Pois bem, continuando aspectos da Instrução, o tema escolhido foi “Livre Arbítrio”. Compreender esta principal atribuição, a qual estamos submetidos, e essencial para transcende-la. Transcende-la é preciso para que a próxima etapa evolutiva possa acontecer.
O texto a seguir foi extraído do Glossário Esotérico – 9ª edição – página 261 – Editora Irdin. O texto original está grafado em itálico. Comentários serão feitos no texto, no campo Obs.
LIVRE-ARBÍTRIO —Faculdade do homem eleger por si próprio a ação a
praticar. Até hoje o livre-arbítrio foi pautado por tendências pessoais,
meramente humanas e, não raro, obscuras; esteve ligado ao ciclo de desenvolvimento
do consciente esquerdo.
Obs. A evolução ocorre com a demanda maior do consciente direito.
Do esquerdo para o direito a consciência humana vai se polarizando para os
níveis elevados. A lógica, o racional, o previsível, a personalidade, são
atributos básicos do consciente esquerdo. A intuição, a inspiração, o contato,
a singularidade, a percepção, são atributos do consciente direito. Na transição
entre o uso do esquerdo e do direito ocorre o processo evolutivo.
A população terrestre, em sua maioria utiliza o esquerdo, daí a
forte influência da personalidade e da lógica. A futura população da Terra, no
pós transição, fará uso contínuo do direito e a intuição substituirá a
personalidade.
Nos primórdios da formação da Terra, as diversas correntes da vida
que dariam origem aos reinos, desde o mineral até o humano e o espiritual,
estavam-se estruturando, aglutinando componentes. Nessa fase, a humanidade achava-se na transição
em que foi definida a linha evolutiva do livre-arbítrio; existiam, entretanto,
outras vias possíveis, das quais três lhe estavam disponíveis em especial:
A primeira lhe proporcionaria maior integração com a Hierarquia
angélica. Se tivesse sido assumida, a Terra não teria chegado a níveis de
condensação tão acentuados, mesmo como planeta físico;
A segunda seria a que agora ela propicia a encontrar, regida pela
lei evolutiva em seus aspectos superiores, além do âmbito de vigência da lei do
carma material;
A terceira, pela qual a humanidade se precipitou, era do livre
arbítrio. Diz-se que houve opção por ter a humanidade estado diante de outras
possibilidades e ter-se enveredado por essa. Todavia, tal opção não pode ser compreendida
no sentido normal desse termo, pois resultou sobretudo de afinidade entre a energia que a humanidade já expressava e o que
estava implícito no caminho do livre-arbítrio.
Obs. Assim, das 3 opções a humanidade deriva para o uso intensivo
do livre arbítrio assumindo a responsabilidades pelas escolhas. Deveria, nesta
opção, ter se preparado com o conhecimento das Leis que regem a evolução, mas
falhou neste quesito que foi assumido pelas forças involutivas, predominando
assim a desordem e o caos. A fase atual é absolutamente irreversível e a transição
planetária, que pertence ao planeta e não à raça humana, terá de fazer ajustes
radicais para que a humanidade não seja completamente extinta.
O exercício do livre-arbítrio, assim facultado à humanidade de
superficie determinou muitas das características atuais do planeta e acarretou,
entre outras consequências, o estado de contaminação física e psíquica em que
ele mergulhou.
Obs. Abrimos espaços para as forças do caos que predominam na
formação de astros, estrelas e planetas no universo material, que ao atingir a
mente pensante da humanidade, no livre arbítrio, começa a atuar no consciente
esquerdo, originando os desvios na personalidade. As forças do caos são
construtores no universo material, mas podem no fogo fricativo (fricção),
derivar-se para o lado obscuro. Tudo está no equilíbrio perfeito, mas escolhas
erradas produzem caminhos errados. Atualmente o caos físico e psíquico prepondera
sobre tudo, inclusive o bom senso, com resultados desastrosos e sem nenhuma
possibilidade de reversão, tal sua intensidade e penetração. A mentira
tornou-se o principal meio de comunicação entre os homens, que numa escala
exponencial vem afastando-os das Leis, propiciando reações cada vez mais
intensas e desastrosas.
A lei do carma material teve como função controlar o relacionamento
dos homens com o mundo durante seu percurso por este, provendo-lhes o
aprendizado característico do uso da escolha.
Era necessário um instrumento como esse, exato, de certo modo infalível,
que pudesse regular com precisão o retomo de cada ato em todos os níveis de
consciência — pois, com o livre-arbítrio. os atos poderiam ser contrários à lei
cósmica. Mas o livre-arbítrio existe apenas em fases intermediárias da evolução
humana na Terra. Enquanto primitivo, o homem na verdade não escolhe: como um
joguete, segue os impulsos das forças que compõem seus corpos, e seu destino é
traçado de maneira estrita pela lei do carma material.
Quase não há, ainda, participação
do “eu” na determinação desse destino. Já no individuo de evolução média, cujas
forças do desejo e do pensamento disputam a soberania sobre suas ações, o
livre-arbítrio chega à máxima expressão.
Obs. Sem a lei do carma não equilibraríamos nossas ações
contrárias às Leis Universais. Deu-se assim a compensação e a oportunidade do
aprendizado. Insistimos demais nos mesmos erros, encarnação após encarnação, pairando
sobre os mesmos efeitos por muitas vidas. Muitos entraram num ciclo vicioso
repetindo, vida após vida, os mesmos erros. Sem a interferência divina, e esta
se dará na transição do planeta, nada mudaria e a humanidade caminharia direto
para sua auto extinção.
A humanidade conta com indivíduos utilizando o livre arbítrio, em
que a maioria usa o consciente esquerdo, a minoria o uso misto do consciente
esquerdo e direito e bem poucos com o uso do direito.
Esse confronto permanece até que as forças do pensamento
prevaleçam e, numa etapa mais avançada, unam-se à vontade da mônada.
Naqueles cuja mônada despertou e cuja alma guia em certo grau a
personalidade, o livre-arbítrio, apesar de ainda existir, deixa de preponderar,
pois fatos de real importância, seja para a evolução deles, seja para o serviço
que devem prestar, são determinados pelos seus núcleos profundos e pelas
Hierarquias que os conduzem. Finalmente, quando na Terceira Iniciação a alma
assume total controle do ego e da personalidade, o livre-arbítrio é
transcendido.
É assim que, aos poucos, leis superiores passam a reger a
existência humana, substituindo a lei do carma material.
Obs. A nova humanidade não fará mais uso do livre arbítrio e este
será transcendido. A personalidade hibernará para o despontamento pleno da
intuição. Assim ela compartilhará com outros seres de mundos evoluídos terminando
a atual quarentena.
Finalmente seremos conduzidos e perceberemos que esta forma de ser
e de viver é a ideal para que a evolução seja um ato contínuo e constante. Tudo será provido pois não se perde tempo com
o que não seja essencial. A vida será plena e o novo formato extinguirá as
fronteiras do tempo e do espaço.
A transformação que agora está acontecendo em alguns direciona-os
à essência da vida espiritual e divina. Sua entrega e abertura a essa essência
encaminha-os para a superação do livre-arbítrio e para a dissolução das
fronteiras do ego, pois estas mantêm a consciência material apartada de sua
fonte interna. Eles estarão, assim, em
condições de não desviar energia para fins egoístas e pessoais e, como ocorre
em alguns reinos, o vegetal por exemplo, realizarão os desígnios sagrados de
sua existência. Uma civilização chega à harmonia ao polarizar-se em níveis
transpessoais; nessa etapa dispõe-se a cooperar no cumprimento do propósito do
Logos.
Obs. Neste processo evolutivo, com a liberação da humanidade do
livre arbítrio e o uso exclusivo do consciente direito, a inteligência passando
dos atuais 10% para 50% a 60%, o céu, as estrelas, a vida será absolutamente
diferente da que conhecemos e tudo fará sentido.
Lhes mostrei que a entrega ao Pai é o único caminho. Segues o que
lhes indiquei. (mensagem de Cristo Samana para este texto)