Pensamento de
Sri Aurobindo.
Onde quer que tu
vires um grande fim, fica seguro de um grande começo. Onde uma monstruosa e
dolorosa destruição estarrecer tua mente, consola-a com a certeza de uma grande e vasta criação.
Sri.
Pois
bem, assim que vivemos e assim que iremos viver pela eternidade. Tudo que construímos,
em um certo momento terá de ser destruído, pois em outro servirá de base para
algo que melhor e maior possa surgir.
No
plano físico, isto ocorre a olhos vistos.
Desde
a antiguidade, as bases, as fundações das construções e fortificações
anteriores, muitas vezes destruídas em guerras, passavam a ser o local aonde as
novas construções surgiam.
Jerusalém
foi reconstruída inúmeras vezes sob as bases anteriores, numa troca continua de
ocupações e invasões, face a mudança de religiões e das crenças sobre este
local sagrado.
Na
natureza é o mesmo, grandes tempestades e movimentos da superfície, renovaram a
geografia e topografia de cada local atingido. É sabido que a superfície terrestre
já teve inúmeros panoramas geográficos, onde continentes se uniam e se
separavam, de tempos em tempos.
Sabemos
que a geografia atual será amplamente modificada para a próxima era, onde áreas
molhadas secaram e áreas secas submergirão. Com a mudança do eixo terrestre
áreas congeladas aparecerão pois reservam elementos minerais intocáveis, que
serão de extrema valia para a nova humanidade na nova era.
Este
movimento de renovação é sadio, mesmo que aconteça por meio da destruição.
Este
sistema de destruição e reconstrução ocorre em face de nos encontrarmos na 3ª dimensão,
onde os ciclos são constituídos desta forma. Nas dimensões seguintes, isto se
atenua e vai desaparecendo, pois os
movimentos da reconstituição atômica não precisa ser caótico como tem sido na 3ª.
Compreender
e aceitar esta condição poderá nos ajudar e esclarecer o que ocorre na nossa
vida pessoal.
Da
mesma forma, temos uma vida formada de vários ciclos menores, onde fatores
provocam estados de destruição assim como de reconstrução.
Não
há como uma pessoa passar incólume por estes ciclos de ascenção e de queda,
segundo nossa concepção, pois isto é fator de crescimento, é um aspecto
evolutivo.
Em
um certo ciclo, podemos deixar que nossa personalidade seja arrogante,
promiscua, soberana, poderosa, mas no ciclo seguinte vem a queda e o que fomos
teremos de deixar de ser, onde a personalidade precisará ser submissa, ser
amparada, pedir, se submetendo a personalidades poderosas.
Isto
também é um processo de destruição e reconstrução.
No
entanto, o que vem ocorrendo é que este processo vem se repetindo continuamente,
ciclo após ciclo, vida após vida, sem que mudemos nossa atenção e nosso rumo
além das coisas materiais. Estagnamos nos interesses materiais, tornando nossos
ciclos viciosos em contínuos processos de repetição, da mesmice.
Desta
forma, a civilização tem se destruído e se reconstruído, mas com pouco
progresso espiritual e de conduta, ocorrendo somente uma “troca de cadeiras”,
uma “troca de poder e de poderosos” com mudanças insignificantes.
Já
entramos num novo Ciclo da Terra onde tudo irá mudar. As mudanças serão muito
bruscas e muito impactantes. Será algo que nunca ocorreu no planeta, nas
proporções previstas.
Passamos
pelo diluvio, passamos pela destruição da Lemuria, da Atlântida e por tantas
outras de menores proporções e assim reconstruiu-se as civilizações.
Assim
será com a raça atual para que a sucessão da nova raça aconteça. Reconstruída sob
as bases atuais mas com enormes diferenças de conceitos, de Leis, de convivência,
onde finalmente ganharemos a universalidade da Vida.
Daí
em diante, os ciclos continuarão a ocorrer mas pouco será sentido entre suas mudanças,
pois estaremos serenos e alinhados com as coisas de Deus.
Que
assim seja.
Hilton