Quantos laços
tereis de desatar até que vos encontreis totalmente unidos a nós?
Figueira.
Pois bem, nos tempos de conturbação
surge oportunidades preciosas. Uma delas é esta citada pela pensamento, desatar
nós que nos prendem a coisas insignificantes.
Este conceito de insignificância é
absolutamente pessoal. Cada pessoa terá de avaliar o grau de insignificância e
chegar à conclusão que pode ou não dispensar.
Nos tempos de conturbação a oportunidade
é ímpar pelo fato de que temos, inexoravelmente, de acelerar nossas escolhas.
Comparando, quando abrimos o
guarda roupa e olhamos criteriosamente, iremos perceber que acumulamos diversas
roupas que desatualizaram-se, não servem mais, desbotaram, enfim concluiremos
que podem ser dispensadas e assim liberar espaço. No entanto, haverá aquela
roupa que, aparentemente, ganhou um valor sentimental por ter sido usado em uma
ocasião especial. Provavelmente está ficará no seu lugar.
Os tempos de conturbação acontecem
para que novos tempos aproximem-se e se instalem no curso do destino que
estamos realizando. Neste aspecto é imprescindível nos livrarmos de tudo que
não seja essencial, pois um novo caminho exigirá novas demandas, novos
esforços, nova imaginação e conceitos.
Quando aceitamos percorre-lo, nos comprometemos
a enfrentar novos desafios, portanto sair com a “mala cheia” será um estorvo
para superar os desafios que surgirão na medida que o novo caminho comece a ser
percorrido.
Voltando para aquela roupa antiga
com um certo valor sentimental, com certeza esta não terá serventia, além de reter
vários apegos que em nada irá contribuir para novas situações.
Nova situação é algo novo, não
vivido, sem parâmetros, sem conceitos, onde tudo estará se formando no coração.
Estamos na intersecção da velha
fase com a nova fase surgido por este um novo impulso. Foi pandêmico, veio
forte, terá sequencias e será dominante em um certo tempo. Este tempo é
importante e oportuno. Dará a todos a oportunidade de rever e reavaliar o que
sempre foi considerado como importante, como essencial, como necessário.
A vida está nos levando a um novo
formato. É estranho por ainda não termos nos acostumados. A mudança de velhos
hábitos, da forma de se relacionar e conviver sofreu drástica alterações. É um
claro aviso de que os novos tempos já estão em ato.
No entanto, temos o livre
arbítrio, podemos atender ou não a estas mudanças impostas por uma nova
condição, podemos arrumar o “guarda roupas” ou mantê-lo como está. Podemos
reavaliar o que sempre foi essencial ou desprezar tal efeito. Enfim dependerá
do posicionamento da maioria para que a vida tome o novo ritmo ou dela surgirá
um efeito ainda mais avassalador para que o ritmo que a humanidade vem caminhando seja
alterado.
É importante sabermos que quanto
maior o grau de dificuldade em lidar com o novo, com a novidade e com os desapegos,
mais desatualizados estamos e maiores terão de ser os esforços.
No entanto,
maiores serão as ajudas e os amparos para que se restabeleça o tão necessário
alinhamento para a Nova Era.
Uma coisa é certa, nada voltará
como antes.







