos sobre a nova geração, que vive conflitos internos enormes, pois já nasceram com estas características bem diferentes dos modelos que conhecemos.

O período da transição planetária é extremamente conflituoso e arriscado. Muitos não aguentarão a pressão da transição, pois não encontram explicações plausíveis para diversos sentimentos internos que deveriam manifestar, além de serem tolhidos por pais, educadores, familiares que não aceitam modelos diferentes dos que foram criados. Por ouro lado as mudanças são intensas, muito rápidas, acentuando os conflitos internos que vem para fora sob a forma de revolta ou de submissão.

Educar, hoje, é uma tarefa muito mais complexa do que fora outrora, devido a transição em curso. Sem informações adequadas, pais e educadores seguem modelos desatualizados que não serve e confundem esta nova leva de crianças que estão vindo com outra base de sentimentos, princípios e regras de convivência.

É preciso ajudar.

É preciso dispor-se a aprender, rever conceitos, quebrar preconceitos, ser audacioso, estudar muito e dedicar-se, de coração e alma, para ajudar com sabedoria.

A disposição de ajudar, sem a sabedoria necessária, simplesmente confunde o que já está confuso.

Disponibilize-se, mas aprenda antes de buscar o Serviço.




sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Passos Atuais 138a Parte. Prepara-te para ajudar. A ordem da ajuda.


Ordens da ajuda:
                              Roteiro adaptado do livro “Ordens da Ajuda” - Bert Hellinger, sobre o ato de ajudar e não o de interferir.

Comentários:
  • No livro “Ordens da Ajuda”, o psicoterapeuta alemão compartilha suas experiências e os pressupostos sobre o auxilio a alguém, sem prejudicar aquele que precisa ser auxiliado.
  • Muitas vezes, no afã de colaborar com a melhora e evolução do outro, nos colocamos em posições nem sempre assertivas, favoráveis ou confortáveis para quem recebe o auxílio. É preciso, então, criar um ambiente seguro e de confiança, onde cada um sinta-se acolhido, apreciado, amado e não julgado por ser quem é.
  • Por isso mesmo temos que estar profundamente atentos à forma como abordamos cada pessoa que vem em busca de auxilio. Devemos nos lembrar  que cada indivíduo é dono de si e responsável por seu caminho, e por mais que esteja passando por um momento conturbado, sempre será o protagonista de sua própria história.
  • Bert inicia dizendo: Ajudar é uma arte. Pode ser aprendida e praticada.
  • Faz parte dessa arte uma sensibilidade para compreender quem procura ajuda; portanto, a compreensão daquilo que lhe é adequado e, simultaneamente, o que o ergue acima de si mesmo para algo mais abrangente.
  • Nós dependemos, sob todos os aspectos, da ajuda que recebemos. Só assim poderemos nos desenvolver.  
  • Aquele que julga não necessitar, aquele que se recusa a ajudar, fica só e definha. A ajuda serve aos ajudados e aos que que ajudam, também.
  • Há uma qualidade básica na ajuda: reconhecer no outro a capacidade de lidar com a  própria realidade e história. Aquele que ajuda ilumina um caminho obstruído pela escuridão.

As cinco ordens da ajuda:

          Primeira ordem da ajuda - (limite)
Ver-se como uma lanterna a iluminar é reconhecer a dignidade do ajudado, além de permitir que a ajuda possa ser recebida. Iluminar um caminho obscuro pode ser a solução de percorre-lo. É preciso perceber o limite de até onde pode-se ir.
O ajudante não pode criar grandes expectativas sobre o resultado da sua ajuda. Ele deixa o caminho livre para que o ajudado se movimente do jeito que melhor lhe convier. Ao deixa-lo livre o ajudante se sente livre e se movimenta na direção das próprias indicações.
Dessa forma permanece capaz e disponível.

Toda ajuda é limitada, pois só poderá ir até aonde o ajudado permitir . Isto ressaltará a humildade de que nem sempre a solução será aquela desejada . 

A humildade contradiz muitas ideias tradicionais sobre como ajudar. No modelo convencional, ser "bom" significa sempre ajudar, mesmo que não seja solicitado. Frequentemente geramos interferências desnecessárias)

(A desordem aqui começa quando alguém quer dar o que não tem e o ajudado pega o que não precisa.)


2     Segunda ordem da ajuda  (não interferir)
A ajuda está a serviço da sobrevivência, de um lado; e da evolução e crescimento, de outro.
A sobrevivência, a evolução e o crescimento dependem de circunstâncias especiais, tanto externas quanto internas. Quando a ajuda desconsidera essas circunstâncias, ou não as admite, está fadada ao fracasso.
Assim devemos nos submeter às circunstâncias e somente  interferir e apoiar à medida que elas o permitirem.

(A desordem aqui seria negarmos ou encobrirmos as circunstâncias, ao invés de olhá-las com aquele que procura ajuda. O querer ajudar contra as circunstâncias enfraquece tanto o ajudante quanto aquele que espera ajuda ou a quem ela é oferecida, ou imposta).

3.)    Terceira ordem da ajuda (adulto ajudando adulto)
Muitos pensam que aqueles que procuram ajuda devem ser ajudados como pais ajudam filhos. E, inversamente, aqueles que procuram ajuda esperam que os ajudantes se dediquem a eles como se fossem seus pais. Caso isso ocorra, ambos se envolvem numa longa relação, onde aquele que procura ajuda se recusa a assumir seu lugar de igual para igual no mundo dos adultos.
A terceira ordem da ajuda seria, portanto, colocar-se como adulto, diante daquele que busca ajuda e reconhecê-lo como um outro adulto; este assim, terá condições de se apoderar da possibilidade de mudança, com suas próprias forças.
 (A desordem aqui é permitir que um adulto faça reivindicações ao ajudante como uma criança faria aos seus pais e tratá-lo como criança, poupando-o do que ele mesmo precisa carregar – a responsabilidade e as consequências)

4    Quarta ordem da ajuda – não se envolver
A empatia do ajudante deve ser o menos pessoal possível. Ele não deve se envolver num relacionamento pessoal, sob o perigo de entrar numa relação de ajuda como pais e filhos, como foi dito na terceira ordem.
( A desordem aqui é o perigo de que essa nova empatia seja considerada dura, tanto pelo ajudante quanto por quem procura ajuda, principalmente se este faz reivindicações infantis. Mas, se procura solução de maneira adulta, sente essa nova empatia como uma liberação e fonte de força.)


        Quinta ordem da ajuda -  não julgar
O ajudante não deve embarcar nas reclamações de quem procura ajuda, culpando outros por sua situação. Quando alguém se queixa dos seus pais, ou dos seus filhos, ou da sua vida, ou do seu destino, e o ajudante se apropria dessa visão, ambos estarão a serviço da perpetuação da dor ou da doença. Quem reclama, provaelmente não quer mudar ou fazer nada a respeito.
A quinta ordem da ajuda é, portanto, o amor a cada um como ele é, por maiores que sejam as diferenças entre si. Quem realmente ajuda, não julga
(A desordem aqui seria julgar o ajudado e os envolvidos)

Observações:.
É a alma que conduz a ajuda.
O ajudante precisa estar em equilíbrio. Para isso, harmonizar-se e jamais se envolver no contexto do problema
Esperar que um caminho aparece porque a solução dependerá das reações do ajudado. Este caminho será intuído na medida que o equilíbrio, e não envolvimento, aconteça.
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Bert Hellinger, nascido em 1925, na Alemanha, estudou Filosofia, Teologia e Pedagogia. Ele trabalhou 16 anos como membro de uma ordem de missionários católicos com os Zulus na África. Deixou o seminário e desenvolveu uma abordagem terapêutica baseada nessa experiência com os Zulus, de onde derivam as três leis sistêmicas (pertencimento, ordem e equilíbrio).   Faleceu em 19 de setembro de 2019, com 93 anos.

Colaboradora: Magali

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Passos Atuais 137ª Parte. Toda vez que agir, pense qual seria a ação ideal que gostaria de receber e a exerça




O trabalho interno da energia é profundamente eficaz. Assemelha-se a gotas d’água caindo sobre a rocha; embora aparentemente nada aconteça, a uma certa altura a rocha se parte.

A manifestação de padrões superiores é principalmente uma obra interna, da qual os corpos materiais do ser tem, quando muito, vislumbres, pois o atual grau de densidade desses corpos não permite que as transformações necessárias se concretizem plenamente.
Figueira.

Pois bem, somos abastecidos diariamente com energias que provêm dos mundos internos. Tais energias mantem, além das atividades básicas na luta pela sobrevivência, atividades em certas regiões do cérebro e do coração que permitem a exploração das sensações evolutivas de cada um. É como se tivéssemos, além dos 5 sentidos, mais alguns que pertencem ao espírito.

Estes mais alguns que denominaremos como “sentidos sutis”, são sistematicamente estimulados pelos mundos internos. Alguns indivíduos dão respostas rápidas e concisas, outros respostas lentas e confusas a estes estímulos.

Desta forma, o individuo que mantem certa serenidade e a busca pelo seu motivo de existir, começa a se coligar com certas informações que repercutem através destes canais chamados “sentidos sutis”. Órgãos específicos passam a ser estimulados, como a glândula pineal, por exemplo, ativando a “luz primordial” em células que despertam o corpo humano para estes novos estímulos.

Assim por insights e clarões internos iremos ser mais perceptivos, enxergando, escutando e sentindo o que a maioria não percebe. Isto em linhas gerais é o caminho da expansão da consciência, com a possibilidade de uma mudança do nível atual.

Resumidamente temos de prestar atenção nas pessoas, nos acontecimentos, nos movimentos que nos rodeia, nas reações e na busca por detalhes, impondo ao coração a compaixão e a humildade sobre o que se passa.

Este é o processo evolutivo. Em momentos especiais, onde a expansão precise ser mais rápida por determinados movimentos externos intensos, estes sentidos sutis recebem ampla estimulação, dando ao individuo certos dons ou capacidades que serão úteis no local em que se encontra.
Internamente algo novo tem de ser formado para que percebamos sua manifestação. Por exemplo, só poderei ser humilde se exercer a humildade, só poderei ser servido se souber servir, só poderei receber se estiver doando, só poderei ser amado se souber amar.

Aqui na Terra, nesta fase cíclica, nunca iremos ser uma pessoa ideal, pois o meio ambiente que vivemos não é ideal, mas mesmo neste meio agressivo estamos sendo lapidados para o momento em que teremos as condições ideais.

Toda vez que agir, pense qual seria a ação ideal que gostaria de receber e a exerça. É um exercício que funciona.