Pensamento
do dia 22 de janeiro de 2017
Somente
alguém que transcenda o ego pode compreendê-lo.
Paul
Brunton.
Porque
às vezes ficamos furiosos? Queremos explodir? Socar alguém até virar pó?
Este
desequilíbrio provem do ego.
No
ego adotamos inúmeros parâmetros e referências que consideramos corretos. No
entanto, no eterno vir a ser, estes parâmetros e referencias desatualizam e
tornam-se obsoletos, inaplicáveis em curtíssimo espaço de tempo, tendo em vista
a grande dinâmica da Vida Universal.
No
ego não aplicamos, com facilidade, as continuas e infindáveis atualizações dos
inúmeros “softwares mentais” (numa analogia) existentes.
Não
nos atualizamos como seres humanos na mesma dinâmica que a Vida se movimenta,
pois nossa meta principal é o conforto, o ostracismo, o “dolce fare nienti”.
O
ego, um dos elementos que compõem o corpo emocional, torna-se DOMINANTE e impõe
à mente, corpo pensante, suas tendências desatualizadas, mas a princípio
confortáveis e nos indica decisões que geram ações completamente erradas em
relação aos impulsos que estamos recebendo.
Isto
em certos momentos vira raiva, vira vingança, ativa a revolta, enfim, ressalta
nossos instintos da fase animal, super antigos, da época dos dinossauros, pois
ainda “os” carregamos em nosso DNA.
Com
isto estamos quase sempre fadados a errar quando usamos o ego em nossas
decisões.
É
muito importante saber que quando nos sentimos DESEQUILIBRADOS, com alguns
sentimentos negativos, estaremos decidindo com o ego e não com a alma.
O
ego, na conjuntura atual continua predominante, dominante em muitos de nós e as
decisões ainda continuam naquele deus dos antigos, que uma frase simplifica
tudo: “Olho Por Olho, Dente Por Dente”.
O
indivíduo egocêntrico, acumula, pensa em si, vive em torno do seu eixo, sempre
quer mais, tem dificuldades em dividir, não compartilha, não transcende, não
absorve, não filtra, explode, compara-se, compete continuamente, reserva-se, guarda,
quase não perdoa, critica, enfim vive em seu mundo e o considera perfeito.
Estas
definições aplicam-se no mundo material como no mundo espiritual, pois muitos
indivíduos considerados expoentes da espiritualidade, em certos momentos
tornam-se os donos da verdade e dos dogmas perfeitos.
Tanto
um como o outro, podem alcançar quedas vertiginosas.
Pois
bem, estamos experimentando a vida egóica a tempos. Estamos sob o domínio
intenso do ego, a eras, a infindáveis vidas e ainda não o transcendemos.
Nos
acostumamos tanto com seu domínio, que a personalidade com suas infinitas
variações, vem dominando a mente dos homens e estes tem tomado decisões
altamente negativas, muitas vezes inimagináveis, separando, selecionando,
priorizando, definindo atitudes absurdamente desastrosas para os conceitos da
vida única, da irmandade, do amor.
Após
milhares de reencarnações temos mantidos as mesmas posturas dos “tempos das
cavernas”, do “olho por olho”, onde o maleficio substitui o benefício.
A
maioria não superou a fase do ego, do egocentrismo, dos mandos da
personalidade, ou seja, não alcançou o estágio preponderante em que a alma deveria
estar predominando sobre as decisões da mente.
Por
isso somos tão separatistas, individualistas, competitivos, gananciosos, sem
sequer pensar que compartilhamos o mesmo planeta, o mesmo ar, a mesma água, as
mesmas ofertas da Mãe Natureza, onde o crescimento de um alavanca o crescimento
de todos.
Enfim
vamos rever nossa postura em relação às nossas decisões.
Vamos
evitar contrapor nosso bom senso, nas fases equilibradas que costumamos ter.
Vamos
envidar esforços para manter um tom e um som único em nossas manifestações,
para manter uma certa harmonia e coerência com nosso lado mais elevado.
Vamos
olhar o próximo, os reinos como algo que compõem o Único, o Todo, e que Tudo
também faz parte de mim.
Desta
forma, poderemos compreender o ego e supera-lo, pois ele sempre fará parte do
meu todo, do meu arquétipo e do meu aprendizado.
Enfim,
vamos transcende-lo.
Hilton